Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 226

Thiago Sampaio | 04/07/2018 às 15:23

O clima pode ser de Copa do Mundo, mas para quem gosta de luta, a ansiedade está explodindo para este fim de semana. E agora não é por causa de um evento sonolento em horário ingrato como foi aquele de Singapura.

Finalmente chegou a International Fight Week!

O aquecimento já começa na sexta-feira (6), com o The Ultimate Fighter 27 Finale. Um card em geral bem fraco, como esperado, mas que na luta principal traz a promessa Israel Adesanya, recebendo o maior teste da carreira no MMA, o experiente Brad Tavares. Pra ficar de olho!

Mas o prato principal é mesmo o “UFC 226: Miocic vs. Cormier”, que acontece a partir das 19h30 (horário de Brasília) deste sábado (7), na T-Mobile Arena, em Paradise, Nevada.

Na superluta principal, Stipe Miocic, campeão dos pesos pesados, defende o seu cinturão contra Daniel Cormier, atual campeão dos meio pesados, que sobe de divisão e poderá ostentar dois títulos simultaneamente se vencer.

No co-main event, Max Holloway defende pela primeira vez o seu cinturão dos penas contra alguém que não se chama José Aldo. O desafiante é o estraga-prazeres invicto Brian Ortega.

E um caminhão de nomes de impacto preenchem o card, que até o momento, é a maior esperança da organização para quebrar a banca em venda de pay-per-views em 2018.

E vamos lá aos (muitos) destaques!

Campeão x campeão

Tanto se fala de superlutas e duelos entre campeões de categorias diferentes, mas é tão raro de se concretizar. Mas pelo menos essa está saindo do papel: Stipe Miocic (18-2, 12-2 UFC) e Daniel Cormier (20-1-0-1, 9-1-0-1 UFC) se enfrentam pelo cinturão dos pesos pesados.

Campeões dos pesados e dos meios pesados viram na escassez de desafiantes de suas respectivas divisões como uma chance de ganharem uma grana extra, além de fazer História. De quebra, faturaram cargos de treinadores do TUF 27.

Miocic já bateu o recorde de defesas consecutivas do título dos pesados (Brock Lesnar, Tim Sylvia, Randy Couture e Cain Velásquez defenderam duas vezes) e pode ampliar a marca. Depois que tomou a cinta de Fabrício Werdum, venceu Alistair Overeeem, Júnior Cigano e Francis Ngannou.

Como meio pesado, Cormier se tornou campeão ao vencer Anthony Johnson, defendeu o título contra Alexander Gustafsson, numa revanche com o Rumble e venceu Anderson Silva num duelo sem valer cinturão. Depois do vai e volta de cinturão com um tal de Jon Jones, defendeu com certa facilidade contra Volkan Oezdemir.

DC tem um cartel quase perfeito se não fosse por Jones. Para ele perdeu as duas únicas vezes no MMA. A primeira como desafiante ao título, numa decisão unânime. A segunda, já como campeão, foi nocauteado, mas Bones foi flagrado de novo no exame antidoping, o resultado virou no-contest e o cinturão voltou para o gordinho.

Mas o veterano wrestler olímpico tem também uma carreira de respeito como peso pesado, tendo vencido o GP da categoria no Strikeforce, passando por Antônio Pezão e Josh Barnett. No Ultimate, dominou Frank Mir e Roy Nelson (na época ainda relevantes).

Como o companheiro de treinos Velásquez nunca tem previsão de retorno e Luke Rockhold está migrando para os meio pesados, chegou a hora de voltar para os pesados com a chance de ostentar dois títulos simultaneamente, algo que só Conor McGregor conseguiu.

E aos 39 anos, uma chance de se aposentar em breve com feitos mais do que admiráveis!

Mas para isso, a absorção de golpes vai precisar ser ainda maior do que aquela que resistiu – sabe-se lá como – ao coice do Rumble na primeira luta deles e sucumbiu ao chute de Jones. Afinal, as mãos pesadas e ágeis de Miocic não o levaram ao topo por sorte. A diferença de 13cm há de ser considerada.

E o bombeirão já provou que é um lutador inteligente, que não depende do poder de nocaute para vencer. Quando muitos apostavam que ele cairia diante da mão pesadíssima de Ngannou, mostrou suas armas, o eficiente wrestling aliado ao excelente preparo físico, e dominou o combate do começo ao fim.

Claro que wrestling ainda é a principal arma de DC, por mais que derrubar um peso pesado não vá ser a brincadeira que ele fez com Dan Henderson. Mas mesmo assim, Cormier já treinou (e lutou) muito com adversários maiores e mais pesados e se deu bem.

Independentemente de quem vença, temos aqui uma luta entre dois lutadores espetaculares, que já estão no hall dos melhores de suas categorias de todos os tempos. Haverão asteriscos (justo!) e controvérsias. Mas aceitar dói menos.

Chegou a vez da nova geração dos penas

Para o co-evento principal, um embate entre o novo rei dos penas contra um cara que tem calado a boca de todo mundo. E cabe ao campeão Max Holloway (19-3, 15-3 UFC) quebrar a invencibilidade de Brian Ortega (14-0-0-1, 6-0-0-1 UFC).

Aos 26 anos, Holloway vem de nada menos que 12 vitórias em seguida. Conquistou o cinturão interino ao nocautear Anthony Pettis, tirou o título linear ao bater José Aldo e o defendeu contra o próprio brasileiro, vencendo de maneira até parecida, por nocaute técnico.

O Blessed quase disputou o título dos leves contra Khabib Nurmagomedov em abril, mas ao aceitar o duelo com menos de uma semana de antecedência, não bateu os 70kg e a luta não aconteceu. Deixando o carniceiro russo para trás (por enquanto), chegou a hora de focar na divisão dele, até 66kg.

Com 1,80m, o havaiano é bem alto para a categoria dos penas. Tem um excelente muay thai e, apesar de geralmente começar de maneira lenta e estudiosa, cresce ao longo do combate, engolindo os adversários com volume de golpes de todos os ângulos.

Ortega ainda não sabe o que é perder. E muitas vezes quando achávamos que o revés viria, ele foi lá e virou o jogo.

Foi assim com Thiago Tavares, Diego Brandão, Clay Guida, Renato Moicano e Cub Swanson. Mas o ápice da carreira veio na última luta, quando se tornou o primeiro homem a nocautear Frankie Edgar. E no primeiro round!

É um atleta completo que costuma aceitar a trocação de início, o que favorece Holloway, apesar que o punch do T-City não pode ser menosprezado. Tem um boxe alinhado, nada de muito sofisticado, mas bem preciso.

E à medida que o havaiano avançar, é provável que Ortega vá tentar puxar uma guilhotina. Se cair por baixo, tem um triângulo que pode surpreender. O que não pode é se sentir confortável com ele no octógono!

O campeão pode até ser favorito, mas tem muita gente que já cansou de apostar contra o T-City e sair no prejuízo. Cartas na manga ele tem para surpreender mais uma vez.

Brutalidade pouca é brinquedo

Vocês querem um choque de mãos assassinas em que o perdedor provavelmente vai sair do octógono por algum buraco negro que transporte a mente para outra dimensão? Os pesos pesados Francis Ngannou (11-2, 6-1 UFC) e Derrick Lewis (19-5-0-1, 10-3 UFC) estão aí para isso.

O camaronês Ngannou era apontado como a principal promessa de renovação dessa devastada categoria. Venceu seis em seguida, sendo cinco por nocaute (com direito a arrancar a cabeça de Alistair Overeem) e uma por finalização, ganhando o direito de disputar o título.

Mas contra o campeão Stipe Miocic, não conseguiu encaixar a mão brutal e o gás foi se esgotando ao longo dos cinco rounds. Foi totalmente dominado pelo campeão, que estava com o wrestling em dia. Passado o baque, hora de iniciar uma nova corrida ao topo.

O escolhido para tal é o bizarro Lewis, que por algumas vezes já insinuou que encerraria a carreira em decorrência de uma série de problemas físicos, inclusive, saiu do combate que faria com Fabrício Werdum no UFC 216 no dia da luta. Mas ele segue persistindo.

Mesmo indo contra todas as limitações técnicas, a brutalidade tem funcionado na maioria das vezes. No Ultimate, só perdeu para Mark Hunt nas últimas oito lutas. Na última, estava perdendo para Marcin Tybura até arrancar o nocaute no terceiro round.

No comparativo técnico dos dois, o camaronês é infinitamente superior e, por isso, é favorito.

Tem um boxe de muita qualidade, bate bem pesado e também não é leigo no jiu-jítsu, tendo quatro vitórias por finalização, com direito a chave de braço reta, triângulo de mão, guilhotina em pé e kimura.

Mas a Besta Negra nunca foi finalizada, mesmo sem técnica alguma no solo. O gigante apenas escapa através da grosseria. Como o apelido diz, é uma besta.

Depende inteiramente da força física para arrancar um nocaute na base da ignorância. Das 19 vitórias, nada menos que 17 foram dessa maneira (e teve também aquela entediante por decisão sobre Roy Nelson).

Se o gás de Francis é duvidoso, o de Lewis é horrível mesmo. À medida que o tempo passa, é comum o brutamontes de mais de 120kg buscar fôlego pelo vento e proporcionar lutas insuportáveis, como foi com Shamil Abdurakhimov. Ainda assim, o poder de nocaute é sempre perigoso em qualquer round.

A defesa de quedas é o calcanhar de Aquiles de Ngannou, tendo sido derrubado até por Luís Henrique KLB. Se cair por baixo de alguém como Lewis, corre o sério risco de ser esmagado no ground and pound.

Sabe o que é bizarro? Derrick tem chances reais de vencer e, batendo um ex-desafiante, já se coloca ali no bolo entre os possíveis candidatos a disputar o cinturão. Eu sei, é tão medonho quanto os “discursos” dele.

Desta vez sem estilhaços de vidro

A luta entre Michael Chiesa (14-3, 7-3 UFC) e Anthony Pettis (20-7, 7-6 UFC) aconteceria no UFC 223, no dia 7 de abril. Mas graças ao show de Conor McGregor, que atacou um ônibus que levava lutadores, Chiesa foi o mais prejudicado. Se feriu com estilhaços de vidro e o duelo teve que ser remarcado.

Agora longe do irlandês e de carrinhos de mão, Chiesa volta mais revoltado do que nunca. E o cenário para ele e Pettis continua obscuro.

O Showtime foi só ladeira abaixo depois que perdeu o cinturão dos leves ao ser dominado por Rafael dos Anjos, em março de 2015. Tentou se aventurar entre os penas, mas precisando virar cosplay de esqueleto para bater o peso, teve que retornar aos 70kg.

Até venceu um decadente Jim Miller por decisão unânime, onde mostrou resquícios daquele atleta que lutava solto. Mas na última aparição, levou um choque de realidade para Dustin Poirier até sofrer o nocaute técnico no terceiro round após lesão na costela.

Michael Chiesa comoveu o mundo após chorar pela morte do pai no TUF 15 e, mesmo assim, saiu como campeão daquela edição. Ficou marcado pelo perigoso mata-leão, que já lhe garantiu nada menos que oito das 14 vitórias.

Vinha embalado com vitórias sobre Mitch Clarke, Jim Miller e Beneil Dariush, deslumbrando um title-shot, até provar do próprio veneno contra Kevin Lee. Tudo bem, ele não batucou naquele mata-leão, mas, a derrota está lá.

Uma vitória sobre um nome como Pettis parece ideal para voltar a escalar o ranking. Apesar de o Maverick contar com um boxe regular, trocar com o Showtime ainda é bem perigoso.

O ex-campeão deve vir cauteloso e, se tiver chance, vai ousar nos golpes. Anthony tem tirado finalizações do bolso estando em situação de pressão ou mesmo caindo por baixo.

Mas se o assunto é dar bobeira, Chiesa é mestre em aproveitar brechas! É um wrestler muito superior, vai buscar derrubar, bater e laçar o pescoço custe o que custar, ainda que Pettis nunca tenha sido finalizado.

Curioso duelo de estilos que, de tão estranha a situação, ninguém vai se chocar caso o barbudo leve a melhor em pé ou Pettis consiga finalizar.

Em quem será passada a borracha?

Inicialmente marcada para acontecer no UFC Atlantic City, no dia 21 de abril, a luta entre os pesos médios Paulo “Borrachinha” Costa (11-0, 3-0 UFC) e Uriah Hall (13-8, 6-6 UFC) foi remarcada e vai acontecer aqui para testar mais uma vez se o hype do mineiro fã de Bolsonaro é real.

Após passagem apagada pelo TUF Brasil 3, Borrachinha voltou com tudo ao Ultimate. Venceu Garreth McLellan, Oluwale Bamgbose e, na última, o ex-campeão dos meio médios Johny Hendricks. Todos por nocaute. Está invicto nas 11 lutas profissionais.

Mas ainda não foi realmente testado em alto nível. O fôlego ainda é uma incógnita, já que só passou do primeiro round nas duas últimas lutas. O único wrestler que enfrentou foi um Hendricks decrépito, que de tão desmotivado não deu mais as caras e, recentemente, anunciou aposentadoria.

Sorte a dele que Hall não tem o estilo de amarrar e certamente eles vão partir para a trocação até um deles cair. O Homem Ambulância do TUF 17 é aquele cara que adora entregar a paçoca na hora H, mas sabe nocautear que é uma beleza!

Teve o melhor momento quando nocauteou Gegard Mousasi, mas, depois, perdeu três em seguida. Na última luta, estava levando um passeio de Krzysztof Jotko até nocautear no segundo round. Esteve escalado para enfrentar Vitor Belfort mas se retirou após passar mal durante o corte de peso.

Com boa bagagem no karatê e no kickboxing, tem boa mobilidade, chutes giratórios perigosos, mãos pesadas e um chão nulo. Deve apostar nos golpes singulares e manter a longa distância para conseguir o nocaute, caso contrário, é ele quem deve cair se partir afoito.

Borrachinha até agora tem feito a parte dele. Com um porte físico impressionante para 84kg, aparenta ser até de uma categoria acima do que a de seus adversários. Com ótimo muay thai que utiliza combinações de chutes, joelhadas e socos, tem levado todos à lona.

Contra o jamaicano, resta saber se a carcaça que carrega não vai pesar caso não consiga nocautear rapidamente. Contra Bamgbose já deu indícios de cansaço no segundo round e Hall é mais mais experimentado, ainda que nada confiável.

Se organizar, todo mundo…

Mike Perry (11-3, 4-3 UFC) faria uma provável luta sangrenta contra Yancy Medeiros, que acabou saindo por lesão. Eis que surge Paul Felder (15-3, 7-3 UFC), que também ficou sem adversário depois que James Vick subiu para fazer um main-event contra Justin Gaethje. Uniu o útil ao agradável.

Na verdade, o peso leve Felder escapou de ficar a ver navios pela segunda vez em seguida. No UFC 223, enfrentaria Al Iaquinta, em abril, que acabou de última hora lutando com Khabib Nurmagomedov após uma sequência de incidentes insanos.

Vendo Vick também escapar, topou subir para os meio médios e encarar um desafio com apenas nove dias de antecedência contra outro striker. Aparentemente parece loucura.

Acontece que o entrevistador do UFC já estava treinando para uma luta que aconteceria uma semana depois e já vinha cortando peso. É grande para os leves, tem 1,80m (2cm mais alto que Perry), e vai lutar mais confortável por não precisar perder mais 7kg.

A fase também é favorável. Vem de três vitórias em seguida por nocaute (todas por cotovelada), sobre Alessandro Ricci, Stevie Ray e Charles do Bronx, figurando em 14° no ranking dos leves.

Já Perry, visto como promessa entre os meio médios, busca reabilitação. Vem de duas derrotas, para Santiago Ponzinibbio e Max Griffin. Porém, ainda é um cara com estilo empolgante, nocauteador, com fama de bad boy que o UFC adora promover.

O The Platinum, que tem carreira profissional no boxe, roubou a atenção com as provocadas nas encaradas, nocautes como a cotovelada fatal contra Jake Ellenberger, mas também mostrou os caminhos das pedras nas derrotas, começando com Alan Jouban.

Aquelas que lutaram de maneira estratégica, mantendo a distância para fugir da bordoada, batendo e saindo e capitalizando no volume gradativo se deram bem. Se não tiver a característica de derrubar, movimentação e contragolpes é o manual a ser seguido.

Levando em conta que a diferença de tamanho não deve ser problema, resta saber se Felder terá essa cautela. Também é nocauteador, bota o muay thai pra valer e curte golpes plásticos. Justamente nesses socos e cotoveladas giratórias (muitas telegrafadas), pode levar um seguro e já era.

De toda forma, o público agradece por mais uma insanidade que esteve perto de não acontecer mas recebeu uma reposição à altura.

Luta dura para o Durinho

O card preliminar está mesmo empolgante. Gilbert “Durinho” Burns (14-2, 6-2 UFC) e Dan Hooker (16-7, 6-3 UFC) vivem ótimas fases e o vencedor pode faturar uma vaguinha ali no concorrido ranking da categoria peso leve.

Desde a derrota para Michel Trator, Durinho parece ter apostado no seu lado striker e venceu Jason Saggo e Dan Moret por nocaute, algo que só havia conseguido quando lutava no MMA nacional.

Hooker (sem piadas com o significado disso em português, por favor!) parece ter se encontrado desde que subiu para a categoria dos leves. São três vitórias seguidas, nocauteando Ross Pearson com uma joelhada espetacular, finalizou Marc Diakiese e, na última, tirou para nada o veterano Jim Miller.

O neozelandês conta com um kickboxing agressivo, combinando socos de vários ângulos, cotoveladas, chutes altos e joelhadas. Tem poder de nocaute, mas, justamente por partir pra cima tão aberto, abre muitos buracos para contragolpes.

O brasileiro tem evoluído na luta em pé e os nocautes recentes podem trazer a ele a perigosa segurança de que pode trocar em nível de igualdade com Hooker.

Punch ele tem e pode liquidar a fatura num golpe singular, mas não se pode confiar tanto nisso. Lembrando que levou uma surra do então estreante Alex Cowboy até arrancar um armlock no último minuto de luta e foi dominado por Rashid Magomedov.

Honrar as origens é o caminho natural para o tricampeão mundial de jiu-jítsu conseguir a vitória. Hooker tem um bom nível de solo, conta com sete vitórias por finalização, mas a faixa azul dele não faz cócegas ao talento do carioca.

Card completo

Stipe Miocic x Daniel Cormier
Max Holloway x Brian Ortega
Francis Ngannou x Derrick Lewis
Michael Chiesa x Anthony Pettis
Gökhan Saki x Khalil Rountree Jr.
Uriah Hall x Paulo Borrachinha
Paul Felder x Mike Perry
Raphael Assunção x Rob Font
Curtis Millender x Max Griffin
Dan Hooker x Gilbert Durinho
Lando Vannata x Drakkar Klose
Jamie Moyle x Emily Whitmire

Vale assistir?

O fato de a superluta entre Miocic e Cormier ter sido anunciada ainda em janeiro para fomentar a ansiedade dos fãs não foi à toa. Este é o melhor card do ano (e olha que o UFC 225 estava incrível!).

Além das lutas acima, tiveram o cuidado para quase todos os casamentos serem entre atletas com estilos agressivos. Então se você curte caras que partem em busca do nocaute a todo momento, a programação é um prato cheio.

Abrindo a porção principal, o veterano do kickboxing Gökhan Saki vai para a sua segunda luta no UFC (a terceira no MMA) após nocautear Henrique Frankenstein. Khalil Rountree Jr. não deve fazer antijogo. Eles vão sair na mão até algum cair e o gás de Gökhan vai ser de novo colocado à prova.

Pobre Raphael Assunção! Quanto mais ele vence, menos é valorizado pela organização. Escondido no card preliminar, recebe o agressivo Rob Font, que vem de boa vitória sobre Thomas Almeida. Mas o pernambucano é melhor em tudo e, se cadenciar da maneira que melhor sabe, tem tudo pra levar!

Curtis Millender, que teve uma estreia arrasadora, quando nocauteou o veterano Thiago Pitbull, recebe Max Griffin, outro striker, que vem de boa vitória sobre Mike Perry! Poucos estão dando atenção para esta luta, mas que promete muita pancadaria franca.

O sempre empolgante Lando Vanatta vai vir cheio de golpes plásticos, guarda baixa e provocação para cima de Drakkar Klose, que apesar de menos badalado, também curte uma luta em pé, é focado e sabe jogar no erro do adversário, o que pode ser o caminho contra o Groovy.

Tá, Jamie Moyle e Emily Whitmire podem não encher os olhos, mas vai ser animado para começar a brincadeira sangrenta que vai ser esse evento.

Então, tira o dia para curar a ressaca do jogo do Brasil que acontece na sexta (seja de comemoração ou para afogar as mágoas). Separa logo as vitaminas, confere os jogos de sábado na casa de um amigo sem exageros, para ficar inteiro pela noite.

E se não aguenta mais ouvir falar em futebol e necessita sair, até por insistência da sua companhia? Vai no cinema, assiste “Homem-Formiga e a Vespa” e fica para as cenas pós-créditos sob a desculpa que ele vai estar nos próximos “Vingadores”.

Mas e se a tal pessoa já agendou uma viagem para uma praia perto para descansar da rotina estressante e se desligar de tudo? Vai, aproveita. Mas deixa o argumento pronto, pois você vai levar o computador e assistir lá. É fato!

E se deixar para ver depois? Pode ir tentar um papel de humorista na “A Praça É Nossa!”. Você vai estar no lugar certo.

  • Gabriel Souza

    Existe alguma previsão de quando o confere vai voltar ?

    • Renato Rebelo

      Por ora, não.

      • Vinicius Maia

        Renato. Por que tu não faz uma liga no ufc fantasy? Assim tu pode alimentar o site com o ranking da liga pro povo que participa do site fazer os palpites. Abraços.

  • Joadson Carvalho

    Card sensacional! Vamos ver se os número PPV vão refletir a qualidade do evento. No mais, acho que o Ortega vai surpreender novamente.

  • Shotokan Karate

    Evento promete. Estarei surfando em Ubatuba mas tão logo volte irei voando pro Youtube procurar pelas 4 lutas que me interessam. Já vou arriscando palpites:

    1 ) Miocic vs DC : Miocic tá com a moral nas alturas mas pra mim o gordinho bom de briga Daniel Cormier se aposenta com a glória do titulo dos HWs. Explica-se, o gordinho é HW por natureza e tem um arsenal de recursos bem maiores do que o bombeiro. E vamos combinar que ele não vai ser burro de querer sair na mão contra o Miocic sabendo-se do punch que o cara tem. Contra o Anderson Silva que é da divisão anterior ele já não quis sair na mão o que dirá contra outro peso pesado ?

    2 ) Blessed vs Ortega : Me rendi ao Blessed depois de duas pra lá de convincentes vitórias sobre o Zé Aldo. Blessed tem tamanho, gás e punch pra passar o rodo na divisão. Ortega vem com a moral alta pelo surpreendente KO obtido sobre o Edgar mas com o Blessed o furo é bem mais embaixo(não desmerecendo o Edgar que tb sou fã mas não podemos negar que Holloway está com a moral nas alturas e ele não me parece ter jeito de quem vai subir nos tamancos tal qual Garbrandt fez ao topar com o Dillashaw).

    3 ) Eraser vs Hall : Torcida do Bolsonaro pode preparar a festa, Borrachinha vai detonar mais um e vai pedir por TS. Depois contra o Whittaker vão ser outros 500 mas essa o Borrachinha leva…

    4 ) Maguila vs Lewis : Clássico de gorilas(e tb dos sonhos do Tannuri que vejo na primeira fila pra testemunhar) pra acabar com Las Vegas inteira. Desse clássico vejo o Maguila com um enorme favoritismo pois ainda segue na elite da divisão (perder pro Miocic não é demérito algum e vamos reconhecer que o bombeiro usou a estratégia certa) e tem as suas conhecidas bombas nas mãos (Overbomba que o diga kkkkkkkkkkkkk).

  • Doniel Porter

    Será que o “O homem ambulância” vai virar “O homem que sai de ambulância”? Huahuahua

  • Felipe

    O único resultado mais que certo é o coitado do Lewis esparramado e babando no tatame.

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