Flashback: Os “apagões” da carreira de Vitor Belfort

Fernando Henriques | 05/11/2015 às 15:50
O início do Fenômeno

O início do Fenômeno

O apelido de “Fenômeno”, que nosso querido Vitor Belfort ganhou quando começou de forma avassaladora no MMA, então Vale-Tudo, há 20 anos, não é nenhum exagero.

Vitor é, sim, um fenômeno do esporte.

Fenômeno dentro do octógono, marcado por suas mãos tão velozes quanto potentes que o fizeram ser um dos melhores boxeados do esporte, mesmo oriundo do jiu-jitsu, e fora dele, pois esteve sempre sob holofotes.

Ao contrário de outros colegas de geração que obtiveram até maior sucesso dentro de ringues e octógonos, Belfort se promove muito bem. Qualidade que parece ter ficado ainda melhor nos últimos anos, com o apoio da esposa Joana Prado (nacionalmente conhecida como a ex-Feiticeira).

Ele migrou de um solteirão cobiçado da sociedade carioca – pasmem! -, bem sucedido no esporte, que fazia ponta em novelas, para o pai de família ideal. Seja num perfil ou outro, ele é o lutador brasileiro mais popular (considerando até outros estilos de luta) das últimas duas décadas.

Um fenômeno, sem dúvida, se pensarmos que seus resultados nem sempre justificaram esta atenção toda.

O aguçado lado midiático

O aguçado lado midiático

Quando começou, em 1996, aos 19 anos, Belfort parecia uma máquina de músculos que distribuía socos em velocidade absurda. Sua capacidade atlética, não testada para “entorpecentes” (primórdios, você queria o quê?), e seu talento natural para o boxe o levaram ao topo muito rápido.

Da estreia no Havaí, com um nocaute em 12 segundos, ao UFC foram apenas três meses. Esporte novo, pouca gente participando, qualquer pingo virava frase. E Belfort era uma frase de efeito.

Bonito (é, vá lá), jovem, tecnicamente eficiente (até onde se tinha visto), aluno de uma lenda (Carlson Gracie), oriundo do jiu-jitsu, que dominava o esporte até ali, mas que não ficava de “agarra-agarra”…

Como não alcançar o topo como um foguete?

Mas essa rápida escalada mascarou dois problemas crônicos de Belfort que o acompanham até hoje e mesclados causam seus populares e desagradáveis “apagões”. São eles:

1) Lado psicológico

Vitor teve cinco decisões dos jurados contra e quatro a favor na carreira. A última contra James Zikic, em 2007

Vitor teve 5 decisões dos jurados contra e 4 a favor na carreira – sendo a última contra James Zikic (2007)

Há quem diga que o lado psicológico é metade do negócio, quando o assunto é luta. Concordo, talvez não com a percentagem mas com o fato de que conta muito. E Belfort, pelo que se pôde auferir de sua carreira, jamais teve no psicológico uma força.

Pelo contrário. Foi sempre traído por ele. Se olharmos para o seu cartel veremos vitórias devastadores, em que foi dominante do início ao fim.

Tirando a luta com Anthony Johnson, que se deu em circunstâncias especiais (problemas com corte de peso de Johnson, juiz cooperando para a luta voltar em pé, etc), Belfort jamais transpôs uma enorme adversidade para vencer uma luta.

Por isto seu cartel contabiliza 11 derrotas em 35 lutas. Não é possível ser dominante sempre, lutando em alto nível. Quando o primeiro revés aparece, ele fica por ali mesmo.

2) Jogo de solo

Vitor e Carlson

Vitor e Carlson

Não vamos aqui cair no lugar comum de contestar a faixa-preta (é quase certo que passou de azul para a preta) de um cara que foi terceiro colocado no ADCC em 2001 (Absoluto) e já treinou com os melhores grapplers do mundo, sempre elogiado por eles como um “leão” nos treinos.

O problema de Belfort com o grappling no MMA não é técnico, oriundo de falta de conhecimento ou prática. Está mais para estilo e estratégia. Outros lutadores tops mantiveram-se em alto nível sabendo menos grappling que Belfort, simplesmente porque aplicaram estratégias corretas, principalmente de fuga.

Vitor não. Talvez por ter carregado por muito tempo a bandeira de representante do jiu-jitsu, às vezes, dana-se a lutar como um campeão mundial da modalidade (nunca teve este nível).

Belfa puxando Jones...

Belfa puxando Jones…

Se já é complicado para um Fabrício Werdum ou para um Vinny “Pezão” fazer o jogo de guardeiro no MMA, imagine para Belfort? Pois o que vimos dele foi sempre nesta posição, fazendo guarda, aonde se limitou quase sempre a defender-se – até com alguma qualidade.

O armlock em Jon Jones foi uma exceção em seu histórico.

Ele poucas vezes buscou o grappling para vencer uma luta, jogando para derrubar e aplicar o jogo de passador, onde talvez tenha mais qualidade, impossibilitando outra análise.

Pesa também, neste ponto, a forma com que foi finalizado nas únicas duas vezes em que isto ocorreu: guilhotina em pé e americana dos 100kgs – dois golpes defensáveis em que geralmente bons grapplers (e com o preparo físico em dia) não caem.

... E sendo finalizado

… E sendo finalizado

Unindo estas duas fraquezas, temos uma cara que, quando se vê em situação difícil numa luta, ou puxa para a guarda ou simplesmente senta no chão, não fazendo mais nada a não ser esperar a luta acabar e evitar um ground and pound mais bruto.

Podemos recordar lutas emblemáticas em que Vitor simplesmente se desligou no meio da ação. Seu corpo estava ali (e funcionava até bem no automático, considerando a falta de “mente”), mas sua mente não.

Saía. Voava para longe (projeção astral?).

As duas derrotas para Randy Couture, em especial a segunda, quando defendia o cinturão da categoria meio-pesado do UFC e limitou-se a tentar botes da guarda, prensado a grade e ensopado de sangue.

Atuação pífia, indigna de um campeão.

Contra Sakuraba

Contra Sakuraba

A derrota para Kazushi Sakuraba, a segunda em sua carreira, que de tão estranha levanta suspeitas de ter sido vendida até hoje. Vitor era o fenomenal aluno de Carlson Gracie, treinador de outro montante de feras, que vinha de cinco vitórias no UFC, sendo a última aquele nocaute histórico em Wanderlei Silva, parado apenas por outro monstro, Couture.

Na estreia pelo Pride, ninguém acreditava no que via. Depois de um início razoável onde até tentou lutar, Vitor passou apenas a fugir da luta franca, mesmo em pé, contra o mais leve Sakuraba.

A vitória contra o peso-pesado Heath Herring também foi uma gentileza dos juízes japoneses. Na luta, Belfort alternou bons momentos, quando derrubava Herring e colocava bons golpes, com momentos de pura sonolência, ignorando os gritos motivacionais de Bebeo Duarte, que estava em seu córner pela BTT.

Teve também a primeira fase do histórico GP de meio-pesados do Pride de 2005 – que consagrou Maurício “Shogun” -, quando congelou diante de um Alistair Overeem ainda mirrado – versão que foi pisoteada pelo próprio Shogun e dominada por Rogério Minotouro (duas vezes), Ricardo Arona e Chuck Liddell.

Após puxar Hendo no pride

Após puxar Hendo no pride

A primeira luta com Dan Henderson, quando aceitou o jogo de quedas e o ground and pound do americano com uma passividade irritante, ajudando-o ainda ao puxar para guarda algumas vezes.

A derrota para Jon Jones, em nova disputa pelo cinturão meio-pesado, quando puxava insistentemente para guarda mesmo com Zé Mario Sperry, headcoach da Blackzilians à época, aos berros dizendo para ele não fazer isso.

A lista de “apagões” é grande mesmo. Decerto, seu problema de passividade no solo é potencializado pelo problema psicológico.

Além de buscar guarita na guarda fechada quando a coisa vai mal, ele ainda se entrega por completo, quando nem isto ajuda – quando Jones caiu no 100kg, quando Couture não saía de sua meia-guarda (na primeira luta), quando Overeem encaixou a guilhotina, quando Sakuraba não aceitava ficar em sua guarda e castigava sua coxa com chutes…

Por muitos anos o desaparecimento de sua irmã foi creditado como fator principal para estes “apagões”. A terrível história de Priscila Belfort, que comoveu o Rio de Janeiro (ela simplesmente desapareceu e até hoje família e Polícia não sabem ao certo o que aconteceu), realmente deve ter impactado demais o já combalido “mental game” de Belfort. Mas não é só isso.

Senão, como explicar que o mesmo tenha acontecido em sua última luta, ou na primeira derrota (Randy Couture), quando sua irmã ainda era presente em sua vida?

Respostas para a montada de Weidman: socos de baixo pra cima

Resposta para a montada de Weidman: socos de baixo pra cima

Em maio deste ano, quando vivia a melhor fase de sua carreira desde a primeira sequência de vitórias, novo apagão na tão cobiçada disputa de cinturão do peso médio do UFC, depois de pedir por ela por dois anos. Chris Weidman agradeceu, depois de passar dois minutos de sufoco em pé, mas nós ficamos sem entender.

Um problema que estava aparentemente curado pela nova vida que Vitor adotou – casado, religioso, mais centrado e focado do que nunca – retornava sem aviso prévio.

Mudou o fator, persistiu o problema. Se antes era a história de sua irmã que furtava sua mente no meio da luta, ou que o fazia desistir antes do gongo final, da última vez virou quase consenso dizer que foi a ausência de TRT (tratamento de reposição de testosterona, uma espécie de doping legalizado que acabara de deixar de sê-lo) que assumiu esse papel e prejudicou seu psicológico.

Vitor parecia-me realmente curado deste problema lutando entre os médios. Só havia perdido no peso para o quase imbatível Anderson Silva, tendo superado atletas que representavam um fantasma anterior, o wrestling, como Matt Lindland e Dan Henderson – só que este na categoria de cima.

O revés diante de Weidman jogou água no chopp. A derrota era esperada, afinal, estava em sua frente o cara que havia semi-aposentado o único cara que havia lhe batido no peso. Mas a forma como tudo aconteceu, com Belfort estático debaixo do americano, nos fez lembrar seu histórico de “apagões” e duvidar da evolução que havia mostrado até ali.

Zueira na net

Zueira na net

Faria o TRT tanta diferença assim – ainda mais no assombroso 2013, talvez, o melhor ano de sua carreira, quando enfileirou Michael Bisping, Luke Rockhold e Hendo?

Escolhida a dedo, a esperança é que esta nova luta com a lenda Dan Henderson, de 45 anos de idade (!!!) e ainda combativo (que o diga Tim Boetsch), sirva para lhe dar novo gás e afaste novamente o fantasma dos “apagões”.

Ao passo que Henderson pediu esta luta pela emoção, visando à oportunidade de vingança, Belfort aceitou-o de bom grado na razão, pensando em reerguer-se em cima do Vovô.

Fenômeno de mídia que é, Vitor segue firme e forte tentando lutar em alto nível mesmo sem TRT e com 38 anos. Não é tarefa fácil, mas nada que uma gestão de carreira profissional não resolva.

Se não “apagar” neste sábado, contra Dan Henderson no UFC Fight Night 77, e ainda vencer a luta por nocaute, como no segundo encontro entre eles, prevejo pelo menos mais dois anos de Belfort na TV brasileira.

Por mim tudo bem, mas vocês, haters do “Pastor”, vão ter que engoli-lo, como diria Zagallo.

  • Leonardo Neves

    Como diria os adolescentes: Belfraco

  • Jonas

    Das maiores enganações do MMA (e ñ sou modinha ou me afeto pela personalidade chata dele). A verdade é q ñ fosse a costura da luva ter pego no olho do Couture ou o 2013 com mais anabolizante que cavalo de corrida, ele não teria vencido NENHUM top na vida.

    • Cara, que exagero. Rich Franklin, já ouviu falar?

      • Matheus V.

        Exato (já ia comentar isso)! “Ace” que na época só havia sido derrotado dentro do UFC pelo Spider (sem deméritos) e contestavelmente para o Hendo.

        • Tem o Lindland ainda, fora dessas situações citadas. Nunca foi pangaré. O Akyiama, que não é top, mas também não é pangaré… E ainda o Anthony Johnson, antes da fase TRT do Vitor e dele subir para o meio-pesado. Wanderlei Silva nos primórdios…

          Basta não ter má vontade com o cara para ver os feitos dele. As críticas mordazes que fiz no texto são calcadas na verdade, que não nos permite afirmar, por exemplo, que ele é uma “enganação”.

          • Vinicius Maia

            É muito hater com o Pastor. Teve um texto que não me recordo de quem escreveu aqui no sexto round fazendo uma analogia do Vitor com a musica do Chico Buarque – “Geni e o Zepelim”. Os caras adoram odiar o pastor e ficam cegos com as conquistas dele.

    • E sobre a vitória contra o Couture, bom, ele desferiu o soco, afinal.

    • thetigereyes

      E o Couture tava no puro sumo da banana de ouro né. Hipocrisia pouca é bobagem.

      • Eugenio

        Disse tudo! Couture enfrentou o Belfort nessa ocasião com 41 anos de idade! Tomava só whey protein rsrsrs…

        Neguim gosta de falar do TRT do Belfort, que sem o TRT ele não ganha de ninguém, mas esquece de detonar outros lutadores que sempre usaram de forma dissimulada. Olha o Anderson Silva aí! Lutou limpinho a vida toda né? Wandelei Silva também é um cara limpíssimo!

      • Vinicius Maia

        O pastor nunca soube Ciclar rsrsrs

  • Rafael Fiori

    Fernando Henriques obrigado por esse bom texto.
    Gosto de todos os lutadores brasileiros e sempre me identifiquei muito com o Vitor, bom marido, bom filho e bom pai e que sempre fez de tudo pela popularização do esporte no Brasil.

  • Rafael Fiori

    Só pra não passar em branco, o Renato mandou muito bem no Combate News.

    • Renato Rebelo

      Mt obrigado, meu camarada = )

      • Raphael Pinheiro

        Renatão, sei que é off topic com o post mas vc ainda vai publicar o texto prometido sobre a parceria UFC/Reebok? Conforme mencionado no post sobre a Venum no Forum…

        • Renato Rebelo

          Vou sim, meu camarada. Na real, já até comecei a escrever sobre. Só que fui tendo ideias, ele foi aumentando de tamanho e meu tempo acabou hehe. Mas já já chega = )

    • Bernardo Oliveira

      Pô, perdi.

    • Francisco Júnior

      Perdi também… Quando passa a reprise?

  • Marcio Lennon

    Vitor Belfort é sem dúvidas um grande lutador de mma brasileiro, o cara está há 3 gerações do esporte sempre entre os melhores, há alguns que vão falar de esteróides, mas numa boa eu duvido muito que exista algum competidor que tenha disputado alguma coisa 100% limpo, só na base do arroz com feijão, mas sei lá, sempre quando era para emplacar mesmo ele sempre deu para trás, mas ele só perdeu para a nata do esporte (Couture, Sakuraba, Tito, Henderson, Spider, Jon Jones, Lidell, Weidman), e desde 2007 só perdeu para campeões, trt era válido, então não pode ser considerado trapaça.
    Essa nova versão Belfort sem trt não vai chegar a uma nova disputa de título, ele deve fazer boas lutas contra um Lyoto da vida, Kennedy, acho até o velho vovô Henderson perigoso ainda, não daria como certa a vitória de Vitor sábado agora
    Belfort para mim é uma versão mais pesada do Urijah Faber, sempre entre os melhores, bate em muita gente boa, mas na hora de ser o campeão sempre falta alguma coisa, mas belfort é sem dúvida um dos grandes nomes do mma brasileiro e mundial.

  • Francisco Júnior

    Não sei se é implicância minha, por achá-lo extremamente arrogante, mas não acho Vitor Belfort essa lenda toda que muita gente considera. E eu me baseio no principal fator, que é o seu cartel. Ele sempre perde nas lutas grandes, badaladas e decisivas (Liddell, Spider, Jones, Weidman, etc). Realmente ele venceu Randy Couture, não era caso para “No Contest”, mas ali não houve luta. Quando houve, levou uma surra para campões como Maurício Shogun ou Júnior Cigano não botarem defeito.

    O fato é que o Vitor Belfort, que toda hora faz questão de dizer que ajudou muito o MMA mundial, que é um leão, amassa uvas, etc, etc, deve agradecer muito ao Silvio Santos por dois motivos: torná-lo famoso no Brasil, entre pessoas que não entendem nada de luta, e possibilitar engatar seu relacionamento com Joana Prado, símbolo sexual para milhões de brasileiros na época e hoje sua amada esposa, que cuida de todos os detalhes de sua carreira.

    • Mas antes da Casa dos Artistas ele já havia participado de Malhação de uma novela da Globo. Tanto que foi para a Casa dos ARTISTAS, ou seja, já era famoso.

      • Cristiano

        Amsr o cara se promove, galera acha ruim, isso falando do Belfort, quando é o Connor, geral aplaude. Quando o cara não se promove como tanto criticam o Aldo, também acham ruim.

        Brasileiro tem mania de reclamar de tudo, não é?

        • Pois é, pois é. A real é que muita gente não gosta do cara por ele ser cristão e falar de Jesus, fato que deveria gerar simpatia, não o contrário.

    • Eugenio

      Queira ou não, Belfort foi e é relevante para o MMA… Analisar o impacto de algum lutador apenas pelo seu cartel não é inteligente, pois ele pode causar muito impacto no MMA e ter mesmo assim ter muitas derrotas. Veja o exemplo do Brock Lesnar. Lutou poucas vezes, perdeu, ganhou, mas ainda assim foi pivô do maior evento do UFC de todos os tempos, o UFC 100. Não dá pra analisar o impacto de algum lutador no MMA apenas pelo cartel não…

  • Bruno Coelho

    Minha tática para seguir gostando do Belfort é sempre colocar o televisor no “Mudo” quando ele começa a falar. Alegria pura!

    • Renato Rebelo

      Hahaha q maldade

      • Paulo Patto

        Mas isso que o Bruno falo é verdade. Isso quando o entrevistador pergunta uma coisa e ele faz um sermão de outra!

  • Daniel Cordeiro

    Muito bom o Combate News de Hoje! Parabéns Renato !
    Vitor é Vítor, lutar vinte anos em alto nível não é para qualquer um.
    Quem Pratica artes marciais sabe o quando é difícil não sofrer lesões.
    Quando aos lutadores americanos como o Coture, ninguém acha que ele lutava limpo né ? Os americanos criticam o Vitor pelo TRT mais todos eles conhecem melhor do que nós Brasileiros as substâncias LEGAIS se é que vocês me entendem.
    Mais uma derrota como aquela para o Cris Heidman não dá para engolir.
    Anderson Silva na primeira luta permitiu que esse Americano nos assombrasse até hoje.
    Vamos que vamos! Sábado estarei em São Paulo !

    • Renato Rebelo

      Valeu, meu mano!

  • Cristiano

    Fernando Henriques…que aula, cara. Sensacional. Considero você, o lado do Renato, um dos melhores textos da imprensa esportiva.
    Parabéns, cara. Você domina muito bem o seu ofício.

    • Agradeço imensamente seu apreço, Cristiano, apesar de achar lisonja demais. Tem muita gente boa por aí, mas o importante é que tento fazer o melhor a cada semana. Abraços!

  • Gabriel Guimarães Calefi

    O Belfort foi o primeiro lutador que eu vi lutar em minha primeira luta de MMA, foi no Pride contra um japonês que não me lembro o nome agora (alguma coisa Matsui),e antes da luta mostraram seu highlights, ele demolindo todo mundo no soco e aquilo lá me deixou vidrado, “caraca, esse cara destruiu todo mundo!!”. Pronto, até hoje torço por esse cara. Mas de fato, é muito frustrante essa máxima do Vitor em ser 8 ou 80. Ou ele simplesmente atropela o adversário da forma mais bárbara possível ou ele simplesmente perde de maneira mais patética possível (com exceção claro para as derrotas para Lidell e Tito, que foram lutas muito parelhas). Mas é isso ai, espero que o Belfort vença o Hendo e possa ai conseguir mais algumas boas vitórias (tim kennedey? Mousasi? Lyoto? Anderson?) e encerrar sua grande carreira por cima.

    • Daijiro Matsui, que treinava com o Sakuraba e, apesar do cartel “sujo”, era bastante esforçado.

    • Igor Martins

      realmente enfrentou os melhores da sua epoca, o lado pscicologico do desaparecimento da irmã foi foda concerteza abala o caboco, mas igual o autor do texto falou essas duas derrotas a pro couture no incio e weidmam recente foram feias, essa do weidmam ele foi pra montada (ainda mais no MMA) com muita facilidade e o vitor desferir socos de baixo pra cima foi pífio, ele até aguentou bastante rsrsrs, mas po faz a defesa da montada e as raspagens que de alguma forma o weidman nao iria mais socar com frequencia, estabilizou muito facil..ai é um abraço.

  • Mauricio

    Gosto do Vitor lutador e não do ser humano, no mais.. sim ajudou a construir o esporte e tudo mais!

    • O que te incomoda no “ser humano” Belfort?

      • Paulo Patto

        Para mim, o fato dele falar demais, ser chatão e um tanto arrogante ao que parece… Além de não assumir seus erros.

        Mas infelizmente é o lutador que acho que tem mais Hype hoje e devo admitir gosto de ver lutando.

        #prontoFalei!

        • Entendi. Mas como ele é um lutador, o mais importante para sua carreira é querer vê-lo em ação. O resto é o resto.

      • Mauricio

        Então, eu acho que ele é um demagogo, um tanto quanto hipócrita.. saca?

        Ele não aprende com as derrotas ele procura desculpas a todo momento, perdeu pro Anderson e ficou falando de “se” eu não tivesse parado na frente eu tinha ganhado… Pro Jon Jones “se” eu não tivesse aliviado eu tinha ganhado.. pro Weidman “se” eu tivesse dado um passo pra trás..

        Ai tem as paradas dos dopings ele simplesmente se cala, não vai lá e faz o que se espera de um ídolo: “O gente, não fiz e já era” ou fala “Fiz e errei”

        Jesus que ele tanto gosta de citar pregava a humildade, eu por exemplo, sou um boxeador de médio pra ruim, não fico inventando desculpas quando eu perco… poderia falar “Não, sou funcionário publico e não me dedico 100% ao esporte” mas vá lá, o adversário tem o valor.. e os infortúnios tem o valor na oportunidade de aprender com a dor..

        Se o Vitor fosse um cara mais humilde, assumisse as derrotas e aprendesse a errar menos com elas… seria fã 100% do cara e acho que até como lutador ele seria melhor pois conheceria suas fraquezas e trabalharia nelas.. mas é muita ladaínha, saca?

        Anderson, Wand, Cigano.. Minota são de uma dificuldade de assumir que o Adversário foi melhor.. que dá enjoo

        • Considere que essas análise dele em relação às lutas possam não ser reais. E isto não tem nada a ver com humildade ou Jesus, e sim com autopromoção. Como falei, ele é se promove muito bem, e precisa vender para certa para do público, aquele não underground, o tempo todo, que ainda é top, que pode vencer qualquer um e por aí vai.

        • Cristiano

          Pelo que entendi, não assumir os erros é uma catacterística de varios lutadores top, mas o Vitor é o que leva mais lenha de todos quando o assunto vai pra esse lado. Quem sabe os caras inventam desculpa pq sao mto competitivos e não aceitam perder, é uma possibilidade.

  • Vinicius Maia

    Eu curto o Pastor, tirando algumas presepadas feitas por ele.
    Acho um ponto muito importando o tocado no texto que muito lutadores ignoram, esquecem e se acham menos homem devido a esses problemas. O próprio Pezão admitiu que começou a fazer tratamento psicológico (com muito preconceito) e que agora se sente melhor treinando, mais confiante e etc.
    Acho que o lutador de MMA tem que ter preparação física e mental.

    • Com certeza, a preparação mental faz toda diferença. Acho, inclusive, que é uma das vantagens dos americanos, que são melhores resolvidos do que nós, brasileiros.

  • Nilo Júnior

    Faltou o GIF dele lambendo os pés da Joana na banheira da Casa dos Artistas…

  • felipe

    Na luta dele contra o Sakuraba, ele quebrou a mao depois daquela sequencia de upers com o saku ajoelhado. Nao sou fã do Vitor, mas nessa luta eu realmente acredito que o problema foi a fratura, pois ele estava indo muito bem ate o momento, depois do nada o cara começa a se jogar no chao, chamando sakuraba pra luta no solo, sem ao menos clinchar e puxar pra guarda!!! Foi bizarro!!!

  • Paulo Josué Lemos Alves

    Caras, que texto bem escrito!! Informativo, cronologicamente perfeito e muitíssimo bem ilustrado!! Se alguém não soubesse nada sobre o Vítor ( o que é muito difícil), depois de ler este texto, já saberia muito. Parabéns Fernando!!

  • Paulo Zanchet

    Cara, excelente texto, meus parabéns! Não fossem os “apagões”, o cara teria ido muito mais longe, talento ele tem de sobra. Deveria ter trabalhado melhor isso ao longo do tempo. De qualquer maneira, explosivamente falando, o cara é um fenômeno, dos strikers mais empolgantes que vi lutar até hoje.

    • Paulo Zanchet

      Que merda, escrevi 3 vezes cara… kkkkk Abraço

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