Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Rio 9

Thiago Sampaio | 10/05/2018 às 17:29

Finalmente chegou o momento do tradicional evento numerado do UFC no Brasil do ano!

Aquele que até o tiozão que só curte futebol fica curioso para saber quem é o brasileiro que está em ação através do telão do bar sem volume.

E o cenário é mais do que conhecido. Pela nona vez, o maior evento de MMA do mundo acontece no Rio de Janeiro.

O UFC 224: Nunes x Pennington, ou apenas UFC Rio 9, acontece a partir das 19h15 (horário de Brasília) deste sábado (12), na Jeunesse Arena (a antiga HSBC Arena).

Na luta principal, a baiana Amanda Nunes defende o cinturão do peso galo feminino contra a americana Raquel Pennington.

No co-evento principal, Ronaldo Jacaré e Kelvin Gastelum se enfrentam podendo render ao vencedor uma chance de disputar o título do peso médio.

Outra atração de peso para os fãs de todas as gerações é o encontro entre os experientes brasileiros Vitor Belfort e Lyoto Machida.

E vamos lá aos destaques!

Foi o que tinha para encabeçar o card

Estava tudo encaminhado para a superluta entre Amanda Nunes (15-4, 8-1 UFC) e Cris Cyborg acontecer neste UFC 224. Mas como a Cyba topou salvar o UFC 222, sobrou para a Leoa defender o seu cinturão do peso galo contra Raquel Pennington (9-5, 6-2 UFC).

A fase da baiana é excelente e tem tudo para ter o próprio legado na categoria, um dia dominada por Ronda Rousey. Desde a derrota para Cat Zingano, em 2014, foram seis vitórias em seguida.

Desde quando ganhou o cinturão ao bater Miesha Tate, defendeu o título atropelando a ex-campeã Ronda e, depois, venceu a revanche contra Valentina Shevchenko numa decisão dividida um tanto controversa.

Miesha e Ronda se aposentaram. Valentina desceu para a recém criada categoria mosca.

Sem muitas opções de desafiantes, Pennington era uma das poucas que vinha em sequência de vitórias, apesar de não lutar desde novembro de 2016.

O cartel dela não impressiona, inclusive, chegou a ficar 5-5 quando recepcionou Holly Holm no UFC e perdeu por decisão dividida. Mas depois engatou triunfos sobre Jéssica Bate-Estaca, Bethe Correia, Elizabeth Phillips e Miesha Tate.

A brasileira tem evoluído cada vez mais na trocação e certamente vai usar o boxe contra americana. Se manteve o estilo agressivo contra Valentina, uma especialista no muay thai, não vai ser diferente contra Pennington.

Das 15 vitórias da carreira, 10 foram por nocaute, apesar da faixa preta de jiu-jítsu. Se for para o solo, pode conseguir finalizar, ainda que levar para lá não seja o plano inicial.

A Rocky tem o antijogo ideal para travar Amanda. Conta com um boxe alinhado na base dos contragolpes. É paciente, burocrática, mas com muita precisão.

Na luta agarrada, pode oferecer maior perigo. Eficiente no wrestling, pode travar a brasileira na grade, frustrando o ímpeto explosivo, com condições de levar para o solo e pontuar no ground and pound.

Mas 18 meses sem lutar é bastante tempo e fazer esse jogo de força por cinco rounds é um trabalho difícil. A Leoa, que tinha o gás como grande incógnita, até soube na última luta dosar ao longo dos 25 minutos, chegando inteira no último assalto.

A baiana é favorita e há boas chances de o cinturão permanecer com o Brasil, ainda que Pennington tenha armas para levá-lo. Independente do resultado, espera-se que a vencedora permaneça nesta categoria, que está ficando escassa de novos desafios.

Olha a chance de ouro aí, gente!

Alguém já perdeu a paciência por ouvir em exaustão que Ronaldo Jacaré (25-5-0-1, 8-2 UFC) já deveria ter lutado pelo cinturão dos médios? E que Kelvin Gastelum é muito pequeno para a categoria e que nunca venceria algum dos tops?

Pois bem, por incrível que pareça, os astros estão alinhados e quem vencer o duelo entre eles pode ganhar a chance de enfrentar o vencedor da revanche entre Robert Whittaker e Yoel Romero, que acontece no UFC 225, no dia 9 de junho.

Vamos lá: Luke Rockhold vem de derrota e já sinalizou que vai subir para os meio pesados. Chris Weidman foi submetido a nova cirurgia. Michael Bisping só vai fazer mais uma luta antes de se aposentar. Sobram os dois como possíveis desafiantes!

Jacaré, que no UFC só havia perdido para Romero numa decisão polêmica, foi freado pelo atual campeão Whittaker com um nocaute no segundo round. Se submeteu a uma cirurgia no ombro e voltou nove meses depois nocauteando Derek Brunson com um chutaço na cabeça.

Gastelum, que tanto já falhou em bater o limite da categoria dos meio médios, subiu para os médios quase que por obrigação. Ali, estava muito bem da vida vencendo lutadores na beira de se aposentar, casos de Nate Marquardt, Tim Kennedy, Vitor Belfort e Bisping.

No maior teste da divisão até 84kg, o vencedor do TUF 17 foi finalizado pelo ex-campeão Chris Weidman no terceiro round, mas não sem dar um susto antes, em que esteve perto de conseguir o nocaute.

Uma dúvida é se o nocaute que o brasileiro conseguiu sobre Brunson restabeleceu a perigosa confiança de que é um ótimo striker. A luta contra Whittaker expôs muitas brechas: guarda baixa, pouca movimentação de cabeça, overhands descuidados.

Até buscou se renovar ao deixar a zona de conforto na XGym e foi treinar na pequena Fusion X-Cel, na Flórida, para aperfeiçoar boxe e o wrestling. Mas o pouco tempo de luta contra Brunson não foi suficiente para perceber se houve evolução.

O americano, apesar de bem menor (tem apenas 1,75m contra 1,85m do brasileiro),  tem se saído bem ao imprimir pressão contra adversários mais altos. Todas as vitórias entre os médios foram por nocaute.

Wrestler por natureza, o “mini-Velásquez” tem usado a luta olímpica mais para defender quedas e se garantir na trocação encurtando a distância. Não funcionou contra um All American do nível de Weidman, quando a diferença de tamanho foi crucial.

Não é preciso ser gênio para saber que o Jaca tem um dos melhores jiu-jítsu do UFC e buscar uma finalização é iminente. Apesar de também ser faixa preta de judô, derrubar o baixinho fã de Wesley Safadão não vai ser tão simples.

Para isso, vai precisar se arriscar em trocar golpes para fintar a queda. E se prolongar muito onde não deve, pode ter um destino indesejado. O do Bisping não foi nada bonito.

O title-shot está logo ali! É só pegar! Só não vale se quebrar logo depois…

Apostando alto na Mackenzie

É incomum um duelo entre duas americanas em eventos no Brasil. Acontece que Mackenzie Dern (6-0, 1-0 UFC) tem sido uma aposta para emplacar uma queridinha tanto aqui como lá fora. Então, a multicampeã de jiu-jítsu faz sua estreia num card principal de pay per view contra Amanda Cooper (3-3, 2-2 UFC).

Filha do condecorado treinador e competidor brasileiro de BJJ, Wellington Megaton, Dern nasceu no Phoenix, Arizona. Bonita, fluente no inglês e no português, com apenas 25 anos, já se falam nela até mesmo como “a nova Ronda Rousey” (ah, gente, para, por favor!).

Depois de ganhar tudo que podia na arta suave, incluindo o mundial e o ouro na ADCC, migrou para o MMA, onde está invicta em seis lutas, metade delas vencidas por finalização. Estreou no UFC em março deste ano vencendo Ashley Yoder por decisão dividida, a luta mais difícil dela até então.

Se Yoder não era grande coisa, mas apresentou muita resistência, Amanda Cooper também é uma adversária na medida para Mackenzie seguir subindo escada. Diferente da americana/brasileira, chegou bem crua ao UFC, com cartel de 1-1. E não melhorou muito, tanto que está 3-3.

Foi vice-campeã do TUF 23, quando foi finalizada por Tatiana Suarez na final. Depois, alternou resultados: venceu Anna Elmose, perdeu para Cynthia Calvillo e, na última, nocauteou a fraquíssima Angela Magaña.

É questão de bom senso avaliar que Dern não pode queimar etapas a ponto de jogá-la contra alguma top da categoria palha. Ela tem evoluído no muay thai e tem procurado mostrar essa “versatilidade” em suas lutas. Lutou contra Yoder quase o tempo todo em pé e viu que o buraco é mais profundo na maior organização do mundo.

Cooper é uma atleta apenas mediana que tem o boxe como ponto forte. Apesar de faixa rosa de jiu-jítsu, todas as derrotas dela foram por finalização (e diferentes, com mata-leão, chave de braço e triângulo de mão).

Por isso, o jogo mais seguro para Mackenzie é trocar o mínimo possível e levar para a área onde é infinitamente superior. Como está chegando agora, não é hora de oferecer show, mas sim garantir logo a vitória.

Só não vamos forçar a barra e colocá-la como “mais uma esperança do Brasil” se vencer. Deixem a menina em paz.

Será que a mão de pedra vai entrar?

Numa categoria tão acirrada como a dos galos, John Lineker (30-8, 11-3 UFC) pode até não estar cotado para disputar cinturão, mas tem audiência garantida pelo estilo empolgante. Contra o embalado Brian Kelleher (19-8, 3-1 UFC) não deve ser diferente.

O Mãos de Pedra estava na beira de um title-shot após engrenar uma sequência de seis vitórias (quatro como peso galo), até ser esmagado por uma chuva de cotoveladas de T.J. Dillashaw, rendendo a ele uma fratura na mandíbula. Voltou quase um ano depois vencendo Marlon Vera por decisão.

Já Kelleher é um lutador que, apesar de irregular, já chegou surpreendendo ao finalizar Iuri Marajó ainda no primeiro round. Depois, foi finalizado pelo mesmo Marlon Vera e, em seguida, bateu Damian Stasiak por nocaute técnico numa lutaça.

Mas a maior vitória da carreira do americano veio em fevereiro deste ano, quando venceu o ex-campeão Renan Barão por decisão unânime. Tudo bem, o que vimos ali foi um resto do que Barão já foi um dia, mas Kelleher levou a melhor em pé, pressionou na grade e derrubou quando quis. Atuação segura!

Apesar do apelido de Boom, é Kelleher quem vai precisar resistir à pressão do Mãos de Pedra, que quando sente que pintou a chance de liquidar a fatura, parte para cima golpeando de todos os ângulos até derrubar.

O atleta de Paranaguá é dono de um dos maiores poderes de nocaute entre os lutadores das categorias mais leves. Se acertar o overheand, Brian vai ter que contar para o filhos que já venceu um ex-campeão e omitir esse episódio seguinte.

Mas o brasileiro depende muito dessa pancada e muitas vezes acaba soltando golpes no vazio. Pelo menos na categoria dos galos ele parece estar com o gás em dia, diferente da eterna briga contra a balança quando lutava como peso mosca (e quase sempre ele perdia essa disputa!).

O adversário conta com sete vitórias por nocaute e oito por finalização. É perigoso em todas as áreas, apesar de não ser excelente em nenhuma. Apesar de faixa roxa de jiu-jítsu, costuma aceitar a trocação. Justamente por isso, Lineker tem a maior chance de vencer e voltar mais cedo para o vestiário.

Clássico brasileiro fora de época

Há alguns anos, esse seria um confronto para lotar estádio no Brasil. Hoje, Vitor Belfort (26-13-0-1, 15-9-0-1 UFC) e Lyoto Machida (23-8, 15-8 UFC), que já tiveram essa luta cogitada algumas vezes, são dois ex-campeões em fim de carreira buscando um resultado digno em casa.

O Fenômeno, aos 41 anos, cumpre a última luta do contrato com o UFC e já declarou que essa é a sua despedida como lutador. Bom, mas ele também já falou que não descarta uma continuidade – e se o Bellator abrir a carteira para ele ir disputar a “Liga das Lendas” não oficial de lá, então!

Uma das raras lendas do esporte ainda em atividade, o Belfort pós-TRT se recuperou das três derrotas em seguida por nocaute, para Ronaldo Jacaré, Gegard Mousasi e Kelvin Gastelum (convertido para no-contest), com uma vitória por decisão sem brilho sobre o decrépito Nate Marquardt, em junho de 2017.

Machida, 39 anos, também não vinha numa boa fase. Depois de perder para Luke Rockhold e Yoel Romero, cumpriu 18 meses de suspensão pelo uso da substância DHEA e retornou sendo nocauteado por Derek Brunson no primeiro round.

Lutou três meses depois e venceu o promissor Eryk Anders numa decisão dividida bem controversa, em fevereiro, no UFC Belém. Diferente de Vitor, ele não fala em parar agora e segue com o discurso de nova corrida pelo cinturão (…).

Ambos já tiveram o cinturão da categoria meio pesado e são nomes bem populares em território brasileiro, inclusive entre o público que não é tão fã de MMA. Já treinaram juntos no passado – motivo pelo qual Belfort recusou a luta em outras ocasiões, -, mas agora se enfrentam em tom de respeito.

Teria tudo para ser um empolgante duelo de Agressividade x Técnica se os dois estivessem no auge. Hoje, o cenário é bem incerto. A explosão e o poder de nocaute que marcaram a carreira de Vitor perderam força. Lyoto não tem mais a velocidade de outrora.

O Belfort de hoje ainda apresenta perigo no primeiro round, mas a euforia pode custar caro contra um contragolpeador nato como Lyoto, que deve cozinhar pelos três rounds. Precisa ter cautela para acertar golpes mais potentes e sair na hora certa. Quando necessário, pode agarrar e levar para a grade.

Por causa do estilo pouco ortodoxo, o Dragão tem um leve favoritismo, ainda que o seu ótimo karate adaptado ao MMA tenha deixado de ser um enigma há muito tempo. Contra Anders, mostrou que tem condição de se movimentar o tempo todo por cinco rounds.

Independente da fase e da idade, é um prato cheio para o público brasileiro ver esses dois ídolos dividindo o octógono. Quem ganha é o esporte.

Tem que ser mutante para segurar esse “bebê”

Cezar Mutante (12-6, 8-4 UFC) passou de campeão do TUF Brasil 1 para quase demitido e alvo de zoação pelo queixo duvidoso. Mas em pleno 2018, parece ter se reciclado e firmado um lugar seguro no UFC. Agora vai vai receber o dificílimo Karl Robertson (6-0, 1-0 UFC).

Desde a tentativa de descer para os meio médios que só durou uma luta (foi nocauteado por Jorge Masvidal), o pupilo de Vitor Belfort se recuperou vencendo três em seguida: Oluwale Bamgbose, Anthony Smith e Jack Hermansson.

Depois até perdeu para Elias Theodorou numa decisão bem apertada (e contestada), mas logo na próxima venceu o experiente e combalido Nate Marquardt por split-decision. Pediu muito um confronto com Paulo Borrachinha, mas não conseguiu.

Recebeu Robertson, que é bem menos badalado, mas talvez tão perigoso quanto. O Baby K foi descoberto pelo programa Dana White’s Tuesday Night Contender Series, quando nocauteou Ryan Spann em apenas 15 segundos!

Na estreia “oficial” pelo UFC, finalizou Darren Stewart ainda no primeiro round. Se ofereceu para enfrentar Vitor Belfort de véspera, quando Uriah Hall teve problemas com o corte de peso, desafiou o hypado Israel Adesanya, mas nas suas situações ficou só na vontade.

Trata-se de um cara forte feito um rinoceronte, com experiência profissional no kickboxing. É muito habilidoso em pé, tem potência nos golpes, mas também desenrola bem no solo. Na curta carreira no MMA, tem duas vitórias por nocaute, três por finalização e uma por decisão.

Se num passado recente apostaríamos numa ida rápida do brasileiro para a vala, hoje o cenário é mais equilibrado. Mutante tem se saído bem ao lutar de maneira estratégica, protegendo o seu ponto fraco: a absorção de golpes.

Contra o Baby K (que apelido fofinho!), o ideal para o brasileiro é trocar apenas o necessário e usar o wrestling para controlar as ações. Pressionar na grade, capitalizar no infight, tentar derrubar e manter o americano ali com as costas no chão.

Mesmo sem empolgar, esse jogo do Mutante tem funcionado. Mas todo cuidado é pouco com os socos, chutes e cotoveladas de Robertson, pois corre o sério risco de cair desestabilizado e até ser finalizado, algo que nunca aconteceu na carreira.

Não percam essa pancadaria

Poucos estão lembrando de Elizeu Capoeira (18-5, 4-1 UFC) neste evento. Até porque ele tem pouca promoção mesmo. Mas a pancadaria contra Sean Strickland (19-2, 6-2 UFC), escondida no card preliminar, é uma forte candidata a uma das melhores lutas da noite.

Elizeu Zaleski dos Santos, ex-campeão do Jungle Fight, só perdeu a primeira luta no UFC, para Nicolas Dalby, por decisão dividida. Depois engrenou quatro vitórias, sobre Omari Akhmedov, Keita Nakamura, Lyman Good e Max Griffin.

Por causa do estilo agressivo em pé, tem proporcionado duelos empolgantes, tanto que os confrontos com Akhmedov, Good e Griffin receberam bônus de “Luta da Noite”. Das 18 vitórias da carreira, 12 foram por nocaute.

Strickland, ex-campeão do peso médio do King of the Cage, não tem um retrospecto muito diferente. No UFC, só perdeu para os tops Santiago Ponzinibbio e Kamaru Usman, ambos por decisão. Venceu cinco, sendo a última sobre Court McGee, em novembro de 2017.

O Tarzan (que já deixou de ser cabeludo faz tempo, apesar do apelido) também curte lutar em pé. Tem um kickboxing de qualidade, contando com oito vitórias por nocaute. Mas também é faixa marrom de jiu-jítsu, tendo vencido quatro vezes por finalização.

Não há dúvidas que os dois vão partir para a trocação franca no início. O brasileiro tem o muay thai mais ofensivo, com senso de urgência na busca pelo nocaute. Tem socos fortes e chutes perigosos na linha de cintura. Mas também se expõe para levar contragolpes!

Já o americano é mais burocrático, sabe jogar no erro do adversário, o que pode ser um problema em meio à pressão que Elizeu deve impor. Se estiver levando a pior, tem um chão mais justo, sabe aplicar quedas e pode tentar uma finalização.

A aposta? Três rounds de muita movimentação, troca frenética de golpes e vitória por decisão dividida para qualquer um dos lados!

Card completo

Amanda Nunes x Raquel Pennington
Ronaldo Jacaré x Kelvin Gastelum
Mackenzie Dern x Amanda Cooper
John Lineker x Brian Kelleher
Vitor Belfort x Lyoto Machida
Cezar Mutante x Karl Roberson
Oleksiy Oliynyk x Júnior Albini
Davi Ramos x Nick Hein
Elizeu Capoeira x Sean Strickland
Warlley Alves x Sultan Aliev
Thales Leites x Jack Hermansson
Alberto Mina x Ramazan Emeev
Markus Maluko x James Bochnovic

Vale assistir?

Seria épico se tivéssemos o encontro entre Amanda x Cyborg na luta principal. Não rolou. Também é lamentável que o duelo entre Rafael dos Anjos e Colby Covington, pelo cinturão interino dos meio médios, tenha sido transferido para o UFC 225.

Mesmo assim, o evento em geral está bem mais encorpado do que o UFC 212, da última vez que tivemos um card numerado no Brasil, ocasião em que Max Holloway demoliu José Aldo.

Teremos pela primeira vez a defesa de um título feminino do Brasil em casa, um duelo de altíssimo nível entre Ronaldo Jacaré e Kelvin Gastelum que pode render title-shot; e um embate clássico (em todos os sentidos), mesmo que tardio, entre Vitor Belfort e Lyoto Machida.

A agressividade com expectativa de nocaute de John Lineker sempre rende combates empolgantes e também é curioso ver a ascensão de Mackenzie Dern no MMA, desta vez debutando em um card principal.

Até para o card preliminar se preocuparam em mesclar nomes conhecidos do público em geral, como Warlley Alves e Cezar Mutante, com combates que prometem boa competitividade, como Alberto Mina x Ramazan Emeev.

Se o choque de pesos pesados Oleksiy Oliynyk x Júnior Albini corre o risco de virar um duelo de trocação sonolenta se o ucraniano-russo não mostrar o bom jiu-jítsu que tem, Thales Leites e Davi Ramos podem honrar a arte suave se voltarem às origens.

E por favor, não mudem de canal quando chegar a vez de Elizeu Capoeira e Sean Strickland, mesmo que sua tia chata diga que odeia capoeira alegando que são só caras dançando ao som de berimbau. Vai ter violência, sim!

Pode até não estar um card inesquecível como foi o UFC 198, que aconteceu em Curitiba, ou ter o nível de importância que teve o UFC 134, também no Rio, que marcou o retorno da empresa ao Brasil depois de 13 anos. Mas é um dos melhores que já montaram para cá!

Então, junta os amigos em casa, até os que não gostam tanto. Aponta para o brasileiro e manda ele torcer já ensaiando para a Copa do Mundo. Pode até usar o argumento que o “marido da Feiticeira” vai lutar. Seja cara de pau e ria de tudo depois!

Enquanto isso você pode apreciar da maneira que achar melhor, independente de bandeira. Até este que vos fala vai tentar assistir lá da Cracóvia (sim, é sério!).

Mas não esquece do presente da mamãe no domingo, pois 13 de maio é o dia dela. Por favor, pois UFC no Brasil tem muito, mas mãe só tem uma!

  • Igor Barbosa

    Esse evento superaria o UFC 198 com RDA x Covington, mas o card tá muito bom. Apesar de reconhecer o tamanho de Jacaré x Gastelum, discordo de Belfort x Machida abrir o card principal ao invés de ser main event. É uma luta com apelo enorme aqui no Brasil, são duas lendas, despedida do Belfort (só do UFC mesmo, não acho que ele vá parar)…

    Mas enfim, é mesmo um dos melhores cards já montados aqui no Brasil.

    • Thiago Sampaio

      Luta principal até acho exagero, já que ambos não estão mais no auge. Mas ser co-main event, com uma promoção maior para atingir o público em geral, já que são nomes bem conhecidos, sim, concordo!

      • Igor Barbosa

        Ih, agora que vi que escrevi “main event”, quis dizer co-main event mesmo hahahaha
        Então, numa posição de maior destaque chamaria mais a atenção até do público médio mesmo. Bobearam nessa…..

    • Lorenzo Fertitta

      Concordo, é um dos melhores UFC Brasil já montados. Só faltou RDA X Covington para passar o UFC Curitiba.

  • Santiago

    Cara que mancada do UFC. Lyoto e Belfort mesmo em final de carreira tem mais nome do que todos desse card. Dava pra ser co-main event fácil fácil.

    • Carlos Henrique – Cacá

      Acho q o ideal era ser a terceira luta

  • Ton lima

    Tirando esse evento principal com uma campeã que mesmo implorando não chama a minima atenção nem depois de nocautear a Rousey e essa desafiante que só está ai por que o casamento ideal não aconteceu – até que está um bom card….
    Só acho que deviam ter tentado mais em trazer Rafa vs Colby pra puxar esse evento, esse é com certeza o pior evento principal em card numerado que já tivemos desde que o ufc voltou pra cá

    • Thiago Sampaio

      Se Rafael x Colby tivesse sido mantido neste evento, teria pano na manga para vender como luta principal, acredito eu!

  • Gustavo Quirino

    A mackenzie ficou 3,2 kg acima do peso, a Cooper aceitou lutar… ta com sangue nos olhos, torço pra Dern, mas pela foto da pesagem dela, ela vem com o mesmo shape da ultima luta… sei não

    • Baixista Loko

      Delícia de shape inclusive kkkkkk

    • Thiago Sampaio

      A Cooper está mesmo querendo mostrar serviço. No UFC Belém, o Dodson não lutou porque o Pedro Munhoz estourou um quilo…

      • William Oliveira

        Foram 2 kg na verdade. Pedrinho pesou 140 lbs. São 5 lbs acima do limite da categoria e 4 lbs acima do peso utilizando a tolerância extra.

        Além disso, o Dodson é um peso mosca natural, que estava lutando de galo. Não tem como esperar que ele vá abrir mão de ainda mais tamanho, decisão corretíssima. A Cooper a Dern são do msm tamanho, então é outra história.

        • Thiago Sampaio

          Não coloquei se foi decisão correta ou não o Dodson ter recusado lutar, mas pontuei que a Cooper também tinha esse direito, mas preferiu lutar. Será praticamente uma luta Peso Palha x Peso Mosca…

          • William Oliveira

            Na real não mano, a Cooper é enorme. Ela desidrata de 135-140 lbs, então as duas terão praticamente o mesmo tamanho hoje de noite. A Mackenzie só não é profissional, ela deveria conseguir bater 115 tranquilo.

            Agora Dodson e o Pedrinho são tamanhos diferentes, fight night um é peso galo e o outro é um peso pena pra cima. Daí a diferença..

          • Thiago Sampaio

            Ok, cara!

  • William Oliveira

    Evento tá bom sim, mas RDA surrando o Colby seria a cereja do bolo e infelizmente faz falta.

    Só uma correção: Strickland tem 6 vitórias no UFC, talvez vc se enganou pq a luta contra o McGee foi computada inicialmente como um empate, e dps virou vitória já que alguns juízes não marcaram direito nos scorecards.

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