UFC 216: os palpites dos
colunistas do Sexto Round

admin | 06/10/2017 às 20:37

Dias depois do aterrorizante massacre a tiros em Las Vegas, a T-Mobile Arena receberá, neste sábado, o duelo entre Tony Ferguson e Kevin Lee, valendo o título interino dos leves, na luta principal do UFC 216.

Ou seja, enquanto o campeão linear Conor McGregor não retorna ao MMA, um rei provisório será empossado na categoria até 70 kg.

O co-main event poderá marcar um feito histórico no UFC. Demetrious Johnson terá a chance de se tornar o campeão com o maior número de defesas de título que já pisou no octógono. Para isso, terá que derrotar o desafiante Ray Borg.

O card ainda conta com um encontro de gigantes: o ex-campeão Fabrício Werdum vai para cima do ex-aposentado Derrick Lewis.

Ótima oportunidade para os palpites dos colunistas do Sexto Round e de Gustavo Menor, o campeão do Confere em 2016.

Vamos a eles!

David Carvalho: Não dá para negar o quanto El Cucuy é superior – tanto em pé quanto no chão, onde o pupilo de Eddie Bravo tem jogo fluído para escapar e levar o wrestling de Lee para a armadilha necessária. Vou de Tony nocauteando.

Felipe Paranhos: Nesta luta, a receita para o desastre é queixo desconfiável + se matar pra bater o peso. Com o cérebro bem drenado, acredito que o casamento (que já é favorável a Ferguson) fica ainda mais simples. El Cucuy acha um golpe lá pelo segundo round e encerra a luta pela via rápida. Ferguson, TKO.

Gustavo Menor: O volume de golpes e o tanque de gás infinito serão as armas de Ferguson, que pode ter dificuldades no início da luta, mas com o passar dos rounds deve abrir vantagem. Ferguson, na decisão.

João Vitor Xavier: Acho que Kevin Lee tem tudo para ser um futuro astro do UFC. Aos 25 anos, porém, creio que ele chegou cedo demais para enfrentar alguém do nível e da confiança de Tony Ferguson. Vejo “El Cucuy” mais maduro, ciente de suas próprias habilidades e limitações, confiante e com fome de vitória. Receita ruim para qualquer peso leve do mundo. Ferguson, finalização.

Laerte Viana: Por mais que Kevin Lee venha evoluindo a passos largos, Ferguson ainda está em outro patamar. A maior envergadura em pé, o chão mais afiado, o gás mais cheio e a maior experiência frente a desafios maiores irão dar vantagem ao best friend de Werdum. Ferguson, nocaute.

Leo Salles: Os dois novos (forçados) trash talkers devem fazer um combate bastante movimentado, principalmente na luta em pé. A vantagem na envergadura de ”El Cucuy” deve fazer a diferença (acho que ele não vai cometer  os mesmos vacilos que Michael Chiesa contra Lee). Não vou ousar tanto. Ferguson, por decisão.

Lucas Carrano: Como estou escrevendo esse palpite antes do fim da pesagem, tenho lá minhas dúvidas se Lee sequer vai bater o peso. Se o fizer, as chances de ter se ferrado magistralmente é enorme. Ferguson ainda é mais lutador e vai ficar com o cinturão. El Cucuy vence na decisão.

Lucas Rezende: Eu já teria apostado em Tony em condições normais. Após um sofrido corte de leso de Kevin Lee, minha aposta fica ainda mais facilitada. Cucuy por KO.

Luiz Fernando Ferreira: Lee vem evoluindo de forma surpreendente e acredito que se manterá entre os tops da divisão dos leves. Mas, neste confronto com Ferguson, vou no melhor lutador entre os dois. Cucuy por KO.

Renato Rebelo: Depois de um corte de peso pífio que quase estragou a maior chance da carreira, fica claro que Lee não tem gás pra 25 minutos de papo. Talvez leve um ou outro round, mas o wrestling de Ferguson deve, também, anular o seu ponto forte. Em cima, o jovem vai engolir jab-direto a dar com pau. E desistirá. Ferguson, TKO.

Rodrigo Tannuri: O único derrotado nessa peleja será o bem. Ferguson e Lee estão em grande fase, com o primeiro sendo favorito e mais lutador. Contudo, acho que está se perdendo e isso é um perigo. Lee é subestimado, mas não é bobo e pode se aproveitar dos golpes criativos do adversário. Vou no vencedor do TUF 13, mas não será fácil. Ferguson, decisão.

Thiago Sampaio: Lee é um grande lutador, mas Ferguson é superior em quase tudo. No wrestling eles até se equiparam, mas o El Cucuy é muito bom em tirar finalizações da cartola (principalmente triângulo de mão) e, em pé, tem larga vantagem. Deve capitalizar e liquidar a fatura lá pelo quarto round. Ferguson, nocaute.

David Carvalho: Olha o DJ superando o Anderson Silva em defesas de cinturão aí, gente! Johnson finaliza.

Felipe Paranhos: Sempre digo que Ray Borg ainda vai ser campeão desta divisão, mas é cedo demais. DJ, finalização.

Gustavo Menor: Nessa divisão ainda não existe ninguém que eu veja destronando o campeão. E lá se vai mais um dos bons prospectos que, pela escassez do peso-mosca, são alçados cedo demais ao title shot. Johnson, finalização.

João Vitor Xavier: Acho difícil que Borg ofereça qualquer resistência ao dominante Johnson. DJ segue melhorando a cada luta e acho que fará com “Taxmexican Devil” algo parecido com o que fez com o brasileiro Wilson Reis – vai impor um ritmo forte desde o começo, cansando o adversário e colocando-o em apuros logo nos 10 primeiros minutos. Com Borg cansado, “Mighty Mouse” fecha o caixão no terceiro ou quarto assaltos. Johnson, finalização.

Laerte Viana: Borg é ótimo em tudo, mas não o suficiente para bater o melhor peso mosca da história. Mesmo papo de sempre: independente da qualidade ou área em que o desafiante se dá melhor, DJ será superior. Se a zebra não passear, Johnson finaliza mais um.

Leo Salles: Essa luta pode ser adiada mais umas 500 vezes, até Borg estar pronto, que só o imponderável o fará derrotar o melhor lutador peso-por-peso do UFC.  Demetrious Johnson, na decisão.

Lucas Carrano: Johnson pode até perder, em uma zebra histórica, mas não o fará isso com o meu palpite. DJ mantém o cinturão na decisão. 

Lucas Rezende: Acredito que um dia Ray Borg poderá ser o campeão dessa categoria. Mas esse dia não será agora. DJ finaliza.

Luiz Fernando Ferreira: Ray Borg tem tudo para ser o futuro campeão dos moscas, mas não no UFC 216. DJ vai entrar para história. Johnson por finalização.

Renato Rebelo: Não se enganem. Borg é duríssimo. Talvez, até seja superior no chão (Wilson Reis, no papel, também era). No mais, tudo pesa a favor do campeão. Velocidade, gás, QI de luta, experiência, trocação, ritmo… Trata-se basicamente de outro jovem com uma boa arma enfrentando um batalhão. Vou de Johnson por finalização.

Rodrigo Tannuri: Gosto de Borg e acho que, num futuro não tão distante, ele será um dos reis dos moscas. Atualmente, não o vejo tendo o gabarito necessário pra parar o grande lutador que é DJ, que merece muito quebrar todos os recordes do UFC. DJ, decisão.

Thiago Sampaio: Não vai ser dessa vez que vai nevar em Sobral, interior do meu Ceará e um dos lugares mais quentes do planeta, então, não vai ser dessa vez que Borg vai surpreender o Mighty Mouse. Johnson, finalização.

David Carvalho: Werdum tem sido cada vez mais cerebral. O próprio “Vai Cavalo”, disse em entrevista que tentará minar o gás do adversário com golpes no corpo. Lewis só precisa de uma mão para desmoronar o brasileiro, mas acredito no gameplan de Fabricio funcionando. Werdum vence nos pontos.

Felipe Paranhos: Werdum é muito melhor em todos os aspectos, exceto pela potência. Mas tenho me surpreendido negativamente com o pouco “interesse” do brasileiro em suas últimas lutas. Ainda assim, vou com ele, porque acho que tem mais de 50% de chance de vencer. Werdum, decisão.

Gustavo Menor: O poder de fogo de Lewis é grande, porém esta é a única chance dele contra um Vai Cavalo mais polido e que tem em seu córner alguém que sabe montar um plano de jogo que anule essa possibilidade de uma mão entrar. Numa luta meia bomba, Werdum vence na decisão.

João Vitor Xavier: Além de ser inferior tecnicamente a Werdum, Lewis ainda teve sua preparação afetada pelo furacão Harvey. Ajudou e muito os residentes de Houston, mas não creio que tenha treinado o suficiente sequer para fazer frente ao brasileiro. Claro, aquela bomba perdida pode encaixar, mas vejo Vai Cavalo ciente do perigo e buscando misturar o muay thai com as quedas. Werdum, TKO.

Laerte Viana: Já ficou mais que provado que Derrick Lewis dificilmente encontrará algo contra a elite dos pesados. Acredito que Werdum será estratégico e não cometerá a besteira de entrar no in fighting com o brutamontes, portanto não terá muita dificuldade para cansar o rival e vencer ainda nos dez minutos iniciais. Werdum nocauteia.

Leo Salles: Combate que não deve terminar rapidamente. Werdum deve ser paciente para golpear Lewis, principalmente na linha cintura, onde foi castigado em seu último embate contra Mark Hunt. E se for para o chão, o brasileiro é muito mais habilidoso. Mas acredito que seja uma luta pragmática. Werdum, por decisão.

Lucas Carrano: Se começar devagar e se abrir muito como em suas mais recentes apresentações, Vai Cavalo corre sérios riscos. Até pelo cenário favorável dos pesados, acredito que isso não vai rolar. Werdum leva por finalização.

Lucas Rezende: Por mais que eu queira apostar no Black Beast, é difícil crer que ele superará um lutador de nível tão mais elevado. Werdum finaliza.

Luiz Fernando Ferreira: Werdum é muito mais lutador e tem tudo para se recuperar de última derrota. Porém, sinto cheio de zebra neste combate. Intuição: Derrick Lewis por KO.

Renato Rebelo: Werdum precisa ser extremamente cuidadoso para evitar que mão direita do rival não o desligue. Se não der nenhum mole, deve engolir Lewis no jogo de distância, misturando socos com chutes. Se pá, derruba e pega mais pro fim da luta. Vou na segurança: Werdum, decisão.

Rodrigo Tannuri: Já que estou mal nos palpites, vou aloprar pra ver se me consagro. Werdum é mais lutador, melhor condicionado, porém continua protagonizando tretas e a jogar pra torcida. Já foi punido uma vez por Miocic e acho que, cedo ou tarde, Lewis vai acertar a bordoada derradeira pra encerrar o encontro. Lewis, KO.

Thiago Sampaio: O Vai Cavalo é infinitamente mais técnico do que a Besta Negra, que como diz o apelido, é uma besta. Mas é forte e pesado pra caramba, por isso derrubá-lo não vai ser tarefa das mais fáceis, e ainda tem o risco de cair por baixo e ser esmagado no ground and pound. Ainda assim, aposto no melhor jiu-jítsu dos pesados. Werdum, finalização.

David Carvalho: Dunham vem de um ano completo parado. Em suas últimas cinco lutas, são quatro vitórias contra três são bons nomes da categoria (Rick Glenn, Joe Lauzon e Ross Pearson). Dariush, vindo de derrota, é um ótimo casamento para Evan retornar ao octógono. Vou apostar no bom retorno do americano. Evan Dunham vence na decisão.

Felipe Paranhos: Pra mim, é a luta mais fácil de prognosticar. Se Dariush não voltar tímido e sem confiança, domina a luta no striking cada vez mais diverso e preciso. Dariush, decisão.

Gustavo Menor: Se entregar o que promete, esta luta será um belo quebra-pau, com dois bons grapplers que também são bem alinhados na luta em pé. Dou vantagem para o pupilo de Rafael Cordeiro. Dariush, na decisão.

João Vitor Xavier:  Minha candidata a luta da noite. Dunham e Dariush são excelentes lutadores, com um jogo completo. Talvez o wrestling seja o diferencial para que Dunham surpreenda e vença. Dunham, decisão.

Laerte Viana: Evan Dunham é um bom porteiro do top 15, mas Dariush é integrante legítimo do top 10 e acredito até que alçará voos maiores em breve. O Muay Thai lapidado por Rafael Cordeiro e faixa preta de jiu-jitsu fazem do iraniano/americano um lutador bem completinho, que pode decidir a parada em qualquer área do jogo – vale lembrar que estava levando a melhor em pé contra Edson Barboza. Dariush, decisão.

Leo Salles: Duelo interessante de dois atletas que vivem momentos distintos. Dariush vem de derrota para Edson Barboza (nocaute insano), enquanto o veterano Dunham vem de quatro triunfos seguidos (tudo bem, adversários bem mais ou menos). Porém, Dunham é o verdadeiro carrapato e não vai deixar Dariush respirar e, assim, pontuar  bem nos rounds. Dunham, por decisão.

Lucas Carrano: Essa provavelmente deve ser uma das lutas mais equilibradas da noite. Creio que Benny vai seguir nessa vibe de trocador e achar um KO tardio. Dariush vence por TKO.

Lucas Rezende: Dariush tem muay thai e jiu jitsu, assim como Dunham também tem boxe e sua própria faixa preta na arte suava. Pela experiência e em um combate movimentado, vou de Dunham por decisão.

Luiz Fernando Ferreira: Luta muito interessante. Apesar de Dunham ser um osso duro de roer, acredito na superioridade do iraniano. Dariush por decisão.

Renato Rebelo: Dunham é muito grande e forte pra categoria e, contra Dariush – apesar da faixa-preta concedida por Rômulo Barral -, ainda será o grappler superior. Só acho que ele não amarra o pupilo de Rafael Cordeiro, que leva vantagem em pé – onde a luta será decidida. Vou de Dariush por decisão.

Rodrigo Tannuri: Dunham é um dos atletas mais subestimados do MMA, apesar de ser regular e competente. É um porteiro e tanto, mas isso não será suficiente pra brecar Dariush, que já provou ser da elite dos leves, por menor que seja pra divisão. Com movimentação e técnica, o discípulo de Rafael Cordeiro conseguirá uma boa vitória. Dariush, decisão.

Thiago Sampaio: Dunham pode até estar em ótima fase, mas a sequência de vitórias foram sobre adversários que estão num nível abaixo de Beneil Dariush. Apesar de nocauteado por Edson Barboza no último confronto, o iraquiano até aquele momento vinha dominando um especialista no muay thai e já mostrou em outras exibições que é um legítimo top 10 da categoria. Dariush, decisão.

Restante do card:

Mara Romero Borella x Kalindra Faria
Tom Duquesnoy x Cody Stamann
Bobby Green x Lando Vannata
Pearl Gonzalez x Poliana Botelho
Walt Harris x Mark Godbeer
John Moraga x Magomed Bibulatov
Thales Leites x Brad Tavares
Matt Schnell x Marco Beltrán

Ranking dos colunistas:

1 – David Carvalho – 670 pontos
2 – Luiz Fernando Ferreira – 665 pontos
3 – João Vitor Xavier – 660 pontos
3 – Renato Rebelo – 660 pontos
4 – Felipe Paranhos – 650 pontos
4 – Laerte Viana – 640 pontos
5 – Lucas Rezende – 630 pontos
6 – Rodrigo Tannuri – 600 pontos
6 – Thiago Sampaio – 600 pontos
7 – Gustavo Menor – 590 pontos
8 – Lucas Carrano – 580 pontos
9 – Leo Salles – 200 pontos
  • Bernardo Oliveira

    Tannuri dando moral pro exército kkkk

  • Erick Henrique

    Posso me ferrar (como vou) mas vou apostar no lee nessa vai que da bom.

  • thai verdadeira

    Tony vai se expor demais e pode pagar caro, vou de lee

  • Anderson Tibana

    Depois da pesagem fiquei com pressentimento que o Lewis vai dar um pau no Werdum, pois o gaúcho parecia desgastado e o Lewis mudou a dieta e ta com um shape melhor nessa luta. Acho que o gás do Lewis estará melhor e caso ocorra um knockdown no Werdum, não sei se o jiu salva dessa vez.

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