Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Sidney

Thiago Sampaio | 16/11/2017 às 17:44

Agora a parada ficou séria e tem UFC todo final de semana até o fim do ano.

Desta vez, é o “UFC Fight Night 121: Werdum vs. Tybura”, que acontece sábado (18), a partir das 21h30 (horário de Brasília), na Qudos Bank Arena, em Sydney, Austrália.

Na luta principal, o brasileiro Fabricio Werdum enfrenta o embalado polonês Marcin Tybura. Como é típico nos cards na terra dos cangurus, vários atletas da casa e um ou outro combate que promete uma atenção maior.

O expectativa é para a renovação nos pesos pesados, com a presença do excepcional Anthony Hamilton. Ok, foi difícil conter a ironia!

Mas vamos lá aos destaques!

Vai Cavalo sem tempo a perder

Aos 40 anos e vendo o campeão Stipe Miocic sem adversário, Fabricio Werdum (22-7-1, 10-5 UFC) resolveu encarnar o Donald Cerrone e aceitar todo tipo de desafio até que receba a sua chance de tentar recuperar o cinturão.

Pela primeira vez desde que retornou ao UFC, vai para a terceira luta no ano. Depois que perdeu para Alistair Overeem por decisão majoritária em junho, viu o adversário mudar no dia da luta no UFC 216, no mês passado, quando Derrick Lewis saiu para a entrada de Walt Harris. Finalizou sem dificuldade no primeiro minuto!

Agora, aceitou substituir Mark Hunt, retirado após falar que “provavelmente morreria lutando” e ainda ficou p*** da vida por isso (inclusive está xingando Dana White até hoje!). Vai enfrentar o polonês Marcin Tybura (15-2, 3-1 UFC), que vive boa fase.

Depois que estreou com derrota por decisão para Timothy Johnson, venceu três em seguida, nocauteando Viktor Pesta e Luis Henrique “KLB” e, no último duelo, bateu o veterano Andrei Arlovski pelas papeletas.

Se você achar que Tybura tem aparência de tudo, menos de lutador, bom, ele já foi fazendeiro, trabalhou em bar, em construtora, entre outros bicos. Mas não se engane: é um atleta completo. Tem seis vitórias por nocaute e sete por finalização, além de um wrestling eficiente.

Tem no currículo competições de jiu-jítsu com kimono, que ele soube adaptar bem ao MMA. Mas, não tem como compará-lo com o Vai Cavalo na Arte Suave, pois ninguém entre os pesados está no nível do ex-campeão. Resta ao menos experiente tentar manter o combate em pé e encaixar a mão pesada.

Não que o gaúcho não seja capaz de trocar em pé e levar a melhor, pois o muay thai está em dia sob a tutela de Rafael Cordeiro na Kings MMA. Se entrar com a objetividade que teve com Harris (que convenhamos, é ruim de doer), vai tentar levar para o chão e acumular mais uma vitória pela via rápida.

O brasileiro é franco favorito. Mais experiente, alguns degraus acima em todas as áreas. Mas se achar que terá vida fácil como na última aparição, pode ter uma decepção feia. O tiozão da barriga saliente vai vir empolgado para enfileirar o segundo ex-campeão no cartel!

Olha o Belal pela frente!

Em meio a lutas não tão chamativas, esse casamento entre Tim Means (27-8-1-1, 9-5-0-1 UFC), e Belal Muhammad (12-2, 3-2 UFC) – prometo tentar evitar os trocadilhos com o nome, sério – promete ser um dos mais movimentados da noite.

Afinal, são dois strikers que não fogem da trocação. O Dirty Bird (desculpa, não consigo ler Pássaro Sujo e não imaginar um vilão do Chapolin) é enorme para a divisão dos meio médios (e olha que ele lutava de peso leve), com 1,88m e envergadura de 1,91m.

Tem um ótimo kickboxing, chutes potentes na linha de cintura e mãos perigosas. Tem um jiu-jítsu apenas mediano, tendo sido finalizado num passado recente para Matt Brown e Alex Cowboy. Na última aparição, venceu Alex Garcia por decisão, sem tanto brilho.

Muhammad, que inicialmente enfrentaria o campeão do TUF Redemption, Jesse Taylor, flagrado no antidoping, ganhou um adversário que combina mais com o estilo dele. Não é tão técnico como Means, mas tem como característica a garra dentro do octógono.

Mesmo estreando com derrota para Alan Jouban, aquela foi a luta da noite. Apesar de ter sido nocauteado por Vicente Luque, teve vitórias convincentes sobre Augusto Montaño, Randy Brown e Jordan Mein.

Está em desvantagem no combate, tendo 10cm a menos de altura e 8cm a menos de envergadura. É faixa roxa de jiu-jítsu de Daniel Wanderley e pode até tentar uma queda aqui e acolá se tiver levando a pior em pé, mas ainda é um caminho arriscado.

De qualquer forma, se entregar uma guerra, o Belal vai sair com a cabeça erguida. Tá, parei!

Bizarrice vindo por aí?

À primeira vista, uma luta entre Elias Theodorou (13-2, 5-2 UFC) e Dan Kelly (13-2, 6-1 UFC) seria um show de horrores, pensando racionalmente, mas ela pode garantir uma boa diversão, seja para rir ou para apreciar o esforço desses dois atletas nem tão técnicos.

Campeão do primeiro TUF Nations, Theodorou sempre chamou atenção pelo estilo narcisista, o cabelo bem cuidado com shampoo e creme, é bem ativo nas redes sociais, mas no octógono, nunca proporcionou lutas interessantes.

O canadense tem um muay thai de qualidade, já conseguiu cinco vitórias por nocaute. Mas o estilo provocador, cheio de fintas e guarda baixa não condizem com o que tem entregado. Por sinal, a vitória sobre Sam Alvey foi uma das lutas mais chatas dos últimos anos.

Vem de derrota por decisão para Brad Tavares em que o pouco que tentou lutar em pé, levou a pior, e atuou a maior parte do tempo como um grappler. Antes, teve uma vitória bem contestada, em casa, para Cezar Mutante.

Já o australiano Kelly, apesar de ser visto como freak por muitos, acumula ao longo dos 40 anos nada menos que quatro participações em Olimpíadas no judô. Chegou a engrenar quatro vitórias seguidas no UFC, incluindo um pseudo-aposentado Rashad Evans, até ser nocauteado por Derek Brunson na última luta.

A cara de professor de Física e o estilo de trocação pouco ortodoxa (para não dizer esquisita pra caramba) dificultam a levá-lo a sério, mas os resultados mostram que ele tem o seu valor. Inclusive, nocauteando Antônio Cara de Sapato no terceiro round, quando levava a pior.

Se tivermos uma luta resumida com Theodorou mandando inúmeros chutes frontais no vento e socos no vazio, e Kelly correndo para clinchar e aplicar uppers, ou apenas buscando grudar na grade, é bom pelo menos garantir a pipoca do lado.

A volta dos que não foram

Ficaram chateados com a queda da luta entre Will Brooks (19-3, 1-3 UFC) e Nik Lentz (27-8-2-1, 11-5-1-1 UFC), que aconteceria no UFC 216? É, eu também não. Mas como isso não importa, o combate foi reagendado e não está nem na última luta do card preliminar.

O motivo é que os atletas, que até dia desses eram grandes ameaças, hoje estão em fase complicada. Além disso, o estilo da dupla não contribui para que esperemos um combate eletrizante.

Brooks é um daqueles que chegou cheio de moral do Bellator mas ainda não vingou no UFC. Veio com o respaldo de campeão dos leves, incluindo duas vitórias sobre Michael Chandler.

A estreia foi com uma vitória por decisão pouco empolgante sobre Ross Pearson. Depois, foi nocauteado por Alex Cowboy (prejudicado por uma lesão na costela) e finalizado por Charles Do Bronx.

O experiente Lentz, que está no UFC desde 2009, tem tido resultados irregulares nos últimos anos, alternando entre as categorias dos penas e dos leves. Foram três vitórias e três derrotas nas últimas seis lutas.

Porém, os últimos triunfos foram sobre um decrépito Danny Castillo e o fraco Michael McBride. Na última aparição, foi dominado por Islam Makachev.

Os dois têm o wrestling como carro chefe. Efetuam o jogo burocrático de derrubar e amassar com eficiência. Correndo o risco de respeitarem a luta agarrada um do outro, a peleja pode ficar numa trocação enfadonha, de pouca técnica.

Nik é NCAA Divisão I e já enfrentou adversários bem mais tarimbados que Brooks, o que pode influenciar positivamente. A atuação apática contra Makachev foi mais mérito do russo do que incompetência dele. Pela bagagem, pode ter uma leve vantagem.

Fato é que, se Brooks não vencer, a qualidade dele entre os melhores vai ser reforçada negativamente. Ele é o mais interessado em não se tornar o Hector Lombard dos leves.

Card completo

Fabricio Werdum x Marcin Tybura
Bec Rawlings x Jessy Rose-Clark
Tim Means x Belal Muhammad
Jake Matthews x Bojan Veličković
Elias Theodorou x Dan Kelly
Alexander Volkanovski x Shane Young
Ryan Benoit x Ashkan Mokhtarian
Will Brooks x Nik Lentz
Anthony Hamilton x Adam Wieczorek
Damien Brown x Frank Camacho
Alex Chambers x Nadia Kassem
Jenel Lausa x Eric Shelton
Rashad Coulter x Tai Tuivasa

Vale assistir?

Convenhamos, a única luta realmente de algum apelo é a principal.

Temos um ex-campeão encabeçando um card, mas o adversário, Tybura, apesar de vir numa crescente, é um dos rivais que oferecem menos perigo a Werdum nesta segunda passagem do Vai Cavalo no UFC, atrás de Mike Russow e Walt Harris (que foi apenas um tapa buraco).

A escocesa Joanne Calderwood saiu do evento por lesão. Faz parte. Mas por quê raios a luta de Bec Rawlings, cartel 7-6, contra a estreante Jessy Rose-Clark, cartel 7-4-0-1, foi mantida como co-main event?

Means x Muhammad é um combate que promete bem mais emoção e merecia estar nesse posto. Ou mesmo Theodorou x Kelly, pois, mesmo com estilos esquisitos, pelo menos são nomes de algum reconhecimento do público em geral.

O lado positivo é que estão promessas que devemos ficar de olho. Caso de Alexander Volkanovski, pelo peso pena, que enfrentaria o também prospecto Jeremy Kennedy, mas viu o adversário mudar duas vezes e agora pega o estreante Shane Young.

O atleta da casa Jake Matthews vem de duas derrotas, mas tem apenas 23 anos e ainda é um nome a ser trabalhado. O combate contra o bom Bojan Veličković está na medida para uma possível retomada. O peso mosca Ashkan Mokhtarian, que enfrenta Ryan Benoit, é outro exemplo.

Temos aquela constante de um card não muito interessante no papel que pode entregar grandes lutas, mas em geral, dificilmente o fã médio vai deixar de lado os compromissos.

E mesmo quem não estiver disposto a enfrentar filas enormes para assistir “Liga da Justiça” nos cinemas, ainda vai ter a série do “O Justiceiro” disponível para maratonar no Netflix.

Mas você quer desfrutar da beleza da Austrália dentro do seu lar? Bom, uma opção mais interessante é maratonar os quatro filmes da franquia “Mad Max”, produção australiana dirigida por George Miller.

E se a namorada não quiser? Vai de “Moulin Rouge!” mesmo…

  • Rodrigo Alves

    Uai, mas o evento não será no sábado a noite? Mesmo assim continua não valendo a pena assistir, só em caso de a cerveja do barzinho acabar kkk

    • Thiago Sampaio

      Sim, foi corrigido. E continua sem valer….haha

  • Bernardo Oliveira

    É no sábado, não?

  • Lucas Venagas

    que card vergonhoso,que falta de respeito com a australia

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Se esse tá ruim olha o da China kk

      • Thiago Sampaio

        O da China é aquele card de uma luta só! Apesar que a estreia do Sheymon Moraes contra Zabit Magomedsharipov vai se interessante!

        • William Oliveira

          Vou discordar dos senhores, além do main event e da luta do Magomedsharipov x Sheymon temos umas lutas bem interessantes naquele card.

          Li Jingliang vs. Zak Ottow
          Alex Caceres vs. Wang Guan
          Alex Garcia vs. Muslim Salikhov
          Shamil Abdurakhimov vs. Chase Sherman

          Acho que o The Leech dispensa apresentações, é um cara que sempre entrega boas lutas e tem potencial pra ser a cara do mercado Chinês mais pra frente.
          Guan (19-1) e Salikhov (13-1) são ótimos lutadores e prometem bastante também, essas são boas lutas pra testarem eles e verem onde estão. Chase Sherman apesar de não ser nada especial é um pesado bem jovem e bem técnico até certo ponto, ele é um cara bem fácil de se promover também uma vez que é ativo pra caralho nas redes sociais (ótimo cara pra se seguir no twitter).

          Também vale apena pontuar que é a estreia dos caras na China continental, botar um card cheio de estrangeiros ao invés de lutadores locais, com a suposta justificativa de que esses seriam os melhores do mundo (MMA é algo novo na China) seria de uma burrice sem igual. É óbvio que esse evento é focado pros locais, esse é o mercado mais importante que ainda não entraram, muito se fala do mercado russo mas esse é quase irrelevante se comparado ao Chinês onde sequer há competição direito.

          Por fim, tbm vale lembrar que os 3 russos no card são campeões de Sanshou, então foi um card montado com mt análise, até a escolha do Anderson foi bem metódica, mas infelizmente ele fodeu com tudo.

          PS: As duas meninas Chinesas tbm podem vir a se dar bem no UFC, mas nunca assisti elas lutarem então não sei dizer mt bem o quão legítimas são.

          • Beto Magnun

            Vou discordar do Shamil Abdurakhimov vs. Chase Sherman. Se depender do Sherman até pode ser uma luta divertida, mas acho difícil pelo nível de ruindade dos dois.

          • William Oliveira

            O Shamil é realmente chato, mas ele tbm é bem efetivo, antes de cansar ele tava dominando o Lewis, oq acho que a galera esquece.

            Sherman é bem técnico velho, o problema dele parece ser que não tem muito punch pra HW, mas ele fez um lutão contra o Coulter e fez o Grabowski parecer um brigão de bar. Acho que pode ser uma boa luta se o TDD do Sherman estiver em dia, por conta do casamento.

          • Idonaldo Gomes Assis Filho

            Não existe card com lutas ruins, sempre tem lutas boas em qualquer card que você pegar, no caso eu creio que ele e eu também estavamos falando de apelo, coisa que o card da China não tem absolutamente nenhum fora da China (até lá dentro acho que não pois as feras chinesas são do Kunlun e a maioria dos do card nem lá lutaram)

            Guan Wang vai tomar um passeio e o Sherman é ruim e vai ser uma luta terrível provavelmente, cruz credo das duas lutas de pesados do card.

          • William Oliveira

            Ah, eu acho esse card da Austrália bem pior, além de não ter grandes nomes boa parte das lutas vão entregar algo provavelmente chato, como Kelly x Theodorou.
            Esse card da China pode ter mts lutas boas, Garcia x Salikhov mesmo n vejo como não acabe sendo divertida e termine por nocaute. Acho que o Guan leva, Caceres não é nada demais, mais show que efetividade.
            Sherman não é ruim, tecnicamente não, ele vem melhorando bastante e nas últimas 2 lutas mostrou isso, deu 2 passeios.

          • Idonaldo Gomes Assis Filho

            Sherman pegou os 2 piores da divisão, convenhamos kk, o card da Austrália tem mais apelo, queira ou não vai ter mais gente pra ver Will Brooks x Lentz do que Jingliang vs Ottow, por mais que as lutas possam ter um abismo em questão de diversão.

          • William Oliveira

            Internacionalmente falando, talvez tenha mais apelo mesmo. Agora regionalmente, aí vou discordar totalmente, até os 3 russos do evento fazem sentido estarem lutando na China. Acho que o Rashad Coulter n é tão ruim não, inclusive acho que ele vence o Tuivasa amanhã. N consigo ir com o cara que perdeu pro Peter Graham de jeito nenhum.

  • João Mário

    Finalmente vc voltou Thiagão… Tava chato aquele farsante que gostava de todos os cards

    • Thiago Sampaio

      Haha…nem eu estava me reconhecendo!

      • João Mário

        Percebo

  • William Oliveira

    Card ruim mesmo, o pior do ano sem duvidas.
    De qualquer jeito, pretendo assistir, sou fã de carteirinha mesmo do Werdum e Tim Means x Muhammad é lutão. Dan Kelly é interessante de ver tbm, máximo respeito pelo judoka dinossauro.

    PS: Pequena correção, o Volkanovski lá teve 3 oponentes diferentes antes desse haha pelo menos foi macho p ficar no card

  • William Oliveira

    “Mas por quê raios a luta de Bec Rawlings, cartel 7-6, contra a estreante Jessy Rose-Clark, cartel 7-4-0-1, foi mantida como co-main event?” Que pergunta de guri novo!

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  • Bruno

    Acho que a luta principal vale a pena assistir.
    Estou muito curioso para ver o Werdum, ainda mais vindo de vitória sobre Colby Covington:

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    • Thiago Sampaio

      Pena que se ele atirar um bumerangue no Tybura vaibser considerado golpe ilegal! Haha

    • Bruno Fonseca

      Será que essa vai pro Sherdog do Vai Cavalo???

      • magnuseverest

        Tyburro vs Vai Cavalo,que luta,rsss…
        Mesmo vencendo o brasileiro depende da luta do Francis contra Overbomba,e o brasileiro teria que torcer pelo Francis. Quem sabe assim Miocic vs Vai Cavalo acontece novamente.

  • Mateus Elias

    É na sinceridade que vem a credibilidade kkkkk parabéns

    • Thiago Sampaio

      Bec Rawlings é fraquíssima. Pronto, falei….haha

  • Lorenzo Fertitta

    Boa análise Thiago. Gostei de ver, não ficou em cima do muro hahahah
    Geralmente não consigo aguentar acordado por 3 rounds em lutas envolvendo Kelly, Alvey, Tavares, Rashad, Mutante, Theodorou, Sapo, Hendricks, Marquardt e outros meio de tabela MW. Melhor colocar alarme para não perder o main event.

    p.s: Só uma observação, acho que tem um final de semana em dezembro que não haverá evento, dia 23/12.

  • Minirott

    Cardápio tão ruim q eu nem consegui ler tudo. Foi comentado que horas passa aqui na terrinha?

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