De olho no vice: os pontos altos do Bellator 133

Lucas Rezende | 14/02/2015 às 10:13

Diretamente de Fresno, na Califórnia, o Bellator 133 nos trouxe extremos.

Desde a dura previsibilidade do açoite de Julia Budd sobre Gabrielle Holloway até a agradável surpresa que foi o sólido desempenho de Daniel Weichel contra Pat Curran.

E para quem apostou em garantia de nocaute no duelo principal, não houve decepção quando Alexander Schelemenko mandou Melvin Manhoef para a vala com um soco giratório.

Então, sem mais delongas, mergulhemos de cabeça nos detalhes.

Shlemenko ainda está faminto

HealthyMilkyAmericanlobsterÉ preciso dar crédito para Alexander Shlemenko.

O russo executou a estratégia perfeita no primeiro round, clinchou, buscou derrubar abusou dos chutes para manter Melvin Manhoef afastado, quando este é mais ameaçador.

Já na segunda instância, o soco rodado que já vinha se desenhando há algumas tentativas encontrou o holandês ao pé do ouvido e o fez cambalear.

Aí ficou fácil para o ex-campeão da categoria, que já mandou avisar que está de volta. Claro, é válido lembrar que a capacidade de absorção de Manhoef é deteriorada e que não faz tanto tempo que Alexander fora finalizado no primeiro round por Tito Ortiz e Brandon Halsey em sequência.

Mas desde que suas costas não toquem o chão, o risco é real e imediato. Não subestimem o o russo.

Curran não previu noite tão difícil.

Além da defesa de quedas quase impecável, Daniel Weichel o pressionou por todos os rounds com boxe agressivo e chutes baixos que fizeram o ex-campeão ir à lona em duas ocasiões diferentes.

Motivado e impulsionado por mais de 40 lutas na carreira, o vencedor do torneio dos penas de 2014 só tem 30 anos de idade e parece ter atingido seu auge após enfrentar nomes conhecidos ao redor do mundo, como Dan Hardy, Thiago Tavares e Paul Daley.

Apesar de um dos juízes quase ter estragado a performance do alemão – concedendo a vitória a Curran – os remanescentes tomaram a decisão correta.

E desmoralizar um adversário que já conquistou o cinturão duas vezes é um excelente modo de ganhar notoriedade, não? Pitbull e Karakhanyan, espero que tenham assistido com atenção.

Combate unilateral

Com a saída da invicta Talita Nogueira a 10 dias do Bellator 133, Julia Budd se viu diante da corajosa Gabrielle Holloway que – emulando Donald Cerrone – lutou no último dia 24.

Parecia uma questão de tempo até que a veterana do Strikeforce e do Invicta FC desse cabo da adversária menos experiente, não fosse por seu hiato de um ano e dois meses sem lutar.

É por isso que só existe um Cerrone. Antes a finalização houvesse vindo, pois Gabby não possuiu ímpeto para conter as quedas e o jiu-jitsu ameaçador de Budd.

Não é sempre que se vê um triunfo por 30-26, 30-25 e 30-24, afinal.

Budd estreia no Bellator com um triunfo dominante e segue amargando derrotas somente para Amanda Nunes e Ronda Rousey.

Nada para se envergonhar. Agora a casemos contra alguém mais preparada, sim? Marlos Coenen está desocupada, ouvi dizer.

  • Henrique Oliveira Laurentino

    30 x 24 nunca veremos no UFC, por conta do árbitro e do nome do evento.

    • Carlos Eduardo Reis

      Teve um não faz muito tempo: Cummins x Kingsbury. Mas eh uma exceção, realmente.

    • Bart Simpsons

      Já vi alguns 30×24 no UFC

    • Carlos Ximenes

      Lesnar X Herring foi 30×24 se não me engano.

    • Henrique Oliveira Laurentino

      Lembro de alguns, mas a arbitragem está cada dia mais conservadora.

  • Matheus

    Cara, tá feio. O Manhoef não absorve mais nada. Tinha que ser forçado a parar antes que tenha danos cerebrais

  • Rodrigo Tannuri

    Antes, eu tinha cantado a pedra: Shemaleiro irá nocautear com uma cotovelada rodada. Não deu outra. Gosto muito desse russo. É uma pena que ele seja faixa transparente de Jiu-Jitsu. Se tivesse um pouco mais de gosto pela luta agarrada, poderia ser ainda mais perigoso. Já o Manhoef é aquilo: ou nocauteia de forma brutal ou é nocauteado de forma brutal. Um striker que possui tal deficiência não tem vez.

    Sobre o Curran, fico muito triste quando este perde. Gosto muito dele. Acho que aquele papo de depressão deu uma murchada legal nele. Depois do quadro, o americano nunca mais foi o mesmo.

    • Renato Rebelo

      Rapaz, fiquei com a impressão que foi um “antibraço rodado” na real haha

      • Junior

        O Russo é minusculo para os médios,o braço do Nocauteador Holandes parecia uma coxa perto do braço do siberiano.

  • Bart Simpsons

    Shlemenko vs Manhoef – Torci pelo russo e ele não me decepcionou. Shlemenko estava cantando o nocaute desde o início da luta, ficou só testando o soco e o chute rodado, o chute por sinal entraram todas no Melvin, mesmo que só um pedacinho do calcanhar, mas pegando. Até que o Shlemenko deu uma ameçada de que ia girar outra vez, Manhoef achou que fosse entrar um chute e resolveu se aproximar, para acabar caindo atrás do russo. Foi um estratégia perfeito do surinameso/holandês, mas ele só não contava que no lugar do chute, o russo aplicaria um soco rodado, e foi aí que o cotovelo de Alexander atingiu em cheio no meio da face do oponente. Nocaute muito bonito.
    PS: Manhoef recebeu a pancada e pareceu que sentiu o golpe, depois pareceu que tava de boa, aí pareceu que ele ia cair, depois pareceu que ia conseguir se manter de pé, mas no final caiu parecendo que tinha morrido.
    Pat Curran vs Daniel Weichel – O ex campeão do M1 Global venceu o ex campeão do próprio Bellator tranquilamente. Não entendi por qual motivo algum dos juízes deu vitória do Pat Curran, mas devem ter sido algum dos que viram vitória do Diego Sanchez pra cima do Ross Pearson. Sobre a luta, tb torci pelo Weichel e ele não me decepcionou. O alemão controlou muito bem a luta, enquanto Curran nem de longe lembrava o velho Curran. Vitória incontestável do campeão do torneio dos penas da 10ª temporada.

  • Leonardo Peron

    O que vocês acharam da performance do Chris Honeycutt? O cara pode chegar a algum lugar?

  • Neto

    Primeiro mandar um salve para o Lucas Rezende conterrâneo de Belém!
    Pô, eu curti esse evento, principalmente as 2 ultimas lutas. Gosto muito de ver as lutas do Pat Curran, nessa luta em questão acho que não tinha muito o que ele fazer, pegou um adversário maior, que complicou o jogo dele que trabalha com o boxe mas plantadão. Já Shelemenko fez uma ótima luta, e acabou de forma espetacular, ele que sempre manda um soco rodado em suas lutas, acertou em cheio no Manhoef e botou o holandês para dormir.

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