"E Se" o duelo Rousey x
Cyborg tivesse saído do papel?

Thiago Sampaio | 17/08/2017 às 14:43

Por muito tempo, Ronda Rousey foi a campeã dominante da categoria peso galo feminino.

Com vitórias rápidas e convincentes, era considerada imbatível por muitos. Não tem como negar que, se hoje as mulheres lutam no UFC, é por causa dela.

Mas desde os tempos de Strikeforce, ela e a brasileira Cris Cyborg trocaram provocações, mas o duelo ficou só no imaginário dos fãs. E paira na mente de muitos a dúvida de qual delas é/foi a maior expoente do MMA feminino.

Ficou só na imaginação…

A diferença de categorias sempre foi o empecilho. Dana White sempre quis que Cyborg baixasse para os galos, quando por sua vez, já sofria para bater os 66kg do peso pena, inexistente no UFC até o ano passado.

Uma superluta em peso casado seria uma solução, mas Rowdy nunca abriu mão de sair da divisão dela, onde reinava muito bem, até levar uma surra de Holly Holm no UFC 193, em novembro de 2015, culminando na perda da invencibilidade e do título.

Mas e se acontecesse alguma reviravolta que convencesse Ronda após a vitória sobre Bethe Correia no UFC 190, em pleno Rio de Janeiro?

Missão para o menino Barry Allen, vulgo The Flash! Bagunçar linha temporal é com ele mesmo.

Em uma das suas carreiras descontroladas, o herói da DC vai bater naquele agosto de 2015 e convence o chefão do UFC a oferecer uma bolsa homérica para a loira mimada, com a garantia de que teria um recorde de vendas de pay-per-view.

Ronda com moral após nocautear Bethe…

Movida pela bolada, além do ego e a necessidade de se reafirmar como a melhor, Ronda aceitaria enfrentar a rival num catchweight até 63,5kg, peso em que a Cyborg já bateu em duas ocasiões no UFC (quase morrendo, mas conseguiu).

Como o último card daquele ano, o UFC 194, já seria capitaneado por José Aldo x Conor McGregor e uma luta da proporção de Rousey x Cyborg jamais seria co-main event, a data mais provável seria o dia 2 de janeiro de 2016, no UFC 195.

Sabemos que Ronda, medalhista de bronze olímpico no judô, tem quedas perfeitas e uma chave de braço avassaladora que garantiu a ela as oito primeiras vitórias da carreira.

Mas nos últimos combates, queria a qualquer custo se provar na trocação. Os dirigentes do UFC e a própria equipe repetiam exaustivamente que ela estava cada vez melhor na luta em pé.

Ela estava convencida de um talento incontestável. Seu treinador, o contestável Edmond Tarverdyan, provavelmente botaria pilha para ela sair na mão. “Ela está com medo, vai lá e acaba com ela na área dela, a humilhação vai ser maior”, seriam as orientações bastante sensatas.

E não precisamos dizer o óbvio: trocar com a Cyborg é algo totalmente diferente do que fazer isso com Bethe Pitbull. E a brasileira, apesar de não utilizar muito essa vertente (até por precisar pouco), tem uma luta agarrada eficiente, o suficiente para evitar as quedas e proteger o braço.

Na luta contra Holm, e depois contra Amanda Nunes, a ex-campeã mostrou que tem várias brechas na trocação. Contra um muay thai de alto nível como o da Cyborg, o mais provável de se imaginar é uma reencenação do filme “O Massacre da Serra Elétrica”.

No UFC, Cyborg tem se mostrado uma lutadora até mais cautelosa, sem afobação para nocautear no primeiro round, tanto que as lutas contra Lina Länsberg e Tonya Evinger avançaram mais do que o imaginado.

O natural seria que Ronda tentasse sem sucesso trocar com a brasileira, que por sua vez, magoaria com precisão nos contragolpes, mas sem arriscar muito em volume, até para evitar a possibilidade de ser quedada.

Só em sofrer aperto pela primeira vez na carreira, Ronda iria para o intervalo frustrada. Edmond recomendaria levar para o solo, mas, teimosa, seguiria querendo a provar a si mesma o valor.

Não daria outra: nocaute técnico no segundo round para Cris Cyborg com uma sequência de socos!

Com a vitória na luta feminina mais importante do MMA, Cris teria moral para exigir a criação da sua categoria, onde não teria adversárias à altura de imediato. Megan Anderson, Holly Holm e mesmo a fujona Germaine de Randamie (quem sabe nessa realidade alternativa ela aceitasse a luta…) seriam opções.

Invariavelmente, o fim

E Ronda? O choque de realidade aconteceria. Já vimos como funciona o ego ferido após a derrota para Holly. Se recolheria e tiraria um ano sabático recebendo consolo de Travis Browne (se é que isso faz bem…).

Como o cinturão dos galos (que ainda seria dela!) demoraria a ser defendido, um título interino seria colocado em jogo. As opções claras? Holly Holm x Miesha Tate, pois ambas vinham de vitórias.

Mas nesse universo, vamos imaginar que, diferente do que aconteceu no UFC 196, Tate não conseguiria arrancar aquela finalização no quinto round.

Na luta em pé, Holm é superior, conseguiria impor o ritmo e levaria por decisão unânime.

Renovada, porém, ainda ressabiada e sem dar entrevistas, Rousey voltaria um ano depois para a unificação de cinturões. Mas contra Holly, o destino iria se repetir, mas num contexto diferente: canelada na cabeça, agora no primeiro round.

E adeus MMA!

E o The Flash iria embora atrás do gorila Grodd, pois nem ele conseguiria livrar Ronda do fatídico destino.

  • Shotokan Karate

    Se tivesse saído esse duelo me doeria o coração pq sou fã tanto da Ronda quanto da Cris… Não conseguiria escolher nenhuma delas pra torcer… Aliás me dá uma certa tristeza ver a Ronda tão mal… Torço que ela consiga reencontrar o caminho das vitórias pq faz mal pra própria divisão dela sua ausência…

    • Thiago Sampaio

      De fato, a ausência dela faz falta para a divisão. Mas, particularmente, não acredito que ela volte a lutar. Parece estar muito bem longa dos holofotes, e tem o status de celebridade independente de estar lutando ou não.

      • Anderson Tomaz

        entre aspas viu
        a popularidade o e nome Rousey não são nem 1/10 do que eram em meados de 2014-2015

  • Tairon de Oliveira

    Teria mais chances antes da luta contra a Bethe.

    • Thiago Sampaio

      Talvez…mas ainda assim, creio que a Cyborg teria condições de evitar as tentativas de finalização da Ronda. Mas de fato, a luta contra a Bethe levantou demais a autoconfiança da ex-campeã.

  • Mauricio

    Se fosse antes de liberar o MMA em NY talvez, após essa luta, ele manteriam a proibição

    • Thiago Sampaio

      Hahaha

  • Tiago Nicolau de Melo

    Teve uma defesa da Ronda pelo UFC que a Cyba lutou um dia antes pelo Invicta, na mesma cidade. A própria Cris comentou que se tivesse rolado a luta dela também pelo UFC, no undercard, ia ter pressão da mídia e fãs de rolar a Ronda contra ela, pois as duas venceram bem naquele final de semana.

    Infelizmente não rolou, seria com certeza a maior luta feminina da história até então.

    • Thiago Sampaio

      Que seria a maior luta feminina da História não há a menor dúvida! Tanto que sem a Ronda, não há uma mulher no UFC que seja “estrela”. A Holly Holm está meio que sendo “estepe” nessa função. Agora temos a Cyborg como campeão de uma categoria existente ao redor dela…vamos ver!

  • Gabriel Nicacio

    DECLARO O MELHOR “E SE” DA HISTÓRIA! KKKKKLKL. Pra mim aconteceria igualzinho vc falou mesmo, é eu ri pacas com o Flash!

    • Thiago Sampaio

      Hahaha….valeu, Gabriel!

  • douglas karpinski

    Cyborg é muito mais lutadora, tem alto nivel de solo, e a Ronda se perdesse (no universo que vc criou), acho até que não lutaria mais, perderia o titulo por aposentadoria, pq seria muita humilhação depois de tudo que ela falou, tanto que hoje nem ouvimos mais ela falar… quanto mais da Cyba….

    • Thiago Sampaio

      É outra possibilidade bem real!

  • Bruno Machado

    só nao acho que a ronda duraria até o segundo round contra a cyborg, mesmo sendo confiante na epoca

    • Thiago Sampaio

      É possível, mas apostei no segundo menos pela Ronda, mas pela Cyborg, que no UFC tem lutado de maneira inteligente. Pela importância da luta (que seria a sua primeira na organização), acredito que ela seria cautelosa.

      • Bruno Machado

        talvez na epoca ela ainda seria aquela cyborg “locona”, que vai pra cima igual um touro loco.. se fosse essa a ronda nao duraria.. mas nao da pra saber

  • Asisz Marco

    faz um texto ” e se o khabib fosse um cerrone no termo de quantidade de lutas e sem lesoes” acho que ele seria campeao ate hj,

    • Thiago Sampaio

      Uma hora o cinturão seria dele…mas não creio que seria campeão tão dominante assim. De fato, tem um wrestling absurdo, mas demonstrou várias brechas em pé. Não sei se venceria Tony Ferguson e, se não conseguir quedar, poderia ser nocauteado até por Justin Gaethje.

  • Hyuriel Constantino

    Ver de novo os GIFs da Ronda boxeando me deu câncer nos olhos.

  • KRS Porlaneff

    Faltou só o cenário onde, mesmo a Ronda sendo incentivada a ir pra trocação, fintava alguma pancada e com seu judô de alta qualidade levava mais um braço pra casa – dessa vez da melhor lutadora feminina da história, coisa que só tinha acontecido uma vez antes, e na luta de estréia da Cyborga.

    Aliás, essa pra mim sempre foi a única chance de vitória que a Ronda teria sobre a Cyborga (mas também acho que não conseguiria pois o grappling da brasileira é foda também).

    • Thiago Sampaio

      Pois é…tenho certeza que a Cyborg treinaria a defesa desse movimento infinitas vezes. Não seria uma finta a partir de uma trocação fraquíssima como a da Ronda que derrubaria a brasileira.

  • Anderson Tomaz

    a gente pode discutir sobre quem é a MELHOR (isso é perfeitamente aceitável), agora a MAIOR não há duvida: Ronda Rousey, sempre…
    na real, fanboyzice a parte do Joe Rogan, de fato ela é 1 in a lifetime.
    eu como fã de WMMA espero que surja uma estrela do calibre e tamanho da Ronda logo, e que não demore muito

    não sou fã dela, repudio as atitudes extra octagon e o psicológico de ameba dela, mas negar o que ela fez pelas meninas não tem como…
    seja por fatores que a gente (fã hardcore) não leva em consideração (no caso, beleza), mesmo assim…

    agora, sobra a ”possível” luta, nunca saberemos né…
    a gente fala da Ronda, mas não sei se ela iria pra trocação franca com a Cyborg

    Holly vinha de 02 atuações tímidas na organização, ninguém esperava o monstro que estava por vir
    Cris não, sempre foi esse banho de violência e isso não era segredo nenhum.

    vou mais além…
    com o gameplan certinho acho que levaria outro braço pra casa
    essa é a típica luta que envolve muito mais do que a gente VÊ no ocatgon.
    as duas nunca se gostaram (e isso nunca foi segredo), numa situação dessas o nervosismo e a ansiedade poderiam ser fatais

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