Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC 214

Thiago Sampaio | 27/07/2017 às 15:30

Um dos eventos mais aguardados do ano acontece neste sábado (29), o UFC 214, na Honda Center, em Anaheim, Califórnia, com nada menos que três disputas de título!

Na luta principal, a tão adiada revanche entre Daniel Cormier e Jon Jones pelo cinturão da categoria meio pesado. No co-main event, Tyron Woodley e o brasileiro Demian Maia disputam o título da categoria meio médio.

E ainda tem a brasileira Cris Cyborg, que enfrenta Tonya Evinger pelo cinturão vago da categoria peso pena feminino. Além dessas disputas, o confronto entre Robbie Lawler e Donald Cerrone, já desmarcado em outras ocasiões, vai finalmente acontecer.

Mas vamos lá aos destaques.

Agora vai?

Talvez a revanche mais aguardada dos últimos anos, só vamos acreditar que ela vai acontecer de fato quando Bruce Buffer estiver no octógono anunciando ela. Será que veremos mesmo Cormier x Jones 2, valendo o cinturão dos meio pesados?

Desde aquele primeiro encontro, no UFC 182, em janeiro de 2015, em que Jon Jones (22-1, 16-1 UFC) venceu por decisão unânime, aconteceu uma montanha russa de incidentes. A revanche foi marcada em duas ocasiões (no UFC 197 e no UFC 200) e ambas caíram, sendo a segunda três dias antes do evento.

Entre algumas das que Bones, quase um filho de Madre Teresa de Calcutá, aprontou: foi suspenso por uso de cocaína, foi preso após bater no carro de uma mulher grávida e fugir sem prestar socorro e, por último, flagrado por uso de dois tipos de esteroides, que ele alega virem de um suplemento contaminado.

Com o cinturão retirado, Daniel Cormier (19-1, 8-1 UFC) virou o novo campeão ao bater Anthony Johnson e defendeu o trono com sucesso contra Alexander Gustafsson e o próprio Rumble. Entre um e outro, ainda venceu Anderson Silva, que aceitou de última hora substituir Jones no UFC 200, sem valer título.

No meio das suspensões, Bones voltou a atuar no UFC 197, em abril de 2016, em que Cormier saiu por lesão e Ovince St-Preux entrou no seu lugar. Jones venceu numa decisão unânime sem emoção, faturou o cinturão interino, também devidamente retirado após a próxima presepada.

Baseando pelo primeiro confronto (que foi a segunda luta mais dura da carreira de Jones, atrás só daquela contra Alexander Gustafsson), Bones seria favorito. Mesmo com dificuldade, venceu sem deixar dúvidas e ainda conseguiu a proeza de derrubar DC mais de uma vez.

Mas como ele vai retornar após tantos incidentes, é uma incógnita. Baseando pela atuação precavida contra St-Preux, em que ele fez “só” o suficiente para vencer, é difícil imaginá-lo vencendo o gordinho de novo.

Não tem como reconhecer que Cormier é forte como uma jamanta e só evolui a cada atuação. E não é porque não conseguiu impor o seu wrestling olímpico no primeiro confronto que isso vai se repetir no segundo.

Considerando o nível da dupla e as opções escassas da categoria, certamente eles vão se encontrar em um terceiro duelo no futuro, independente do resultado. Isso, claro, se Jones não engravidar um bode e pegar um novo gancho daqueles.

A chance de ouro de Demian!

Como diz aquela música do AC/DC: “It’s a long way to the top”. Assim pode ser resumida a jornada de Demian Maia (25-6, 19-6 UFC) rumo a uma disputa de cinturão dos meio médios. Mas para a faixa virar para “We Are the Champions”, do Queen, o buraco é ainda mais embaixo.

O brasileiro tem a maior sequência de vitórias da categoria, com sete triunfos consecutivos, incluindo nomes como Gunnar Nelson, Matt Brown, Carlos Condit e Jorge Masvidal.

E mesmo assim, teve que aceitar a disputa com pouco mais de um mês de antecedência, precisando emendar um camping no outro desde a sua última luta, no dia 13 de maio. Com um tal de Georges St-Pierre retornando de aposentadoria, foi pegar ou largar.

Tyron Woodley (17-3-1, 7-2-1 UFC) se tornou campeão ao nocautear Robbie Lawler em julho do ano passado e fez duas defesas, ambas contra Stephen Thompson, um empate e uma vitória por decisão majoritária bem polêmica, numa luta chatíssima.

Dono do melhor jiu-jítsu adaptado para o MMA, Demian é previsível: vai logo pular nas pernas para derrubar, pressionar, mochilar, bater o necessário para abrir espaço para uma finalização. Ainda assim, todo mundo cai no jogo dele perante tamanha eficiência!

Mas diferente de atletas que lutam “soltos” como Brown, Condit e Masvidal, Woodley é precavido. Tem um wrestling de respeito para evitar as quedas. Nunca foi finalizado. Se conseguir manter o combate em pé, tem ampla vantagem, com poder de nocaute.

Se o cinturão vier para o Brasil, vai ser uma História e tanto para o educado Demian, que terá chegado ao ápice pelo trabalho, sem grande marketing. Caso contrário, teremos que continuar a aturar Woodley como um dos campeões mais antipáticos que o UFC já teve.

O início da era Cyborg?

Muitas acreditavam que a categoria peso pena feminino nunca seria criada pelo UFC e tampouco que veríamos Cris Cyborg (17-1-0-1, 2-0 UFC) como campeã. Mas o momento chegou e qualquer resultado diferente de um nocaute da brasileira será uma zebra.

Mas até aí, uma disputa de cinturão inaugural foi marcada sem ela, entre Holly Holm e Germaine de Randamie, com vitória sem graça da holandesa. A então campeã inventou cirurgia na mão, problemas pessoais, até declarar que se recusaria a enfrentar Cyborg por considerá-la uma “lutadora suja”.

Com essa arregada (não vejo outro termo mais adequado para essa situação vergonhosa), coube ao UFC destituí-la do cinturão para abrir espaço para a maior expoente da categoria (e quiçá do MMA feminino).

Primeiro, a brasileira enfrentaria Megan Anderson. Mas a campeã da categoria pelo Invicta FC se retirou por motivos ainda bem mal explicados. Para o lugar dela, entrou Tonya Evinger (19-5-0-1), campeã do peso galo do Invicta, que tentará a sorte (ou milagre?) na divisão de cima.

Mesmo no papel de franca atiradora e ser mais uma peso galo no caminho da Cyborg, não é exagero dizer que Tonhão é o maior desafio dela desde os tempos de Strikeforce. É mais dura do que Leslie Smith e Lina Länsberg, quem a Cris venceu no UFC, em peso casado até 63,5kg.

Não perde desde 2011 e já venceu nomes experientes como Julie Kedzie, Carina Damm, Cindy Dandois e Irene Aldana. Mas já foi derrotada por Gina Carano, Alexis Davis e Sara McMann.

Mas não tem como negar que o muay thai da Cyba é de fazer medo a qualquer lutadora, tendo 15 das suas 17 vitórias por nocaute. É, de longe, a maior favorita do card. E as chances de o Brasil ter mais uma campeã dominante são enormes.

Violência grande à vista

Outro duelo lá das profundezas dos sonhos dos fãs de MMA vai sair do papel. Depois de ser agendado e derrubado em duas ocasiões, no UFC 205 e no UFC 213, Robbie Lawler (27-11-0-1, 12-5 UFC) e Donald Cerrone (32-8-0-1, 19-5 UFC) vão sair na mão neste sábado.

Lawler não atua desde que foi nocauteado por Tyron Woodley e perdeu o cinturão, em agosto do ano passado. Sempre lutando com sangue nos olhos e não poupando violência, ele necessitava desse repouso após protagonizar guerras épicas contra Rory McDonald e Carlos Condit.

Já o Cowboy é aquele que, se depender dele, está lá toda semana lutando. Nos últimos três anos, atuou 13 vezes! Desde que subiu para os meio médios, vinha embalado por quatro vitórias (Alex Oliveira, Patrick Côté, Rick Story e Matt Brown), até ser parado por Jorge Masvidal.

São dois caras empolgantes que não fogem da briga. Certamente vão partir para a trocação franca (pelo menos de início).

De um lado, o Cowboy tem um ótimo muay thai, com combinações que confundem o adversários (Story que o diga!), além de chutes altos perigosos.

Cerrone também é um finalizador, tendo 16 vitórias por esse meio. É comum ele conseguir o knockdown e já partir para o mata-leão ou encaixar o triângulo ao cair por baixo. Apesar de Lawler ter boa defesa de queda, pode ser uma brecha a ser explorada.

O Ruthless não fica atrás, contando com um boxe em linha superior e mãos pesadas, além de fortes joelhadas. Levando em conta que o Cowboy já mostrou que não tem grande resistência sob pressão, é o favorito para sair com um nocaute.

De qualquer forma, é certo que os fãs é quem vão sair ganhando!

Estamos aí para o que precisar

Na sucateada categoria dos meio pesados, o próximo desafiante do vencedor da luta principal do UFC 214 pode sair desse combate. Mas a real é que Jimi Manuwa (17-2, 6-2 UFC) foi encaixado no card para servir de estepe caso alguma zica aconteça com Jones ou Cormier.

Desde que foi nocauteado por Anthony Johnson, o Poster Boy engatou duas vitórias, sobre Ovince St-Preux e Corey Anderson, ambas por nocaute. No UFC 210, em abril, até encenou um teatrinho de provocação com Cormier.

O adversário, o suíço Volkan Oezdemir (14-1, 2-0 UFC), já é o quinto do ranking com apenas duas lutas no UFC. Estreou com vitória por decisão dividida sobre St-Preux e, depois, nocauteou o favorito Misha Cirkunov em apenas 28 segundos.

Enquanto o inglês tem um kickboxing de alto nível e é nocauteador, é favorito até pelo simples fato de o adversário não ter mostrado muita coisa no UFC. O suíço tem a maioria das vitórias por nocaute técnico e usar o wrestling é o melhor caminho para vencer.

Convenhamos, na chatíssima luta contra St-Preux, o resultado poderia ter ido para qualquer um e, contra Cirkunov, encaixou uma mão no pé do ouvido quando o letão-canadense vinha para cima dele até a grade. Mérito dele por ter acertado no “botão off“.

O suíço tem a maioria das vitórias por nocaute técnico e usar o wrestling é o melhor caminho para vencer. Mas se isso acontecer, dificilmente o title-shot não irá para Alexander Gustafsson, vindo de vitória dominante sobre Glover Teixeira.

Mas como o Gustavão e o Poster Boy, que já se enfrentaram no passado, hoje são companheiros de treino, o inglês até que pode furar a fila na base da camaradagem se vencer de forma convincente.

Recomeço para Barão

Depois que TJ Dillashaw arrancou a alma de Renan Barão (34-4-0-1, 8-3 UFC), o atleta da Kimura/Nova União busca recuperar as boas atuações. Depois de se aventurar no peso pena, ele retorna para a categoria em que já foi campeão.

Aliás, essa luta não vai ser bem pelo peso galo, pois a Comissão Atlética da Califórnia vetou essa possibilidade temendo alguma catástrofe como aconteceu na véspera do UFC 177, em 2014. Por isso, o combate será em peso casado, até 63,5kg.

A passagem de Barão entre os penas durou apenas duas lutas: uma derrota para Jeremy Stephens por decisão e uma vitória, também pontos, sem nenhum brilho contra o fraquíssimo Phillipe Nover.

Aljamain Sterling (13-2, 5-2 UFC), que já foi apontado como o “mini Jon Jones”, se recuperou das duas derrotas seguidas que sofreu, para Bryan Caraway e Raphael Assunção, com uma vitória por decisão unânime sobre Augusto Tanquinho.

Apesar de o Funk Master ser um adversário duro, ele é bem vencível. Tem o wrestling como especialidade e boas finalizações no cartel, mas Barão tem uma defesa de quedas impecável (100% de sucesso no UFC, é sério!) e não deve sucumbir à faixa roxa de jiu-jítsu do americano.

Se conseguir manter o duelo em pé, o potiguar tem totais condições de controlar as ações na trocação, apesar da boa envergadura do Mestre do Funk, que provavelmente nunca ouviu falar em Furacão 2000.

É um teste na medida para saber as pretensões de Renan nesse retorno, pois, se não vencer Sterling, é melhor nem passar perto de Dillashaw, Jimmie Rivera, Dominick Cruz ou Cody Garbarndt.

Invencibilidade em jogo

Aquele interessante duelo entre duas promessas e, se o sistema cósmico não desalinhar, só um deles vai sair invicto. Assim se enfrentam Brian Ortega (10-0-0-1, 3-0-0-1 UFC) e Renato Moicano (11-0-1, 3-0 UFC) buscando escalar o ranking do peso pena.

Ortega, que também é modelo e faz bicos como comentarista em programas do UFC, já foi campeão do Respect In The Cage e do extinto Resurrection Fighting Alliance. Não luta desde junho de 2016, quando nocauteou Clay Guida no terceiro round.

Já Moicano, ex-campeão interino do Jungle Fight, estreou finalizando Tom Niinimäki aceitando combate de última hora, venceu depois Zubaira Tukhugov por decisão dividida e, na última aparição, venceu o veterano Jeremy Stephens, também por split-decision.

Não tem como negar que Ortega é talentoso, faixa preta de Rorion Gracie, bate forte para a categoria. O hype está alto. Mas é bom lembrar que nas últimas vitórias, contra Thiago Tavares, Diego Brandão e Guida, vinha travando batalhas disputadas (e até levando atraso), até arrancar a virada no final da luta.

O brasiliense também é bom no solo (tem cinco vitórias por finalização, todas com mata-leão) e sabe capitalizar na trocação. Contra Stephens, por exemplo, lutou com o regulamento de baixo do braço, manteve a distância e venceu, mesmo sem empolgar.

Só não esperamos que aconteça o mesmo que ocorreu no embate entre Nicolas Dalby e Darren Till no freakíssimo evento UFC Fight Night: Holohan vs. Smolka, em outubro de 2015. Na ocasião, ambos estavam invictos e o resultado foi…um empate!

Card completo

Daniel Cormier x Jon Jones
Tyron Woodley x Demian Maia
Cris Cyborg x Tonya Evinger
Robbie Lawler x Donald Cerrone
Jimi Manuwa x Volkan Oezdemir
Ricardo Lamas x Jason Knight
Renan Barão x Aljamain Sterling
Renato Moicano x Brian Ortega
Andre Fili x Calvin Kattar
Kailin Curran x Alexandra Albu
Eric Shelton x Jarred Brooks
Josh Burkman x Drew Dober

Vale assistir?

Tá de zoeira? O UFC 214 é, de longe, o melhor card do ano. E pode até figurar na lista dos melhores de todos os tempos, não deixando em nada a desejar se comparado com eventos históricos como o UFC 100, UFC 200 ou o UFC 205.

Em meio a tanta provocação, Cormier e Jones podem finalmente tirar a limpo as diferenças pela segunda vez nessa revanche mais zicada do que a paciência de um bilheteiro de cinema pornô!

Demian Maia vai finalmente disputar o cinturão dos meio médios, nessa que pode ser a primeira e última chance. Cris Cyborg tem grande chance de iniciar um reinado como campeã do peso pena feminino do UFC!

E o que dizer da pancadaria entre Robbie Lawler e Donald Cerrone? Lutão!

Até mesmo o card preliminar está atrativo, com a presença de Renato Moicano, Brian Ortega, Renan Barão, Aljamain Sterling, Andre Fili, Ricardo Lamas e por aí vai.

Então, não perca, independente da companhia, do local, dos petiscos. Desmarque qualquer outro compromisso para conferir essa série de lutas importante para o esporte. Está no leito de morte? Pede para o médico colocar para assistir como último desejo.

Mas aqui vão dois motivos compreensíveis para perder: salvar a mamãe da forca (porque, né, mãe é mãe) e buscar o seu prêmio na Mega Sena acumulada, caso tenha sido contemplado. Afinal, a situação não está fácil pra ninguém.

  • douglas karpinski

    quem vencer entre Jones e Cormier, pega o Gustavão na revanche mais que merecida (pelos garfos)… o Manuwa não tem hype ainda pra disputal a cinta…..

    • William Oliveira

      Gus perdeu as duas. A do Cormier foi clara ainda. Pra mim, se o DC vencer, o vencedor de Manuwa e Volkan recebe o titleshot, pois assim podem fazer Jones VS Gus de qualquer jeito, e aí o vencedor dessa luta recebe o titleshot seguinte.

      • douglas karpinski

        Contra DC o 1 round foi o que azedou pro gustavão, foi do gordinho, mas o gordinho foi quedado umas par de vez sem falar que dormiu um pouquinho com a joelhada, então eu daria empate no minimo, contra o Jones foi Garfo mesmo, na boa, reveja a luta… o peso do cinturão pendeu pro Campeão nessa…..

    • Thiago Sampaio

      Também acho que, apesar de bem movimentadas, o Gustafsson perdeu as duas lutas sem deixar muita dúvida.

  • Carlos Lima

    Muito bom texto, Thiago Sampaio!!!
    À altura do evento!… ok ok ..aí exagerei vai ..

    • Thiago Sampaio

      haha….valeu!

  • Gabriel Kalinowski

    Cada atualizada aqui na página do Sexto Round uma tensão, com medo que apareça a notícia que alguma das lutas caiu. kkkkkk

    • Álvaro

      Tô nesse ritmo também desde que subiram o podcast. Imitei os bambis: joguei sal grosso

    • Thiago Sampaio

      Já se pesaram! Agora é trancar cada um até a hora da luta para não acontecer nada.

  • Renato Rebelo

    Pessoal, não se esqueçam dos palpites no Confere!
    http://sextoround.com.br/eventos/ufc-214-cormier-x-jones-2/

  • Carlos Teixeira

    Woodley VS Maia, uma luta do cara que, a meu ver, infelizmente, perdeu o bonde da sua historia no MMA. Dono de um Jiu-jitsu primoroso, mais brilhante ainda quando foi adaptado ao MMA, vejo em Demian Maia alguém que demorou demais para perceber que só a arte suave salva, ou o salvaria. Primeiro, perdeu anos lutando em uma categoria de peso que não era a sua, contra caras muito maiores e mais pesados, tendo muita dificuldade de impor seu jogo de chão espetacular. Segundo, cometeu mais outro erro em tentar se aprimorar na trocação para encarar os peso médios de quase 100 kg que constantemente enfrentava. Perto do fim ( Considero que infelizmente essa deve ser uma de suas últimas lutas, se não a última), finalmente enxerga o óbvio: Tem que descer de categoria, enfrentar caras “menores”, e usar aquilo que nenhum outro lutador de MMA do planeta faz como o jiujiteiro Maia faz. Só que isso ocorreu tarde demais. Hoje, tem praticamente 40 anos, e o tempo cobra seu preço. Na sua última luta, apesar de ter dominado Masvidal, foi possível ver que no último round, se arrastou no octogno, sem gás, o peso da idade estava visível. Para completar a historia do tempo, que é inexorável, recebe um verdadeiro presente de Grego do Sr. White: Lutar pelo tão sonhado cinturão, mas , somente com 1 mês para se preparar. Como tempo é o que ele mais não dispõe, tampouco poder de barganha ( difícil acreditar que os donos do evento o queiram como Champ, é considerado baixo poder de venda de pay-per-vienw), tendo que aceitar a luta, sem camp completo, uma preparação muito longe da Ideial. Do outro lado Woodley, no auge da forma, excelente em defender as investidas de queda de Maia, além de poder de punch. Infelizmente, o trem bala de Maia já passou. E Woodley, como um trem de carga passa por cima do brasileiro. Cravo que Woodley vence, no segundo ou terceiro round, nocaute técnico.

    • Thiago Sampaio

      Concordo em partes, Carlos. Só duvido que essa seja a última luta da carreira do Demian, independente do resultado.

      • Carlos Teixeira

        Aguardemos então até sábado.. os dados estão lançados. Mas quanto ao futuro de Demian..o que mais pode esperar alcançar na carreira, aos 40 anos? Sua inspiração e motivação tem sido nos últimos anos a corrida pela cinta. Se não for campeão agora, no UFC, certamente nunca mais será. O que vai motiva-lo a continuar? Não o vejo atuando por muito mais tempo caso não seja campeão. E como não acredito que conseguirá, entendo que esta será uma de suas últimas apresentações, senão a derradeira.

        • Thiago Sampaio

          Entendo o ponto de vista. Mas continuo a achar que Demian não vai se aposentar em caso de derrota. Afinal, ele tem bala na agulha para uma nova corrida pelo cinturão.

    • Hyuriel Constantino

      O caso do Demian se esgotar com Masvidal é que o cubano é realmente durável. Resiste demais a quedas, tem uma boa noção de distância (e com isso atordoou Demian com diversos low kicks) e, ao meu ver, tem mais gás que Woodley.
      O negão só vence se usar o seu One-Punch. Fora isso, vai ficar sarrando na grade e tentando se evadir da insistência do Demian colocá-lo no chão.

      • Carlos Teixeira

        Aguardaremos Hyuriel ( Se for seu nome mesmo, que nome da p…!, quase não consegui escrever..).

    • Daniel R Carletti

      Sugiro dar uma olhada nos dados de takedown defense que mandei, talvez dê uma reviravolta aí na sua previsão 😉

  • Gustavo Souza

    Melhor card de 2017 disparado até o momento! Um bom tempo que não fico tão empolgado pra assistir o evento. Espero que as lutas não decepcionem.

    • Thiago Sampaio

      Para mim, está um card de nível que rivaliza com os melhores de todos os tempos.

  • RicardoVivas

    Essa foto do Lawler com o Cerrone, parecem dois caras normais, suas roupas normais, tirando uma foto normal, tranquilos, em um bariznho no fim da tarde… Quase se esquece o que fazem com os adversários…

  • João Mário

    Os planetas se alinharam pro Thiago gostar de um card?

    • Thiago Sampaio

      Eu estava de bom humor na semana…haha

      • Diogo Barbosa

        Também tá difícil não gostar né.
        ehehehhe

  • Eduardo Kovasc

    Tô meio preocupado com essa luta do Maia vs Woodley. Mas não é com o maia não, é com um certo usuário. rs

    • João Mário

      Já chega disso cara

      • Eduardo Kovasc

        HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA

      • Eduardo Kovasc

        HAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

  • Silas K

    “Se Jones não engravidar um bode…” Kkkkkkkkk, rachei!!

  • RWillians

    Woodley campeão antipático? Só pq o cara não fica aparecendo igual um abacaxi ele é antipático? Woodley sempre se mostrou um cara bastante respeitoso, principalmente com Damian.

    • William Oliveira

      Tá de sacanagem né kkkkk o cara é o mais chorão que eu já vi, fez 2 lutas chatas pra caralho, mal ganhou a primeira e vinha pedindo por money fight, ele é sim um dos mais antipáticos que já vi, nem mesmo os norte americanos vão estar torcendo pra ele..

      • Gameplay Brasil

        Fora aquela declaração, alegando que o público médio não gosta pelo fato dele ser negro. É sério, ele realmente falou isso

      • RWillians

        Falta de carisma é mto diferente de antipatia. Vai lá e procura as entrevistas dele e pare de ler simente as manchetes.

        • William Oliveira

          Que seja, a falta de carisma e o modo infantil que ele se comporta é o que faz com que muitos torçam pro Jon Jones mesmo o cara sendo um lixo de pessoa. Eu já vi várias entrevistas dele, e por isso mesmo falo: ele faz por onde, a personalidade simplesmente não ajuda.

    • Thiago Sampaio

      E o que dizer quando, logo ao se tornar campeão contra Robbie Lawler, ao vivo recusou o Stephen Thompson e disse que queria uma money fight contra Nick Diaz? Para aceitar enfrentar Demian, disse que queria uma bolsa de U$ 1 milhão. Isso tudo, como sabemos, ele não tem apelo para venda.

      • RWillians

        O cara quer grana, tentou entrar na onda, simples assim, não colou e não lembro de ficar resmungando. Falou isso uma ou duas vezes,não vinha na imprensa toda hora ficar reclamando, qdo marcaram Damian e Masvidal, foi um dos lutadores q flw q Damian não deveria ter aceitado a luta, foi o cara q sempre reconheceu o Damian como contendo. Minha crítica ao post é questão de chamar o cara de mais antipatico campeão.

  • magnuseverest

    Ainda tem a luta da Albu que tomara continue mais efetiva e não lutando de dois em dois anos…desta vez programaram legal,pois de reserva para o Maia tinha Cerrone ou Lawler,e do JJ o Manuwa,rsss.

  • William Oliveira

    Se nada cair hoje pela manhã, melhor evento de todos os tempos.

  • Daniel R Carletti

    Uma reflexão sobre a defesa de quedas de Woodley que vi ontem. Uma das melhores do UFC, 95%!

    Bom, ele sofreu 20 tentativas de queda em duas lutas. Jake Shields falhou 18 vezes, e Rory Macdonald acertou 1 em duas tentativas. Então não sabemos bem como ele vai reagir às tentativas de queda do Damião. O que sabemos é que Maia é um dos melhores nesse quesito. Pra quem está duvidando de vitória brasuca, já vale a reflexão 😉

    • Thiago Sampaio

      São números que devem ser considerados, sem dúvida. O Woodley é o favorito, mas acredito que não por uma margem tão grande. Vamos lembrar que o Demian grudou em Gunnar Nelson (outro especialista no solo) por três rounds.

      • Daniel R Carletti

        Pois é. É a dúvida eterna: Demian vai conseguir derrubar? Geralmente a gente já descobre no primeiro round.

  • Lero

    JJ não foi suspenso por uso de cocaína.

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