Ronda, uma baranga no MMA?
#jornaleiroresponde

Renato Rebelo | 21/03/2018 às 23:41

Pessoal, nessa edição do #jornaleiroresponde, matutei sobre o passado de Ronda Rousey, ex-campeã peso-galo do UFC e nova contratada do WWE, maior evento de pro-wrestling do mundo.

E aí, revisando a carreira da judoca no MMA, é justo dizer que ela não foi esportiva e tecnicamente relevante?

Venham comigo!

  • Thiago_NCO

    Ronda baranga?

    Sério, só uma criatura que saiu da caverna em 2017 e passou a acompanhar o MMA desde então poderia sequer considerar isso. Foi unidimensional? Foi! Mas era mortal naquilo que fazia e foi fulminante até o seu jogo ser sido mapeado e a sua confiança corroída.
    Que os Irlandetes me perdoem, mas a maior vitrine pro MMA, a maior responsável pela popularização do esporte no passado recente é a sra Browne. Pode-se até mesmo não gostar do jeito mala e arrogante da moça, mas, diminuí-la, ou é haterismo ou desinformação pura e simples.
    Ótimo video, como sempre.

    • Jonas Greco

      Considerando o tanto de engenheiro de obra pronta que tem já que apareceu alguém aqui com o famigerado “eu nunca achei ela essas coisas todas”

      • Thiago_NCO

        Quando o AS perdeu a cinta pro Weidman: “Afff, sempre foi uma fraude, eu sabia, essas firulas aí não servem pra nada, um dia ia dar errado, etc…”
        Eu li muito isso na época… pqp

        • William Oliveira

          Sempre isso. Enquanto dá certo ninguém reclama haha

          O’Mailey é o próximo hypejob a cair por causa disso.

          • Jonas Greco

            Eu vi gente cogitando casar uma luta dele com o Carcacinha. Acho que o brasileiro iria limpar o cage com ele, mas vamos aguardar ai os próximos passos.

  • Paul Kersey

    Não curto a Ronda e uma das queixas mais incisivas que tenho quanto a judoca é ter um dos mindsets mais fracos e enojáveis perante a derrota. Contudo, admitir que ela é uma baranga é o mesmo que tb admitir que o Royce era um baranga tb ele só sabia lutar BJJ ao invés de MMA.

    Como a evolução do esporte é uma coisa inevitável, a única crítica sensata que podemos atribuir aos atletas supracitados é a sua resistência em se renovarem juntamente com a modalidade por crerem que nenhuma renovação poderia estar acima do teto de seus próprios talentos. Mas enquanto puderam, fizeram muitos oponentes indignos de sequer estarem partilhando a mesma arena.

  • Nathan Dreak

    Baranga não era. Irrelevante muito menos. Foi importante em um período de evolução do MMA feminino. Seu cartel tem boas lutadoras e lutadoras medianas. Nenhuma franga. UFC aproveitou muito bem seu carisma e fez muita grana.

    Mas temos que dizer que foi superestimada por muitos. Lembro bem que muitos ainda apostavam nela contra Cyborg quando falavam dessa luta, e muita gente “entendida”. Na época, sem muitas adversárias, protegeram ela não casando a luta. Suas limitações na trocação sempre foram claras, mas muitos parece que fecharam os olhos.

    Agora os ajustes que fazem na carreira dela são daqueles que a superestimaram. Quem soube seu real valor não precisa disso. Sabe da importância dela e das limitações do período de domínio dela também.

    • Paul Kersey

      O lance dela contra a Cyborg foi uma das inúmeras pérolas de megalomania, arrogância e bajulação extrema ao redor dela nos tempos áureos. Pode-se até dizer que a forma como ela foi escorraçada do MMA foi cármica visto o quanto ela usou o microfone e os holofotes para detonar com meio mundo.

      • Nathan Dreak

        Verdade. Somado ao seu uso do microfono, sua falta de educação e de espírito esportivo recusando cumprimentar adversárias mesmo após as lutas deram um péssimo exemplo.

        Mas qual a sua opinião comparando o comportamento da Rousey e da Joana com o nível de provocação e uso do microfone recentes?

        • Paul Kersey

          Tirando a fraqueza de mindset da Ronda perante a derrota (o que tb corrobora suas habilidades e potencial para aumentar o seu “skill roof”), Joanna é uma wannabe da judoca.

  • Luiz Sanson

    Ótima análise, Renato. Gostei muito da parte em que relacionas a decadência da Ronda ao desvio de foco pro boxe como influência do Tarverdyan

  • William Oliveira

    Unidimensional até o Demian e o Colby são, até certo ponto. A verdade é que a Ronda tem um dos 3 melhores cartéis do esporte, melhor que o da Cyborg inclusive.
    Da primeira luta até a última realmente só pegou desafios respeitáveis, atropelou boas lutadoras como a Zingano e a Davis.
    Além disso, como vc muito bem pontuou, seu striking tá longe de ser do nível da Cyborg, Holly, Nunes ou Shevchenko, mas pros parâmetros do WMMA, onde a grande maioria das atletas vem do BJJ, judo ou wrestling (grapplers de raiz), ela era acima da média.

  • Leo Corrêa

    Gostei do vídeo, mas, acho que não precisava desse título.
    – abraços. o

  • Zenette Vutton

    Na boa, sério.. a Ronda é um saco mano. Ela acha que tudo gira em torno dela. Não aceita como a vida funciona. Poderia ter evoluído muito.

    • Lorenzo Fertitta

      Será que na WWE ao ler o script e ver que às vezes terá que perder a “luta”, ela saberá lidar melhor com as derrotas?

  • Raphael Pinheiro

    Achei o título atípico para o nível das discussões do 6R: ficou entre o mau gosto e o caça clique. Sobre a discussão, me parece evidente que o nível apresentado pela Ronda no auge motivou a concorrência a melhorar e contribuiu para delimitar onde ficava o sarrafo do MMA feminino até então. Ponho um pouco da sua decadência técnica sim na babação de ovo parte do UFC (puramente comercial, diga-se), parte do staff que ela tinha ao lado (aí sim na parte técnica, preocupante), que minou seu psicológico e a iludiu sobre até onde poderia chegar como atleta de alto rendimento.

    O MMA feminino não começou com ela, a carreira dela não começou no UFC, e as concorrentes já tinham talentos latentes em maior ou menor grau. Mas a presença da Ronda potencializou todas estas variáveis. Por que ninguém contesta o Brock Lesnar da mesma forma? Seu cartel foi menor, sua saída do MMA foi tão abrupta quanto… enfim, é uma polêmica vazia.

    • Thiago_NCO

      “Por que ninguém contesta o Brock Lesnar da mesma forma?”
      Porque Lesnar não tem 1/3 da importância para o esporte que a Ronda tem, simples. Quanto mais alto você chega, mais vidraça você se torna. Comparando porcamente, veja como JJ se tornou a Geni do esporte…

      • Raphael Pinheiro

        Não sei se é por aí não. Mas ok.

  • David Oliveira

    Concordo com alguns colegas, esse título não combina com as discussões que o site promove (ou com a imagem que faço do Sexto Round). Lembro uma vez, ouvindo o podcast do Alexandre Matos, que a galera teve uma discussão sobre esse termo aplicado a uma lutadora e o uso que eles fazem do termo já é outro bem diferente.

    • William Oliveira

      O uso é exatamente o mesmo deles.

      Com “Baranga”, Renato quis dizer “lutador fraco/mediano”, não foi uma ofensa/crítica à aparência e/ou personalidade dela.
      Esse é um termo bastante usado no MMA e no futebol com finalidade de associar a pessoa em questão à mediocridade, não sei pq tantos ficaram surpreso com ele sendo aplicado no vídeo, mas é só uma confusão msm.

      • Lorenzo Fertitta

        Também não entendi o porquê da surpresa com a repercussão sobre o título, achei normal.
        Me pareceu apenas que o Renato quis aproveitar a ambiguidade do termo e dar uma pitada de sarcasmo no título.

    • Thiago_NCO

      Como disse o colega William, “baranga” é um termo recorrente para designar um lutador fraco/frango/esforçadinho sendo, inclusive, aplicado a homens também.
      Não entendi por que alguns colegas se importaram com o termo.

  • Esquerda Valente

    Quando estava no auge, era a melhor. Agora que está em declínio, virou nada. É sempre mais fácil falarmos depois do ocorrido.

    Não sou fã, mas também não a considero “baranga”. O que pesou contra foi o fato dela ter deixado a fama subir á cabeça, além de não ter acompanhado a evolução do esporte.

    • Lorenzo Fertitta

      Concordo, não foi uma baranga. Até o duelo contra a Holm, enfileirou todas que foram colocadas na sua frente. E, embora medianas, eram o que de melhor havia para a categoria.
      Conseguiu unir QUALIDADE NA LUTA AGARRADA + SUCESSO CONSTRUÍDO, tendo sido protegida no sentido de que o UFC categoricamente esperou ela sair de cena para contratar a Cyborg. Tudo bem que elas não eram da mesma categoria, mas se fosse do interesse do UFC, provavelmente teriam se enfrentado em catchweight. Mas esse protecionismo também não faz dela uma baranga.
      É como você disse: por ter deixado a fama subir à cabeça, não ter acompanhado a evolução do esporte, bem como por ter o psicológico fraco e não saber lidar bem com derrotas, está no lugar que merece: a WWE, onde basta ler o roteiro e, de antemão, ficar sabendo se será derrotada ou não heheheh

      • Thiago_NCO

        Caro Lorenzo, faço um contraponto: eu acho (sei que a minha opinião é BEEEM polêmica) que a obrigação de bater o peso era da Cyba. Afinal, quem era a rainha do MMA naquele momento era a Ronda, não era? Por mais que a Cyba fosse superior enquanto lutadora, acho meio esquisito que a campeã dominante tivesse que se esforçar na balança para receber uma recém-chegada, independente de quem fosse. Claro que houve muita provocação por parte da Ronda, mas seria muito nonsense ela aceitar um peso casado ou mesmo subir.

        • Lorenzo Fertitta

          Também acho, era a Cyba quem deveria descer até os galos. Nada mais justo, certamente.
          Apenas acho que, analisando o comportamento do UFC com relação a determinadas questões, eles tinham duas opções: fazer o possível (financeiramente e promocionalmente falando) para que Ronda X Cyborg saísse do papel ou manter a Cris em espera enquanto a Ronda brilhava. Eles julgaram que a segunda opção seria mais vantajosa e creio que protegeram a Ronda ao máximo nesse sentido, entende?
          Acho que nem se a Cyborg descesse para os galos o UFC faria essa luta sair do papel, por mais que o Dana falasse do contrário.
          Minha opinião é polêmica também, e creio que não seja conflitante com a sua, apenas acho que caso a Cyborg batesse 135lb, o UFC ainda assim não faria essa luta. Poderiam até colocá-la contra outras garotas da categoria, mas acho que a própria Ronda não aceitaria dar TS para ela, alegando que não lutaria contra “alguém que usou esteroides a vida inteira”.

          • Thiago_NCO

            Entendo. Seria um esforço do UFC no sentido de “matar” a lutadora mais rentável da história até então, considerando homens e mulheres. Faz todo sentido.

        • William Oliveira

          Talvez rainha do UFC, mas do MMA feminino? A Ronda era apenas uma prospect e a Cyborg já era vista como #1 P4P, a Ronda inclusive era peso pena no SF, divisão que desde a época já era “da Cyborg”.

          • Shotokan Karate

            William sou fãnzaço da Cris só que a Ronda tinha já passado o rodo na elite do MMA feminino então é correto sim afirmar que até então a Ronda era a rainha do MMA feminino e embora a Cris tivesse (como ainda tem) um curriculo implacável era ela quem teria que descer até a divisao da Ronda pra desafiá-la. Ao contrário de mtos eu sou fã das duas tanto da Cris como tb da Ronda e pra mim são as duas maiorais da história do MMA feminino.

          • William Oliveira

            Mas então, como eu disse, a Cris já era a rainha antes mesmo de ter mulheres no UFC, era a campeã e nº 1 P4P do mundo, isso quando a Ronda era somente uma prospect, uma menina promissora da mesma divisão que, possivelmente, poderia vir a dar trabalho pra Cyborg, coisa que ninguém dava. A Ronda até desafiou a Cyborg, na época.

            A Ronda que deveria ter subido, ela tinha condições, nunca foi uma menina pequena, começou a carreira como pena, ela sempre soube que não tinha condição da Cris descer. E pq o faria? Só pq a Ronda era o A side das negociações? Sendo que o legado esportivo da Cris, o win streak etc eram td maiores? Pra mim não tem muito sentido..

          • Thiago_NCO

            Cara, essa questão é simples… ser rei/rainha do UFC te torna, automaticamente, rei/rainha do esporte. É uma pena, eu também não gosto disso, detesto esse monopólio, mas é assim que as coisas são. Sabemos que a Cris sempre foi mais lutadora que a Ronda, mas ela não varreu com facilidade as meninas do maior evento do mundo…
            E, pra deixar claro: acho a Ronda MAIOR mas, nem de longe, MELHOR que a Cyba. São coisas diferentes.

          • William Oliveira

            Ronda é maior em que sentido? De alcance midiático e financeiro? Aí beleza, até pode ser.
            Mas se formos debater sobre quem foi maior pra listar como GOAT do feminino, a Cyborg é a nº 1.
            São 20 vitórias seguidas, 12 anos invicta.
            A Ronda até pode ter aberto mais portas, mas numa discussão esportiva meritocrática isso é irrelevante, se não a GIna Carano teria que ser a segunda maior de todos os tempos e ela certamente não merece.

          • Thiago_NCO

            Sim. Alcance midiático, financeiro e, não podemos esquecer, Ronda reinou no UFC. Isso não pode ser ignorado. Isso a faz maior que a Cyba, mas não melhor (deixando de lado o fator esportivo, claro).
            Você sofre do mesmo “mal” que eu (rsrs)… a gente que acompanha o esporte gostaria muito que os méritos esportivos fossem sempre colocados em primeiro plano, e isso não funciona (especialmente no UFC). Estou tentando desapegar disso, mas é tão difícil. Mas, se eu não o fizer, acabo desistindo de acompanhar o esporte, aí é foda…

          • William Oliveira

            Não vejo como reinar no UFC seja importante, Fedor não o fez e é, ainda hoje, considerado o maior pesado de todos os tempos, se não até o maior lutador. A Cyborg reinou fora do UFC por boa parte da carreira, mas agora também o faz no UFC.

            Também é importante pontuar que a própria Ronda só reinou por um tempo (nem foi tanto) pq a Cyborg não estava no UFC, e não consegue bater peso nos galos.

          • Thiago_NCO

            Fedor é um dos maiores, fato! Mas é impossível negar que seria INCONTESTAVELMENTE O MAIOR caso tivesse tido alguma história no UFC. Não ter ido ao UFC não o diminui, mas se tivesse ido seria maior, entende?
            Ronda reinou por 2 anos e meio apenas, mas foram 6 lutas. Quem defende a cinta por 6 lutas hoje em dia? (DJ é a exceção que confirma a regra, um caso super atípico de talento extremo + divisão rasa). Isso é “reinar” sim, ao meu ver, dessas 6 lutas apenas 1 não terminou no R1.

            “Também é importante pontuar que a própria Ronda só reinou por um tempo
            (nem foi tanto) pq a Cyborg não estava no UFC, e não consegue bater peso
            nos galos.”

            Com relação ao peso, calma lá, brother! Esse argumento não serve. Então podemos dizer que DJ só reina nos moscas por que o Cormier, Woodley, Miocic, Khabib e Holloway não batem os 57kg? rs

            De qualquer maneira, é uma excelente discussão, e é a primeira vez que consigo debater isso aqui com algum nível. Acredito que vamos ter que concordar em discordar (rs) mas faz parte, pra isso serve um fórum!

          • William Oliveira

            Entendo o que vc tá dizendo, mas não concordo. Acho que lutar no UFC é meramente um detalhe quando se discute legado esportivo, algo irrelevante, não acho que Manhoef, Emelianenko, Khalidov, Fernandes etc seriam “maiores” somente por terem lutado no UFC, o importante é o cara se testar, lutar contra bons adversários, e esses caras sempre fizeram isso. A Cyborg também sempre tentou enfrentar as melhores fora do UFC. Tivesse ela lutado contra a Coenen, Carano etc no UFC, anos antes, seria diferente? Não vejo como.

            Sobre o reino da Rousey, sim, ela defendeu 6 vezes, mas vale pontuar que ela chegou no UFC já recebendo o cinturão antes mesmo de lutar, então só teve 6 vitórias nesse tempo aí, a própria Cyborg já tem 5 e o nível de competição é comparável.

            Por fim, a respeito do peso, tens razão (parcialmente) sobre isso, mas a questão é que a Ronda era uma pena!
            No SF, a Cyborg era a campeã e a Ronda era uma prospect da divisão dela, inclusive ganhou da Julia Budd que é hoje campeã pena do Bellator.

            Sim, ótimo debate, sempre bom argumentar com alguém que não se ofende simplesmente pq foi contrariado, abraço!

          • Tairon de Oliveira

            3 vezes pega por doping também.

  • Igor Martins

    A ronda é uma ótima lutadora, enfrentou boas adversárias e algumas já vivenciadas no mma, algumas medianas rbm mas com muitas lutas já sendo finalizadas nos 1 rounds, quem grudava com ela era caixão,mas claro que o seu jogo foi sendo “decifrado” ou seja movimentação, batendo ou saindo. e sua “fraca” resistência a levar porrada, e técnica de movimentação/defesa em pé, o problema é que ela veio em um “boom” de invencível e talz e o tombo que ela tomou foi muito grande, somado a muitos fatores, claro o pscicologico complicado dela, a mídia e ela tbm já tendo outras fontes de receitas consideráveis(porta aberta pra tudo) e mais que isso se manter com um “treinador” fraco como o tarveridyan,. o que mais intriga é ela não ter continuado no mma mudando de treinador /academia, aprimorado sua luta em pé (nunca vi a ronda dar um chute), transições de judô com wrestling, porém apos derrota/surra contra a holm o que se vê na ronda é essa negligência de aceitar as derrotas somado a uma vida financeira totalmente ganha, e pessoas inconpetentes do seu lado.

  • Lucas Toledo

    Baranga? Eu pegava hein… kkkkkk

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