Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 215

Thiago Sampaio | 07/09/2017 às 15:06

Depois de um longo período sem eventos e um retorno com um UFC Roterdã que serviu para matar a saudade, neste sábado (9) finalmente teremos um card numerado. É o UFC 215: Johnson vs. Borg, que acontece no Rogers Place, em Edmonton, Alberta, Canadá.

E teremos duas disputas de título! Na luta principal, Demetrious Johnson defende pela 11ª vez o cinturão do peso mosca contra Ray Borg. No co-main event, Amanda Nunes e Valentina Shevchenko fazem a revanche pelo título do peso galo feminino.

O evento enfraqueceu com a saída do promissor duelo de pesos pesados entre Júnior Cigano e o camaronês Francis Ngannou, por conta da notificação da USADA (Agência Antidopagem dos Estados Unidos) por possível doping por parte do brasileiro.

Mas ainda assim, há vários outros duelos que prometem movimentar diferentes categorias.

E vamos lá aos destaques!

Com a mão no recorde

O próprio Demetrious Johnson (26-2-1, 14-1-1 UFC) já pediu desculpas aos brasileiros. O recorde de defesas de cinturão, empatado com Anderson Silva, tem tudo para ser batido neste sábado. Isso se Ray Borg (11-2, 5-2 UFC) não chocar o mundo.

Falem que as lutas dele são sem graça, falem que ele não vende nada. Mas o Mighty Mouse é um raro campeão soberano nos dias atuais.

Não à toa, desde que a categoria dos moscas foi criada, só ele ostentou o cinturão.

Depois de limpar “só” todos os principais desafiantes da divisão, o chefão Dana White bem que tentou promover uma luta contra TJ Dillashaw, que se ofereceu para descer para os moscas.

Mas DJ foi irredutível, não quis Dillashaw alegando que o ex-campeão dos galos precisaria fazer alguma luta antes na divisão de baixo.

Travou uma guerra com Dana, alegando ser subvalorizado na organização (o que até tem sua parcela de razão), enquanto era rebatido por “falta de ambição” em alçar desafios maiores e mais vendáveis. O campeão quis Ray Borg e conseguiu.

Esse recorde significa muito, ainda mais eu sendo o campeão. Me lembro bem de quando conquistei o meu cinturão, da minha primeira defesa de título, nunca achei que me viria nessa situação. Apenas me via como um cara que trabalha duro como atleta. Agora estou nessa situação, então vou entrar lá e fazer o meu melhor, e não estou tentando irritar nenhum brasileiro. Isso é muito engraçado. É muito triste que os brasileiros estão bravos comigo porque vou quebrar o recorde do Anderson Silva”, disse o Mighty Mouse.

O The Tazmexican Devil, de apenas 24 anos, não despertou alardes. Chegou ao UFC com derrota para Dustin Ortiz e perdeu para Justin Scoggins no meio do caminho. Porém, vem de duas ótimas vitórias, sobre Louis Smolka e Jussier Formiga.

Borg é talentoso e com potencial para se tornar campeão. Assim como tinham Joseph Benavidez, Henry Cejudo, John Dodson e por aí vai. O problema dele é justamente a existência do Mighty Mouse.

Enquanto Borg tem o wrestling como carro chefe (conseguiu anular um ótimo grappler como Formiga) e tem uma boa trocação, é difícil imaginá-lo superando o DJ, um dos lutadores mais rápidos e completos do UFC.

Tudo bem que DJ pode ser superior na trocação, no solo, no balé, na porrinha, no par ou ímpar, no jogo de Pega Varetas. Mas como sabemos que MMA é imprevisível, podemos nos deparar com uma das maiores zebras da História.

Em caso de mais uma vitória do campeão e recorde batido, fica a expectativa por um futuro próximo com superlutas ou mesmo, uma disputa pelo título da categoria de cima.

Sai pra lá, sinusite!

O duelo que seria o main-event do UFC 213, mas caiu no dia da luta por conta da hospitalização da campeã Amanda Nunes (14-4, 7-1 UFC) em decorrência de uma sinusite crônica foi remarcado.

E agora, finalmente, ela e Valentina Schevchenko (14-2, 3-1 UFC) vão resolver as diferenças nessa revanche em meio a tantas provocações.

Por ter prejudicado o card da UFC International Fight Week, Dana White resolveu “penalizar” a Leoa, dizendo que ela não faria mais nenhuma luta principal. Blefe ou não, de fato ela está atrás de Demetrious Johnson na ordem de lutas.

Se eu acredito na história dela? Não. A razão verdadeira para ela ter saído daquela luta foi porque ela perdeu muito peso em 24 horas e estava se sentindo muito fraca. Essa é a razão verdadeira. (Se eu tenho medo de que isso aconteça de novo?) Você nunca sabe. Espero que não, porque passar por isso de novo…não sei o que a pessoa tem que ter na cabeça. Espero que ela seja mais responsável e que não deixe acontecer novamente”, disse Valentina.

Mas como nenhuma delas atuou desde então, o cenário é basicamente o mesmo. Enquanto a brasileira mostrou que tem condição de nocautear, a russa mostrou que está evoluindo no chão.

Buscar uma finalização logo pode até ser um meio mais seguro para Leoa (ainda que derrubar Valentina seja uma missão ingrata), mas certamente a campeã vai querer trocar golpes no início para sentir o ímpeto da luta.

Vale lembrar que a baiana nunca lutou cinco rounds, diferente da adversária, e o gás pode ser um fator determinante.

No primeiro duelo, no UFC 196, apesar de ter vencido por decisão (a única assim!), mostrou um visível cansaço no terceiro round.

As duas estão numa crescente. Enquanto Amanda vem de vitórias por atropelo sobre Miesha Tate e Ronda Rousey, a quirguistanesa teve triunfos convincentes sobre Holly Holm e Julianna Peña.

Fato é que, num universo em que Ronda Rousey está mais preocupada com o casamento com Travis Browne, seja lá quem vencer, tem grandes chances de ser uma campeã dominante e uma trilogia ficará sob os holofotes num futuro breve.

Holly Holm é candidata a enfrentar Cris Cyborg para o título dos pesos penas. Quem será a próxima desafiante? Raquel Pennington? A vencedora de Sara McMann x Ketlen Vieira? A “fujona” Germaine de Randamie (Não, né?!)?

Que atuais melhores mulheres da divisão garantam o show para os fãs!

Mirando Tyron Woodley

Categoria nova, vida nova! Após perder o título dos leves, Rafael dos Anjos (26-9, 15-7 UFC) segue a trajetória em busca do segundo cinturão, agora nos meio médios. E uma vitória sobre Neil Magny vai colocá-lo ali no bolo de cima.

A estreia na divisão até 77kg aconteceu em junho deste ano, com vitória por decisão unânime sobre Tarec Saffiedine. Entrou no ranking na 10ª posição. Mas o status de ex-campeão pode render a ele um title-shot até antes do esperado.

Isso porque ele mesmo revelou o contato do matchmaker Sean Shelby para uma eventual substituição a Demian Maia no UFC 214 contra o atual campeão Tyron Woodley.

Ora, com Maia, Stephen Thompson, Donald Cerrone e Jorge Masvidal vindo de derrotas, e Georges St-Pierre escalado para enfrentar Michael Bisping pelo título dos médios no UFC 217, o caminho pode ser mais curto do que ele imaginava.

Foi uma coisa boa. Me perguntaram hoje se eu fiquei frustrado porque a luta não aconteceu, mas lógico que não. Só do cara me ligar e lembrar de mim em uma situação dessas já foi uma vitória. Então, eu acho que a coisa boa é que eu estou nos pensamentos dele e, ganhando bem esse sábado, já vai me colocar na bocada ali pelo título”, disse RDA.

Mas para crescer na categoria, vai ter que passar pelo duro Neil Magny (19-5, 12-4 UFC). O orelhudo, que já chegou a emplacar uma sequência de sete vitórias seguidas, vem de vitória sobre o ex-campeão Johny Hendricks em dezembro do ao passado.

É um legítimo porteiro do top 5. E o brasileiro vai encontrar na diferença de tamanho como principal obstáculo. O americano tem 1,91m de altura, com 2,03m de envergadura (a maior da categoria), contra apenas 1,75m e 1,80cm, respectivamente, de RDA.

Diferente de certos varapaus como Stefan Struve, Magny sabe utilizar a envergadura para manter a distância. Mas há de lembrar que Rafael, que teve o muay thai afiado na Kings MMA (onde não está mais), tem totais condições de encurtar.

No chão, o americano já mostrou que não vai muito longe, virando um faixa transparente na frente de Demian Maia. Como bom faixa preta de raiz, Rafael pode usar o jiu-jítsu como chave se conseguir derrubar.

Levando em conta que na últimas exibições o ex-campeão dos leves foi agressivo, porém, estratégico, é de se esperar, pelo menos no round inicial, um interessante jogo de xadrez na trocação.

Recomeço ou fim da linha?

Dois nomes relevantes mas em péssima fase, buscando sobrevida na organização. Assim pode ser definido o encontro entre Gilbert Melendez (22-6, 1-4 UFC) e Jeremy Stephens (25-14, 12-13 UFC).

Melendez chegou ao UFC com a moral de ex-campeão dominante do peso leve do extinto Strikeforce. E não faltaram tentativas para promovê-lo!

Já estreou com uma disputa de cinturão contra o então campeão Ben Henderson, em que perdeu numa decisão dividida bem polêmica. Ameaçou ir para o Bellator e a barganha deu certo.

Ganhou não só outro title-shot, mas também uma vaga como treinador do TUF 20, juntamente com o ex-campeão Anthony Pettis.

Foi finalizado pelo Showtime! Depois, ainda perdeu por decisão para Eddie Alvarez e Edson Barboza.

A única vitória no UFC (e a última dele na carreira) foi em 2013, no UFC 166, numa decisão sangrenta contra Diego Sanchez. Agora, optou por novos ares e resolveu descer para o peso pena.

A estreia até 66kg será contra outro peso leve, Stephens, porém mais adaptado aos penas. Apesar de ser considerado um dos strikers que batem mais pesado na categoria, tem um cartel bem irregular.

Apesar de já ter vencido nomes como Rafael dos Anjos (lá em 2008!) e Renan Barão, foi derrotado por nomes mais experientes, como Anthony Pettis, Donald Cerrone, Cub Swanson e Max Holloway. Vem de duas derrotas, para Frankie Edgar e Renato Moicano.

Apesar da pá de derrotas, não tem como negar quem o Lil’Heathen é eficiente em pé (tem 16 nocautes na carreira) e só sucumbiu para nomes de peso.

O El Niño busca um recomeço na nova categoria e, no papel, tem um jogo mais completo para sair vitorioso. Tem condições de trocar em pé (sangue é um detalhe recorrente nas suas lutas), mas tem um wrestling que pode ser um diferencial.

Se o vencedor vai poder enfim respirar, quem for derrotado nessa peleja vai ficar em maus lençóis (até porque são atletas de bolsas altas). Scott Coker e o Bellator estão só de olho…

Na espreita do campeão

Falando em Demetrious Johnson, aqui vão dois caras que já foram derrotados por ele. Henry Cejudo e Wilson Reis, números 2 e 4, respectivamente, do ranking do peso mosca, se enfrentam num dos duelos mais interessantes do card preliminar.

Cejudo, medalhista de ouro olímpico no wrestling aos 21 anos, já começou no MMA como uma promessa pelo retrospecto na luta. Após quatro lutas, quatro vitórias no UFC, conseguiu a disputa de cinturão, quando foi nocauteado pelo Mighty Mouse ainda no primeiro round.

Apesar de oriundo da luta olímpica, Cejudo tem mostrado uma grande evolução na trocação. Na última exibição, contra Joseph Benavidez em dezembro do ano passado (eles foram treinadores do TUF 24), perdeu numa decisão dividida bem contestada.

Wilson Reis, que já lutou até de peso pena e chegou ao UFC sem tanta badalação, nunca foi um nome estelar. Mas em meio a falta de desafiantes da categoria, ganhou o title-shot (que outrora fora tirado dele) após vitórias sobre Dustin Ortiz, Hector Sandoval e Ulka Sasaki.

Mas o brasileiro, ex-Bellator e companheiro de treinos de Dominick Cruz, não viu nem a cor da bola contra o campeão e, mesmo sendo um especialista no jiu-jítsu, foi finalizado com uma chave de braço no terceiro round.

O americano vem de maior período de inatividade (estava escalado para enfrentar Sergio Pettis no UFC 211 mas sofreu uma lesão na mão), mas isso não deve ser empecilho. Em pé, tem vantagem sobre Wilson.

Reis é um grappler eficiente, com um jiu-jítsu superior, porém, o background no wrestling do Cejudo (que no MMA, ele usa apenas quando necessário) é forte para conseguir evitar quedas.

O vencedor pode ser considerado o próximo desafiante? Não, menos! Vamos procurar gente nova, por favor!

Card completo

Demetrious Johnson x Ray Borg
Amanda Nunes x Valentina Shevchenko
Neil Magny x Rafael dos Anjos
Ilir Latifi x Tyson Pedro
Jeremy Stephens x Gilbert Melendez
Sara McMann x Ketlen Vieira
Henry Cejudo x Wilson Reis
Sarah Moras x Ashlee Evans-Smith
Gavin Tucker x Rick Glenn
Mitch Clarke x Alex White
Luis Henrique “KLB” x Arjan Bhullar
Kajan Johnson x Adriano Martins

Vale assistir?

Já disse isso aqui antes: quem acha que as lutas de Demetrious Johnson são “chatas” pelo fato de ele ser pequeno, está perdendo a chance de ver um dos lutadores mais geniais do esporte.

Ray Borg é o adversário que todos sonharam em vê-lo enfrentar? Não! Mas ele está aí e podemos estar diante de um recorde histórico, o que já garante a atenção.

Em caso de vitória do desafiante, podemos ver uma das maiores zebras do esporte, maior do que Chris Weidman sobre Anderson Silva, TJ Dillashaw sobre Renan Barão, Gabriel Napão sobre Mirko Cro Cop, Matt Serra sobre Georges St-Pierre e por aí vai.

Amanda Nunes e Valentina Shevchenko são as atletas mais técnicas do peso galo feminino dos dias atuais e vão finalmente fazer essa revanche, numa luta que teria potencial para ser a principal de qualquer card numerado.

Além disso, vamos ver Rafael dos Anjos em mais um teste de fogo para saber se ele se cria na categoria dos meio médios. Há uma série de outras lutas interessantes, como Latifi x Pedro; Stephens x Melendez; McMann x Vieira; Cejudo x Reis e Clarke x White.

Então, se você não vai aproveitar o feriado de 7 de setembro para mostrar seu coração patriótico e fugir da civilização, sumindo na sexta e reaparecendo só na segunda-feira, sintoniza lá no sábado.

Sabemos que, comercialmente, não vai ser um sucesso de pay per views e não vai faltar gente induzindo a fazer outras coisas. Mas vai valer a pena entrar no clima do evento e, quem sabe, no dia seguinte ir aos cinemas para conferir o palhaço demoníaco de “It – A Coisa”.

E se te disserem que o card não está bom, responda com uma indicação para assistir ao horrível “Death Note”, do Netflix, argumentando ser um dos melhores filmes de todos os tempos. Amigo esse aí não é!

  • William Oliveira

    Ótimo texto como sempre brother, concordo em quase tudo e até adicionaria um adendo de viés nacionalista favorável ao evento: são 3 lutas chaves pro MMA brasileiro, onde Amanda defenderá um de nossos cinturões, RDA se credenciará para outro, e Vieira pode ficar na boca do titleshot, faltando somente 1 luta no máximo, caso passe pela minha querida e doce Sara McMann
    https://uploads.disquscdn.com/images/3c6b73fca727bd4a30cdae0bab71392db189409d515d58dbc728d27c6b151e0c.png

    E ah, no caso do Magny: 2,3m não né, o certo é 2,03m haha, nem o Hong Man Choi tinha tudo isso.

    • Thiago Sampaio

      Valeu, William. Uma pena que a luta do Demetrious Johnson tenha caído. Apesar que a luta da Amanda também é um bom main event.

  • Gabriel Nicacio

    Dana devia agradecer ao Thiago, um card que quase td mundo vai cagar pra ver(por mais que excelente), já foi garantido a tropa 6R inteira. Posso dizer que vou estar sentado naa ponta do sofá, vendo um card com boas lutas, com um prato de comida japonesa do meu lado. Pode ter certeza!

    • Thiago Sampaio

      Haha…e olha que mesmo com a queda da luta principal, em geral, ainda está um bom card. Eu daria veredito positivo mesmo assim.

      • Gabriel Nicacio

        kkkkkkkkkkkkk, o japones e o sofá ainda estão nos planos kkk

  • Renato Rebelo

    Pessoal, não se esqueçam de deixar os palpites no Confere!
    http://sextoround.com.br/eventos/ufc-215/

  • Igor

    Eu só não acho mais zebra que Serra vs GSP. Quanto ao card, pode não promover grandes números de PPV, mas tá bem da hora. Agora o card do 216 tá nível fight night com poucas lutas boas.

    • Thiago Sampaio

      Imagina se o Borg nocauteia o DJ? Para mim seria a maior zebra de todos os tempos. Mas deixa pra lá. A luta nem vai acontecer mesmo…kkk

  • magnuseverest

    O evento está bem legal,pena a luta do Francis ter caído, e está bem distribuído com 3 lutas das mulheres e até uma eventual saída da Valentina deixaria McMann ou Vieira de reserva.

    • Renato Rebelo

      Cigano x Ngannou vai fazer falta. Era a chance de tocar a categoria dos pesados. Miocic segue insatisfeito com o contrato. É capaz de rolar Overeem x Ngannou lá pro fim do ano. Tá esvaziada.

      • Thiago Sampaio

        Com a queda de DJ x Borg, provavelmente Cigano x NGannou seria promovida a co-main event. Duas perdas e tanto no evento.

      • Paulo Josué Lemos Alves

        Cigano x Ngannou seria uma das lutas mais interessantes da categoria nos últimos tempos, uma grande perda realmente.

  • DOTA 2 Rei Macaco

    estarei na balada mas torcendo pra Amanda e principalmente pro RDA, espero que triunfe bem e siga sua jornada no novo peso.

    • Thiago Sampaio

      Que bom que eles permanecem no card…kkk

  • William Oliveira
  • Paulo Josué Lemos Alves

    Boa noite amigos. Foi com satisfação que ouvi novamente mais um episódio do podcast do Sexto Round ( com um certo atraso é verdade), o qual sempre me proporciona bons momentos de informação e diversão.
    Desta vez fiquei ainda mais satisfeito, ao ouvir dos participantes uma opinião da qual também compartilho – de que o Aldo não tira o McGregor da cabeça, ficando isso claro nessas notícias que sua equipe ventila, de que ele irá migrar ao boxe, justamente depois de seu algoz ter feito muito fama e grana numa luta do gênero, fora outras bolas foras do brasileiro, que mostram o quanto ele se desestabilizou desde aquela derrota, procurando ter alguma manchete de maneira bastante desesperada.
    Emiti essa mesma opinião em outro site de MMA, muito conhecido por todos aqui, também de muita qualidade, e para minha surpresa, fui sumariamente ridicularizado por todos os integrantes de lá.
    E não foi pelos leitores não, foi pelos editores do site!
    Tal fato me deixou bastante decepcionado, pois mesmo que eu tivesse falado o maior absurdo, o que não foi o caso, minha opinião deveria ter sido pelo menos respeitada.
    É esse respeito que vejo aqui no sexto round. Muitas vezes vejo aqui no site , comentários de leitores que começaram a acompanhar o esporte recentemente, que não tem muito embasamento, equivocando-se em alguns conceitos, mas os editores daqui os esclarecem com o maior respeito e consideração.
    Acompanho MMA a um bom tempo, mas estou sempre aprendendo, com gente que entende e conhece do meio, como vocês aqui.
    Parabéns pelo crescimento do site, pelas várias mídias que estão conseguindo atingir e principalmente por não se acharem os donos da verdade e por proporcionarem muita diversão e informação a todos os leitores de vocês.

    • Thiago Sampaio

      Paulo, o fórum do Sexto Round é um espaço democrático de troca de opiniões e informações. Cada um tem o direito de emitir a opinião que bem entender e, se faltar com respeito, nossa editoria toma providências. O portal não é só para especialistas, é para todos que curtem ou esporte ou mesmo procuram conhecê-lo melhor. Obrigado por acessar, pois essa confiança nos motiva a fazer um trabalho cada vez melhor.

    • Lucas Rezende

      Seja sempre muitíssimo bem-vindo para compartilhar sua opinião, meu camarada!

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