Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 220

Thiago Sampaio | 18/01/2018 às 19:19

Opa, chegou a hora do primeiro evento do UFC numerado de 2018! E se o card não tem tantos nomes de impacto, impacto é o que não vai faltar entre os protagonistas da luta principal!

O UFC 220 acontece a partir das 21h30 (horário de Brasília) deste sábado (20), na TD Garden, em Boston, Massachusetts.

Stipe Miocic e Francis Ngannou se enfrentam pelo cinturão dos pesos pesados, podendo render recorde para um ou o início de uma nova era para um certo brutamontes do continente africano.

No co-main event, Daniel Cormier defende o títulos dos meio pesados, que não importa se você aceita ou não assim, mas está com ele, contra o embalado suíço Volkan Oezdemir.

Há também alguns nomes que merecem que fiquemos de olhos, mas vamos lá aos destaques!

Corpo de Bombeiros x Exército

Nosso amigo Rodrigo Tannuri está há uma semana sem dormir de tanta ansiedade. Afinal, o líder do seu exército, seu sonho platônico, Francis Ngannou (11-1, 6-0 UFC), pode se tornar campeão dos pesos pesados do UFC se conseguir bater Stipe Miocic (17-2 11-2 UFC).

O bombeirão Miocic, inclusive, pode entrar para a História como o primeiro a defender o cinturão dos pesados três vezes. Atualmente, está empatado com Tim Sylvia, Cain Velásquez, Brock Lesnar e Cain Velásquez, com duas defesas bem sucedidas.

Depois que calou a Arena da Baixada, em Curitiba, ao nocautear um afobado Fabricio Werdum no UFC 198, faturando o cinturão, passou depois por Alistair Overeem e Júnior Cigano. Todas as vitórias foram por nocaute no primeiro round.

O camaronês carregava a dúvida sobre seu desempenho contra um adversário de nível mais elevado. Das cinco vitórias seguidas que conseguiu no UFC, o nome mais relevante foi um decadente Andrei Arlovski.

Pelo menos até o último dia 2 de dezembro, quando quase arrancou a cabeça de Alistair Overeem com um upper, num nocaute brutal que lhe garantiu o title-shot. O estilo “fofo” fora do cage contradiz com o instinto assassino.

Não há dúvidas de que Ngannou é um dos caras que batem mais pesado nesta categoria conhecida por…baterem pesado. Se os dois caírem na trocação franca, qualquer um pode ser nocauteado e Francis tem maior chance nesta hipótese.

Miocic é mais tarimbado. Aquele nocaute sofrido por Stefan Struve (…) em 2012 é coisa do passado. O americano/croata aguentou uma guerra de cinco rounds com Júnior Cigano na primeira luta entre eles e, desde a vitória dominante sobre Mark Hunt, teve performances inquestionáveis.

É provável que o campeão queira sair na mão para buscar o nocaute, mas, se jogar com inteligência, tem ferramentas para agarrar e levar para a grade, onde mostrou que é eficiente, ou buscar derrubar para trabalhar o ground and pound.

O desafiante já mostrou certa dificuldade em defender quedas, sendo derrubado até por Luis Henrique KLB. Mas não é nenhum leigo no solo, contando com quatro das 11 vitórias por finalização. Já arrancou tapinhas com chave de braço, katagatame, guilhotinha em pé e kimura.

Na carência de novos desafios na escassa categoria, não duvidem se Cain Velásquez retornar em 2018 enfrentando o vencedor desse choque de cavalos!

Para Jon Jones assistir pela TV

Daniel Cormier (19-1-0-1, 8-1-0-1 UFC) vai para a terceira defesa do cinturão dos meio pesados, aquele que perdeu ao ser nocauteado para Jon Jones e chorar muito no UFC 214! É, ele só continua como campeão porque o Bones insiste em enfiar o brilho da carreira naquele lugar.

Como Jones foi flagrado mais uma vez pela USADA, aquele resultado foi convertido para no-contest e o título voltou para Cormier. Sem muitas opções na categoria, sobrou para Volkan Oezdemir (15-1, 3-0 UFC) enfrentá-lo.

O suíço passou de desconhecido para desafiante número um apenas em 2017. Estreou com uma vitória por decisão dividida sobre Ovince St. Preux e, depois, nocauteou de maneira implacável Misha Cirkunov e Jimi Manuwa em menos de um minuto cada.

Até se especula que, se o UFC fosse um episódio do Scooby Doo, ao final tirariam a máscara de Oezdemir e por baixo estaria o “aposentado” Anthony Johnson, disfarçado de um careca pálido.

Se esse for mesmo o caso, coitado! É preciso ter o nível do Rumble de burrice, que tem marretas nas mãos, mas preferiu lutar wrestling contra Cormier, um Divisão I da NCAA, quarto lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004.

Dando o voto de confiança que Volkan não é Johnson, ele deve a todo custo a evitar as quedas do campeão (missão horrorosa) e buscar resolver em pé. Cirkunov e Manuwa descobriram o poder dele depois que acordaram e assistiram às reprises das lutas.

DC aguenta pancada, sobreviveu ninguém sabe como ao Rumble na primeira luta, mas como qualquer ser humano, mostrou que pode ser nocauteado. Em pé, tem mostrado grande evolução, como mostrou na luta contra Alexander Gustafsson.

O gordinho tem uma força descomunal e, se conseguir implantar o seu jogo de quedas que já transfomou Dan Henderson num bonecão de pano, deve massacrar e, quem sabe, até arrancar uma finalização.

De qualquer forma, todos sabem que o verdadeiro campeão está só aguardando o momento para recuperar o cinturão que já foi dele. Maurício Shogun vai voltar!

Tá, parei!

Promessas dos penas no pedaço

Vencer GoDeusfredo Pepey é sinônimo de se colocar no radar entre as principais promessas do peso pena, certo? Não?! Mas Shane Burgos (10-0, 3-0 UFC) merece, sim, atenção especial.

O adversário, Calvin Kattar (17-2, 1-0 UFC), é outro prospecto da categoria que, mesmo com apenas uma luta na organização, já chegou a figurar no ranking. Quem vencer, pode faturar uma vaguinha por ali!

Pupilo de Daniel “Tiger” Schulmann, conceituado faixa preta de karate kyokushin, Burgos está invicto no MMA. No UFC, estreou com vitória dominante sobre Tiago Trator, depois nocauteou Charles Rosa e, na última, venceu Pepey por decisão.

Já chegou à organização sob alta expectativa pois sempre proporcionou duelos empolgantes. Com boxe de alto nível, é daqueles que engole o adversário com volume de golpes potentes. Tem alto índice de acertos.

Apesar de curtir uma trocação, o Hurricane começou a carreira na luta agarrada. Tem ótimo wrestling defensivo e quatro vitórias por finalização.

Kattar aceitou uma luta com um curto prazo de antecedência contra Andre Fili e teve vitória convincente por decisão. Acertou golpes mais significativos e, quando quis, conseguiu uma queda para não deixar dúvida para os juízes.

Pelo estilo da dupla, é bem provável que a luta decorra a maior parte do tempo em pé. Enquanto o favorito Burgos é mais agressivo e contundente, Kattar é mais pragmático, vai buscar jogar no erro do adversário.

Apesar do apelido “O Finalizador de Boston”, Calvin tem passagem pelo boxe profissional e é eficiente nos contragolpes. Mas sabe cadenciar levando para o solo quando precisa e deve tentar arriscar isso contra Burgos.

De qualquer forma, é sempre bom ver novos nomes como Burgos, Kattar, Renato Moicano, Brian Ortega, Zabit Magomedsharipov, Yair Rodriguez, Doo Ho Choi, Mirsad Bektic, vindo para balançar uma categoria que por muito tempo foi reinada por um tal de José Aldo.

Mais uma chance pro Thominhas

Considerado uma das principais revelações brasileiras dos últimos anos, Thomas Almeida (22-2, 5-2 UFC) volta ao octógono sem tanta moral, mas num desafio duro e na medida para mostrar o talento que tem.

Não que Rob Font (14-3, 4-2 UFC) não tenha condições de vencer, mas ele tem um jogo que casa com o do brasileiro e, convenhamos, ele está alguns degraus abaixo de Cody Garbrandt e Jimmie Rivera.

Thominhas chegou ao UFC com moral de ex-campeão do peso galo do Legacy FC, ostentando um cartel invicto de 17-0 (a maioria por nocaute), venceu quatro adversários em seguida, até ser duramente nocauteado por Garbrandt.

Tem um estilo que vai para o matar ou morrer que empolga quem assiste. Mas assim como o bom muay thai já lhe garantiu muitas vitórias, também expõe muitas brechas defensivas. Mesmo no MMA nacional, era comum levar knockdowns em suas lutas.

Acontece que ele não vai enfrentar alguém com a técnica e paciência de Rivera, que cadencia bem em cima do erro do adversário. Font também é agressivo e já conseguiu ótimos nocautes, sobre George Roop, Joey Gomez e Matt Schnell.

O americano tem um jiu-jítsu razoável, contando com quatro vitórias por finalização, porém, no último combate, caiu na implacável guilhotina de Pedro Munhoz no primeiro round.

Levando em conta que os dois devem se divertir numa troca de golpes insana, o paulista tem leve favoritismo. Além de se sentir à vontade onde domina, vale lembrar que Font azedou em pé contra John Lineker.

Só não mandem depois para o Thominhas, se ele vencer, um Dominick Cruz, por favor!

A difícil volta do que não foi

Quando o russo Islam Makhachev (14-1, 3-1 UFC) venceu Nik Lentz, em fevereiro de 2017, foi ao microfone e teve a cara de pau de pedir a Dana White uma money fight contra Floyd Mayweather Jr. Até o entrevistador Joe Rogan riu!

Bom, ele conseguiu algo bem parecido: vai enfrentar Gleison Tibau (31-12, 17-10 UFC), vindo de dois anos de inatividade por causa da suspensão por uso da substância proibida eritropietina (EPO).

O flagra transformou a finalização do brasileiro sobre Abel Trujillo, em novembro de 2015, em derrota. Desde então, teve que readaptar a vida, teve problemas financeiros por causa da inatividade.

Tibau é um dos atletas mais antigos do UFC. Vai para a 27ª luta pela organização, atrás apenas de Michael Bisping. Quando venceu Trujillo, havia se tornado o recordista de vitória na categoria dos leves.

Mas recebeu uma pedreira e tanto nesse retorno. Apesar de ter apenas quatro lutas na organização (venceu também Leo Kuntz e Chris Wade e foi nocauteado para Adriano Martins), Makhachev é um carrapato irritante!

Qualquer semelhança com o companheiro de treinos Khabib Nurmagomedov não é mera coincidência. Campeão mundial de sambo, tetracampeão nacional na modalidade, também combina a arte com wrestling de maneira impecável.

Guardadas as devidas proporções, Islam é um Khabib mais “verde”. Contra o experiente Lentz, dominou com certa facilidade na luta agarrada.

Curiosamente, foi Tibau quem ofereceu a luta mais difícil de Khabib Nurmagomedov no UFC, em 2012. Mas eram outros tempos, quando o sparring dos ursos, então com 23 anos, estava apenas na sua segunda luta na organização.

Apesar da experiência e da faixa preta de jiu-jítsu, o potiguar vai precisar evitar as quedas. Pode até conseguir uma finalização se for para o solo, porém, é improvável. A tendência é buscar manter o combate em pé, mas como não é nocauteador, terá que capitalizar e dosar o gás pelos três rounds.

Se no auge do seu ritmo iria precisar do timing perfeito para vencer, vindo de dois anos parado a missão se torna ainda mais indigesta.

Card completo

Stipe Miocic x Francis Ngannou
Daniel Cormier x Volkan Oezdemir
Calvin Kattar x Shane Burgos
Gian Villante x Francimar Bodão
Thomas Almeida x Rob Font
Kyle Bochniak x Brandon Davis
Abdul Razak Alhassan x Sabah Homasi
Dustin Ortiz x Alexandre Pantoja
Dan Ige x Julio Arce
Enrique Barzola x Matt Bessette
Islam Makhachev x Gleison Tibau

Vale assistir?

Francimar Bodão e Gian Villante no card principal de um evento numerado. Repito: Francimar Bodão e Gian Villante no card principal de um evento numerado!

Não há dúvidas de que a organização depositou toda a confiança para vender pay per views nas duas disputas de cinturão, que são, de fato, bem interessantes e prometem emoção, principalmente a dos pesos pesados.

Fora elas, há combates que merecem a conferida, como entre as promessas do peso peno Burgos x Kattar e a pancadaria insana entre Almeida x Font. O duelo Ortiz x Pantoja, pelo peso mosca, também promete ser bem dinâmico entre dois atletas bem rápidos.

Mas como não estamos aqui para jogar confetes nas atrações principais, e sim analisar o card como um todo dentro da sua proposta, o UFC 220 mais parece um Fight Night com “bônus track” ao final.

Todo bom fã de lutas vai curtir analisar nomes que prometem fazer barulho, mas se perder o show, também não precisa se colocar no estado emocional do Bryan Caraway lidando com a notícia de que a ex, Miesha Tate, está grávida de um ex-TUF (Johnny Nuñez).

Vale lembrar que no mesmo dia, o UFC estará concorrendo com o Bellator 192, que está com nomes bem legais como Michael Chandler, Goiti Yamauchi, Aaron Pico e a estreia de Khonry Gracie, filho de Royce.

Falando na concorrência, a lutaça entre Douglas Lima e Rory MacDonald pelo cinturão dos meio médios não deixa a desejar em nada em comparação ao “primeiro”.

E ainda vai ter o embate entre Rampage Jackson e Chael Sonnen que, freak ou não por acontecer em pleno 2018 e pela categoria dos pesados (!!!), mexe com a curiosidade de todo fã de MMA.

Então, faz o seguinte: tenta acompanhar os dois de algum jeito, fica zapeando os canais, que no final você pode ter uma banquete bem diversificado, com resultado satisfatório.

O UFC 220 não está ruim. Longe disso! Mas por uma questão de ética, moral e amor próprio, me recuso a dar veredito positivo em um evento que tem Francimar Bodão e Gian Villante no card principal.

Perdão!

  • Dana White

    Não acreditem no que o Thiago falou, comprem bastante ppv e assistam sim. O papai Dana agradece.

    • HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA!!!!

    • Thiago Sampaio

      Ri alto! Hahahahahaha

    • thai verdadeira

      Esse rapaz não sabe o que escreve, o nome mais relevante que aquele negro maravilhoso ganhou foi o Arlovsk? E onde você estava quando ele nocauteou o Overeem ?

  • Thiago Hartman

    Não entendo pq tanta gente “odeia” o DC. O cara é um competidor nato, o esporte ta no sangue e na alma dele. O trash talking dele é na medida certa, sem exageros. Foi uma das maiores vitimas do Jan Jao (nao no sentido de apanhar, mas de sofrer pelas burradas dele). É pai de família blá blá blá. Sinceramente, você pode até nao ser fã do cara, mas não consigo achar motivos para desgostar dele.

    • Beto Magnun

      Eu acho Comier bem mala, mas lutando o cara é foda. Um dos poucos “amarrões” que curto ver lutar.

      • Thiago Sampaio

        Na verdade acho que o estigma do Cormier é mesmo por ser campeão mesmo tendo perdido duas vezes para o Jon Jones. Mas como lutador, acredito que não há o que questionar. DC é um monstro! E mesmo fora do cage parece ser um cara bem legal, sim.

  • Renato Rebelo

    Pessoal, não se esqueçam de deixar os palpites!
    http://sextoround.com.br/eventos/ufc-220-miocic-x-ngannou/

  • Festim Diabalico

    Eu só queria saber como é a rotina do miocic….pelo visto ele treina mma nas horas vagas…será que ele trabalha 8 horas por dia e depois vai para academia?
    Acredito que miocic deve ser o unico atleta de ponta do ufc a conciliar uma profissão diaria com mma..

    • Jin-E

      Parte do camp dele é apagando edifícios em chamas na base no grito e salvando gatinhos de galhos de sequoias gigantes.

    • Juan

      Caramba, é verdade. O cara além de tudo ainda cumpre expediente de bombeiro. Mito!

  • Beto Magnun

    “Bom, ele conseguiu algo bem parecido: vai enfrentar Gleison Tibau” se eu estivesse bebendo algo teria cuspido na tela do pc no momento que li isso.
    Card tá fraco de nomes, mas no papel tem lutas interessantes. No mais Bellator com Goiti vs Chandler, me chama mais atenção que 90% desse card. E hoje revi Rory vs Demian e Lima vs Larkin e Danley pra já ir aquecendo. Lutaça!

    • Thiago Sampaio

      Como citei no final do texto: a junção do UFC 220 com o Bellator 192 resulta numa noite de luta das boas. Estou bem curioso para ver Douglas Lima x Rory MacDonald.

  • Beto Magnun

    Aliás DC já tem certa idade e tomou umas porradas “boas” do João Osso, Gusta e AJ. Será que depois da ultima luta o queixo dele vai abrir a porteira? Tô curioso ainda mais levando em conta o histórico do adversário.

  • Jin-E

    “Khonry” Gracie…

    Hum…

    Nome de Gracie e gosto de roupa do McGregor, os dois a 80 km/h:
    qual tem o gosto mais duvidoso?

    • Thiago Sampaio

      Pergunta difícil, mas o visual cartão do Conor não dá! Haha

  • Thiago Tanikawa

    Eu acho q o UFC está guardando os melhores cards pros próximos meses. Mesmo com muitos nomes locais,vejo o UFC 221 como um card mais recheado q o do próximo sábado. Os eventos 222 e 223 ainda tem q ser montados mas parecem estar destinados a serem grandes eventos e o 224 pode (com certo otimismo) até se tornar um UFC 198 2.0. Mas esse card,assim como o On Fox 27,se salva por apenas algumas lutas.

    • Thiago Sampaio

      Eu tiro brincadeira nos textos pois os leitores compreendem a ideia. Mas sei bem que não é fácil montar cards sempre recheados de nomes fortes. Ainda assim, eventos como esse UFC 220 e o UFC 221 (que mesmo com Romero x Rockhold sendo um lutão, perdeu muito com a saída do Whittaker por ser o campeão local) garantem ótimas lutas.

      E ainda vem por aí lutas imperdíveis como Holloway x Edgar, Ferguson x Nurmagomedov, Cyborg x Amanda, etc.

  • Carlos Lima
  • Thiago Batista

    Cormier, Miocic e Ngannou no mesmo card, como assim n tem nomes conhecidos?

    • Thiago Sampaio

      Pois é, mas a esperança de vendas está toda em cima das duas lutas principais!

  • William Oliveira

    “pode entrar para a História como o primeiro a defender o cinturão dos pesados três vezes.”

    Miocic pode quebrar o recorde de defesas CONSECUTIVAS, o querido mr Timothy Sylvia defendeu o cinturão 3 vezes e ainda hoje ostenta esse recorde acima dos demais peso-pesados da história do UFC, apenas não foram em sequência. O UFC tenta esconder isso mas é fato haha

    “não duvidem se Cain Velásquez retornar em 2018 enfrentando o vencedor desse choque de cavalos!”

    Com todo respeito, apesar da mídia insistir no Cain Velasquez, o próprio Dana White disse que seu nome sequer está no papo de titleshot. Werdum mesmo está na frente dele.
    Velasquez não deveria voltar pelo cinturão de imediato de jeito nenhum, que faça por merecer novamente enfrentando algum top da categoria (não um Travis Browne decadente). Ele tbm precisa mostrar que consegue ficar saudável e não foder outro evento.

    • Rios da Babilônia

      Fui investigar esta história que vc contou sobre o tim sylvia na wikipedia e ele fez duas defesas de cinturão consecutiva em 2006 e antes em 2003 ele tinha ganho o cinturão e foi fazer a defesa de cinturão e ganhou a luta, mas falhou no anti-doping e a luta foi no “NC”..Então a luta foi anulada
      Apenas pesquisei na wiki, não tenho conhecimento sobre o caso, se vc souber de algum detalhe que eu não saiba sobre esta história me informe

      • William Oliveira

        De fato ele falhou no anti doping, mas a luta não virou NC (no contest), a vitória segue oficial e assim sendo sua defesa de cinturão também. O recorde de defesas do peso pesado é dele, a questão é que o UFC sempre teve implicância com o mr Timothy, Grana White nunca gostou dele, então eles sempre omitem isso e dizem que ele só tem duas defesas, quando na verdade esse número são suas defesas CONSECUTIVAS. Miocic quebrará este recorde, não o de defesas em si.

        Pra falar a real, Randy Couture tbm defendeu 3 vezes o cinturão dos pesados, foram 2 contra o Pedro Rizzo (embora a primeira tenha sido garfo) e 1 contra o Gonzaga. Mas enfim, isso é quase uma questão meramente semântica.

    • Luiz Ferreira

      O que vale é defesas consecutivas, se for por essa lógica, o Randy Couture também tem 3 defesas de cinturão. Isso é uma prova de como é difícil se manter com o título dos pesados. Até hoje, não tivemos um campeão dominante até 120 kg no UFC.

      • William Oliveira

        Como assim o que vale kk são recordes diferentes, embora o UFC e a mídia por algumas vezes ignore isso e trate como 1 só. Sei que o Randy tbm defendeu 3x, respondi isso a um outro comentário antes, embora a primeira luta dele contra o Rizzo tenha sido beem controversa a decisão haha

        Sim, é difícil msm, e isso só reforça o argumento de que o Fedor é, atualmente, o maior de tds os tempos então. 10 anos invicto, msm tendo pego alguns caras de nível bem duvidoso. Foram 5 ex campeões do UFC derrotados, impressionante demais.

        • Luiz Ferreira

          Digo que vale para “recorde”, independente disso o bizarro (pelo jeito dele mesmo) Sylvia foi um legítimo campeão, marcou época no UFC..lutou 5000 vezes com o Arlovski haha….sobre o Fedor, concordo.

  • Nathan Dreak

    Para mim, o card está muito bom. Essa luta dos pesados é a melhor desde Velasquez x Cigano. Quando o Cigano ainda era um grande lutador. E o gordinho está ó perdeu do Jon Jones duas vezes, com o Jones dopado. Grande carreira. Desafio para ele agora só se o Chris Camozzi resolver subir.
    E tem lutas interessantes. Ver como o Tibau vai voltar, Thominhas. O card é bom.

    • Thiago Sampaio

      “Desafio para ele agora só se o Chris Camozzi resolver subir”….que bom que não sou o único que curte ironias em texto! Haha

  • Ricardo Cortez Lopes

    Eu acho que vou usar o velho truque do despertador. Calculo a que horas vai começar a luta do Cormier e daí programo o despertador para esse horário

    • Thiago Sampaio

      Ou então assiste tudo e coloca o alarme para a hora da luta do Bodão com o Villante, assim pular ela tranquilo!

  • Shotokan Karate

    Vencedores das duas lutas principais… Maguila e Gordinho bom de briga Daniel Cormier…

    • Thiago Sampaio

      Não vejo outro cenário além de Shogun sendo feito de bonecão de pano como o DC fez contra Dan Henderson…

  • Gabriel Nicacio

    Vou ir meu querido bellator, vou mudar de canal apenas para ver se alguma luta interessante está passando, dps volto para o Bellator… E volto para o Combate dps kkk. Resumindo vou seguir seu conselho…

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