Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 225

Thiago Sampaio | 07/06/2018 às 19:40

Depois de um card bem sonolento na última sexta-feira (1), este fim de semana temos um evento que chega chutando a porta e tem tudo para quebrar a banca.

O “UFC 225: Whittaker vs. Romero 2” acontece a partir das 19h15 (horário de Brasília), na United Center, em Chicago, Illinois. Na luta principal, a revanche entre Robert Whittaker e Yoel Romero pelo cinturão linear da categoria peso médio.

No co-main event, Rafael dos Anjos enfrenta o falastrão Colby Covington pelo cinturão interino da divisão meio médio. É a chance do brasileiro faturar o segundo título, agora na categoria até 77kg.

Mas longe destas serem as únicas atrações, pois o evento está recheado de nomes de peso, como Holly Holm, Alistair Overeem, Cláudia Gadelha, Ricardo Lamas, Joseph Benavidez, entre muitos outros.

Mas uma das principais estrelas está em seu devido lugar, no pôster e abrindo o card principal: Phil Brooks, ou como preferirem, CM Punk! O ex-astro do WWE faz sua segunda luta como profissional de MMA, lembrando que na primeira foi finalizado em dois minutos.

Tirando essa apelação, vamos lá aos destaques!

Será que ele vai parar a besta de novo?

Quando Robert Whittaker (19-4, 10-2 UFC) e Yoel Romero (13-2, 9-1 UFC) lutaram no UFC 213, em julho do ano passado, o título interino dos médios estava em jogo. E logo na primeira defesa do australiano, ele enfrenta de novo o cubano. Desta vez colocando o cinturão linear em questão.

Nem parece que em menos de um ano aconteceu tanta coisa: o campeão era o recém aposentado Michael Bisping, que foi destronado pelo ex-aposentado Georges St-Pierre, que pouco depois abriu mão do título.

Whittaker foi declarado campeão linear e faria a primeira defesa contra Luke Rockhold no UFC 221, em fevereiro. Mas o australiano voltou a se lesionar e um novo título interino foi colocado em jogo. Rockhold recebeu quem? O próprio Romero!

Acontece que o Soldier of God não bateu o peso. Ele foi lá, nocauteou o ex da Demi Lovato no terceiro round, bem ao seu estilo, mas saiu sem nada além do calção na cintura.

Na primeira luta, Whittaker era zebra mesmo vindo de sete vitórias, incluindo Ronaldo Jacaré. Não à toa, pois Romero estava invicto no UFC, vindo de oito triunfos, sendo o último, sobre o ex-campeão Chris Weidman.

Hoje a dúvida é se Robert vai conseguir atuar naquele mesmo nível, vindo de inatividade. O neozelandês radicado na Austrália teve ali uma atuação quase irretocável.

Até levou alguns danos em pé, perdeu um ou até dois rounds na visão de alguns, mas conseguiu evitar todas as quedas e, à medida que o gás do cubano de 41 anos se esgotava, passava a dominar na trocação e ainda derrubou e terminou por cima no final, para não deixar dúvidas.

Foi digno de aplausos, mas, será que vai conseguir repetir o feito? Frear o wrestling freestyle impetuoso, medalha de prata de Olimpíadas, do cubano é tarefa nada fácil.

O gás de Romero pode até não ser dos melhores, já que carrega uma grande massa muscular, mas várias vezes já estava levando a pior e venceu de virada. Foi assim com Rockhold, Weidman, Tim Kennedy, Derek Brunson, etc.

Whittaker é faixa preta de karatê, joga bem na distância, combinando chutes altos e socos. A diferença de 14 anos pode novamente ser decisiva ao longo de 25 minutos. Mas nunca se pode esquecer da força descomunal de Romero!

E oremos para que desta vez não tenhamos “borrada” nas calças, tempo excessivo de descanso entre rounds, segurada descarada na grade e por aí vai. De preferência, bater o peso também.

RDA perto de fazer História

Quando Rafael dos Anjos (28-9, 17-7 UFC) estreou no UFC em 2008 e perdeu suas duas primeiras lutas, poucos imaginavam que ele um dia seria campeão. Agora, ele pode fazer História como o primeiro brasileiro a faturar dois cinturões de categorias diferentes.

Tudo bem, é um título interino em jogo, já que o campeão Tyron Woodley ainda se recupera de cirurgia. Mas a disputa tem gostinho especial pois o adversário, Colby Covington (13-1, 8-1 UFC), tem ganhado projeção por falar baboseiras.

Desde que perdeu o cinturão dos leves ao ser nocauteado por Eddie Alvarez, RDA perdeu por pontos para Tony Ferguson e resolveu subir para os meio médios. Calou muitos críticos que diziam que ali ele não se criaria, vencendo Tarec Saffiedine, Neil Magny e o ex-campeão Robbie Lawler.

Covington nunca teve tanta visibilidade na organização. Inclusive, já foi guilhotinado por Warlley Alves. Mas desde a única derrota da carreira, venceu Jonathan Meunier, Max Griffin, Bryan Barberena e Dong Hyun Kim.

Na última, venceu por decisão Demian Maia, em São Paulo, quando ganhou o ódio da torcida local ao chamar os brasileiros de “porcos imundos”.

Mas Colby não é apenas uma metralhadora de chorumelas. É um wrestler de altíssimo nível. All American da divisão I da NCAA, tem a maioria das vitórias por finalização ou decisão imprimindo o jogo de pressão no solo.

Mas a trocação ainda é precária, algo que ficou bem exposto no primeiro round da luta contra Demian Maia (que é tão striker quanto Bruce Lee era grappler). Foi facilmente atingido com combinações básicas de jab e direto. Nesse ponto, Rafael está anos luz na frente.

O brasileiro tem apresentado uma evolução imensa na luta em pé, desde quando treinava na Kings MMA sob a tutela de Rafael Cordeiro, além de ter morado um período em Cingapura, onde aperfeiçoou o muay thai. Se antes era basicamente um lutador de jiu-jítsu no MMA, hoje é completo.

Mesmo pequeno para a divisão (tem 1,75m), tem mostrado o diferencial. Mostrou superioridade em pé contra Saffiedine, tratou de colocar logo o gigante Magny no solo para finalizar e, contra Lawler, teve atuação primorosa, dominando por cinco rounds, encurralando com o volume de golpes.

Tem treinado wrestling para evitar as investidas de queda de Covington, apesar que conseguir esse feito por cinco rounds é improvável. Isso porque enquanto mantiver o duelo em pé, a tendência é pressionar a ponto de não deixar o americano lutar. Então, uma hora ele vai agarrar!

Rafael até pode limitar os chutes, mas tem boxe bom o suficiente para levar a melhor. Isso se não tiver uma noite como aquela que teve com Khabib Nurmagomedov, em 2014, quando foi amarrado a luta inteira.

E se você torce para ele se vingar das coisas que o cosplay de Conor McGregor diz, fica a dica: melhore! Ninguém lá fora se importa com ele.

Será que a agora a categoria se cria?

Finalmente temos uma luta da categoria peso pena feminino sem valer cinturão. O que chega a ser um desperdício não colocar Megan Anderson (8-2, 0-0 UFC) para lutar direto com Cris Cyborg, mas sim Holly Holm (11-4, 4-4 UFC), já que a divisão sequer tem plantel.

A australiana, campeã da categoria no Invicta FC, inclusive já teve duelo marcado com a Cyborg no UFC 214, em junho do ano passado, mas foi retirada por problemas com o visto.

Não luta desde janeiro do ano passado, quando bateu Chermaine Tweet e levou o título interino (depois promovido a linear) do evento feminino.

Desde quando foi finalizada por Cindy Dandois, vem de quatro vitórias, todas por nocaute.

Alta, com 1,83m, é uma das poucas atletas peso pena natural, já que até as lutadoras que estão almejando uma vaga no TUF 28 são, em grande maioria, do peso galo.

Striker por natureza, com ótimo muay thai, tem ferramentas para proporcionar duelos empolgantes.

Já a Filha do Pastor continua como uma aposta alta da organização, na sombra daquele nocaute sobre Ronda Rousey no UFC 193, em 2015, quando se tornou campeã do peso galo. Mas nas últimas cinco lutas, venceu apenas uma, sobre Bethe Correia.

Perdeu o cinturão para Miesha Tate, foi dominada por Valentina Shevchenko, disputou duas vezes o título do peso pena e perdeu ambas por decisão, para Germaine De Rendaime e Cris Cyborg.

Tem 1,72m, bem menor que a adversária. Ainda assim, a multicampeã de boxe tem técnica para levar a melhor. Finta com a cabeça, encurta batendo em sequências simples e sai lateralmente com muita eficiência. No MMA, passou a usar os chutes com frequência, principalmente para controlar a distância.

Megan tem um estilo mais agressivo, chuta muito na cabeça, é forte no clinch, utiliza bem os joelhos. Tem metade das vitórias por nocaute, mas também desenrola na luta agarrada, tendo duas finalizações. Ela bate forte, mas vale lembrar que nem a Cyborg conseguiu nocautear Holm.

Com a promessa de um violento combate em pé, fica a expectativa para que a categoria até 66kg ganhe desafiantes legítimas. Holly já andou falando em voltar aos galos para desafiar Amanda Nunes

Gigantes de castigo

Depois que o peso pesado Alistair Overeem (43-16-0-1, 8-5 UFC) teve a cabeça arrancada por Francis Ngannou, o veterano holandês foi rebaixado para ser a “atração principal” do card preliminar contra o embalado Curtis Blaydes (9-1-0-1, 4-1-0-1 UFC).

Ex-campeão dos tradicionais eventos K-1 (no kickboxing), StrikeforceDream, o The Reem teve a chance de disputar o título do UFC, quando foi nocauteado por Stipe Miocic no UFC 203, em 2016.

Depois, venceu Mark Hunt por nocaute e Fabricio Werdum por decisão majoritária, antes de ser assassinado por Ngannou.

Já Blaydes tem como única derrota na carreira para o mesmo Ngannou (por lesão), além de um no-contest contra Adam Milstead por causa do “cigarrinho da paz”. Porém, vem de três vitórias em seguida, sobre Daniel Omielańczuk, Aleksey Oliynyk e, na última, sobre um desgastado Mark Hunt.

Apesar do queixo duvidoso, Alistair até que vinha protegendo melhor esse ponto fraco nos duelos anteriores. O kickboxing é diferenciado na categoria, inclusive com um clinch muito funcional, usando joelhadas que já lhe garantiram alguns nocautes.

O Razor (sim, o apelido do indivíduo é Navalha) tem uma trocação razoável, bate forte, mas vai precisar usar muita movimentação para não correr o risco de cair contra um striker do nível do Overeem.

Porém, tem no wrestling como principal arma. A credencial de All American da NJAA, junto aos 11 anos mais jovem (tem 27 contra 38 do adversário), podem fazer diferença.

Mas o ex-anabolizado também tem um wrestling de qualidade, que com frequência é utilizado em suas lutas. Certamente não vai ser derrubado com facilidade.

Inclusive, tem 19 vitórias por finalização. Pode não estar no auge, mas dificilmente vai permitir ficar três rounds com as costas no chão, como Blaydes fez com Hunt.

Tendo um experiente atleta em busca de reabilitação e outro em ascensão, no maior desafio da carreira, não duvidem se houver respeito em excesso e, se não tivermos nocaute, podemos ir para uma decisão monótona.

Rivalidade inédita, porém, antiga

Elas têm em comum o fato de terem sido destronadas por Joanna Jędrzejczyk. Mas agora que a campeã mudou, Cláudia Gadelha (15-3, 4-3 UFC) e Carla Esparza (13-4, 4-2 UFC) buscam voltar aos trilhos para, quem sabe, a vencedora ficar mais próxima do title-shot do peso palha feminino.

Claudinha estava bem desde que perdeu a chance de se tornar campeã, na revanche com a polonesa. Venceu Cortney Casey e Karolina Kowalkiewicz, mas, foi freada pela compatriota Jéssica Bate-Estaca. Até fez um bom primeiro round, mas sucumbiu às quedas e foi massacrada.

Esparza foi a primeira campeã da categoria, faturando o título ao bater justamente a atual detentora do cinturão, Rose Namajunas, na final do TUF 20. Perdeu para Joanna logo na primeira defesa e, após um ano sumida, voltou vencendo Juliana Lima.

Teve uma derrota controversa para Randa Markos, mas se recuperou vencendo em seguida Maryna Moroz e Cynthia Calvillo. Todas por decisão.

Aqui temos um encontro entre duas ótimas grapplers que já tiveram atritos desde os tempos de Invicta FC. A luta chegou a ser agendada no passado mas nunca aconteceu.

A brasileira tem buscado se tornar mais completa desde que deixou a Nova União para abrir a sua própria equipe na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Mas ela tem talvez o melhor jiu-jítsu da categoria e, inevitavelmente, essa é sua principal arma.

A Cookie Monster é wrestler de carteirinha, além de faixa roxa de Rener, Ryron e Ralek Gracie. Com certeza vem inspirada pela atuação da Jéssica Andrade para vencer a Claudinha. Vai tentar a todo custo grudar e cair por cima, sem permitir espaços.

Enquanto elas ficarem na trocação, a tendência é que tenhamos uma briga desengonçada, sem tanta técnica. Em algum momento, elas vão buscar o que sabem de melhor. Claudinha deve manter um estilo estratégico, sem euforia, buscando levar para a grade.

E agora que Namajunas é a nova rainha da divisão, podemos deixar Claudinha em paz e parar de chamá-la de “Joseph Benavidez de saia”. A americana, quem diria, pode até gritar por uma revanche!

Duelo de gerações

Um ex-desafiante ao título e um dos principais prospectos da categoria pena protagonizam um duelo bem técnico no card preliminar em meio a tantas estrelas. Por isso, Ricardo Lamas (18-6, 9-4 UFC) e Mirsad Bektić (12-1, 5-1 UFC) merecem a atenção.

Lamas, que lutou com José Aldo pelo cinturão lá em 2014, também perdeu para o atual campeão Max Holloway quando fazia a corrida pelo title-shot, em 2016. Vinha de duas boas vitórias, sobre Charles do Bronx e Jason Knight, até ser nocauteado por Josh Emmett, numa das maiores zebras de 2017!

Bektić tem como única derrota da carreira para Darren Elkins numa virada louca, quando aplicava uma surra escandalosa, mas acabou nocauteado no terceiro round. Antes, vinha de quatro vitórias no UFC. Na última luta, tirou para nada o pobre do GoDeusfredo Pepey, custando a demissão do mito.

O veterano de 36 anos sempre esteve entre os principais nomes da categoria. Ágil na trocação (que acabou adotando como seu carro chefe), faixa preta de jiu-jítsu de Daniel Valverde, All American em wrestling da divisão III da NCAA, é um lutador que oferece risco em todas as áreas!

Nove anos mais novo, o bósnio radicado nos EUA conta com background no karatê, também é afiado na luta em pé (conta com seis vitórias por nocaute), tem wrestling eficiente. Costuma ser bem efetivo no ground and pound.

Fica a dúvida se o nocaute sofrido pelo The Bully para Emmett foi um sinal de declínio. No papel, a experiência pode colocá-lo com leve vantagem. Mas Bektić tem mãos ágeis, desperdiça poucos golpes e pode fazer estrago. Derrubar Lamas também não é fácil, mas é um caminho possível.

De qualquer forma, tente não passar desapercebido por esta luta.

Correndo em direção ao Capitão Caverna

O que é mais impressionante? Clay Guida (34-17, 13-11 UFC) estar em boa fase em pleno 2018 ou Charles Oliveira aceitar uma luta perigosa como esta com apenas 10 dias de antecedência? Pois é, Bobby Green se lesionou e o brasileiro matou esta no peito.

A vida do The Carpenter se resumia a alternar vitórias e derrotas nos últimos anos. Mas 2017 foi um ano abençoado em que venceu Erik Koch por decisão e nocauteou Joe Lauzon em pouco mais de um minuto, garantindo um novo contrato.

Apesar de ser mais lembrado pelo visual de Capitão Caverna e os arrotos entre rounds, Guida acumula no cartel vitórias sobre nomes como Nate Diaz, Rafael dos Anjos e Anthony Pettis.

A situação de Charlinho não é das melhores.

Nas últimas cinco lutas, venceu Myles Jury e perdeu para Anthony Pettis e Ricardo Lamas. Por não ter batido o peso, foi forçado a voltar para a divisão dos leves. Lá, finalizou Will Brooks e, na última, foi nocauteado por Paul Felder.

Sem ter feito praticamente nenhum treino para esta luta, o brasileiro não tem muita opção além de buscar derrubar o quanto antes e usar o ótimo jiu-jítsu para tentar uma finalização. Lembrando que esta não é bem a praia de Guida, facilmente finalizado por Dennis Bermudez e Thiago Tavares.

Se inventar de se testar em pé, a maldita guarda baixa pode deixá-lo de novo na mão, ainda que Guida não seja um nocauteador (o que aconteceu com Lauzon foi um aborto). Mas a movimentação frenética do americano, que é capaz de passar horas pulando e aguentando pancada, iria dificultar muito a vida.

Contra Koch, o cabeludo mostrou que o wrestling ainda está em dia. Derrubou como um boneco de pano, fez pressão e bateu o suficiente para ganhar com folga. Mesmo tendo uma guarda ativa, não seria muito bonito para o Do Bronx cair por baixo de quem já quebrou a mandíbula do RDA.

Mas se Charlinho perder, não precisa usar a desculpa que não estava 100%. A gente sabe, cara.

Card completo

Robert Whittaker x Yoel Romero
Rafael dos Anjos x Colby Covington
Holly Holm x Megan Anderson
Andrei Arlovski x Tai Tuivasa
CM Punk x Mike Jackson
Alistair Overeem x Curtis Blaydes
Cláudia Gadelha x Carla Esparza
Ricardo Lamas x Mirsad Bektić
Rashad Coulter x Chris de la Rocha
Rashad Evans x Anthony Smith
Joseph Benavidez x Sergio Pettis
Clay Guida x Charles do Bronx
Mike Santiago x Dan Ige

Vale assistir?

Direto ao ponto? Fazia tempo que o UFC não se dedicava para montar um card de tamanha qualidade desde a porção preliminar. Quase toda luta deste UFC 225 poderia figurar no card principal de qualquer outro evento numerado.

A exceção, claro, é CM Punk, mas é entendível a presença dele ali por fins comerciais. Enfrenta Mike Jackson (cartel também 0-1), um jornalista que em 2016 foi finalizado por Mickey Gall em segundos e voltou para cobrir o restante do evento. Mas é um striker e está sendo apontado como favorito.

Tem também o choque dos bizarros pesos pesados Rashad Coulter e Chris de la Rocha, que podemos fazer de conta que nem existe. É o momento para fazer as necessidades e mexer à vontade no celular.

Em geral, temos aqui duas disputas de cinturão que prometem bastante! Para além disso, temos a presença de um campeão (Whittaker) e cinco ex-campeões (Rafael dos Anjos, Holly Holm, Andrei Arlovski, Carla Esparza e Rashad Evans).

Outros cinco lutadores do card já foram desafiantes ao título (Yoel Romero, Alistair Overeem, Cláudia Gadelha, Ricardo Lamas e Joseph Benavidez).

Até mesmo o decrépito Rashad Evans traz algum peso à porção preliminar, que tem lutas de altíssimo nível, como Benavidez x Pettis, Lamas x Bektić e Gadelha x Esparza.

Não tem como dizer que será o melhor evento do ano, pois o UFC 226 também está ficando imperdível e vem aí o UFC 230, no Madison Square Garden, em Nova York, que certamente estão guardando algo grandioso. Mas o 225 já é, de longe, o mais interessante até aqui em 2018.

Sendo assim, reserva a sexta-feira (8) para curtir com os amigos ou cumprir os compromissos familiares. Outra dica é conferir “Jurassic Park” (sim, o original de 1993), que comemora 25 anos e retorna aos cinemas em Imax.

Mas no sábado, pode tirar o dia se preparando psicologicamente para este grande evento. Pode até reservar um spa para ir relaxando, desligando a mente de qualquer tipo de preocupação. O UFC 225 é o fechamento com chave de ouro desse processo de libertação.

  • Julio Varoni

    Acho que o mala do americano vai levar.

    André disse que RDA irá vencer. Só falta Tanuri dizer também. Aí com certeza Colby ganha.

    • Thiago Sampaio

      Pode até levar, mas o Rafael tem bem mais armas pra vencer, hein

  • Victor Cutrale

    Então, na verdade quando se trata de card preliminar televisionado e aberto, o atleta pode negociar outros patrocínios.

    Alistair caiu pra cima nessa jogada.

    • Thiago Sampaio

      Não é bem demérito ser colocado para fechar o card preliminar. O UFC costuma locar sempre uma luta grande nesta posição. Mas o Overeem não curtiu nem um pouco. Reclamou bastante.

      • Malk Suruhito

        E jogam o Arlovsky lá para cima para dar um “respiro” ao evento, o cara poder dar atenção a mulher, fazer uma pipoca, buscar a cerveja, a pizza, pintar o quarto do filho menor, etc, etc…

        • Thiago Sampaio

          E olha que corre o risco de rolar um nocaute (principalmente do Tuivasa) em segundos e não sobrar tempo para nada disso! Haha

      • Victor Cutrale

        P vc ver, vários comentaristas disseram q era um bom jeito dele fazer mais dinheiro, ms o cara sempre vai reclamar. Alistair é bom em reclamar kkkkk

  • Lucas Venagas

    que card excelente pra apostar dinheiro

    Rafael dos anjos pagando 2.10
    Overeem 2.50
    Megan Anderson 2.87
    Romero 2.87

    • Ronaldo Petrucelli

      aonde aposta?

      • Lucas Venagas

        bet365

    • Thiago Sampaio

      Sinceramente, não entendi tamanho favoritismo do Blaydes sobre o Overeem.

      • Igor Barbosa

        Somos dois. Overeem mesmo aos 38 anos continua sendo um dos melhores pesos pesados do mundo.

      • Lucas Venagas

        tbm nao entendi,tão achando que o Blaydes vai conseguir quedar o Overeem
        Pra mim nao vai conseguir e ainda vai ser nocauteado

    • Jonas Greco

      Estão confiando no clinch do Curtis para cansar o Overeem e o seu controle posicional por ter um wrestling superior. Acho ele favorito até, mas não nessa margem.

  • Fabricio Alves

    Assistir a Holly lutando não vale a pena

    • Paulo Zanchet

      Idem para Esparza. Mas mesmo assim, o card não deixa de estar muito bom.

    • Thiago Sampaio

      Pode até acontecer de não lutar bem, mas nunca perco luta da Holly por nada! haha

  • Felipe Alves

    Melhor jiu da categoria é da mackenzie e não a gadelha.

    • Thiago Sampaio

      Faz sentido, mas adaptado ao MMA, a Claudinha está bem na frente.

    • Rudá Corrêa Viana

      Gadelha pode ser bem gabaritada no JJ e dominar bem qdo cai por cima, mas em termos de finalização, só conseguiu fazer isso no UFC sobre a karolina, que deu um mole do cacete levantando de costas e expondo o pescoço (que pescoço) igual um faixa branca. Acho a Gadelha forte fisicamente e isso aliado ao domínio no solo a faz ficar em vantagem diante de mtas. Qdo pegou alguém que era mais forte que ela, perdeu dentro do próprio jogo (contra a bate estaca)

    • Jonas Greco

      No pano, né, no MMA a Claudinha teve mais provas.

  • Igor Barbosa

    O que acontece com a Holly Holm é um negócio sem precedentes no MMA. Vai continuar empilhando derrotas e title shots na mesma proporção. Tenho quase certeza que vai ser posta pra desafiar a Amanda Nunes mesmo que tome um vareio da Megan Anderson.

    Acho que o UFC poderia ter um pouco mais de sensibilidade e pelo menos ter posto o CM Punk no card preliminar, sem tanta pressão.

    O card tá realmente espetacular, o preliminar poderia tranquilamente ser um ótimo card principal de qualquer Fight Night (tirando Coulter x de la Rocha, claro rs). Sem contar que vai ser bonito de ver a consagração definitiva do Rafael, prestes a entrar no patamar de lenda e coroar uma das histórias mais incríveis do MMA.

  • Malk Suruhito

    Soldier of God vai ter que rezar mais, pois não está batendo o peso DE NOVO…

    • Sergio Araujo

      Dessa vez passou só 1 libra. Eh o jeito capar o negão pra ele perder essa libra q tá sobrando, pq ela já se pesou pelado ….

      • Ton lima

        HAHAHAHA….

  • Leo Corrêa

    Assistiram ao vídeo das encaradas? O olhar do Rafa é simplesmente assustador!
    Pra aliviar o coração (ou explodir de vez…), a encarada entre Holly Holm e Megan Anderson foi de encher os olhos. ♥♥♥

  • Beto Magnun
  • Lyn

    Ja valeria so pra ver o colby levar um pau.

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