Peso pena feminino no UFC: 'pau
que nasce torto nunca se endireita'?

João Vitor Xavier | 28/06/2017 às 16:54

Que zica, hein, caro leitor? Após Germaine De Randamie surpreender Holly Holm e evitar um baita duelo entre a ex-campeã dos galos e Cris Cyborg, a holandesa se recusa a enfrentar a brasileira e tem seu cinturão tirado à força.

Nope…

E, como se não bastasse isso, Megan Anderson, escalada para enfrentar Cyborg e recolocar o peso pena feminino nos eixos, deixou o card do UFC 214 por problemas pessoais e deu lugar a Tonya Evinger, campeã dos galos do Invicta FC.

Isso sem contar que, antes da dona do cinturão dos penas do IFC, a ideia original do Ultimate era colocar Cyba contra Cat Zingano, em duelo que seria mais atraente para o fã casual, pelo nome que “Alpha” tem em relação à australiana.

A norte-americana, porém, não se recuperou de uma lesão e não pôde aceitar o duelo.

Será mesmo que o peso pena feminino está fadado ao fracasso? Vamos com calma.

Falo isso porque Evinger, apesar de ser uma peso galo natural, é uma baita de uma lutadora. Me arrisco a dizer que Cyborg não enfrenta uma adversária de potencial técnico semelhante desde sua época de Strikeforce.

Nope…

Difícil até saber porque “Triple Threat” não estava ainda no UFC. Tem vitórias sobre lutadoras que agora estão no Ultimate, como Irene Aldana e Cindy Dandois, além de triunfos diante de experientes brasileiras como Ediane Índia e Carina Damm, irmã de Rodrigo Damm.

Seu cartel é de 19 vitórias, cinco derrotas e uma luta sem resultado. Dos cinco reveses, dois foram para Alexis Davis e um para Sara McMann (duas ranqueadas no Ultimate). Evinger não perde desde 2011.

Isso não quer dizer, claro, que Cyborg será zebra. Longe disso. Talvez seja ainda mais favorita que contra Anderson, por conta da diferença de tamanho.

A australiana é uma peso pena original, de fábrica. Poderia dar problemas para a brasileira com sua envergadura e tamanho. Evinger não terá essas vantagens. Mas é mais experiente e está no auge técnico e físico. É uma boa luta.

A questão é que, uma vez dentro do UFC, Tonya provavelmente voltará aos galos, caso perca para Cyborg. E a divisão segue sem mais do que duas ou três atletas de ponta.

Sinceramente, não acho que isso seja necessariamente ruim.

Pois é…

Com um plano de marketing bacana, principalmente em cima da brasileira, o Ultimate pode atrair novos valores para a divisão e as atletas do peso galo terão uma alternativa, caso tenham problemas em bater os 61 kg ou queiram espantar a má fase, buscando novos ares.

Mas é preciso que haja um plano, um trabalho a médio e longo prazo. No momento, não vejo nenhum movimento do UFC nesse sentido.

Aliás, é preciso dizer que o Ultimate abriu a categoria de forma, no mínimo, imprudente. Ter uma divisão peso pena feminina e não colocar Cris Cyborg para lutar pelo título imediatamente foi muita falta de noção.

A ideia original era até boa – premiar Holly Holm com um título mundial e armar uma “superluta” entre Holm e Cyba. Mas o tiro foi pela culatra. Ou seja, a companhia começou a nova categoria com o pé esquerdo.

Será mesmo que, nas palavras do imortal Beto Jamaica, “pau que nasce torto nunca se endireita”?

  • Tairon de Oliveira

    Categoria aparentemente fadada ao fracasso. Acho que o destino da Cyborg seria o Rizin. A categoria dos galos femininos já está com cara de que vai ficar cada vez mais rasa (principalmente com a criação de duas categorias novas)… Se eu fosse manager do UFC, faria a Cyborg descer de qualquer modo pros galos (onde provavelmente seria campeã até com certa facilidade), em fez de investir em uma categoria com meia-dúzia de gatos pingados.

    • José Valter Alves Junior

      Totalmente fora de cogitação ela ir pros Galos ,pare pra pensar que: A Cyborg teve no espaço de um ano 2 cortes abruptos de peso com diferença de 4 meses entre os eventos que lutou (em maio e em setembro), cortes esses de peso que seu corpo não processou bem(tanto que se notar as fotos dela no UFC 198 dava pra ver no rosto dela como foi o corte de peso ela tava magra, parecia fragilizada) e ela teve de fazer um tratamento, que a mesma teve de justificar pra USADA, ela poderia até chegar no peso!? talvez, mas a custo da saúde dela!? ninguem é louco a esse ponto.

      • Tairon de Oliveira

        Ela sofreu pra bater o peso por não querer reduzir massa. É vantajoso pra ela ser do tamanho que é. Se ela tivesse real interesse em ser competitiva no UFC, ela iria investir tempo e preparo pra fazer uma redução de massa em vez de se escorar apenas na desidratação pra bater o peso.

        • José Valter Alves Junior

          como eu citei pode até ser, mas perder peso e ao mesmo tempo resultaria na perda de potência de que adianta?

          • Tairon de Oliveira

            Como eu citei: Se ela tivesse real interesse em ser competitiva no UFC, ela faria. Mas como ela prefere ficar chorando “pela falta de promoção” e etc…

    • Bruno Machado

      com o fracasso dessa divisão confirmada, eu arriscaria que o destino dela seria o bellator… mas, WTF Rizin?
      Are you serious?

      • Tairon de Oliveira

        Por causa do suco. kkk
        Tem 145 feminino no Bellator? o.O

        • Idonaldo Gomes Assis Filho

          Tem a Julia Budd é campeã

  • Carlos Felix

    Mais uma peso galo para a Cyborg espancar.. Difícil enxergar um lado bom nisso.

    Chega a ser incômodo ver a Cyborg espancando essas garotos que não tem metade da sua massa muscular .

    Não é culpa da Cris não haver mulheres com seu porte físico lutaando mma. Mas fica difícil achar que essa categoria possa se tornar agradável para os fãs.

    • KRS Porlaneff

      Como que não é culpa dela, Carlão?

      Ou tu acredita MESMO que ela ficou com aquele corpitcho de halterofilista comendo por anos a fio somente batata doce, frango grelhado, clara de ovo e bebendo whey protein?

  • Carlos Montalvão

    Zingano é muito mongoloide cara, é impressionante! Tava bem de saúde, não se falava de lesão até inventar de puxar um fucking Hummer militar blindado até o estofamento com uma corda amarrada na cintura… Veja só, a moça com joelhos e ligamentos de Dominick Cruz tendo a brilhante ideia de forçar o que? Sim, os joelhos, puxando 3 ou 4 toneladas no seco. Aposto que foi ali a lesão.

    Vai ser só mais um espancamento da Cyborg pro público e um chá de realidade de que recuperar o cinturão no tapetão e finalizar russas que saíram do nada é o máximo que Tonya Evinger pode conseguir. Não adianta, Anderson era a única contender legítima, pelo menos até Julia Budd ir pro UFC ou aparecer novos nomes de alto nível e peso-pena legítimos. O destino é Justino x Anderson, o resto é tapa buraco.

  • The Juggernaut

    A verdade é que ninguém quer lutar contra a Cyborg, Se essa categoria não tivesse ela seria muito mais prospera, porque tem gente pra ela e as meninas do galo poderiam subir.

    Mas também não dá pra culpar as adversárias, Cyborg além de ter sido pega no doping é uma das lutadoras com efeitos mais visíveis dos AES, Mesmo estando limpa a força e explosão dela é absurda é isso gera dúvidas nas adversárias.

    Pra mim a Cyborg no UFC foi um erro, porque ela não está satisfeita e a organização não está satisfeita também.

    • Carlos Montalvão

      A regra é clara, tá limpa pelos testes de comissão então as adversárias tem que deixar de bunda-molice e aceitar a luta. Máximo respeito a Leslie Smith e Lina Lansberg, respeito zero e piada pra Germaine de Randamie e Holly Booster Douglas Holm. Esse negócio de que um “flag” mancha a carreira e coloca ela em dúvida é puro choro de lutador mediano e meio covarde (meio porque é corajoso por viver desse esporte e ao mesmo tempo covarde por fugir de certo adversário). Por um MMA com menos lutadores nutela com “aaaiin, ele caiu no doping uma vez porque tomou laxante pra cagar mole e perder líquido, mas que tem substância que mascara esteroides na composição” e mais Aldos raízes com “foda-se se o cara já se dopou, tá dopado ou tá limpo, o soco que eu dou em qualquer um deles é com a mesma força e vontade de machucar”

      • The Juggernaut

        Por mim teria Holm/Randame/Anderson contra Cyborg, Mas a realidade é essa, elas não querem lutar com a Cyborg é não é um Bisping da vida, São várias lutadoras.

        Pode parecer injusto, Covardia ou o que for mas a realidade é essa, a maioria das lutadoras do UFC não querem enfrentar a Cyborg e ninguém pode obrigá-las, Era mais “lucro” ela continuar no Invicta.

        • Carlos Montalvão

          De fato, concordo com você nesse ponto. Querem lutar só na lábia, na hora dão um jeito de meter o Gustavão e sumir da frente dela, também seria melhor se calassem a boca caso não queiram realmente lutar

  • magnuseverest

    O UFC vai ter que contratar “semi-amadoras” de outros eventos e preencher a categoria,não adianta ter a Cyba e Anderson só,neste caso vale a pena investir no mercado da China,Japão,Rússia…

  • Lucas Santana

    A categoria tem que ter gente, mas uma das maiores verdades é que o monopólio não é bom em nada, a Cyborg dominando a categoria há 8 anos pode ter afastado a concorrência.

  • Hyuriel Constantino

    Erraram em quererem abrir a categoria sem a Cyba. Depois erraram em não fazer um TUF de pesos-pena feminino (ao invés disso, tiveram a ideia brilhante de fazer um TUF reciclando refugos!!!).

    • douglas karpinski

      um tuf com cyba vs holy holm, ja atrairia a atenção, e de quebra lutadoras novas, mas acredito que a categoria vai entrar nos eixos em breve…

      • João Vitor Xavier

        De repente podia rolar Cyborg x Holm no TUF com as pesos moscas que vão entrar agora no UFC

    • João Vitor Xavier

      Acho que um TUF com pesos pena feminino não vinga por pura falta de gente, rs…mas seria legal um TUF com Cyborg e Holm como treinadoras, por exemplo…daria uma esquentada boa na categoria.

      • Hyuriel Constantino

        Cara, não é possível carecer tanto de material humano pra categoria. Se fosse pra bolar uma categoria pra Gabi Garcia ainda vai… Mas pra mulheres de 145lb é tenso.

  • Beto Magnun

    Essa categoria foi um erro desde o inicio.

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