Toquinho com um pesadelo logístico pela frente

Renato Rebelo | 11/12/2012 às 20:34

Toquinho levando mais um pé para casa

Nesta sexta-feira, o público brasileiro vai poder acompanhar, através do canal Combate, o retorno de Rousimar Palhares, o Toquinho, ao octógono no UFC on FX 6.

Contra o cubano Hector Lombard, Toquinho terá não só a chance de apagar a má impressão deixada na derrota para Alan Belcher, como também poderá provar, de uma vez por todas, que não é um porteiro da categoria até 84 kg (aquele que barra os medianos e deixa os tops passarem).

Coincidentemente –ou não- suas três derrotas desde que assinou contrato com a Zuffa foram para atletas bem ranqueados (Dan Henderson, Nate Marquardt e Belcher).

O problema é que essa redenção precisa vir logo contra um adversário feito sob medida para anular seu jogo. Um verdadeiro problema logístico, eu diria.

Não que o atleta da ATT tenha impressiondo na estreia contra Tim Boetsch, mas Toquinho, o mais baixo da divisão (1,72m), não tem a envergadura e muito menos a trocação do “Bárbaro” – capazes de segurar o ímpeto de Lombard.

Para levar a luta para sua praia – o chão-, Toquinho esbarra, não só em um faixa-preta de judô que chegou a disputar as Olimpíadas de 2000, mas também em um rival com uma semelhança: a força mutante.

Se é prudente evitar a duríssima mão esquerda do ex-campeão do Bellator – responsável por 17 corpos estirados no chão ao longo de sua carreira- e derrubá-lo será, certamente, tarefa hercúlea, podemos dizer que Toquinho está num mato sem cachorro?

Sim. Mas há esperança. O mineiro de Dores do Indaiá tem um recurso que pode salvar sua vida em alguns dias. Tomasz Drwal, Dave Branch e Mike Massenzio que o digam.

Com influências no solo que vão de Cacareco a Eraldo Paes, Toquinho gosta de armar uma armadilha.

Ele entra nas pernas com o intuito de se aproximar e, no momento em que o adversário oferece resistência, ele deita, puxa para guarda e vai na especialidade da casa: ataque ao calcanhar.

Assim, ele levaria na técnica – sem a necessidade de trocar força ou transpor o judô de nível mundial do cubano.

Certamente o staff da BTT desenhou alguns outros cenários. Fica aqui a minha torcida para que Rousimar esteja com a estratégia memorizada e ensaiada.

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