Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 223

Thiago Sampaio | 05/04/2018 às 18:32

Para recepcionar um dos melhores cards do ano, foi criado todo um clima de suspense com direito a dois fins de semana sem evento. E agora podemos ouvir o grito de Galvão Bueno na final da Copa do Mundo de 94: “É tetraaaaa!!! É tetraaaaaa”!

Isso porque o confronto entre Tony Ferguson e Khabib Nurmagomedov, que encabeçaria o show, conseguiu a proeza de cair pela quarta vez! Uma é ok, duas é estranho, três é demais e quatro é uma baita brincadeira de mau gosto.

Sorte a nossa que o havaiano Max Holloway, campeão dos penas, tem colhões e aceitou subir de divisão para enfrentar o russo encardido na luta principal, valendo o título dos leves, podendo se tornar o lutador mais jovem a ostentar dois cinturões de categorias diferentes.

O “UFC 223: Nurmagomedov x Holloway” acontece a partir das 19h15 (horário de Brasília) deste sábado (7), no Barclays Center, no Brooklyn, Nova Iorque.

No co-evento principal, Rose Namajunas e Joanna Jedrzejczyk fazem revanche daquela luta com resultado surpreendente no UFC 217, pelo título do peso palha feminino.

Mas em meio a tanta emoção, até Conor McGregor surgiu para bagunçar ainda mais. Nesta quinta-feira (5), ele e vários amigos arruaceiros atacaram o ônibus onde estava Khabib e vários outros lutadores do card, atirando um carrinho de mão, lixeira, grades e outros objetos.

Michael Chiesa sofreu vários cortes no rosto e na cabeça durante o “atentado” do irlandês e não vai mais enfrentar Anthony PettisRay Borg, que enfrentaria Brandon Moreno, também foi parar no hospital. Namajunas quase saiu também pelo mesmo motivo.

O apadrinhado do irlandês, Artem Lobov, estava entre os que praticaram a confusão e a luta que faria contra Alex Caceres foi cancelada.

Mas vamos lá aos destaques da violência dentro do octógono!

Vale título linear e nenhum dos campeões vai lutar…

Parecia muito pegadinha pronta de Dia da Mentira. Em pleno 1º de abril, surge a notícia que Tony Ferguson havia se lesionado num estúdio (!), necessitando de cirurgia no joelho. Demorou para acreditar, mas o “boato” foi ganhando solidez.

O próprio Dana White foi ao canal parceiro ESPN para dar a notícia e informar que Max Holloway (19-3, 15-3 UFC) aceitou a luta com apenas seis dias de antecedência contra Khabib Nurmagomedov (25-0, 9-0 UFC), pelo cinturão do peso leve.

E o cenário da divisão fica ainda mais incomum: Conor McGregor ostenta o título da categoria sem lutar desde novembro de 2016, quando nocauteou Eddie Alvarez. Ferguson se tornou campeão interino após bater Kevin Lee, em outubro do ano passado.

Meio que a contragosto, Dana confirmou que o Notorious será destituído do título e o irlandês volta no segundo semestre disputando o que bem quiser. Já o El Cucuy, depois da patacoada, teve o cinturão interino retirado e jogado no esgoto.

Dentre tantas incertezas na vida, duas coisas podemos tomar por certo. A primeira é que existe uma macumba feia em cima de Ferguson x Nurmagomedov. A segunda é que Holloway é corajoso pra caramba.

Se com camping completo o havaiano já seria azarão, imagina aceitando um combate em cima da hora, sem praticamente nenhum treino direcionado e se recuperando da lesão no pé que o tirou da luta contra Frankie Edgar no UFC 222, um mês antes.

Mas a vontade de fazer História falou mais alto. Se vencer, será o quinto lutador, junto a Randy Couture, B.J. Penn, Conor McGregor e Georges St-Pierre, a ser campeão de duas categorias diferentes. O segundo (o primeiro foi Conor), simultaneamente.

E com 26 anos, será o lutador mais jovem a conseguir os dois feitos!

Khabib, invicto no MMA, vem de nove vitórias no UFC, sendo a última, uma atuação dominante sobre o brasileiro Edson Barboza. Com um jogo que mistura sambo, quedas de judô e um wrestling descomunal, tem a habilidade de anular o adversário como poucos.

Porém, a série de lesões tem prejudicado a sua ascensão, além de nunca ter lutado cinco rounds na carreira. Vai fazer apenas a quarta luta em quatro anos.

Na teoria, o The Eagle, uma máquina de ground and pound, tem tudo para travar o rival por cinco rounds, ou mesmo buscar uma finalização ou nocaute técnico.

Apesar dos longos hiatos entre lutras, Khabib sempre lutou como se tivesse passeando num parque. Mas quando permite a luta em pé, já mostrou muitas brechas, levando golpes até de Darrell Horcher.

Eis onde Holloway pode ter alguma chance. Adepto da luta em pé, com muay thai de alto nível que já demoliu José Aldo duas vezes e vem de nada menos que 12 vitórias seguidas, vai buscar o nocaute.

Mas defender as quedas do russo é uma missão pra lá de ingrata e, sem preparação adequada, dificilmente vai estar com gás se a peleja durar cinco rounds. A tendência é de um começo lento do Blessed, que vai tentar sobreviver se cair por baixo.

O havaiano é um lutador inteligente e sabe que partir para o volume de golpes desde o início pode ser derrubado a perder energia rapidamente. Se manter a cautela e acelerar o passo lá pelo terceiro assalto, podemos ter surpresa.

Se Conor se livrar do xadrez após o vandalismo que praticou e voltar a lutar no segundo semestre, outra quase certeza na vida é que Tony Ferguson ficou a ver navios.

Em pensar que se arrebentar sozinho foi o menor dos incidentes!

Para acabar com as dúvidas

Tirar o cinturão de Joanna Jedrzejczyk (14-1, 8-1 UFC) parecia uma missão tão absurda quanto fazer o mesmo com Ronda Rousey nos tempos de ouro. Mas no UFC 217, em novembro do ano passado, Rose Namajunas (7-3, 5-2 UFC) mostrou que a escola “Tia Holly Holm” de calar a boca funciona, sim.

Foi uma noite de gala para a noiva de Pat Barry, frustrando a polonesa no jogo dela, a luta em pé, com direito a dois knockdowns e o nocaute técnico com apenas três minutos do primeiro round, fazendo a então campeão batucar pra parar de apanhar (ela negou isso e ficou feio!).

Muito se falou sobre soberba de Joanna, que caminhava para sua sexta defesa do título peso palha feminino. De fato, ela sempre gostou de provocar mesmo. Pelo retrospecto, ganhou a revanche imediata para tentar provar que aquilo foi obra do acaso. Será?

A evolução de Namajunas no UFC é de encher os olhos! Participou do TUF 20, que definiu as primeiras lutadoras da categoria, quando estava apenas 2-1 e foi finalizada sem dificuldade para Carla Esparza na final. De lá pra cá, só perdeu para Karolina Kowalkiewicz, por decisão dividida.

Uma das características da carequinha é o ímpeto explosivo no início, justo quando a polonesa vai com marcha lenta. É faixa preta de taekwondo e karatê e sabe explorar bem os espaços deixados pela adversária. Mas foi usando o jiu-jítsu que conseguido a maioria das vitórias.

Apesar de a campeã ter se machucado no fatídico ônibus, ao que tudo indica, não foi nada grave e deve estar apta para lutar normalmente, fora o abalo psicológico.

A antiga dona da categoria se consagrou pelo muay thai refinado. Ela cresce ao longo dos rounds com volume de golpes e o gás é algo impressionante. Parece que ganha fôlego e motivação com o passar dos rounds.

Conta com boa defesa de quedas, lembrando que venceu duas vezes Cláudia Gadelha. Se sobreviver ao tiroteio inicial, a tendência é que se sinta à vontade para aplicar o festival de socos de ângulos diferentes, chutes frontais, joelhadas e cotoveladas.

Já pensando no futuro, é empolgante lembrar que temos a brutal Jéssica Andrade na espreita da vencedora e, seja lá quem perder, tem tudo para fazer um combate espetacular com Valentina Shevchenko na divisão de cima.

Ah, a Bully não é campeã? Ok, mas vai ser!

Nova geração de penas voando

Com uma leva de nomes promissores, a categoria dos penas atualmente é uma das mais emocionantes. E Renato Moicano (11-1-1, 3-1 UFC) e Calvin Kattar (18-2, 2-0 UFC) figuram no card principal para honrar essa nova geração.

Ex-campeão interino do Jungle Fight, Moicano estava invicto até julho do ano passado, quando caiu na guilhotina de Brian Ortega. Mas até tentar a queda atabalhoada que culminou na finalização, estava levando a melhor contra o atual desafiante da categoria e estraga prazeres da geral.

Estreou no UFC no final de 2014 finalizando Tom Niinimäki, aceitando combate de última hora. Bateu Zubaira Tukhugov por decisão dividida e, depois, venceu o veterano Jeremy Stephens, também por split-decision.

O brasiliense é eficiente no solo (tem cinco vitórias por finalização, todas com mata-leão) e sabe capitalizar bem na trocação. Contra Stephens, por exemplo, lutou com o regulamento de baixo do braço, manteve a distância e venceu, mesmo sem empolgar.

Já Kattar teve uma rápida ascensão, com apenas duas lutas pela companhia. Aceitou duelo com um curto prazo de antecedência contra Andre Fili e teve vitória convincente por decisão. Depois, venceu por nocaute técnico o embalado prospecto Shane Burgos no terceiro round.

Apesar do apelido “O Finalizador de Boston”, Calvin tem passagem pelo boxe profissional e é eficiente nos contragolpes. É pragmático, sabe jogar no erro do adversário. Mas sabe cadenciar levando para o solo quando precisa.

Promessa de combate muito técnico entre dois atletas talentosos que certamente vão se estudar muito na trocação e, no decorrer do combate, vão buscar vencer na área em que acharem mais conveniente.

O show tem que continuar. Mas para quem?

Há alguns anos, todo mundo parava para ver Anthony Pettis (20-7, 7-6 UFC) à espera de golpes mirabolantes, como o chute com passos na grade nos tempos de WEC. Na época, Michael Chiesa (14-3, 7-3 UFC) era só um barbudo que sonhava com a glória. Hoje se enfrentam num cenário obscuro.

Acontece que o Showtime foi só ladeira abaixo depois que perdeu o cinturão dos leves ao ser dominado por Rafael dos Anjos, em março de 2015. Tentou se aventurar entre os penas, mas precisando virar cosplay de esqueleto para bater o peso, teve que retornar aos 70kg.

Até venceu um decadente Jim Miller por decisão unânime, onde mostrou resquícios daquele atleta que lutava solto. Mas na última aparição, levou um choque de realidade para Dustin Poirier até sofrer o nocaute técnico no terceiro round após lesão na costela.

Michael Chiesa comoveu o mundo após chorar pela morte do pai no TUF 15 e, mesmo assim, saiu como campeão daquela edição. Ficou marcado pelo perigoso mata-leão, que já lhe garantiu nada menos que oito das 14 vitórias.

Até vinha embalado com vitórias sobre Mitch Clarke, Jim Miller e Beneil Dariush, deslumbrando um title-shot, até provar do próprio veneno contra Kevin Lee. Tudo bem, ele não batuco naquele mata-leão e até hoje ele reclama de Mário Yamazaki (quem nunca?!), mas, a derrota está lá.

Uma vitória sobre um nome como Pettis parece ideal para voltar a escalar o ranking. Apesar de o Maverick contar com um boxe regular, trocar com o Showtime ainda é bem perigoso.

O ex-campeão deve vir cauteloso e, se tiver chance, vai ousar nos golpes. Anthony tem tirado finalizações do bolso estando em situação de pressão ou mesmo caindo por baixo.

Mas se o assunto é dar bobeira, Chiesa é mestre! É um wrestler muito superior, vai buscar derrubar e laçar o pescoço custe o que custar, ainda que Pettis nunca tenha sido finalizado.

O Maverick foi o mais atingido no incidente envolvendo McGregor. Foi para o hospital com vários cortes causados pelos vidros e certamente vai ser uma desvantagem (e bem injusta para quem seguiu todo o protocolo, diga-se de passagem) se for mesmo para a luta assim.

Curioso duelo de estilos que, de tão estranha a situação, ninguém vai se chocar caso o barbudo leve a melhor em pé ou o Showtime consiga finalizar. Que coisa!

Atualização: a atitude ridícula do irlandês e seus amiguinhos tiraram mesmo Chiesa da luta. Uma pena!

É pancada que fala, né?

Dois pesos leves que não fogem de uma boa briga e possuem um poder de nocaute diferenciado. Se muitos lamentaram o fato de a luta entre Al Iaquinta (13-3-1, 8-2 UFC) e Paul Felder (15-3, 7-3 UFC) não ter acontecido no UFC 218, agora ela vai rolar.

Se Iaquinta ultimamente tem aparecido mais para reclamar do UFC e mandar o patrão Dana para aquele lugar, pelo menos os resultados ele tem conseguido. Passou dois anos ausente e voltou em abril do ano passado nocauteando Diego Sanchez em pouco mais de um minuto.

Se contar desde a vitória sobre o folclórico Rodrigo Damm em 2014, são cinco vitórias em seguida, quatro delas por nocaute (ainda que o triunfo por decisão dividida sobre Jorge Masvidal tenha sido bem controverso).

Felder está longe de ser a técnica em forma de pessoa, mas o estilo empolgante garantiu a ele até um cargo de entrevistador na companhia. Vem de três boas vitórias por nocaute com cotovelada, sobre Alessandro Ricci, Stevie Ray e Charles Oliveira.

Conta com ótimo muay thai, é faixa preta de taekwondo e karate. Gosta de golpes plásticos para acumular highlights. Entre as poucas certezas da vida é que ele vai arriscar em algum momento socos giratórios!

Mas por curtir ataques abertos, contra um striker de mão pesada que sabe partir para liquidar quando tem a chance, caso de Iaquinta, pode ser um risco grande.

Mesmo não sendo o seu estilo, Iaquinta ainda tem um wrestling de respeito que pode ser uma carta na manga se os rounds se prolongarem.

Assista de pé, pois o perdedor dessa brincadeira não deve acabar dessa forma!

Bonitinhas e talentosas

Fechando o card preliminar, as belas Karolina Kowalkiewicz (11-2, 4-2 UFC) e Felice Herrig (14-6, 5-1 UFC) vão tentar provar que têm condições de disputar o cinturão que vai estar em jogo no co-evento principal.

A polonesa Kowalkiewicz já teve a chance de brigar pelo ouro e até esteve perto de nocautear a compatriota Joanna, na época campeã, mas acabou sendo superada por decisão unânime. Depois, foi surpreendida por Cláudia Gadelha ao ser finalizada ainda no primeiro round.

Na última aparição, venceu por decisão a estreante Jodie Esquibel, numa atuação sem sustos. Foi aquela vitória protocolar para voltar ao caminho das vitórias e ser desafiada pelas outras tops (a Bate-Estaca foi uma), afinal, ela é sim uma das melhores da categoria palha.

Herrig, apesar do cartel irregular, vem em boa fase desde o revés para Paige VanZant. Venceu Kailin Curran, Alexa Grasso, Justine Kish e Cortney Casey.

Ela, cujo apelido é Lil Bulldog, disputou carreira profissional no kickboxing com cartel de 23-5. Mas na transição para o MMA, desenvolveu bem o jiu-jítsu (é faixa-roxa de Jeff Curran). Tem quatro vitórias (duas delas no UFC) por finalização.

Karol tem um estilo agressivo, com vasto arsenal de joelhadas, uppers e chutes altos. Mas não é nocauteadora nata. Tem um estilo burocrático que costuma minar a adversária e levar a vitória por decisão.

Com duas atletas oriundas da luta em pé que devem travar uma disputa bastante técnica, a polonesa leva o favoritismo.

Mas não vai ser catastrófico se ela for surpreendida e acabar finalizada por Herrig, que ultimamente vem calando as estatísticas.

Card completo

Khabib Nurmagomedov x Max Holloway
Rose Namajunas x Joanna Jedrzejczyk
Renato Moicano x Calvin Kattar
Michael Chiesa x Anthony Pettis*
Al Iaquinta x Paul Felder
Karolina Kowalkiewicz x Felice Herrig
Ray Borg x Brandon Moreno*
Joe Lauzon x Chris Gruetzamacher
Evan Dunham x Olivier Aubin-Mercier
Alex Caceres x Artem Lobov*
Bec Rawlings x Ashlee Evans-Smith
Devin Clark x Mike Rodriguez
Zabit Magomedsharipov x Kyle Bochniak

*Lutas caíram em decorrência do incidente

Vale assistir?

Estava até estranho Tony x Khabib seguir na programação até menos de uma semana! Doeu, de novo, mais nos fãs do que em quem se lesionou, lembrando que agora o placar está empatado, em 2 x 2, de quem se retirou da luta.

Pelo menos tivemos uma excelente reposição, com a possibilidade de Max Holloway bater recordes históricos. Tá, ele vai estar sem treinamento adequado, mas, é interessante ver um campeão de alto nível no papel de franco atirador.

Fato é que o UFC 223 é de longe o melhor card numerado de 2018 até o momento (o 220 e 221 foram bem capengas e o 222, montado nas coxas, foi mediano).

Namajunas x Jedrzejczyk é uma revanche que vai dizer se o lapso da ex-campeã dominante na primeira luta foi um ponto fora da curva ou se americana realmente evoluiu para tomar o seu lugar.

Moicano x Kattar é um duelo da nova geração de penas; e Iaquinta x Felder, bom, um prato cheio para quem fica espremendo tensão no aguardo de um nocaute.

Teremos Zabit Magomedsharipov, outro forte candidato a ser um dos cabeças da categoria dos penas. Com wresling de muita qualidade, ótima movimentação, poder de nocaute, finalizações…o russo é sinistro!

Andre Fili, Myles Jury e Yair Rodriguez recusaram enfrentá-lo, segundo ele. Coube ao mediano Kyle Bochnyak matar no peito esse desafio de tentar frear o hype do ex-campeão do ACB.

O card em geral está tão atrativo que até perdoaríamos a presença de Alex Caceres x Artem Lobov, mas o russo fez o favor para todos de quebrar o barraco junto com o papai McGregor nos bastidores e a luta caiu. A porta de saída do UFC surge até tardiamente para Lobov!

Mas é de se lamentar profundamente o fato de Michael Chiesa estar fazendo o seu trabalho e ficar impossibilitado de lutar por causa de vandalismo. Ray Borg, com suspeita de estilhaços no olho, também foi vetado. Perdem os dois profissionais, os adversários Pettis e Moreno, o evento e os fãs!

Enfim, cabe a todos um esforço de deixar a festa de lado e reunir os amigos em casa com tudo que se tem direito.

E quem ainda sonha em ver Tony Ferguson e Khabib Nurmagomedov se enfrentando? Será que vão arriscar casar a luta pela quinta vez? Apelar para as forças divinas é necessário.

Tire a semana para ir à Igreja Católica, ou Evangélica, ou Centro Espírita, terreiro de Umbanda ou seja o que for. Independente de suas crenças, emitam vibrações para quebrar as forças malignas e essa dupla um dia se encontre, não só nos bastidores.

Orar por menos atitudes criminosas envolvendo o esporte também é válido. Afinal, a Páscoa passou, mas fica o espírito de esperança, de renascimento. Amém!

  • Nathan Dreak

    Pelo que Dana falou (e não se escreve), o cinturão interino do El Cucuy não será retirado e ele lutará contra o campeão linear quando voltar.

    • Thiago Sampaio

      Na verdade o próprio Ferguson afirmou que estava decepcionado, que “deveria ao menos permanecer com o interino”. Na coletiva desta quarta, Dana falou que ele não seria destituído. Com todo esse cenário, acredito que as coisas só ficarão mesmo claras depois do evento de sábado.

      • Paul Kersey

        Destitui, não destitui… Que confusão, hein?

        • Thiago Sampaio

          Confusão. Literalmente. Tudo.

  • EJR

    Resta saber se vai ter UFC 223

    • Thiago Sampaio

      A brincadeirinha do irlandês só levou alguns para o hospital, deu um baita susto em vários e derrubou três lutas (incluindo a do Lobov). Fora isso, tudo ótimo!

  • Alan

    Tava muito empolgado com o UFC 223, Tony x Khabib era a luta que eu mais estava esperando nesse ano, que pena que não vai acontecer, Hollaway está de parabéns por ter pego essa luta faltando poucos dias espero que ele ganhe muito dinheiro com isso e não leve muitos danos, enquanto a Michael Chiesa tomara que ele esteja bem e que a luta não caia, por fim Artem Lobov deveria ser demitido e que Conor Mcgregor pague uma alta indenização aos prejudicados do acontecido!

    • Thiago Sampaio

      Pois é, infelizmente o Chiesa foi vetado. O Lobov não só merece ser demitido como nunca nem deveria ter entrado no UFC.

  • Igor Barbosa

    Card tá uma coisa linda! Ansioso pra ver o Zabit em ação de novo, tenho certeza que em menos de dois anos vamos ver esse monstro ostentando o cinturão. Moicano x Kattar vai ser bem interessante. Tem várias candidatas a luta da noite no mesmo card.

    Na torcida pela Namajunas e pelo Holloway. Deu muita vontade de assistir Holloway x Ferguson, por esse motivo (e por ser um dos caras que mais curto assistir, além de ser um cara bem gente fina) tem minha torcida.

    • Thiago Sampaio

      Como Chiesa x Pettis caiu, bem que a do Zabit poderia ser promovida ao card principal.

  • Tairon de Oliveira

    O Lobov tava junto quando o McGregor deu ataque de pelanca?

    • Thiago Sampaio

      Sim!

  • Gabriel Kalinowski

    E o Confere?? Não vai ter?

  • magnuseverest

    Quando Tony voltar ele pega o Russo,que é muito favorito.
    Prefiro Namajunas campeã,mas vamos ver o que dá esta revanche.

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