Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 217

Thiago Sampaio | 01/11/2017 às 20:11

Este sábado (4) tem card numerado e todo fã de MMA fica com a cara igual daquele gifJust bleed”!

O UFC 217 acontece no mega tradicional Madison Square Garden, em Nova York, a partir das 20h30 (horário de Brasília).

Serão nada menos que três disputas de cinturão, algo que está virando rotina nos maiores cards recentes do UFC.

Na luta principal, o improvável retorno de Georges St-Pierre contra Michael Bisping, pelo título do peso médio, vai sair do papel!

O ex-companheiros de treino Cody Garbrandt e TJ Dillashaw se enfrentam no co-evento principal, pelo título do peso galo, para a euforia dos verdadeiros apreciadores do esporte.

Ainda, a polonesa Joanna Jedrzejczyk vai para a sexta defesa de cinturão do peso palha feminino, contra Rose Namajunas.

Mas vamos lá aos destaques!

Tá na chuva é pra se molhar!

A luta tão criticada, seja por fãs ou lutadores, entre Michael Bisping (30-7, 20-7 UFC) e Georges St-Pierre (25-2, 20-2 UFC), já marcada, cancelada, remarcada, parece que vai mesmo acontecer e quem achar ruim que vá pastar. Pelo menos assim funciona o UFC.

O motivo de tanta revolta faz sentido, afinal, o duelo é válido pelo cinturão da categoria peso médio, povoada de talentos. Tanto que tem até um campeão interino, Robert Whittaker, esperando esse sábado para saber o que o futuro lhe reserva. Yoel Romero, Ronaldo Jacaré e outros, caíram pelo caminho.

GSP era campeão dominante da categoria meio médio, mas não luta há quase quatro anos. Mas precisamente desde 16/11/13 , quando abriu mão do título e da carreira por tempo indeterminado. Nunca lutou na categoria dos médios, onde muito foi especulado uma luta com Anderson Silva quando ambos eram campeões.

Imaginar o bom, mas limitado Bisping sendo campeão do UFC era uma utopia e tanto, até acontecer o acidente nuclear no UFC 199, quando ele nocauteou Luke Rockhold.

Em meio a um leque de desafiantes, tudo conspirou para que sua primeira (e única) defesa de título fosse contra um semi-aposentado Dan Henderson, em novembro do ano passado.

Ok, ele vingou a maior derrota da carreira com uma vitória por decisão, mas saindo com a cara arrebentada por um lutador de 46 anos. Desde então, sentou no cinturão e tem feito o que pode para mantê-lo pelo máximo de tempo possível.

Tem escolhido os adversários, cirurgias têm surgido e assim ele segue. Vamos lá, o universo tem conspirado à favor dele, ninguém tem como negar!

A grande incógnita é como o canadense vai retornar após esse longo hiato, numa categoria que visivelmente não é a dele. Pelo histórico, é um dos lutadores mais práticos e eficientes que já passaram pelo UFC.

Tem uma base no karatê que o fez evoluir na trocação para jogar na distância e manter a luta em pé contra qualquer wrestler. Se vai pegar um striker, consegue derrubar e controlar no solo como poucos.

Se ambos estivessem em plena atividade, GSP até seria amplo favorito, mesmo sendo quase 10cm mais baixo. O cenário mais fácil de se imaginar é frustrando a trocação do inglês e dominando-o na luta agarrada.

Mas o The Count tem uma excelente defesa de quedas (e mesmo quando cai, costuma se levantar rápido) e vem em um melhor ritmo de luta. Muitos falam que o britânico tem mãos de almofada, mas todos que já treinaram com ele falam que não é bem por aí.

Vale ressaltar também que as últimas atuações de St-Pierre não foram das mais incríveis, com direito a knockdown quase fatídico para Carlos Condit e sua última luta, em que venceu Johny Hendricks numa pra lá de controversa decisão dividida.

Mas e se o canadense voltar totalmente regenerado após o longo descanso e impor sua superioridade técnica? Bom, o que todos esperam é apenas que a categoria até 84kg retorne aos eixos. Não é pedir muito.

Quer show? Tá aí!

Para muitos fãs, essa é a verdadeira luta principal do evento! Afinal, aqui não teve jogada. É sim o casamento que mais faz sentido valendo o cinturão peso galo no momento. E com Cody Garbrandt (11-0, 6-0 UFC) e TJ Dillashaw (14-3, 10-3 UFC), técnica é o que não vai faltar!

São provavelmente os dois atletas mais rápidos da divisão. Basta lembrar o que Garbrand fez com Dominick Cruz em dezembro de 2016, frustrando o jogo de esquiva, bate e sai, do ex-campeão, com moral para dançar breaking no meio da luta. Além disso, tem mãos pesadas, com nove das 11 vitórias por nocaute.

Dillashaw foi só o responsável por tirar a alma de Renan Barão, que era considerado campeão imbatível por muitos em 2014, com uma atuação dominante no UFC 173, com direito a repeteco um ano depois. Depois que perdeu para Cruz, em janeiro de 2016, se recuperou com duas boas vitórias, sobre Raphael Assunção e John Lineker.

A rivalidade entre eles dá um tempero extra ao evento. Ex-companheiros de treinos na Team Alpha Male, Garbrandt tomou as dores do amigo e líder Urijah Faber, quando TJ deixou a equipe para treinar com Duane Ludwig. Foram treinadores do TUF 25, onde protagonizaram um festival de provocações, com mão na garganta e tudo mais.

Inevitavelmente eles vão partir pra trocação no início. Cody pode até bater mais pesado, mas encontrar em cheio TJ, que nunca fica parado na frente do adversário e troca de base o tempo todo, não é tarefa das mais fáceis.

Cada um vai ter que jogar xadrez para encontrar brechas.

Os dois têm formação no wrestling, mas o ex-campeão está um degrau acima nessa área. NCAA Divisão 1, Dillashaw tem a opção de buscar a queda e martelar no ground and pound, caminho que lhe garantiu um massacre sobre Lineker, caso esteja levando a pior em pé.

De toda forma, expectativa de uma luta bastante movimentada, entre dois caras que sobram em habilidade e o resultado vai ser decidido por detalhes.

Quem vai parar a campeã?

Quem vai conseguir destituir o cinturão da categoria peso palha da polonesa Joanna Jedrzejczyk (14-0, 8-0 UFC)? Indo para a sexta defesa de cinturão e podendo igualar o recorde feminino de Ronda Rousey, a atiradora da vez é Rose Namajunas (6-3, 4-2 UFC).

Carla Esparza, Jessica Penne, Valérie Létourneau, Claudia Gadelha, Karolina Kowalkiewicz e Jéssica Andrade já tentaram sem sucesso. Com um muay thai de alto nível, é normal ela começar devagar e depois crescer ao longo dos rounds com volume de golpes e um gás impressionante.

Namajunas tem um cartel que não impressiona. Participou do TUF 20, que definiu as primeiras lutadoras da categoria, quando estava apenas 2-1 e foi finalizada sem dificuldade para Carla Esparza na final. Mas desde então tem mostrado uma clara evolução.

Venceu com propriedade Angela Hill, Paige VanZant, Tecia Torres e, na última exibição, finalizou Michelle Waterson, em abril. De lá pra cá, só perdeu para Karolina Kowalkiewicz por decisão dividida.

Uma das características da noiva de Pat Barry é exatamente o ímpeto explosivo no início no combate, justamente quando a polonesa vai com marcha lenta. Apesar de ser muito eficiente na trocação (é faixa preta de taekwondo e karatê), é usando o jiu-jítsu que tem conseguido os resultados.

Deve usar os chutes para distrair a campeã, buscar derrubar e tentar uma finalização. Mas Joanna tem uma ótima defesa, lembrando que venceu duas vezes Claudinha, a melhor grappler da divisão.

Se não conseguir surpreender até o fim do segundo round, a tendência é mais um passeio da campeã, com festival de socos de ângulos diferentes, chutes frontais, joelhadas e cotoveladas. E ao final ainda vai ter energia para correr uma maratona.

De novo na longa fila do título

Stephen Thompson (13-2-1, 8-2-1 UFC) poderia hoje ser o campeão dos meio médios, e não Tyron Woodley. Depois de um empate e uma derrota por decisão majoritária bem duvidosa, hora de voltar para a fila e Jorge Masvidal (32-12, 9-5 UFC) é o primeiro desafio dessa nova caminhada cheia de concorrentes.

O Gamebred também esteve perto de disputar o título quando emplacou três vitórias em seguidas depois que subiu para os meio médios, inclusive nocauteando um embalado Donald Cerrone quando era zebra. Mas foi parado em seguida pelo jogo carrapato de Demian Maia.

Em duelo entre dois strikers por natureza, não podemos esperar menos do que uma boa trocação. Mas apesar de ambos serem oriundos da luta em pé, os estilos são distintos.

Apesar de ter lutado de maneira cautelosa contra Woodley, Thompson costuma ser bem mais efetivo. Faixa preta sexto dan em Karate Kenpō, tem carreira no kickboxing profissional, tem amplo repertório de golpes, chutes plásticos, é nocauteador nato. Basta lembrar da maneira como ele deitou Johny Hendricks e Jake Ellenberger!

Masvidal, apesar de ter 13 das 32 vitórias por nocaute, costuma ser mais pragmático. Era rotineiro ele cozinhar o adversário e levar por pontos quando atuava como peso leve, mas ficou bem mais agressivo depois que subiu de divisão.

Por ter mais cartas na manga, o Wonderboy é favorito nas casas de apostas. Mas se alguém for inovar na estratégia, é Masvidal, que tem um bom wrestling que utiliza quando necessário e pode ser o caminho para vencer.

Fato é que o vencedor desse combate dificilmente vai ganhar uma disputa de cinturão logo em seguida. Afinal, Robbie Lawler e Rafael Dos Anjos se enfrentam em dezembro, e a categoria está cheia de novos nomes, como Colby Covington, Mike Perry, Kamaru Usman e Darren Till.

Ah, posso lembrar que Masvidal tem a mancha no currículo de já ter perdido para Rodrigo Damm em 2008? Não, né?! Então finge que não contei nada!

Duelo inusitado e imprevisível

Quem poderia imaginar que Paulo Borrachinha (10-0, 2-0 UFC), aquele com passagem apagada pelo TUF Brasil 3 e estreou no UFC em março deste ano abrindo o card preliminar de Fortaleza, estaria no card principal do evento do ano, contra um ex-campeão? E como favorito!

O favoritismo não é tanto mérito do brasileiro, mas demérito do adversário, Johny Hendricks (18-7, 13-7 UFC), que desde que perdeu o cinturão dos meio médios não é mais o mesmo. Nas últimas cinco lutas, só venceu o também combalido Hector Lombard.

Aquele Big Rigg da mão pesadíssima e queixo duro foi abduzido por alienígenas e no lugar dele botaram um impostor. Um wrestler pesado e desmotivado. E se quiser voltar a vencer, a luta agarrada é mesmo o melhor caminho.

O mineiro invicto, fã de Bolsonaro (…), teve essa rápida ascensão por causa do histórico nocauteador. Das 10 vitórias, nove foram por nocaute e uma por finalização. Só uma vez na carreira foi para o segundo round, no último confronto, no UFC 212, em junho, contra Oluwale Bamgbose.

Se no auge, Hendricks seria amplo favorito, hoje o cenário é duvidoso. Pela experiência do All American, ele tem condições de colocar o brasileiro com as costas no chão e travá-lo por três rounds, até porque a resistência do Borracha já deu indícios contra Bamgbose que não é das melhores.

Mas a real é que Paulo Borrachinha é um meio pesado que luta como peso médio. É um troglodita de forte que bate 84kg sabe-se lá como! E Hendricks, que já era pequeno como meio médio, imagina na divisão de cima! Isso porque não quer deixar de comer e na última luta falhou de novo com a balança.

O poder de absorção do Big Rigg também não é mais daquele que travou 10 rounds com Robbie Lawler, lembrando os nocautes sofridos para Thompson e, na última aparição, para o unidimensional Tim Boetsch. Se levar uma bordoada do brazuca, tem grandes chances de ir à lona.

Talvez ele nem se importe, contanto que o churrasco depois da luta esteja garantido!

Card completo

Michael Bisping x Georges St-Pierre
Cody Garbrandt x T.J. Dillashaw
Joanna Jedrzejczyk x Rose Namajunas
Stephen Thompson x Jorge Masvidal
Johny Hendricks x Paulo Borrachinha
Joseph Duffy x James Vick
Walt Harris x Mark Godbeer
Ovince Saint-Preux x Corey Anderson
Randy Brown x Mickey Gall
Ion Cuțelaba x Michał Oleksiejczuk
Oleksiy Oliynyk x Curtis Blaydes
Aiemann Zahabi x Ricardo Carcacinha

Vale assistir?

A resposta é um tanto óbvia quando se trata do evento trabalhado pela organização para ser o maior e melhor do ano (ainda que, na minha opinião, o UFC 214 ainda seja melhor e difícil de ter esse posto superado).

É só a segunda passagem do UFC no Madison Square Garden, depois que aportou em Nova York no histórico UFC 205. Podemos até não ter Conor Mcgregor na luta principal, mas desafio qualquer fã a mudar de canal na hora da luta principal entre Bisping e St-Pierre, por mais que ela não faça sentido!

O duelo entre Cody Garbrandt e TJ Dillashaw é um verdadeiro deleite para quem aprecia técnica e velocidade. Não só é candidata a Luta da Noite, como é o confronto mais aguardado pela maioria dos fãs de MMA

Ainda temos Joanna Jedrzejczyk podendo igualar o recorde de defesas de título de Ronda; promessa de pancadaria entre Thompson e Masvidal; e uma possível projeção de Borrachinha que pode culminar no fim da linha (ou recuperação) para Hendricks.

O card preliminar também está repleto de lutas bem casadas que facilmente estariam na porção principal de qualquer outro evento, como Duffy x Vick e Saint-Preux x Anderson.

Para quem acha que a categoria dos pesados está escassa, vale ficar de olho no duelo entre o coroa finalizador Oleksiy Oliynyk e o promissor  Curtis Blaydes. Atenção também para a nova geração, no confronto entre Aiemann Zahabi e Ricardo Carcacinha.

Então, em homenagem ao campeão Michael Bisping, inventa que surgiu uma dor no dedinho do pé esquerdo e por isso vai ficar no estaleiro por tempo indeterminado. Mas mantenha o luxo de escolher a companhia para assistir, a marca da cerveja, o local a ser pedido o jantar em delivery e também a sobremesa.

Ser mala também é uma arte!

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

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    Hendricks de moletom pra tentar disfarçar a pança… a pesagem vai ser um evento a parte.

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Aliás vi um pedaço do Embedded agora e GSP tá pior ainda

    • Thiago Sampaio

      Olha, se não bater 84kg de novo, ele não merece nem o Bellator.

      • William Oliveira

        Direto pro Rizin daí! Lá o Johny raiz sai da jaula de novo kkk
        Japão e suas fontes termais milagrosas.

        • Thiago Sampaio

          De fato, ele nunca bateria 70kg. Ele é um meio médio…porém, pequeno…haha

  • Leo Corrêa

    Adoro a Joanna, mas, to botando mais fé na Rose para essa luta.

    • Thiago Sampaio

      A Rose vem crescendo bastante, mas a Joanna é uma máquina. Sei não, hein…

    • Valdeir Porto Freire

      Rose tem evoluído bastante e ainda é bem joven. Não vai ser amanhã, mas será campeã nos próximos anos.

  • Nathan Dreak

    Cody x TJ é a luta da noite. Por ela vale o show tranquilo.

    • Thiago Sampaio

      Sem sombra de dúvidas! Para mim, é a luta mais aguardada do ano.

  • magnuseverest

    Depois desta luta do Borracha poderiam casar Marreta vs Borrachinha….

    • Thiago Sampaio

      Ascensão meteórica do Borrachinha. Se vencer um ex-campeão (mesmo que em decadência), provavelmente vai figurar no top 15 mesmo. O UFC está investindo nele.

      • Igor

        O UFC ta investindo nele mais do que no Shoeface. Deve ser pelo estilo. O cara tá lutando no card principal contra um rascunho de um ex campeão com nome que pra muitos venceu o GSP. Espero que o látex não se afobe e continue evoluindo. Se conseguir abater a baleia pode pedir o Hall (msm se perder pro Pastor) ou o Jotko. Acho que ele não se garante no Top 10 (ainda).

        • magnuseverest

          O Cara de Sapato andou perdendo para o Kelly,então atrapalhou a caminhada,e já foi dito por aqui,o top desta categoria tem muita gente com 40 anos por aí…Borrachinha pode escolher algumas lutas ainda.

          • Thiago Sampaio

            Verdade. O Borrachinha tem a juventude à favor e, mesmo se perder por pontos para Hendricks (um exemplo), não vai diminuir muito o hype. O fato de ser invicto e nocauteador influencia muito. Mas o Cara de Sapato já está merecendo entrar ali na rabeira do top 15 dos médios.

    • William Oliveira

      N vejo sentido casar dois atletas BRs crescendo na divisão quando o topo só tem gringos basicamente.. O Anderson tá de saída e o Jacaré se recuperando.. Aí os outros 9 (8+campeão) são estrangeiros, Marreta podia pegar o Branch e Borrachinha o vencedor de Hall x Vitor.

  • William Oliveira

    “E Hendricks, que já era pequeno como meio médio”
    Aí não, exagero já, ele sempre foi um grande meio médio, pode não ser alto mas sempre foi forte como um armário, sempre cortou bastante peso também.

    Pra mim esse é o melhor card de todos os tempos e acho que vai vingar, muitas lutas bem casadas e que prometem. To bastante ansioso por Cody-TJ, Hendricks-Borrachinha, Vick-Duffy, Oleinik-Blaydes e Brown-Gall.

    • Thiago Sampaio

      De fato, ele cortava muito peso para bater 77kg. Mas isso não o torna grande. Tem 1,75m…tem envergadura curta. A grande maioria dos lutadores com essa altura luta de peso leve.

      • William Oliveira

        Mas só altura não diz nada sozinho, ou é possível comparar o Holohan no peso mosca com o Hunt no pesado. O Hendricks é largo e forte, teria que mudar totalmente sua estrutura corporal pra bater leve digamos. Inviável pra caralho, ele é um peso meio-médio mesmo, e um mediano pra grande ainda..

  • Audrey Bonney

    Wonderboy é um ótimo lutador mas parece subestimado pelo público do mma

    • Thiago Sampaio

      Não vejo ele como subestimado. Ele só não tem tanto marketing, até porque não é adepto de trash talking.

      • Audrey Bonney

        vdd homens simpáticos e normais não fazem sucesso hoje

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