Moto e MMA: uma dupla que não combina

Renato Rebelo | 10/09/2012 às 21:04

Aos 16 anos, cai de uma lambreta, me ralei todo e, desde então, nunca mais subi em nada que tivesse duas rodas. Confesso que criei uma certa aversão a motos, mas, claro, respeito aqueles que curtem (com um adendo).

Acho que, se você depende do desempenho do seu corpo para trabalhar, como os lutadores de MMA, optar por moto ganha contornos de irresponsabilidade.

Resolvi escrever sobre o assunto porque Kyle Kingsbury, meio-pesado do UFC – que vem de derrota para Glover Teixeira-, sofreu um acidente hoje (foto na home) que pode tirá-lo do UFC on Fuel 5, do próximo dia 29.

Com esse caso do americano, contabilizamos duas batidas envolvendo atletas do UFC apenas em setembro. No dia primeiro do mês, nosso campeão dos penas, José Aldo, colidiu com um carro quando ia da praia para casa.

Por mais que o resultado tenha sido apenas algumas escoriações, uma semana de treino foi perdida para aguardar a cicatrização.

Vale lembrar que, em 2004, Frank Mir foi arremessado de sua motocicleta. O fêmur fraturado em duas partes e o rompimento de todos os ligamentos do joelho esquerdo o deixaram fora de ação por quase dois anos.

Mas o caso mais grave que me lembro no mundo do MMA foi o de Will Ribeiro. Em 2008, o representante da Boxe Thai e recém contratado do WEC, infelizmente, teve sua breve carreira interrompida e quase perdeu sua vida.

Com a pista molhada, o carioca de 25 anos escorregou e, sem capacete, bateu a cabeça no meio-fio.

As tragédias do passado e os inevitáveis casos futuros nos levam à conclusão: se beber, não dirija e, se lutar MMA, não compre uma moto.

 

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