Pensando alto: a análise informal do UFC 154

Renato Rebelo | 18/11/2012 às 03:08

Mais uma vez, GSP tem seu braço erguido

GSP x Carlos Condit

Desde o início, Condit se mostrou acuado de uma forma perigosa. Diferente do matador com que estamos acostumados, ele deixou GSP tomar o centro do octógono e ditar o ritmo da luta. Não deu outra. Mais uma vez, o cardio ridículo do canadense bancou um wrestling sem par na divisão e aquela mão pesada que cobra dividendos. Além disso, seu questionado coração entrou em ação para lhe salvar do perrengue travestido de “high kick”no terceiro round. Na entrevista pós-luta, com toda razão, ele freou os boatos de uma superluta com Anderson Silva e pediu um tempo para pensar.

Obs: furadaço meu palpite de Condit por TKO no R2.

Martin Kampmann x Johny Hendricks

Trabalho rápido do “Taliban”. O queixo suspeito do dinamarquês da Xtreme Couture – que lhe dá sustos rotineiramente- não aguentou o tranco até o fim desta vez. A mão de pilão do barbudo lhe rendeu o indiscutível posto de desafiante número um dos meio-médios. Pena que ele não vai usufruir tão cedo desta façanha…

Tom Lawlor x Francis Carmont

Luta fraca. Trocas nada empolgantes e muito papo furado no clinch. O francês vinha com um “hype” tão grande de oito vitórias consecutivas (sete por finalização ou nocaute) que confesso que esperava fogos de artifício. Mesmo assim, ele segue caminhando entre os médios. Ser o cara para bater Anderson Silva, como ele disse essa semana, chega a forçar a amizade.

Brasil

Mark Bocek x Rafael dos Anjos

Logo de cara, a postura elétrica do carioca denunciava que a diferença de velocidade poderia ser um fator na luta. E foi. Bocek, mais lento e com menos gás no tanque, passou três rounds se defendendo. É verdade que Rafael não chegou perto de uma interrupção, mas o domínio total pode ser visto no rosto talhado do canadense. É bacana perceber que o brasileiro, que entrou no MMA como um lutador de jiu-jítsu, evoluiu ao ponto de dominar um cara duro como Bocek em todos os aspectos do jogo. A derrota para Tibau deu uma freada nos seus planos, mas três vitórias consecutivas o colocam novamente no próximo ao topo da montanha.

Rodrigo Damm x Antônio “Pato”

Com a excessão de um berimbolo relâmpago e meia dúzia de golpes que aterrissaram, a luta parecia mais um campeonato de lowkicks. Típica performance que, pela falta de engajamento, mancha um pouco a imagem de ambos perante promotores e fãs – que vaiaram à exaustão.  Me espantou o fato de Damm, faixa-preta de jiu-jítsu e multicampeão nacional de luta olímpica, não ter tentado uma quedazinha sequer. Será que ele tinha alguma impedimento físico? Só pode. Pato na decisão dividida.

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