Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Utica

Thiago Sampaio | 31/05/2018 às 19:59

Passado o UFC Liverpool, que se apoiava muito na sua luta principal que entregou bons bocejos de sono (além de um resultado controverso), aqui vamos de novo com mais um evento cujo último combate da noite é o único que realmente interessa.

O “UFC Fight Night 131: Rivera vs. Moraes” acontece a partir das 19h15 (horário de Brasília) desta sexta-feira (1) – sim, sexta! -, na Adirondack Bank Center, marcando a primeira ida da maior organização de MMA do mundo a Utica, em Nova Iorque.

Na luta principal, os pesos galos Jimmie Rivera e Marlon Moraes finalmente se enfrentam após uma verdadeira novela mexicana de provocações.

No co-main event, o promissor Gregor Gillespie ganha a sua maior projeção até aqui, na posição de segunda luta mais importante da noite, contra Vinc Pichel.

Diferente do evento que aconteceu no último domingo (27), aqui há alguns nomes bem conhecidos. Mas a atenção está mesmo voltada para esse dois ícones da luta em pé, prometendo um duelo épico: Gian Villante e Sam Alvey!

Deixada a ironia padrão, vamos lá aos destaques!

Acerto de contas bem vindo

Marlon Moraes (20-5-1, 2-1 UFC) e Jimmie Rivera (21-1, 5-0 UFC) trocaram tantas farpas que ganharam um evento principal para resolverem as desavenças em cinco rounds. E de quebra, o vencedor pode levar o title-shot dos galos.

Tudo começou quando Rivera se viu sem adversário em menos de uma semana do UFC 219, em dezembro, quando John Lineker teve um problema dentário. Marlon jogou pra galera e se ofereceu para enfrentá-lo. Talvez sem contar que o americano toparia.

Rivera deu todas as concessões em relação a peso e aceitou lutar até mesmo na categoria de cima. O brasileiro veio com conversa que a luta teria que acontecer nas condições dele e o milagre de Natal não aconteceu. Ficou estranho.

Para acabar com essas acusações que um fugiu do outro, que envolve até a trajetória pré-UFC deles, vão tirar as diferenças a limpo, de olho no vencedor da revanche entre T.J. Dillashaw e Cody Garbrandt, que acontece no UFC 227, dia 4 de agosto.

O El Terror só perdeu uma vez, na segunda luta da carreira, em meados de 2008. No Ultimate, venceu Marcus Brimage, Pedro Munhoz, Iuri Marajó, Urijah Faber e Thomas Almeida. Acumula cinturões de organizações por onde passou, como KOTC, Ring of Combat e CFFC.

Já Moraes chegou com a moral de campeão dominante dos galos do extinto WSOF. Mas na estreia, pegou o duríssimo Raphael Assunção, perdendo por decisão dividida. Mas depois, venceu John Dodson por split-decision e apagou Aljamain Sterling com uma joelhada assassina.

Conta com um muay thai bem agressivo, com socos fortes, chutes na cabeça e nas pernas que já lhe garantiram alguns nocautes do cartel. Além disso, é faixa marrom de jiu-jítsu de Ricardo Cachorrão.

Rivera é menos ofensivo, sem tanto instinto de urgência. A maioria das vitórias são por decisão. É um striker por natureza e usa a trocação num estilo pragmático que pode complicar Marlon ao longo de cinco rounds.

Pode até perder um ou dois rounds (como levou a pior no primeiro contra o Thominhas), mas assumir o controle das ações até o final. Também tem um wrestling justo que pode ser utilizado, apesar da boa defesa do brasileiro, que treina com Frankie Edgar.

Com promessa de um duelo muito técnico na trocação, fica a imagem triste de Raphael Assunção ao som de “The Sound of Silence”, pois ele tem o número de vitórias igual ao do seu CPF e parece sempre estar a uma eternidade da disputa de título.

Não conhece eles? Trate de conhecer

Gregor Gillespie (11-0, 4-0 UFC) está mesmo com moral no UFC. Em sua quinta luta, já faz o co-evento principal, contra um adversário também não popular entre o público em geral, o embalado Vinc Pichel (11-1, 4-1 UFC).

Ex-campeão dos leves do Ring of Combat, Gillespie enfileirou no UFC Glaico França, Andrew Holbrook, Jason González e Jordan Rinaldi. Nomes que mostram que a organização teve a cautela para trabalhar com calma o The Gift, mesmo já tendo 31 anos.

Pichel é, no papel, o desafio mais difícil dele até agora. Participante do longínquo TUF 15, estreou com derrota para Rustam Khabilov, mas depois venceu Garett Whiteley, Anthony Njokuani, Damien Brown, e Joaquim “Netto BJJ” Silva. Detalhe que nesse percurso chegou a ficar três anos afastado por lesão.

Com o estiloso apelido de From Hell, não é mais nenhum menino. Tem 35 anos e, na única derrota da carreira, sucumbiu ao conhecido suplex de Khabilov. Tem uma trocação bem afiada e bate pesado. Das 11 vitórias da carreira, oito foram por nocaute.

Mas Gillespie também tem se mostrado cada vez mais confortável em pé e, em geral, é um “canivete suíço” do MMA. Sabe utilizar a ferramenta que precisa, sempre com eficácia. Wrestler da divisão 1 da NCAA, tanto defende como derruba com certa facilidade e sabe fazer uma pressão absurda no solo.

Claro que se eles ficarem trocando pancada por mais tempo do que o esperado, Pichel pode muito bem arrancar o nocaute. Caso contrario, a tendência é que Gregor leve para o chão e busque o fim, seja na base do ground and pound ou por finalização. O cara é sinistro!

Demorei muito pra te encontrar

Jake Ellenberger (31-13, 10-9 UFC) e Ben Saunders (21-9-2, 8-6 UFC) estão tão ultrapassados que essa luta entre eles aconteceria no UFC 111, em meados de 2008. Agora, graças a lesão de Bryan Barberena (adversário original de Jake), o destino tratou de botá-los frente a frente. Porque ninguém pediu!

Acontece que a fase é terrível para ambos. Principalmente Ellenberger, que nas últimas nove lutas, perdeu sete!

Entre elas, venceu apenas os ainda mais combalidos Josh Koscheck e Matt Brown.

De top da categoria meio médio, quase foi demitido num passado recente. Apresenta sinais claros de esgotamento, apesar de ter só 33 anos.

Nas últimas lutas, tomou um vareio grande de Jorge Masvidal até a luta acabar com ele prendendo o pé na grade (!) e caiu para Mike Perry com uma cotovelada que o desligou por completo. Também foi nocauteado por Stephen Thompson e Robbie Lawler e finalizado por Kelvin Gastelum.

Saunders, aos 35 anos, já está em sua terceira passagem pelo UFC. O responsável pela primeira finalização por omoplata do UFC (sobre Chris Heatherly, em 2014), vem de duas derrotas por nocaute, para Peter Sobotta e Alan Jouban.

Antes, havia sido demitido (e voltou depois de ganhar uma só luta fora) após ser nocauteado para Patrick Côté.

Se fosse no auge de ambos, é provável que o The Juggernaut levasse a vantagem. Tem experiência no wrestling, que utiliza para defender bem quedas, mas sempre preferiu a trocação, com um kickboxing de qualidade. Em pé, a tendência é que liquidasse o Killa B até pela via rápida.

Pelo retrospecto atual, Saunders, por ser um atleta mais versátil, poderia oferecer maiores riscos, principalmente se conseguisse levar para o solo, onde é superior no jiu-jítsu. Também tem o seu valor em pé, com nove vitórias por nocaute. Mas as últimas atuações deixaram gosto bem amargo.

Fato é que, nesta altura de campeonato, não podemos confiar mais na absorção de golpes por parte de nenhum dos dois. Hoje não surpreenderia um fim trágico por qualquer lado ou uma luta arrastada entre dois (ex) atletas com motor saindo fumaça.

Sad but true

O que Gian Villante (16-9, 6-6 UFC) e Sam Alvey (32-10-0-1, 9-5 UFC) têm em comum? Ambos são oriundos da luta em pé e proporcionam lutas horríveis. O sorridente pediu esse combate, conseguiu, e agora vamos ter que aturar. Olhando o copo meio cheio, até que podemos garantir risos.

Mais conhecido por ser o companheiro de treinos ruim de Chris Weidman, Villante sempre alternou vitórias e derrotas no UFC, sendo que o melhor nome que venceu foi Corey Anderson.

Recentemente, perdeu para Maurício Shogun e Patrick Cummins, mas venceu a última, contra Francimar Bodão, por decisão. Impressionou, mas não pela atuação, mas por esta luta bizarra ter figurado no card principal do UFC 220.

Alvey vai para a 15ª luta na organização em quatro anos. Lutando como peso médio, bateu nomes nada atrativos, como Eric Spicely, Kevin Casey, Alex Nicholson e os decrépitos Nate Marquardt e Rashad Evans (que fase do Suga!).

Aceitou enfrentar Ramazan Emeev com pouco tempo de preparação, sofreu muito com a perda de peso e foi derrotado por decisão unânime. Resolveu se aventurar pelos meio pesados e mandou bem, nocauteando Marcin Prachnio no primeiro round. Ainda no octógono, chamou o nome de Villante!

É certo que vamos ter uma luta que vai decorrer a maior parte na trocação, porém, nenhum deles costuma ser agressivo de início. Villante se apoia no boxe razoável com algumas combinações. A maioria das vitórias dele são por nocaute técnico, insistindo no desgaste do adversário.

O canhoto Smile’N tem maior punch e possibilidade de nocautear com golpes singulares. Tem um estilo esquisito com socos desengonçados e chutes na longa distância para minar o outro.

Mas já mostrou que não reage muito bem com pressão, tanto que foi dominado em pé por Thales Leites (a perna dele sofreu!).

Se não tivermos um nocaute, a tendência é que o resultado seja definido por detalhes, pesando volume e contundência. Ah, paciência do espectador não conta para a pontuação. Infelizmente.

Duelo de estilos promissor

Dentre aquelas atrações de pouca visibilidade, Nik Lentz (28-8-2-1, 12-5-1-1 UFC) corria o sério risco de estrelar uma das piores lutas da noite, já que enfrentaria Léo Santos. Mas a previsão de duelo truncado mudou com a entrada de David Teymur (7-1, 4-1 UFC).

O veterano Lentz está no UFC deste 2009. Desde que foi guilhotinado por Charles do Bronx, engatou duas vitórias, sobre Danny Castillo e Michael McBride, mas em seguida foi dominado por Islam Makhachev. Na última aparição, finalizou Will Brooks, também com uma guilhotina.

O sueco Teymur, também lembrado por integrar o time de Conor McGregor no TUF 22 e mandar T.J. Dillashaw tirar a cueca para molestá-lo, enfrentaria o novato Don Madge no mesmo card. O adversário também se lesionou e ele “caiu pra cima”, pois vai pegar um adversário bem mais tarimbado.

Menos experiente, tem apenas oito lutas como profissional de MMA, mas está invicto no UFC, passando por Martin Svensson e Jason Novelli por nocaute e freando os hypados Lando Vannata e Drakkar Klose, ambos por decisão.

Apesar de razoável na trocação, Lentz tem no wrestling como principal arma. Integrante da divisão 1 da NCAA, é muito eficiente na tarefa de abafar e anular o adversário. Estratégia que só não funciona se do outro lado tiver outro wrestler ainda de maior gabarito, como foi com Chad Mendes.

É o caminho natural para vencer Teymur, que é um striker nato, com títulos em torneios de kickboxing e muay thai. Tem um estilo até conservador, sem muito volume, mas muita precisão e uma certa contundência, contando com quatro das sete vitórias por nocaute.

Já mostrou que sabe ser um lutador estratégico. Contra Vannata, que adora golpes plásticos e abertos para colecionar highlights, atuou de maneira cautelosa, na base de contragolpes e aproveitando as brechas que surgiam.

Mas a maior preocupação contra Lentz é mesmo estar com a defesa de quedas em dia. Se o americano levar para a área que domina, a tendência é de amplo controle, podendo até arrancar uma finalização (ele tem 11 vitórias por este meio).

Card completo

Jimmie Rivera x Marlon Moraes
Gregor Gillespie x Vinc Pichel
Walt Harris x Daniel Spitz
Jake Ellenberger x Ben Saunders
Julio Arce x Daniel Teymur
Gian Villante x Sam Alvey
Sijara Eubanks x Lauren Murphy
Nik Lentz x David Teymur
Belal Muhammad x Chance Rencountre
Desmond Green x Gleison Tibau
Jessica Aguilar x Jodie Esquibel
Johnny Eduardo x Nathaniel Wood
Jarred Brooks x Jose Torres

Vale assistir?

Rivera x Moraes é uma luta excelente entre dois desafetos com alto nível na trocação. Quem curte luta, tem quase obrigação de conferir! Mas assim como a situação do Brasil, falta combustível para o restante do card.

Gillespie é um cara muito talentoso e é questão de tempo para entrar no ranking. Mas ainda não tem um nome tão forte para puxar audiência. Ellenberger e Saunders poderiam fazer uma excelente luta…se ela tivesse acontecido mesmo em 2008.

Villante x Alvey? Vale mesmo para curtir como freak show. Mais bizarro ainda é a presença dos pesos pesados Walt Harris e Daniel Spitz no card principal! Credo!

No fim das contas, são nomes menos conhecidos que prometem bons combates, casos do promissor Julio Arce, enfrentando o nem tão bom Daniel Teymur, irmão mais velho de David, que luta no card preliminar contra Nik Lentz, outro duelo bem interessante.

Temos Gleison Tibau buscando recordes, apesar de ter passado dois anos afastado por doping e voltando sofrendo um nocaute em menos de um minuto para Islam Makhachev. Enfrenta o difícil Desmond Green, que também busca reabilitação. Alguém se anima para ver o Tibau?

Por outro lado, o retorno de Johnny Eduardo, que tem apelo menor ainda, promete uma luta bem movimentada contra o estreante Nathaniel Wood, campeão do Cage Warriors.

Como qualquer evento que poderia estar cheio de anônimos, há possibilidade de ótimos combates. Mas para a geral, os nomes que mobilizam o interesse não devem ser suficientes para convencer a(o) parceira(o) a adiar a visita ao casal amigo que acabou de ter um bebê. Pelo menos leve uma cerveja decente!

Se tratando de uma sexta-feira, sempre tem a opção de colocar o estresse de lado no bar da esquina dos petiscos baratos com amigos e ainda voltar a tempo de ver o main-event.

Mas quer ver algo realmente emocionante relacionado a artes marciais? Confira a série “Cobra Kai”, continuação de “Karate Kid” mais de 30 anos depois do filme original. As cenas de luta deixam a desejar, mas a nostalgia é trabalhada de maneira excelente.

Mas você é um cidadão brasileiro preocupado com a paralisação dos caminhoneiros e quer fazer algo sem sair do sofá? Segue aí uma lista de três filmes bem legais em que os motoristas também roubam a cena, mas desta vez, sem atrapalhar a vida de ninguém fora da ficção.

1- “Falcão – O Campeão dos Campeões” (Over the Top), 1987, de Menahem Golan
2- “Encurralado” (Duel), 1971, de Steven Spielberg
3- “O Comboio do Medo” (Sorcerer), 1977, de William Friedkin

  • Felipe Cotto

    Surpreso ao descobrir que o Jake Ellenberger ainda não foi demitido…

    Aquela luta com Hendricks que não saiu poderia sair agora.

    • Thiago Sampaio

      Naquela época o Hendricks sobraria. Já hoje…

      • Felipe Cotto

        O Jake tb vinha de uma série imensa de vitórias hehe, hj o cidadão está 3-7 nas últimas 10 lutas.

        • Thiago Sampaio

          Na verdade ele vinha de uma vitória bem sem graça sobre o então estreante Jay Hyeron. Antes havia sido nocauteado pelo Martin Kampmann. Mas a luta com o Hendricks não aconteceu pois o Big Rigg foi mandado para o Carlos Condit (que faria a revanche com.o Rory McDonald). Ellenberger recepcionou de volta Nate Marquadt ao UFC e nocauteou.

  • Lucas Venagas

    que card tenebroso
    daqui a pouco aparece algum maluco nos comentarios pra falar que nao ta tao ruim

  • Rodrigo Tannuri

    Eventop kkkkk
    Falcão é um filme viril! Miteza kkkkk

    • Nelson Junior Ticaum

      Como esquecer a famosa “viradinha do bone” do Falcao??? Sempre que meus amigos estavamos jogando toto (pebolim) ou ping pong e estavamos perdendo… Viravamos o bone pra tras, apelando pra mitica do Falcao…

      Nao adiantava nada…. aiuhaiuhaiahiuha

      • Thiago Sampaio

        Um dos clássicos da Sessão da Tarde! Stallone nos tempos áureos .

      • Rodrigo Tannuri

        Nível badass ativado. Ah se a vida fosse igual ao filme kkkkk

    • Igor Barbosa

      Filme mítico, um dos meus favoritos na infância hahahaha

      • Rodrigo Tannuri

        Total! Queda de braço é vida kkkkk
        “Quando viro meu boné, me sinto uma máquina” kkkkk

    • Thiago Sampaio

      Melhor palavra vinda do Tannuri: “Viril”! hahhaa

      Abração brother!

    • Lucas Pereira Carrano

      Humildemente: Falcão, Campeão dos Campeões!

      Melhor filme de Natal já lançado (depois de Duro de Matar)

      • Rodrigo Tannuri

        E olha que não tem nem The Rock, nem Vin Diesel kkkkk

  • Shotokan Karate

    Interessante essa iniciativa do UFC em criar um evento visando dar lugar ao sol a novos nomes e de reabilitar algumas figurinhas carimbadas. Eu assisti a série Cobra Kai o legal é constatar como nada é definitivo e tudo pode mudar (e no balanço das horas tudo pode mudar como diz a música do Metrô já que o lance é nostalgia dos anos 80). Vendo o filme e essa série quem poderia imaginar que o Johnny Lawrence que terminaria sendo uma espécie de novo Sr Miyagi ao invés do Daniel Larusso ? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Thiago Sampaio

      Mas sempre existiu uma teoria (quem assistia ao seriado “How I Met Your Mother” sabe” que o Johnny Lawrence era o real protagonista de “Karate Kid”. O seriado “Cobra Kai”, trazendo ele como real protagonista 34 anos depois, sob o ponto de vista dele, é bem legal!

      • Shotokan Karate

        Outro dia vi um final alternativo de Karate Kid onde o Johnny ganhou a liga de karate de All Valley. Mesmo pra essa teoria que o real protagonista rea o Johnny ele teria que perder aquela decisão pq aquela derrota foi o marco que ele precisou pra fazer a transformação que fez ele se tornar o cara que é retratado em Cobra Kai.

  • Igor Barbosa

    Marlon Moraes vai ser campeão, mais cedo ou mais tarde. Sou daqueles que não subestimam o Rivera, mas não vejo o Marlon perdendo essa luta em nenhum cenário.

    Gillespie é um ótimo valor, mas essa luta é perigosíssima pra ele. Pichel tem uma mão pesada dos infernos mesmo, e o Gillespie tem uma defesa bem esburacada.

    Triste demais ver o Ellenberger entrar em decadencia ainda jovem, era um excelente lutador. Até o imaginava no bolo pra disputar cinturão há uns anos atrás, mas alguém levou a alma do cara, não é possível. Junto com os brasileiros, é quem tem minha maior torcida no card.

    • Thiago Sampaio

      Marlon perdeu para o Assunção numa luta apertadíssima. Tudo bem que ali pesou muito o fator estreia no UFC, mas o Rivera sabe fazer a cadência que o Raphael faz, porém, ainda melhor, na minha opinião. Mas o Moraes é bem mais agressivo e tem maior chance de liquidar pela via rápida. Veremos.

      Sobre o Ellenberger, lamentável mesmo a brusca queda de rendimento dele.

  • Leo Corrêa

    É legal ver que um lutador oldschool como Johnny Eduardo continua em atividade. Com a aposentadoria de Vitor Belfort, Johnny Eduardo passou a ser, no UFC, o lutador com mais tempo de serviços prestados ao mma.
    -abraços o

    • Thiago Sampaio

      E pouco valorizado. O cara tem 39 anos, está no MMA desde 1996 (na época ainda era Vale Tudo) e, no UFC, nunca pintou no card principal. Não duvido que seja demitido se perder essa.

  • Jonas Greco

    Gosto bastante do site, na verdade provavelmente essa é a minha primeira crítica ao conteúdo daqui, mas acho essa coluna um desserviço enorme ao esporte, respeitosamente.

    • Thiago Sampaio

      Fala, Jonas! Aceito a crítica, todos têm o direito de opinar, desde que de maneira respeitosa. Mas sempre explico para quem argumenta isso: a proposta nunca é afastar o público do esporte, indicando não assistir. Mas sim, fazer uma análise mais bem humorada, tomando como base o fato de que alguns card são mais atrativos do que outros. A linha editoria do portal permite esse tipo de liberdade, com a consciência de que quem gosta de verdade do esporte, assiste independente do texto.

      O próprio título da coluna, “Vale Assistir?”, é o começo da brincadeira. Tudo sem faltar com a informação, que é o primordial. Tanto que nas análises de cada luta há a preocupação de existir todo um contexto, perfis de cada atleta e uma possível prévia da luta. Não queremos jamais que o último parágrafo seja a única parte a ser considerada.

      Além disso, bom deixar claro, não trabalhamos para o UFC, não temos interesse em fazer propaganda de nenhuma organização. Somos uma mídia independente com abertura para criticar, tanto que algumas vezes foi dito nesta mesma coluna que algum card do Bellator que aconteceria no mesmo fim de semana estava mais atrativo.

      Mas como já dito, acreditamos que fã que é fã é fiel ao MMA, independente do peso de card ou de evento. Nós todos da equipe, inclusive, assistimos de tudo, sem exceção. Mas do nosso modo, achamos saudável trazer leveza e até rir do assunto…pois nem só de seriedade se vive, nem o mundo da luta.

      Grande abraço!

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