O que você precisa saber sobre o UFC on Fuel 5

Renato Rebelo | 29/09/2012 às 22:26

Cards pouco badalados geralmente entregam lutas divertidíssimas. Afinal, atletas pouco renomados deixam tudo que têm no octógono visando um lugar ao sol. O UFC on Fuel 5, que acabou há pouco em Nottingham, Inglaterra, seguiu essa linha. Porção preliminar explosiva e bons valores na parte transmitida pela rede de televisão afiliada da FOX.

Sem muita enrolação, vamos ao que você precisa saber sobre o evento:

 Estreantes impressionam

Primeira experiência no UFC para Gunnar Nelson e Jimi Manuwa – ambos invictos. O primeiro, islandês, já é conhecido de quem acompanha o cenário da luta agarrada. No ADCC 2009, o faixa-preta de Renzo Gracie terminou em quarto lugar no absoluto, batendo grandes nomes como Jeff Monson e David Avellan. Hoje, sem causar espantos, ele finalizou o veterano Demarques Johnson com um mata-leão. Mas o que chamou atenção sobre Nelson foi sua trocação, que entrou em ação para “amaciar a carne” e conseguir a queda. Sua ótima noção de distância e precisão – vindas de seu passado no karate- incomodaram bastante o adversário. Boa adição aos meio-médios. O outro que estreou bem foi o “Poster Boy” Jimi Manuwa. Ele judiou de Kyle Kingsbury. No Combate HD, cada mão do inglês que entrava era uma careta por aqui. O americano tentou segurar a onda, mas o olho direito completamente fechado o impediu de continuar. Décima primeira vitória por nocaute em 12 apresentações. No entanto, como o comentarista Arthur Mariano denunciou na transmissão, Jimi deve estar faltando às aulas de jiu-jítsu. Quando Kingsbury derrubou, a total ausência de saída de quadril e a postura estática e ereta por baixo deixaram claro que ele ainda tem muito treino pela frente se quiser causar impacto entre os meio-pesados. Na torcida para não virar um Drew Mcfedries ou um Kimbo Slice.

Hardy resurge

No card principal, cinco atletas da casa se apresentaram – e apenas Paul Sass (o homem do triângulo) perdeu. Mas quero falar de Dan Hardy. O “Outlaw” tem um tempero diferente. Prova de sua popularidade no Reino Unido e importância dentro da organização é o fato de quatro derrotas seguidas não terem sido suficientes para lhe tirarem o emprego. O faixa-preta de taekwondo, à la Michael Bisping, misturou bem a trocação com quedas e abocanhou a decisão dos jurados sobre o sofrido Amir Sadollah – garantindo a segunda vitória consecutiva. Dificilmente fará frente contra os tubarões da divisão, mas é um ótimo nome para o plantel de Dana White. A interação dele com o Bruce Buffer pré-luta é sempre divertida.

Struve enfileirou mais um

Stefan Struve provou, mais uma vez, que, se você não é um peso pesado top 5, terá uma longa noite contra o “Scryscraper”. O até então invicto Miocic, de 1,93m de altura acertou bons golpes, mas acabou sucumbindo diante do gigante de 2,13m. O tamanho e a envergadura do holandês é, certamente, um desafio para qualquer um. Na minha visão, o calcanhar de Aquiles está na defesa. Sua guarda é muito aberta, ele se movimenta pouco e absorve muitos golpes. Condição perigosa para a categoria em que um soco é suficiente para definir o combate. Enfim, é a quarta vitória consecutiva dele – que deve, em breve, se testar novamente contra um adversário mais bem ranqueado.

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