Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Glendale

Thiago Sampaio | 12/04/2018 às 13:52

Que semana louca foi essa última que passou, hein? Os incidentes que destroçaram o card do UFC 223 foram tão bizarros que estou até com receio de escrever este texto e ele também ficar desatualizado daqui para o dia do evento!

O “UFC on Fox 29: Poirier vs. Gaethje” acontece neste sábado (14), na Gila River Arena, em Glendale, Arizona. Pelo menos começa mais cedo, a partir das 16h30 o card preliminar (horário de Brasília), o que significa menos tempo para lutas caírem.

Mantendo o pensamento positivo e acreditando que ninguém vai aparecer praticando vandalismo contra os lutadores no ônibus, os pesos leves Dustin Poirier e Justin Gaethje se enfrentam numa luta principal que não deve ter enrolação!

No co-main event, o veterano Carlos Condit enfrenta o brasileiro Alex Cowboy, que aceitou substituir Matt Brown com cerca de duas semanas de antecedência.

Mas vamos lá aos destaques!

Insanidade à vista

Com Justin Gaethje (18-1, 1-1 UFC) no octógono, é garantia de luta insana. E tendo do outro lado Dustin Poirier (22-5-0-1, 14-4-0-1 UFC), outro que não foge da briga franca, melhor ainda. Justamente pelos estilos assassinos essa luta beira o imperdível

Ex-campeão do extinto WSOF, Gaethje foi contratado justamente pra fazer barulho e atrair a audiência daqueles que amam pancadaria sem medo. E conseguiu!

O duelo repleto de reviravoltas contra Michael Johnson, em que venceu por nocaute no segundo round, foi um dos melhores de 2017.

Mas contra o ex-campeão do Bellator e do UFC, Eddie Alvarez, conheceu a primeira derrota na carreira em 19 lutas. Em um duelo bem lá e cá, típico dos seus combates, foi acertado por uma joelhada no terceiro round que o levou a nocaute.

Algo que em algum momento iria acontecer, pois o estilo de luta kamizaze do The Highlight, sempre andando pra frente, mesmo no modo zumbi, está sujeito a isso. Ao longo da carreira, sempre levou knockdowns e continuava e defender golpes com a cara.

Funcionou no WSOF, mas o nível no UFC é outro. Depois de Alvarez, agora ele pega mais um desafio de elite. Dustin Poirier só tem uma derrota em oito lutas como peso leve e, se vencer, se aproxima de uma disputa de cinturão.

Desde o nocaute sofrido para Michael Johnson, venceu Jim Miller por decisão, vinha levando a melhor contra Eddie Alvarez até levar uma joelhada ilegal e terminar em no-contest e, na última luta, venceu Anthony Pettis após lesão na costela do adversário.

Promessa de muita trocação entre esses dois malucos. O The Diamond tem muita qualidade em pé, conta com 10 vitórias por nocaute e exibe menos brechas ao deferir os golpes.

Mas o atleta da American Top Team também sabe dançar conforme o ritmo e, se estiver levando a pior, é bom no clinche e pode levar Justin para o chão, assim como fez contra Joseph Duffy, quando precisou virar grappler.

Gaethje vai para o matar ou morrer. Das 18 vitórias, 15 foram por nocaute e apenas duas foram para a decisão! É conhecido pelo ótimo muay thai, contando com chutes baixos e joelhadas perigosas que já lhe garantiram triunfos.

E apesar do estilo desleixado de defesa, tem base no wrestling e não é derrubado com facilidade.

Com a certeza de que um deles só vai desistir se estiver dentro da cova, podemos nos sentir como o meme “Just bleed”.

Assassino x Cowboy

A luta Carlos Condit x Matt Brown está quase empatando com Khabib Nurmagomedov x Tony Ferguson em número de frustração. Com a lesão de Brown, essa foi a terceira vez que o casamento foi para o espaço.

Por mais que ambos estejam longe do auge, ainda hoje esse co-evento principal seria uma luta, pelo menos, animada. A sorte é que Alex Oliveira (18-5-1-2, 7-3-0-1 UFC), o Cowboy brasileiro, sempre está disponível para aceitar luta de última hora.

Se há alguns anos essa luta não faria nenhum sentido, hoje é bem vencível para o brasileiro, pois Carlos Condit (30-11, 7-7 UFC) apresenta sinais de falta de estímulo com a aproximação do fim da carreira.

A última vitória foi em 2015, quando bateu Thiago Pitbull. Após perder para Robbie Lawler numa luta épica de cinco rounds e ser finalizado rapidamente por Demian Maia, colocou a aposentadoria em questão.

Mesmo com negócios paralelos, o ex-campeão interino dos meio médios voltou em dezembro do ano passado alegando necessidade financeira e perdeu para Neil Magny com uma atuação bem apática.

O Natural Born Killer se consagrou pelo ótimo kickboxing, sempre entregando combates eletrizantes, sem poupar sangue. Com chuva de chutes baixos, na linha de cintura, socos giratórios, cotoveladas, era empolgante ver o cara em ação!

O Cowboy é o tipo de adversário que aceita esse tipo de combate. Apesar de vir de derrota por nocaute para Yancy Medeiros, aquela foi eleita por muitos veículos especializados a melhor luta de 2017.

Antes disso, veio de ótimas vitórias sobre Tim Means e Ryan LaFlare (que nocautaço!). E apesar de honrar o bom muay thai que tem, já mostrou Q.I. de lutando, atuando de maneira estratégica, como fez com Means, em que partiu para o clinche e arrancou a finalização.

Se Condit mostrar vestígios daquele assassino, é favorito, mesmo se o brasileiro conseguir derrubar (certa vez escrevi que o americano tinha uma defesa de quedas razoável e quase colocaram minha cabeça a prêmio).

Nas atuais condições, o sorridente Alex tem plenas condições de sentir o ímpeto inicial onde se sente à vontade, trocando golpes e, se estiver levando a pior, partir para a luta agarrada.

Resta saber se o fato de ter aceitado o combate em cima do laço contra um atleta experiente vai ser prejudicial.

De olho nesse cara!

Como apostaram as fichas nos atletas da luta em pé, Israel Adesanya (12-0, 1-0 UFC), multicampeão de kickboxing e com carreira profissional no boxe, busca manter a invencibilidade em sua segunda luta no UFC.

Na estreia, em fevereiro deste ano, o ex-campeão do “Torneio de Peso Médio” do Glory passeou contra Rob Wilkinson, nocauteando com uma sequência brutal de socos e joelhadas. Nas 12 lutas de MMA que fez, venceu todas por nocaute!

Tem um estilo “solto” em que parece sempre à vontade, lembrando Anderson Silva nos tempos áureos. Baixa a guarda, se esquiva com facilidade, tem envergadura que o favorece para deferir chutes altos, cotoveladas e por aí vai.

Mas como o negócio aqui são artes marciais mistas, o cartel de 50-5-2 no kickboxing pode não surtir tanto efeito contra um grappler de alto nível. O que não é bem o caso de Marvin Vettori (12-3-1, 2-1-1 UFC), mas que tem jogo para frear a fera.

O italiano de apenas 24 anos venceu os brasileiros Alberto Uda e Vitor Miranda, perdeu para o Cara de Sapato e, na última luta, vem de empate com Omari Akhmedov.

Também gosta de se testar na trocação, porém, é um lutador mais completo. Diferente do adversário, não é um ponto fora da curva em nenhum área, mas desenrola um pouco de tudo de acordo com a necessidade.

Guardadas as devidas proporções, deve fazer um combate estratégico como o que fez com Vithai, outro especialista no muay thai. Acertou contragolpes, amassou muito na grade e, para garantir a pontuação, derrubou no final.

Das 12 vitórias na carreira, o “The Italian Dream” venceu oito por finalização. Apostar no jiu-jítsu pode ser a chave para vencer. Conta com uma guilhotina perigosa.

Mas para isso, vai precisar sobreviver ao ímpeto ofensivo e os golpes potentes do nigeriano radicado na Nova Zelândia, que ainda nem sabe o que é chegar ao terceiro round. Tarefa bem difícil, diga-se de passagem.

Sapatada no bárbaro

Após engrenar quatro vitórias em seguida, Antônio Cara de Sapato (9-2-0-1, 6-2-0-1 UFC) agora pega um adversário ex-ranqueado, podendo adentrar o top 15 em caso de vitória. E tem totais condições de vencer Tim Boetsch (20-11, 12-10 UFC).

O brasileiro vem de triunfos sobre Leonardo Leleco, Marvin Vettori, Eric Spicely e Jack Marshman. Desses, três foram por finalização, enquanto apenas Vettori levou para a decisão.

O The Barbarian é aquele cara que mesmo com suas limitações, aqui e acolá impressiona com nocautes e por isso tem o emprego garantido. A última aparição foi em junho do ano passado, quando desligou o decrépito ex-campeão Johny Hendricks.

O jogo do americano é fácil de prever. Ele não é ágil, não tem bons chutes e é quase nulo no jiu-jítsu. Mas tem uma mão pesada que é uma maravilha e se acertar em cheio, há boas chances de cair num sono profundo.

Quando ficou de costas no chão, mostrou pouco poder reação. Luke Rockhold, Thales Leites e Ronaldo Jacaré o finalizaram rapidamente. Mas, o nível de jiu-jítsu desses aí é desproporcional, né?

Bom, o do Antônio Carlos Júnior não fica tão atrás. Com um título absoluto no Pan de 2012 na faixa-preta e um Mundial peso e absoluto na marrom, o paraibano formado na Checkmat fez seu nome na arte suave antes de migrar para o MMA e se sagrar campeão do TUF Brasil 2.

Ah, então é só levar Boetsch para o chão e finalizar. Vai ser moleza, certo? Como diria Rogerinho do Ingá, do Choque de Cultura: “achou errado, otário!”. O americano é wrestler da primeira divisão da NCAA e não é derrubado assim tão facilmente.

Logo, brasileiro vai precisar sair na mão para, em algum momento, fintar uma queda e conseguir levar para a sua área. Eis onde ele pode cair na única e perigosa arma do Barbarian!

Vale lembrar que o americano também não se dá por rendido e já virou lutas no terceiro round, como contra Yushin Okami e Brad Tavares. Se o Cara de Sapato trocar mais do que deve e não liquidar logo, pode ter o mesmo fatídico destino que teve contra Dan Kelly.

Relegados, porém, com valor

Numa categoria recheada de nomes fortes como a dos médios, Brad Tavares (16-4, 11-4) e Krzysztof Jotko (19-3, 6-3 UFC) figuram no ranking, mas poucos lembram deles. Escondidos no card preliminar, eles podem fazer um duelo até interessante.

No UFC desde 2010, quando participou do TUF 11, o havaiano Tavares perdeu a última vez há três anos, nocauteado para o atual campeão Robert Whittaker. Vem de três vitórias, sobre Caio Magalhães, Elias Theodorou e Thales Leites.

Ele até se ofereceu para enfrentar Vitor Belfort ou Michael Bisping em suas lutas de despedida, mas não conseguiu nenhum. Estava como “estepe” para Ronaldo Jacaré x Derek Brunson 2, mas ficou por isso mesmo.

Já o polonês Jotko vem de duas derrotas, para David Branch e Uriah Hall, mas antes tinha engatado cinco triunfos em sequência, incluindo também Thales. Está em 13º no ranking, enquanto Tavares está em 15º.

Apesar de ambos curtirem a trocação, esse duelo vai na contramão da maioria do card, já que eles são burocráticos ao extremo. São cautelosos, jogam no erro do adversário, prezam pela defesa.

Para se ter uma ideia, Brad Tavares tem 10 das 16 vitórias por decisão, enquanto Jotko, 12 dos 19 triunfos foram para as papeletas. Se o embate entre eles terminar pela via rápida vai ser uma grande surpresa.

Ué, então qual a graça de destacar uma luta que já começa com cheiro de split-decison? Para quem curte um duelo técnico, com dois atletas que não partem para cima golpeando o vento, esse é um prato cheio.

O polonês tem mais agilidade, tem a movimentação como ponto forte. Na luta contra Hall, estava dando um passeio, até o Homem Ambulância tirar um nocaute da cartola no segundo round. Com 196 cm de envergadura, joga bem na longa distância.

O havaiano costuma lutar mais plantado. Usa o boxe como arma principal, encurtando, acertando combinações e saindo. Não tem tanta contundência, mas tem precisão.

Ambos são oriundos do wrestling e buscar a queda não é opção descartada, ainda que improvável, pelo menos no primeiro round.

Tentem ficar acordados. Pode valer!

Card completo

Dustin Poirier x Justin Gaethje
Carlos Condit x Alex Oliveira
Israel Adesanya x Marvin Vettori
Michelle Waterson x Cortney Casey
Tim Boetsch x Antônio Cara de Sapato
Muslim Salikhov x Ricky Rainey
Wilson Reis x John Moraga
Krzysztof Jotko x Brad Tavares
Gilbert Durinho x Dan Moret
Shana Dobson x Lauren Mueller
Dhiego Lima x Yushin Okami
Arjan Bhullar x Adam Wieczorek
Matthew Lopez x Alejandro Pérez
Luke Sanders x Patrick Williams

Vale assistir?

Tendo Dustin Poirier e Justin Gaethje na luta principal, todo o restante poderia ser lutas de anões de circo calçando patins que a emoção estaria garantida!

Se Condit x Brown seria divertido mesmo longe do melhor deles, a organização encontrou em Alex Cowboy uma reposição à altura para manter o estilo eletrizante.

Em geral, o card está bem com cara dos eventos na Fox: casamentos propositalmente empolgantes, com atletas de estilos agressivos, casos de Israel Adesanya, Muslim Salikhov, Alejandro Pérez, Luke Sanders, entre outros.

Desde a porção preliminar, há combates que se não prometem nocautes ou finalizações, são garantias de bom nível técnico, como dos ex-desafiantes dos moscas Wilson Reis x John Moraga; e o já citado Jotko x Tavares.

Uma pena que o adversário de Gilbert Durinho não será mais Lando Vannata, pois seria outra loucura! Ele vai recepcionar o estreante Dan Moret.

Abrindo o card principal, a “The Karate Hottie”, Michelle Waterson, que sempre garante lutas interessantes, procura se recuperar de duas derrotas contra Cortney Casey, adversária bem na medida para sair vitoriosa.

E como começa cedo, vale juntar os amigos, preparar o churrasco e conferir. Nem precisa ser fã, basta saber que a pancadaria vai rolar solta! O que teve de menos no UFC 223, em que sobraram apenas nove lutas, esse está com 14 (!) na programação!

Anotem o momento perfeito para olhar o celular e jogar conversa fora: Dhiego Lima x Yushin Okami. Essa foi para zoar mesmo quem achava que só veria coisa de qualidade.

Ao montar este card, não duvido que a Fox tenha cogitado colocar nos pôsteres de divulgação: “Hoje alguém morre!”. Mas em tempos tão violentos, em que até lutadores estão sendo sendo atacados fora do octógono, melhor não.

Se bem que os quase aposentados B.J. Penn e Diego Sanchez poderiam ter cavado uma vaguinha ali, numa revanche daquela guerra ocorrida em 2009. Só mesmo nestas condições para alguém querer vê-los nos dias atuais.

  • Juan

    Sempre é intrigante assistir ao patrono-fundador do *ICCDQ em ação.

    *Instituto Carlos Condit de Defesa de Quedas.

    • Thiago Sampaio

      Vou anotar essa para textos futuros, rs

    • Ricardo

      Levou 12 quedas do Hendricks em 3 rounds!

  • Leo Corrêa

    Pra mim o card está muito bom. O problema é esse exagero de 14 lutas, o que sempre torna o evento maçante a uma certa altura.

    • Thiago Sampaio

      Mas o fato de começar cedo alivia, pois quem achar 14 lutas demais, pode começar a ver no início da noite que ainda vai conferir coisa pra caramba. E sim, o card está excelente!

    • Igor Barbosa

      Lembro do UFC no Japão quando o Ben Henderson tirou o cinturão do Frankie Edgar, e também foram 14 lutas. Nem acho exagerado, se for um card decente. Tem cards excelentes com 12 lutas que passam voando.

      • Thiago Sampaio

        Esse UFC teve oito lutas só no card principal! haha

    • William Oliveira

      Entendo esse ponto, mas vc não precisa assistir tudo também, pode pegar só as 5-8 finais que são as melhores, tem gente como eu que não se contenta com poucas lutas e tá acostumado até com 20, graças ao ACB haha

      • Igor Barbosa

        Penso assim também. Quando o evento tem 11 lutas já reclamo um pouco rs.

    • bedotRJ

      A culpa disso é da transmissão. Sem os merchands e emendando uma luta na outra, seria sempre tranquilo. Só que alguém tem que pegar o leite dos filhos dos lutadores, jornalistas e de todo mundo que trabalha para o evento acontecer. É isso que eventualmente torna os eventos maçantes.

    • KRS Porlaneff

      Nunca é exagero quando a gente tá assistindo e se divertindo com um evento de qualidade técnica e qualidade de entretenimento.

      Lembro do UFC 166, que fui ver com um amigo em um barzinho na região da Paulista. Chegamos pouco antes da primeira luta, ficamos até a última e mal vimos o tempo passar mesmo com 13 lutas e tendo que assistir todas as lutas (menos a principal) sem áudio porque “a preferência é pra quem está vendo futebol”.

  • Igor Barbosa

    O card tá excelente! Espero ver pelo menos um vestígio do velho Condit em ação. Se isso acontecer, tem tudo pra ser uma luta inesquecível. Se o Condit vier com aquela mesma “gana” da última luta, acho que Cowboy amacia um pouco em pé, leva pro chão e finaliza.

    • Thiago Sampaio

      Condit sempre foi empolgante de se assistir. Contra o Magny ele estava quase irreconhecível. Mas, creio que o estilo também agressivo do Cowboy vai fazer ele se soltar mais e, se tivermos um pouco do que ele sabe de melhor, será uma lutaça.

      • Igor Barbosa

        Pois é, espero que o Cowboy “contagie” o Condit mesmo. Foi duro ver o desinteresse dele contra o Magny.

        • KRS Porlaneff

          A única vez que eu vi o Condit apático, fora contra o Magny, foi contra o Diaz.

          Até contra o Demian, apesar da luta ter sido relâmpago, ele entrou empolgado.

          • Thiago Sampaio

            Mas na luta contra o Nick Diaz eu até entendo ele ter atuado de maneira estratégica. O falastrão era favorito, chegou como campeão do Strikeforce, valia o cinturão interino. Lutou com o regulamento embaixo do braço, manteve a distância, pontuou o tempo todo, batia e saía ao invés de cair na provocação do Diaz e partir para o infight. Tinha algo maior em jogo e achei a atuação dele ali bem correta, apesar de não ter empolgado.

  • William Oliveira

    Baita resenha pra um baita card!
    Promessa de muita anarquia no card principal.

    Só uma correção: Adesanya não foi campeão do Glory, ele chegou a ser desafiante, mas perdeu pro Jason Wilnis numa luta bem disputada (marquei pro Adesanya).

    • Thiago Sampaio

      Obrigado pelo elogio à resenha!

      E de fato, o Adesanya foi campeão do “Torneio dos Médios” que dava o direito a disputar o cinturão do Glory. A final foi contra Yousri Belgaroui.

      • William Oliveira

        Sim.. o Glory ainda realiza mini-torneios de 4 lutadores pra decidir os próximos desafiantes, foi isso aí que o Adesanya ganhou.

  • Sergio Araujo

    Se Marvin Vettori não levar pro chão, pode mandar internar o rapaz. Caso consiga, vai ser uma ótima oportunidade de ver como o Israel Adesanya está na área.

    Grande Card.

    • Thiago Sampaio

      Não podemos esquecer que o Henrique Frankenstein saiu na mão o tempo todo com o Gokhan Saki, outro veterano do K-1 e do Glory.

      Vai entender…

      • William Oliveira

        É, mas tem algumas diferenças:

        – Gokhan Saki já está em declínio, já tem 34 anos (5 a mais do que o Adesanya)
        – Além disso, sua resistência já está em duvida, pois já foi nocauteado várias vezes no kickboxing (Adesanya somente uma), isso sem contar as várias lesões e guerras (que drenam bastante do corpo do atleta) que o Saki já teve. Adesanya apesar de mais de 50 lutas, teve uma competição consideravelmente mais tranquila e menos danosa do que o turco, até então.
        – Gokhan Saki também vinha de mais de dois anos parado, sem ritmo, enquanto Adesanya segue ativo, lutando bastante.
        – Por fim, mas não menos importante, foi praticamente a estreia do Saki no MMA, enquanto o Adesanya fez mais de 10 lutas pra se testar e aprender as diferenças de ritmo e cardio de um esporte pro outro.

        E até o Saki cansar, tava sendo uma aula de striking, mesmo o Frankestein sendo experiente no Muay Thai.

    • William Oliveira

      A parada é que o Adesanya se levanta rápido, é igual o Till, vc pode quedar, mas os caras trabalham muito bem o “wall-walk” pra ficar de pé de novo.

  • Valdeir Porto Freire

    Card muito acima da média para uma noite não numerada do UFC. Não perco Poirier x Gethje por nada!

    • Thiago Sampaio

      Está melhor do que os cards do UFC 220 e 221 deste ano.

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