Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Atlantic City

Thiago Sampaio | 19/04/2018 às 12:22

Depois de duas semanas com cards praticamente imperdíveis, o UFC faz seu hat-trick com mais um sábado cheio de bons duelos que podem até perder em importância, mas o nível segue alto.

O “UFC Fight Night 128: Barboza vs. Lee” acontece a partir de 19h30 (horário de Brasília) deste sábado (21), na Boardwalk Hall, em Atlantic City, New Jersey.

Na luta principal, Edson Barboza finalmente encabeça um evento, numa luta de cinco rounds com Kevin Lee, num choque de tops da categoria peso leve.

No co-main event, Frankie Edgar surpreendeu ao retornar tão rápido após descobrir o que é ser nocauteado e enfrenta Cub Swanson, numa revanche daquela “luta” ocorrida há quase quatro anos.

Para os brasileiros de plantão, Thiago Marreta tem um difícil desafio contra o veterano David Branch. Mas vamos lá aos destaques!

Para sonhar (ou ter pesadelo) com um certo russo

Há nada menos que oito anos no UFC, Edson Barboza (19-5, 13-5 UFC) faz sua primeira luta principal na organização. Quinto no ranking do peso leve, enfrenta Kevin Lee (16-3, 9-3 UFC), o sexto, ainda sonhando com uma disputa de título.

Sonho que no momento parece distante, pois o cinturão está com aquele que o derrotou de maneira dominante na última luta. E vencer é preciso para afastar a assombração do demônio Khabib Nurmagomedov em cima dele até agora.

Antes, vinha de três vitórias, sobre Anthony Pettis, Gilbert Melendez e Beneil Dariush. Uma revanche com o russo a curto prazo é bem improvável, mas enquanto isso, tem que fazer o que sabe de melhor: bater forte!

Dono de um dos melhores muay thai do UFC, conta com nocautes plásticos (aquele sobre Terry Etim ficará tombado entre os seus highlights). Os chutes baixos são armas que tiram a base de qualquer adversário.

Mas o chutes ficarão limitados contra um wrestler do nível de Lee. Tudo bem, o americano está alguns degraus abaixo do russo, mas ainda assim oferece muito perigo se levar para o solo, onde o brasileiro tem total desvantagem.

Apesar de ter caído no triângulo de Tony Ferguson quando disputou o título interino e foi finalizado no terceiro round, Lee estava melhor do que o El Cucuy na luta. Antes, vinha de cinco vitórias em seguida, incluindo sobre Francisco Massaranduba e Michael Chiesa.

Wrestler da divisão II da NCAA, o The Motown Phenom tem um ground and pound eficiente e costuma arrancar finalizações quando o rival está desestabilizado. Mas também desenrola bem na trocação, pelo menos o suficiente para levar para a área dele.

Apesar de Barboza ser muito superior em pé, já deu alguns lapsos. Contra Dariush, estava levando a pior até arrancar uma joelhada assassina no segundo round. Foi encurralado pela atuação estratégica de Michael Johnson e levou knockdown com jab do Donald Cerrone.

Mas é preciso lembrar que Edson sabe manter a distância muito bem. Considerando que o wrestling de Khabib é bem fora da curva, ele não defende mal as quedas e, se escapar pelo menos da maioria das investidas, desta vez pode levar a melhor.

Excelente duelo de estilos que, quem vencer, vai seguir no topo. E só, pois nenhum deles tem apelo para pensar em title-shot por agora.

Em busca de uma resposta rápida

Como não curtir Frankie Edgar (22-6-1, 16-6-1 UFC)? Pouco mais de um mês após sofrer o primeiro nocaute da carreira, já volta ao octógono para buscar o que era dele. Mesmo que uma revanche com Cub Swanson (25-8, 10-4 UFC) não faça tanto sentido.

O The Answer estava com o title-shot em mãos. Mas a luta contra Max Holloway caiu duas vezes. Na segunda, quando o campeão se retirou, aceitou enfrentar o estraga prazeres Brian Ortega e caiu ainda no primeiro round. E claro, perdeu a vez para o garotão.

E uma luta com Cub, outro que sempre esteve entre os tops do peso pena e vindo de derrota por finalização para o mesmo Ortega, não seria a pedida ideal para retorno? Até seria se o combate entre eles, ocorrido em 2014, tivesse sido pelo menos equilibrado.

O que vimos ali foi quase um monólogo de Edgar, que dominou por cinco rounds e ainda arrancou uma finalização aos 4m56s do quinto round!

Se o MMA fosse uma ciência exata, é difícil imaginar desta vez um desenrolar diferente daquele. O ex-campeão dos leves é muito mais técnico, tem um boxe bem mais afiado e conta com um wrestling diferenciado que pode mais uma vez ditar o rumo do combate.

Apesar de também ter bagagem na luta agarrada, Swanson se destacou pelo estilo brigador. Já conseguiu bons nocautes e proporcionou lutas empolgantes, como contra Dennis Siver, Jeremy Stephens e a batalha épica contra DooHo Choi.

Mas até antes de ter a boa fase freada por Ortega, as últimas vitórias foram todas por decisão, para Hacran Dias, Tatsuya Kawajiri, Choi e Artem Lobov (um dos piores casamento de luta dos últimos tempos).

Edgar sempre foi conhecido pelo queixo duríssimo, que já aguentou tantas batalhas. É normal questionar se após o primeiro nocaute sofrido (meu povo, ele é humano!), a confiança vai ficar abalada e esse ponto vai voltar a falhar. Mas conhecendo o perfil e profissionalismo do cara, isso é pouco provável.

Tendo lógica ou não, difícil deixar passar um embate entre dois atletas da elite que dificilmente entregam lutas menos do que emocionantes.

Pra cravar a marreta no top 10

Depois de derrubar tanta gente, Thiago Marreta (17-5, 9-4 UFC) enfim ganha um adversário ranqueado. Enfrenta David Branch (21-4, 3-4 UFC), ex-campeão de duas categorias do extinto WSOF, num dos maiores testes dele no UFC.

O brasileiro vem de quatro vitórias em seguidas, todas por nocaute, sobre Jack Marshmann, Gerald Meerschaert, Jack Hermansson e Anthony Smith.

Na única chance que teve de enfrentar um top dos pesos médios, Marreta aceitou pegar Gegard Mousasi com pouco tempo de preparação para o histórico UFC 200 e acabou nocauteado ainda no primeiro round.

Branch, depois da passagem apagada pelo UFC entre 2010 e 2011, ganhou tudo em outros eventos, inclusive se sagrando campeão das divisões médio e meio pesado do WSOF.

Foi recontratado ao fim da outra organização, mas ainda não empolgou. Venceu Krzysztof Jotko por decisão dividida numa luta pra lá de amarrada e depois foi nocauteado por Luke Rockhold no segundo round, chegando a batucar pra parar de apanhar no ground and pound.

É um desafio e tanto para o brasileiro mostrar que evoluiu na luta agarrada, já que Branch é especialista no jiu-jítsu, faixa preta de Renzo Gracie. Lembrando que Thiago foi finalizado com facilidade pelo fraco Eric Spicely.

Apesar de ter apresentado um crescimento absurdo desde a participação apagada no TUF Brasil 2, quando atuava como meio médio, o brazuca da tatuagem horrível no peito, apesar de ótimo striker, ainda não foi testado em todas as áreas.

Na luta em pé, Thiago é bem superior e tem totais condições de anotar mais um nocaute para a coleção. Mas Branch também não é leigo na trocação, inclusive quase nocauteou Rockhold no primeiro round (mesmo que por culpa da guarda falha do ex-campeão dos médios do UFC).

Mas Branch não aplica quedas com tanta facilidade. Apesar de muito eficiente no clinche, não tem o gabarito de um wrestler condecorado.

Resta ao Marreta escapar e…descer a marretada.

Galês sabe dançar funk?

Um dia ele foi apontado como “mini-Jon Jones“. Agora, Aljamain Sterling (14-3, 6-3 UFC) busca retornar aos trilhos para, quem sabe, fazer frente aos cabeças da concorrida categoria dos galos. Para isso, vai ter que passar pelo embalado Brett Johns (15-0, 3-0 UFC).

O Funk Master tinha reencontrado o caminho das vitórias batendo os brasileiros Augusto Tanquinho e Renan Barão (ou o que sobrou dele), até ter a cara apresentada ao joelho de Marlon Moraes.

Nessa última aparição, durou pouco mais de um minuto para sofrer o primeiro nocaute da carreira. Um dos melhores nocautes de 2017!

O galês Brett Johns (não Brett Rogers, aquele que gosta de molestar homens em biblioteca), ex-campeão do Cage Warriors FC e do Titan FC, está invicto em 15 lutas. Após três vitórias no UFC, já é o 14º do ranking.

O The Pikey venceu Kwan Ho Kwak e Albert Morales por decisão e, na última, finalizou Joe Soto com uma rara chave de panturrilha, faturando ali o bônus de Performance da Noite.

Com 26 anos, trata-se de um lutador completo. Bom no muay thai, troca golpes com segurança. Mas é na luta agarrada onde mais se destaca. Faixa preta de judô, consegue quedar com facilidade e tem arsenal variado de finalizações (venceu cinco vezes assim).

Mas derrubar Sterling não é tarefa fácil. Wrestler da divisão III da NCAA, é eficiente no ground and pound (a defesa de quedas de Renan Barão pareceu amadora com ele), é forte no clinche e também tem suas finalizações .

Expectativa de um duelo equilibrado entre dois grapplers de qualidade que, justamente por isso, é possível que o combate se desenrole a maior parte em pé, onde o Funk Master tem lá seu valor, mas o galês tem leve vantagem.

Nas casas de apostas eles estão praticamente empatados, sem um favorito claro. Para Sterling, é bom pensar 10 vezes antes de buscar uma queda desleixada como aquela que o levou a sono profundo contra Moraes…

Fim da linha ou um novo suspiro?

Jim Miller (28-11-0-1, 19-10-0-1 UFC) já foi considerado um dos melhores peso leve do UFC. Mas aos 34 anos e com 40 lutas nas costas, já dá sinal de fim de carreira. O combate com o mediano, porém perigoso, Dan Hooker (15-7, 5-3 UFC), será essencial para ditar o futuro.

Num passado bem recente, Miller até chegou a emplacar uma sequência de três vitórias, sobre Takanori Gomi, Thiago Pitbull e Joe Lauzon. Mas a partir daí, perdeu outras três, todas por decisão, para Dustin Poirier, Anthony Pettis e Massaranduba.

Conta com um excelente jiu-jítsu, porém, sua última vitória por finalização foi em 2014. Apesar de contar com um boxe eficiente, deve usar a trocação para se aproximar e buscar levar pro solo (ele também é wrestler da divisão I da NCAA).

Essa combinação levou ele tão longe na carreira, muitas vezes batendo na trave quando se aproximava de uma disputa de título. Era legal parar para ver o cara! Quem não lembra da primeira batalha sangrenta com Joe Lauzon?

O neozelandês Hooker (me recuso a citar o significado disso em português, pesquisem num dicionário!) não tem as mesmas credenciais, mas está em boa fase desde que resolveu mudar de ares depois que perdeu para Jason Knight, ainda atuando como peso pena.

Retornou para a categoria dos leves e venceu duas em seguidas, nocauteando o veterano Ross Pearson com uma joelhada espetacular e finalizando o prospecto Marc Diakiese, numa luta que muito prometia e pouco entregou.

Conta com um kickboxing bastante agressivo, combinando socos de vários ângulos, cotoveladas, chutes altos e joelhadas. Tem poder de nocaute, mas, justamente por partir pra cima tão aberto, abre muitos buracos para contragolpes.

Também tem um jiu-jítsu razoável, conta com sete vitórias por finalização. Mas a faixa azul dele não intimida o ótimo chão de Miller, que ainda impõe respeito. Por isso, o jogo dele deve ser mesmo manter a peleja em pé e buscar o nocaute.

Duelo de gerações, de estilos, seja como for. Esses caras têm tudo para entregar uma luta bem divertida.

Card completo

Edson Barboza x Kevin Lee
Frankie Edgar x Cub Swanson
Chase Sherman x Justin Willis
David Branch x Thiago Marreta
Aljamain Sterling x Brett Johns
Jim Miller x Dan Hooker
Ryan LaFlare x Alex Garcia
Magomed Bibulatov x Ulka Sasaki
Siyar Bahadurzada x Luan Chagas
Corey Anderson x Patrick Cummins
Leslie Smith x Aspen Ladd
Merab Dvalishvili x Ricky Simon
Tony Martin x Keita Nakamura

Vale assistir?

Passada a anarquia entre Dustin Poirier e Justin Gaethje que cumpriu o que prometia, é difícil esperar por outro evento à altura. Mas o deste final de semana está cheio de lutas que vão mexer nos rankings de várias categorias.

Um card que tem nomes como Edson Barboza, Frankie Edgar, Cub Swanson, Thiago Marreta e Jim Miller não tem como não ser, pelo menos, interessante.

Barboza vai superar o atropelo que sofreu para Khabib descontando no falastrão (e ótimo wrestler) Kevin Lee? Edgar vai pagar pela pressa em retornar ao octógono contra um adversário que ele já venceu com folga?

O bom jiu-jítsu de David Branch pode ser um teste definitivo para saber se o Marreta têm condições de pelo menos se arriscar em bater de frente com a elite do peso médio.

O card preliminar também conta com atrações legais, com destaque para o promissor embate entre o brasileiro Luan Chagas e o afegão/holandês da mão pesada Siyar Bahadurzada.

O prospecto do peso mosca Magomed Bibulatov, que chegou com tanta moral, busca se recuperar do nocaute fulminante para John Moraga contra o “escada oficial” da categoria, o japonês Ulka Sasaki. Merece a atenção.

E tiveram até o bom senso de esconder a luta entre os ranqueados do peso meio pesado, Patrick Cummins e Corey Anderson, no card preliminar. Existe ali o alerta vermelho de candidata a luta mais chata da noite!

Então, até que vale dar uma pausa na maratona do remake de “Perdidos no Espaço”, disponível no Netflix, ou adiar o cinema para o domingo. Gosta de suspense/terror? Corre enquanto “Um Lugar Silencioso” continua em cartaz. Tem mais tensão do que o John Lineker em dia de pesagem.

Se não quiser furar com os amigos, sugere aquele bar com telão que vai você sabe que vai transmitir, mesmo que sem volume. Quem nunca?!

Mas não precisa contar esse detalhe!

  • Joadson Carvalho

    Não acredito que o Branch vai querer trocar com o marreta. Vai evitar a mão pesadíssima do brasileiro e trabalhar o grappling dele, mas nao acho q vai ser eficiente. Acredito na vitória do brazuca.

  • Igor Barbosa

    Frankie Edgar é o maior cabra macho que já vi no MMA. Muitos dariam a velha desculpa do “já acabei com esse cara”, mas o Edgar aceitou o Swanson mesmo assim, e pouquíssimo tempo depois de ter sido nocauteado pela primeira vez. Mito demais…

    O evento promete mesmo. Luta bem complicada pro Edson, mas vai ficar muito bem na fita se vencer.

  • Lorenzo Fertitta

    Perdi a vontade de assistir, achei que o Sterling enfrentaria o Brett Rogers. Valeu pelo aviso, Thiago!

    • Thiago Sampaio

      Brett Rogers usa certas finalizações que a comissão atlética não permite. Ainda bem!

  • Jonas Greco

    Eu ainda tenho aquele No Contest do Eddie Alvarez contra o Diamante fresco na cabeça, então gostaria de vê-lo em uma eliminatória contra o próprio Porier pra disputar o cinturão. Por mais mala que seja, irei torcer por uma vitória do Kevin Lee pelo bem da categoria.

    • William Oliveira

      Se o Kevin Lee vence, acho bem mais provável que aí sim o Poirier faça uma eliminatória com alguém, no caso o próprio Kevin Lee, pra decidir o próximo desafiante.

      O Poirier não parece muito afim dessa revanche agora que é o A side da história, e certo ele. Alvarez não quis antes, que se foda agora.

      • Jonas Greco

        Pois é, esse é o meu pensamento também.

        • William Oliveira

          Ué kk mas vc n gostaria de ver o Alvarez ter sua revanche? Pra mim, o Kevin Lee ganhando, reduz as chances disso aí.

          Com o Barboza vencendo, aumenta, pois não vão arriscar perder um contender como o Poirier casando ele com o Barboza.

          • Jonas Greco

            Não quero ver o Alverez em uma revanche com o Porier, ao menos não nessa situação.

  • Diogo Barbosa

    Se Edson cozinhar o galo tem tudo pra vencer , Lee é bom ,mas dessa vez não estará lutando com um cara displicente igual ao Chiesa e Ferguson, então acho que demora mais pra levar para o solo.
    Edgar nem se fala, qualidade técnica dele somada ao QI é bem melhor que a do Swanson, acho que leva fácil novamente.

  • William Oliveira

    “Um card que tem nomes como Edson Barboza, Frankie Edgar, Cub Swanson, Thiago Marreta e Jim Miller não tem como ser, pelo menos, interessante.”

    – Acho que faltou um “não” aí depois do “como”

    Bahadurzada x Chagas realmente promete.
    Espero não ver o Miller nocauteado brutalmente como o Pearson foi.. difícil ver esses veteranos sendo atropelados, como recém aconteceu com o Lauzon. Ainda mais contra lutadores medianos.

  • Leo Corrêa

    O nocaute sofrido pelo Edgar foi muito sinistro! Tomara que dê tudo certo pra ele nesta luta.

  • Mauro

    Eu curto pra caramba o Edson, mas ele nunca me passa confiança. Não curto o Kevin, mas me surpreendeu contra o Ferguson. Edson, por sua vez, mesmo estando ao lado do Edgar, Alvarez e khabib, parece nunca evoluir seu grappler. Acho que Kevin leva pro chão e vence, mesmo não estando torcendo pra isso.
    Também curto o marreta, mas branch não e adversário tão fácil, e o brasileiro já foi finalizado por adversário inferior. Se marreta vencer bem, começa a surgir uma luta com os grandes. Mas não vejo favoritos.
    Edgar é bem superior ao Swanson, que e ótimo lutador, mas tenho receio que esse curto tempo prejudique o mesmo. Uma vitória simples não interessa o Edgar. Tem que ser algo dominante como contra o próprio Swanson, ou rápida como contra Yair ou Chad. Somente assim vai aliviar a pressão de ter sido nocauteado. Já para Swanson, até uma decisão dividida e interessante. Creio que quem perder, aposenta as luvas.

    • Vinicius Maia

      Problema do Edson é o boxe quase inexistente mano. Se ele for abafado ele fica meio sem opções. Tu não pode lutar na média e longa contra ele devido aos chutes mas se tu ficar na cara dele fica ruim pra ele com seu boxe meia boca.

      • Mauro

        Então, Edgar tem bom boxe, Alvarez, zabit, Marlon Moraes, e o Edson não absorve isso..

        • Baixista Loko

          Q?

  • Victor Martins

    Não vejo sentido nessa revanche. Por mim o Edgar lutaria com o Korean Zombie.

    • Thiago Sampaio

      Zumbi Coreano é mais difícil de ser encontrado do que o Wally! Acho que o Edgar fez questão de voltar o quanto antes e o Swanson foi o que conseguiram.

  • João Vitor Andrade

    Ótimo timing pros leves poderemos ter Khabib vs Connor e na reserva caso aconteça algo teremos o vencedor do main event de sábado vs Porrier no mesmo evento no segundo semestre

  • Otaviano Jr

    Grande problema pro Marreta é que o Campeão é Striker (jogo teoricamente melhor pra ele) um cara exímio contra-golpeador que não deve entrar no in-fight com ele então é luta ruim também, E o top 5 todo é composto por Grapplers (Jacaré,Rockhold,Weidman,Romero e Gastelum) então se ele tem dificuldades contra Grapplers e o campeão é um estilo diferente de trocação ao dele onde ele pode chegar?

    • William Oliveira

      Rockhold deve subir pros meio-pesados na próxima luta. Romero está no fim da carreira, não dou mais do que 2 lutas pra ele, caso perca pro Whittaker. Duas preocupações a menos aí.
      O Gastelum tudo bem que tem um background no wrestling, mas luta mais como um boxeador, usando o BJJ de qualidade mais defensivamente mesmo.

      De qualquer jeito, essa luta contra o Branch vai falar bastante pro Marreta, não acho que o Weidman e o Gastelum sejam lutas TÃO ruins assim pra ele. Mas só esperando sábado pra saber.

      • Otaviano Jr

        o Weidman é uma luta péssima pra qualquer um que tem problemas no chão po, o grande problema de tudo irmão… é que mesmo que o Romero perca e tenha mais 2 lutas se o Marreta passar dessa ele vai pegar um top 5, o Gastelum é um lutador com bastante QI de luta se ele pegar um cara perigoso como o Marreta trocando golpes ele vai querer usar Wrestling como nunca ! o Rockhold é um puta lutador ( pra mim o mais técnico entre eles), mas pelos problemas defensivos acho ele a melhor luta pro Marreta.

        • William Oliveira

          Entendo o que vc tá dizendo, mas se o Marreta passar pelo Branch, apostaria nele com certeza contra o Gastelum. O Weidman é mais encardido mesmo, aí eu teria que ver a performance do Marreta no sábado pra ver se evoluiu bastante de fato antes de dar o favoritismo pra qualquer um.

          O Rockhold parece que vai subir na próxima rodada já.

          • Otaviano Jr

            sim, realmente depende muito de “qual” Marreta vamos assistir agora… eu torço para que o Rockhold fique nos médios (tudo depende muito da saúde dele) eu acho ele um bom lutador e o grande problema dele é sua defesa na trocação… como um cara assim vai lidar com mãos mais pesadas AINDA ? o grande problema de tudo é que o Marreta é o tipico lutador que vai acabar pegando o Romero vindo de derrota! acho que o Gastelum com vitória sobre o Jacaré tem o TS e em caso de derrota pega o Borracha (pra alimentar o Hype) vindo de uma possivel vitória

          • William Oliveira

            Mas o Rockhold deve estar com a resistência debilitada justamente por estar cortando muito peso, drenar o corpo desse jeito afeta a resistência de um lutador, nos meio-pesados ele vai ficar mais saudável e talvez passe a ter uma absorção de golpes superior a atual.

            A próxima luta do Borrachinha é só em Julho, contra o Hall.
            Já o Marreta e o Gastelum lutam nos próximos 2 eventos, respectivamente esse final de semana no UFC Atlantic City e no UFC 224. Acho que o tempo vai alinhar pra, em caso de vitória do Jacaré, o Marreta pegar o Gastelum. Não vejo o UFC dando ele pro Romero, seria jogar contender fora e o Marreta tem um estilo bem agressivo e legal de ver, o UFC provavelmente cuidaria dele no que diz respeito a matchmaking, sempre fizeram isso pra falar a real, se formos analisar desde que ganhou do Ronny Markes ele pegou vários casamentos pra se recuperar, pra evoluir etc

  • Gabriel Quintanilha

    não entendo esses criterios de punição pós lutas em decorrencia dos danos sofridos…o Edgar foi nocauteado brutalmente ha menos de 2 meses e ja ra enfrentando outra luta e contra um pegador q bate duro…

  • Malk Suruhito

    Hooker era o sobrenome de um general americano da guerra da secessão que aonde ia com a tropa, levava algumas outras “profissionais” para manter a moral da tropa sempre elevada. Daí a ligação do sobrenome com a mais antiga profissão, ficando restrita aos EUA o uso comum da mesma. Só ver a diferença de Rapariga no nosso Nordeste para o uso em Portugal…

    • Thiago Sampaio

      Fórum do Sexto Round é cultura!

    • Paulo Magalhaes

      Show meu amigo. Toma teu like.

    • Bodhisattva

      Isso é uma lenda urbana…. O termo “Hooker” relacionado a prostitutas, já era utilizado bem antes do General se tornar uma figura pública, e faz referencia a uma area portuaria em Manhattan chamada de “Corlaers Hook”, devido a sua grande concentração de prostíbulos e prostitutas em meados do sec. 19.

      • Malk Suruhito

        É a referência mais aceita a do general. Outra ainda, até mais lógica, é que é apenas uma variação de “hook” (gancho/anzol) em referência delas “fisgarem” os clientes.

        • Bodhisattva

          Bom, acho pouco provável que seja a mais aceita, apesar de sem dúvida ser a mais divertida, visto que o fato de ser uma lenda urbana está descrito na própria história do General, algo que pode ser comprovado com uma rapida pesquisa. Aliás, sua segunda versão, que de fato é mais lógica, está diretamente ligada ao que eu disse, visto que sim, Hooker faz alusão a Hook (gancho) que tb é o nome da zona portuária, que concentrava a maior parte dos prostibulos pela facilidade de acesso aos marinheiros que desembarcavam cotidianamente. Mas enfim, nada que mude nossas vidas, apenas pesquisei por ficar curioso com seu comentário..

          • Malk Suruhito

            Na mesma linha, vou lhe falar mais uma:
            – Nos arredores da segunda sede da Nintendo of America, havia um bistrô chamado Mario and Luigi’s onde os funcionários de lá adoravam ir comer;
            – Como no japonês eles não usam a pronúncia do “L”, Luigi nada mais é do que a palavra japonesa Ruiji (類似) que quer dizer “Similar”;
            – Existe um filme de 1953 chamado “O Salário do Medo” de Yves Montand, interpretando Mario, um homem de bigode escuro que usava boné e tinha um amigo algo e magrelo, de nome Luigi.

            Qual lenda urbana é correta? Ou alguma delas é errada?
            Dica: Shigery Miyamoto conta as três, e as duas últimas são fáceis de serem comprovadas, já a primeira se perdeu na história…
            😉

          • Bodhisattva

            Rapaz, adorei essa! Não sou fã de video games, mas o Salario do medo, eu conheço bem, sou fã do Clouzot e vou te dizer que nunca atinei pra coincidencia dos nomes!! Incrível! Essa eu não esqueço nunca mais! Obrigado!

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