E agora, quem vai salvar o UFC 153?

Renato Rebelo | 12/09/2012 às 00:04

Estava eu pronto para escrever uma nota sobre a lesão de Quinton Jackson quando a bomba estourou: ‘’kabong’’ (no melhor estilo Guto Nejaim)!

Logo após ter perdido o co-main event do UFC 153, Dana White divulgou que José Aldo também estava fora. Os ferimentos no pé do campeão provenientes de um acidente de moto não cicatrizaram da forma como deveriam.

Consequentemente, a situação ficou tensa: o evento do dia 13 de outubro no Rio de Janeiro acabava de passar, em poucas horas, de épico para passível de cancelamento.

Procurei deixar que a frustração não me consumisse – afinal, que os 450 mangos investidos em uma boa cadeira na HSBC Arena me chicoteavam psicologicamente.

Parando para pensar, o UFC acabou de ter grande prejuízo cancelando um evento pela primeira vez na história e certamente não repetirá o fracasso em um mercado importante como o brasileiro se tornou.

Remendar com lutas medianas também não seria recomendável. Dana White não quer 10 mil fãs empunhando tochas, tridentes e facões (no melhor estilo “Colheita Maldita”) gritando “Uh, vai morrer” em sua chegada ao aeroporto do Galeão pedindo o dinheiro de volta, né?

A verdade é que dificilmente Joe Silva e companhia conseguirão fazer duas lutas principais com tanto apelo quanto as originais, no entanto, eles têm algumas cartas na manga:

Anderson Silva: Para mim, a melhor e mais óbvia opção. Ele não se prontificou para salvar o UFC 151? Então é bem plausível que venha em socorro do 153, ainda mais em seu país. Acho que faria muito sentido um duelo com Rashad Evans – tanto até 84kg como até 93kg. O americano, inclusive, está treinando com Vitor Belfort, rival de Spider. Weidman, que tem costume de aceitar tudo que lhe é proposto, também é um oponente justo.

Chael Sonnen: Sim, ele mesmo. Não saiu como valentão do caso UFC 151? Não é aquele que aceita qualquer data e qualquer adversário? Então, sua língua o tornou notório e seu histórico nada amigável com o Brasil pode atrair atenção. Sonnen x Lyoto, Sonnen x Minotouro, Sonnen x Jacaré seriam ótimas pedidas. Escutei algumas boatos de que o Wanderlei Silva poderia ser seu adversário. Sinceramente, espero que sejam só boatos.

Maurício Shogun: o duelo contra Alexander Gustafson pelo posto de desafiante número um dos meio-pesados poderia ser realocado para o Rio.  Se o sueco não tiver condições, casar o curitibano com Glover também seria uma boa.

Lyoto Machida: o carateca não aceitou Jon Jones no UFC 152 alegando pouco tempo para treinar. Para o UFC Rio III, ele ganha quase um mês a mais e um adversário menos cabuloso. Sonnen? Shogun? Phil Davis? Quem sabe até uma estreia entre os médios… Ah, o Glover é seu amigo e não vai rolar.

Minotauro: um dos maiores nomes da luta no Brasil. Tentou fazer um lobby para lutar aqui, mas o card estava cheio. Quem sabe agora o Robocop Baiano ganha uma vaguinha. Congo ainda seria uma boa opção de co-main event.

Obs 1: não inclui a transferência de Jones x Belfort para o Rio, pois não acho que seja uma possibilidade.

Obs2: Não acho que nenhuma luta do Frankie Edgar entre os penas teria grande apelo para o público brasileiro, por mais que seja tecnicamente ótima (leia-se Chad Mendes, Zumbi Coreano, etc). Eu o guardaria para quando Aldo melhorasse. Essa luta é boa de mais para não acontecer.

Como o próprio D.W. diz:

Todo dia quando boto o pé para fora da cama, alguma merda acontece.

Tags: , , ,