Rory x BJ e o que o futuro reserva a cada um

Renato Rebelo | 27/11/2012 às 03:47

 

Sou fãzaço de BJ Penn. Acho o havaiano um dos lutadores mais naturalmente talentosos a pisar no octógono.

Ele carrega o boxe mais técnico do MMA – eleito por nada mais nada menos que Freddie Roach (treinador de Manny Pacquiao) combinado com um jiu-jítsu campeão mundial na faixa-preta – portador do selo Nova União de qualidade.

O calcanhar de Aquiles, no entanto, sempre foi a ética de trabalho. Motivação também nunca foi seu sobrenome.

Já ouvi dizer que o pós-treino do “Prodígio” foi, por anos, uma promoção do McDonald’s com Coca-Cola grande.

Vê-lo com inéditos gomos na barriga, como no animador vídeo acima, deixa explícito que o cara vem com a faca nos dentes.

Bom, mesmo com tudo isso sendo dito, não acho que o veterano de 33 anos vence Rory MacDonald no dia oito de dezembro.

O fenômeno da Tristar Gym, 10 anos mais jovem e dotado de 16cm a mais de envergadura, ainda não está no nível de seu principal parceiro de treinos, Georges Saint-Pierre, mas traz para mesa um jogo semelhante ao do campeão em termos de eficiência – com um diferencial: o instinto assassino.

Não se engane pelas espinhas e pelo recém-adotado visual nerd. Rory é um finalizador nato. Das 13 vitórias, 12 foram por nocaute ou finalização.

Contra BJ, a estratégia deve ser a mesma empregada com sucesso contra Nate Diaz: o domínio através do atleticismo e do dinamismo.

Mantendo a Mãe Diná incorporada, o que vem a seguir para essas feras?

O morador da cidade de Hilo, ganhando ou perdendo, continua naquela seleta lista de atletas que fazem superlutas quando, com quem e onde quiserem.

Não o vejo dando mais um pique em direção ao cinturão – nem dos leves, nem dos meio-médios. Tirar aquele empate com Jon Fitch a limpo pode ser oportuno.

Já o canadense, para mim, estará a postos na passagem de bastão. Ele, Erick Silva, John Hathaway brigarão pelo cinturão até 77kg quando a estrela da “geração GSP” começar a apagar.

Mas sou impaciente. Rory x Nick Diaz tem que rolar. A historinha para vender ingressos já está até contada. O californiano busca se aproximar do título e, de quebra, pode descontar toda sua raiva por Saint-Pierre em seu amigo e o CDF de discurso sombrio quer apenas mais “um corpo para bater”.

Faça acontecer, Joe Silva!

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