Pensando alto: a análise
informal do UFC Fight Night 112

Thiago Sampaio | 26/06/2017 às 02:50

Em um final de semana em que muito se falou sobre a luta de Chael Sonnen com Wanderlei Silva no Bellator NYC, o “UFC Fight Night 112”, aconteceu na noite deste domingo (25) na Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma City, sem tantos alardes.

Na luta principal, Kevin Lee quebrou a banca e venceu o favorito Michael Chiesa  com uma finalização pra lá de polêmica. No co-main-event, Johny Hendricks mostrou que a draga não estava só na categoria dos meio médios, sendo nocauteado para Tim Boetsch.

E se o Bellator estava saudosista com Wanderlei Silva e Fedor Emelianenko, esse UFC contava com ninguém menos que BJ Penn! E não foi dessa vez que o ex-campeão dos leves e dos meio médios iniciou uma arrancada na carreira cada vez mais decadente…

Kevin Lee x Michael Chiesa

Michael Chiesa era o franco favorito nas casas de apostas e, nos palpites da equipe do Sexto Round, foi unanimidade uma finalização do Maverick. Mas a realidade foi exatamente o contrário. Chiesa até conseguiu a queda, mas não demorou para o “bad boy” Kevin Lee inverter a situação e ficar por cima. Pegou as costas, tentou encaixar o mata-leão, golpeou e, na transição para o “esgana galo”, o campeão do TUF 15 ficou sem reação. Mas também não desistiu! Aos 4 minutos e 37 segundos do primeiro round, o árbitro Mário Yamasaki interrompeu o combate mesmo sem os três tapas. Claro, gerou polêmica, muita reclamação do barbudo, que pediu revanche no final do ano. Possibilidade bem remota, apesar da intervenção bem controversa da arbitragem. Para Lee, que nada tinha com isso, teve uma grande atuação, engrenando a quinta vitória seguida na categoria dos leves, a 16ª da carreira, e já pode deslumbrar desafios maiores.

Tim Boetsch x Johny Hendricks

Ex-campeão dos meio médios, Johny Hendricks até parecia que poderia ter uma sobrevida na categoria dos médios após vencer Hector Lombard numa decisão unânime bem estranha. Mas mesmo com 7kg a mais, não bateu o peso pela quarta vez e teve um desempenho bem medíocre contra um unidimensional Tim Boetsch. Em um primeiro round de estudo, Hendricks tomava mais iniciativa, tentou quedar sem sucesso, enquanto o The Barbarian devolvia com maior agressividade, com cruzados e chutes na linha de cintura e nas coxas. E se Boetsch é conhecido apenas pela potência, deu no que deu! No segundo round, um chute alto deixou o Bigg Rigg desnorteado, bastando partir para cima com uma sequência de socos e liquidar a fatura. Foi uma luta que serviu para colocar o barbudo no devido lugar, contra um adversário longe de ser dos melhores da categoria dos médios. O futuro é uma incógnita e, com as constantes falhas disciplinares, uma ida ao RH não seria absurda. Para Boetsch, que tal um Vitor Belfort no Brasil?

Dennis Siver x BJ Penn

Quando BJ Penn foi caminhando em direção ao octógono com a língua de fora, deu a impressão que o desastre seria pior do que a encomenda. Mas no octógono, até que o antigo Prodígio mostrou uma reação maior do que nos combates anteriores (convenhamos, Frankie Edgar e Yair Rodriguez eram demais para ele!). Mas não foi suficiente. BJ começou andando para frente, tentou joelhadas sem efetividades, mas Dennis Siver respondia melhor, com jabs e diretos que fizeram o hall of fame recuar. Mas o melhor momento da luta foi do ex-campeão, no segundo round, que acertou um direto no pequeno Daniel Craig, que foi ao chão, mas não conseguiu finalizar. No terceiro, BJ estava visivelmente desgastado, enquanto o alemão veio mais agressivo, controlando as ações, com direito a um chute alto em cheio. Vitória por decisão majoritária para Siver (28-28, 29-28, 29-27), que segue como um lutador apenas de meio de tabela na categoria dos penas. BJ Penn engata a quinta derrota consecutiva, não vence desde 2010 e a humanidade segue clamando para a aposentadoria…

Marvin Vettori x Vitor Miranda

A situação ficou complicada para o simpático peso médio (e também youtuber), Vitor Miranda. Vindo de revés para o freak famoso Chris Camozzi, perdeu a segunda seguida, por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28). Está 3-3 no UFC, o que não chega a ser uma catástrofe, mas do jeito que a organização está passando o facão sem medo, é bom ficar em alerta! Respeitou até demais o mediano Marvin Vettori, acertando muitos chutes na coxa, mas se permitindo cair em um contra-ataque ofensivo e se deixando encurralar na grade em diversas ocasiões, parecendo um tal de Júnior Cigano. Não demorou a sangrar. Com tanta pressão, o italiano logo mostrou cansaço, quando o brasileiro conseguiu acertar alguns golpes (e muitos no vazio). No fim, com ambos buscando gás na reserva, Vettori ainda conseguiu cair por cima, onde sequer tinha mais forças para golpear, mas garantiu a vitória. Detalhe que ele só enfrentou brasileiros no UFC (venceu Alberto Uda e Miranda, e foi derrotado por pontos para Antonio Cara de Sapato). Garantiu o emprego.

Menções honrosas

  • Que vitória de Felice Herrig por decisão unânime (30-26, 30-26 e 29-27) sobre Justine Kish, então invicta no esporte! Foi um domínio quase completo, quedou quando quis, tentou muitas finalizações e a russa só não bateu porque foi muito guerreira (teve até “borrada” no calção para fugir do estrangulamento). Bela atuação da bela Herrig, que mostra uma evolução e tanto nas últimas atuações. Ainda é cedo para pensar em título, mas é um ótimo produto a ser trabalhado pela organização.
  • Clay Guida pode até estar virando escada. Mas ainda garante o seu show, com direito a arroto nos intervalos entre os rounds e tudo mais. Com o estilo elétrico que levanta a torcida, conseguiu impor o wrestling, sua principal arma, contra o trocador Erik Koch. No solo, foi um passeio completo: bateu, passou a guarda, pressionou nos 100kg, montou, deu joelhadas, cotoveladas, ombradas, tudo que tinha direito. Vitória do Capitão Caverna por decisão unânime (29-28, 29-27, 30-27). De volta a divisão dos leves, certamente Guida não se sustenta contra a elite, mas ainda vai figurar em cards para garantir um bom entretenimento.
  • A única campeã da categoria peso palha feminino antes do reinado de Joanna Jedrzejczyk, Carla Esparza fez o necessário para vencer Maryna Moroz por decisão unânime (30-27, 29-28, 29-28). A adversária até teve momentos melhores no primeiro round, evitando quedas e acertando contragolpes. Mas de resto, o cenário foi o mesmo: Esparza derrubava, batia na guarda fechada e, quando Moroz se levantava, era quedada novamente. Reencontrou o caminho da vitória, mas pelo estilo pouco empolgante, deve demorar ainda a conseguir uma revanche com a polonesa. Até porque terá sérias dificuldades contra as top 5!

Demais resultados

Para os demais resultados e a resenha antes, durante e depois do evento, é só dar um pulinho no tópico do UFC Fight Night 112 no nosso fórum.

  • Fernando Ribeiro

    Não foi hoje que o Kevin Lee levou a surra que tanto espero ver. Queria que o Mario não tivesse feito mais uma cagada, mas, é o Mario, então, né? Esperar o quê? Acho que era muito difícil o Chiesa escapar da posição, mas se nós vimos a Justine sobreviver a um estrangulamento tão bem ajustado quanto, o minímo que o Chiesa merecia era o benefício da dúvida. Hate meu a parte, o Kevin vem se destacando na divisão, espero que não marquem a revanche imediata e que lhe deem alguém mais bem ranqueado na próxima.
    Rezende tem o Kelly, Tannuri tem o Bamgbose, e eu tenho o Tim Boetsch como meu freak favorito! Vê-lo nocautear o mais displicente lutador do UFC foi um colírio pros meus olhos! Só faltou o urro de vitória que estranhamente o Boetsch não fez dessa vez. Já o Jonhy, pós USADA não é nem uma sombra do que já foi um dia, que vá pra algum outro evento onde o controle anti-doping seja menos rígido ou até inexistente. Se continuar no Ultimate, vai continuar decepcionando, mais do que já decepcionou.
    Hoje não! hoje não! hoje sim… Apesar dos dois primeiros rounds decentes do BJ, o terceiro nos lembrou pq que todos querem a aposentadoria dele. Seja por estar ultrapassado, seja pela evolução dos demais atletas, seja pela idade, seja por qualquer outro motivo que for, é nítido que o BJ não tem a menor condição de continuar lutando profissionalmente. Sinceramente, fiquei com pena do BJ no terceiro round, estático e morto no gás a la Derrick Lewis, foi um espancamento difícil de assistir, e olha que eu nem sou um grande fã do havaiano. Na boa, aposenta. Aproveita que conseguiu a proeza de não ser nocauteado e encerra esse fim de carreira medonho de uma vez por todas.
    Evento prometia ser mediano, e foi mesmo, ao menos no card principal já que não vi o preliminar. Mas no final das contas, me dou por satisfeito pelo desfecho de Boetsch vs Hendricks.

    • Tairon de Oliveira

      Faltava uns 20 segundos pra luta acabar, não custava deixar.

      Na luta do Jacaré a interrupção foi “precipitadamente tardia”.
      Nessa eu nem sei definir…

      • Fernando Ribeiro

        Deixar o cara apagar pra evitar todo esse desconforto ele não deixa, mas deixou o Derrick Lewis dar uns três ou quatro murros a mais no Rondo quando este já estava inconsciente. É o Mario, já era de se esperar.

    • Paulo de Tarso Lins

      Discordo do amigo, a revanche é plenamente cabível, afina a interrupção foi precoce e ficará a dúvida; e quanto a dar alguém mais ranqueado pro Lee, o Chiesa é cinco posições mais bem ranqueado, então acho que tá de bom tamanho pros dois a revanche.

      • Diogo Barbosa

        Cara, a categoria está lotada ficar fazendo revanche é besteira quando se tem uma infinidade de lutas mais interessantes pra casar, Lee vinha vencendo. Revanche pro Chiessa é andar para trás com o Lee.
        Kevin venceu e merece um mais ranqueado pra poder progredir a carreira, não ficar fazendo revanche por que todos queriam vê-lo apanhar.
        Yamazaki cometeu um erro tão grave quanto a joelhada do Anderson no Bisping ou o nocaute do Conor no Chad. Um erro sim, mas nada tão grave quanto estão dizendo.
        Nesse vídeo tem a parte da finalização, pra mim Mike apagou de leve, fica a conclusão de cada um.
        https://www.youtube.com/watch?time_continue=19&v=LF18-oaaSag

        • Paulo de Tarso Lins

          Vendo novamente a luta, acho que o Chiesa estava prestes a bater ou apagar, as duas mãos movimentando-se de forma meio desorientada me lembrou a Holy Holm quando apagou no estrangulamento da Tate, começou a mexer os braços de forma desesperada, confesso que a situação lembra.

        • Juan

          Isso que ia falar.
          Ficar balançando as mãos e com olhar desfocado é coisa de quem está apagando. Torcia pelo Team do Bem, mas não dá pra reclamar muito não. Lembrou a Holm contra a Miesha.

        • magnuseverest

          Revanche nem pensar,Alvarez e Dustin já tem uma,agora Lee deve pegar os tops…Enquanto Nurma não aparece,Lee pode chegar ao TS.

      • Fernando Ribeiro

        Se tivesse sido no contest, até cabia revanche, mas não foi(e nem deveria). Acho melhor ambos trilharem caminhos diferentes, mais pra frente eles fazem a revanche.

      • Thiago Sampaio

        Eu acho que a revanche é até cabível. Mas a questão é: teria apelo? Será que o povo está tão ansioso para ver um novo encontro entre Chiesa e Lee?

        Como se trata de uma das categorias mais recheadas de bons nomes, creio que o melhor mesmo é seguir em frente. Para Lee, Edson Barboza seria uma boa pedida.

        Para Chiesa, que apesar da derrota, pode ganhar algum crédito por ela ter sido “duvidosa”. O vencedor de Michael Johnson x Justin Gaethe poderia ser uma boa!

    • Guilherme Urquisa

      Eu não achei q a interrupção foi tão errada assim n. Dava pra ter esperado um pouco mais, mas está dentro da margem. Deu pra ver claramente que o Chiesa estava na iminência de apagar, justamente como a Holly, só acordou pq o Lee liberou a chave. O q eu achei errado foi na entrevista o ufc ficar dando força a esse tipo de postura dos lutadores para discordar do árbitro.

      • Fernando Ribeiro

        Podia ter esperado. Mata-leão não é como uma chave de braço onde um segundo pode custar uma grave lesão ao adversário, não a razão para não esperar. Se ele tivesse esperado, teria evitado todo este desconforto.

  • Bernardo Oliveira

    Não via como Hendricks venceria o Boetsch. Tim atualmente é melhor em tudo.

  • Fernando Chaves

    RH pro Hendricks

  • Hyuriel Constantino

    O melhor desse evento foram as piadas feitas no fórum sobre o Guida. LOL!

  • KRS Porlaneff

    Felice Herrig produto a ser trabalhado pelo UFC? Desculpa, mas não.

    Ela é simpática, carismática, bonita, gostosinha, tem um pouco esse personagem da “Barbie durona”, tem a trocação em dia (apesar de só um nocaute no MMA e ainda técnico), mas parou por aí. Ela só é boa de grappling quando a adversária é pior ainda, e se mostrou extremamente limitada frente a outras lutadoras de meio de tabela pra frente (Esparza, Torres, PVZ e Randa Markos no TUF).

    Ainda se ela não fosse norte-americana, dava pra usar bem ela como alavanca – igual aconteceu com o Bisping na conquista do mercado inglês onde ele foi peça fundamental. Talvez um TUF ou algum outro tipo de reality… ou na WFLY que vai rolar daqui um tempo.

    • Tairon de Oliveira

      Seria espancada pela Gadelha, Bate-Estaca e pela KK.

      Contra a Joanna Violência não preciso nem comentar.

      • KRS Porlaneff

        E também por Waterson e Calderwood.

        Além de finalizada pela Namajunas e se pá até pela Aguilar.

        • Carlos Montalvão

          Aguilar foi maior corta-tesão em termos de nível de atleta campeão fora do evento que o UFC contratou no peso-palha. Ruim demais.

      • William Oliveira

        Se ela levar a KK pro chão, vejo total vantagem da Felice, o grappling da KK é mediano pra ruim. Da bate-estaca não sei dizer, agora as outras 2, normal, elas ganham de todo mundo nessa categoria.

        • Tairon de Oliveira

          Acho que ela cai antes de colar na KK.

    • Thiago Sampaio

      Justamente por esses motivos citados acima disse que ela é o bom produto a ser trabalhado. E nunca disse que ela tem talento para ser campeã. De fato, está bem abaixo de Joanna, Claudinha, Karolina, mas mostrou uma boa evolução desde que perdeu para a Paige VanZant.

      Não à toa, fez o co-main event contra Alexa Grasso (em que era a zebra e venceu) e, agora, estava na antepenúltima luta do card, contra uma lutadora invicta. Ela pode crescer na divisão, mas tudo ao seu tempo.

      • magnuseverest

        Felice vem crescendo no evento e como ela é polêmica pode aparecer em lutas principais…

      • KRS Porlaneff

        Bom, eu sinceramente acho um pouco perda de tempo investir nela mesmo a longo prazo.

        Enquanto a WFLY não for criada e enquanto não a vermos em ação por lá, eu particularmente a manteria do jeito que está – card principal em cards de mais ou menos pra baixo, e se for card numerado, só entra no principal se for card em Illinois.

        Ela crescer na divisão, OK – que vá, vença suas adversárias, busque bônus e quem sabe até o meio/final de 2018, caso a Joanna ainda seja campeã, ela seja a desafiante da vez. Mas o UFC investir nela, eu mantenho minha opinião.

        • Carlos Montalvão

          Enquanto a Joanna estiver no UFC podem esquecer qualquer expectativa de qualquer lutadora em brilhar no peso-mosca, muito menos no palha, pelo menos enquanto ela ainda for nova e ter sucesso nos cortes de peso e reidratação. kkkkkkkk

          • KRS Porlaneff

            No peso palha realmente fica difícil ver alguma moça a curto prazo com tarimba pra vencer a Joanna, depois da KK, da Bate-Estaca e das duas vezes em que a Claudinha não ganhou.

            Agora no peso moca a coisa já fica um pouco diferente. Muitas lutadoras hoje estão no peso galo porque não conseguem cortar peso de 61kg pra 52kg, mas de 61kg pra 57kg a coisa fica bem mais simples, teoricamente falando.

            Uma das que falou de descer, se a categoria for criada, é justamente a Valentina Shevchenko, que já venceu a Joanna no kickboxing. De repente pode ser ela que crave a primeira derrota legítima da Joanna no MMA… quem sabe?

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Ser nocauteado pelo bárbaro tinha que ser o Sapo e o Hendricks, nem o Dan Hendo com quase 50 anos conseguiu a proeza… não acho que o UFC vai demitir pelo nome, e nem mandar subir de categoria, mas é mais do que óbvio que o Hendricks não tá nem aí, capaz de nem querer cortar peso foda-se a bolsa, quer lutar do jeito que ele tá. Ainda bem que foi nocauteado, um palhaço…

    Sobre BJ Penn nem vale a pena falar… “quero conquistar minha cinta na 3º categoria”, piada.

    • Hyuriel Constantino

      No dia que BJ conquistar a terceira cinta, o universo colapsa.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Só consegue se marcarem uma luta valendo cinturão entre ele e Takanori Gomi/Maynard no peso leve master..

        • Hyuriel Constantino

          LOL

  • Lyn

    Mazagatti vive.

  • Eduardo Kovasc

    Só xingam o Yamakazi pq ele é brasileiro.

    • William Oliveira

      Não, é pq ele faz merda msm

  • Diogo Barbosa

    Alguém mais achou que além do Hendricks estar freak o Barbarian lutou BEM?
    Não to dizendo que foi uma evolução fudida e tal, mas ele deu bastantes sequências, movimentou bastante . Gostei dele na luta.

    • Thiago Sampaio

      Ele se movimentou melhor, mas longe de ter mostrado uma grande evolução, até porque o Hendricks estava bem lento. Ainda acho que o Boetsch depende exclusivamente da mão pesada para vencer, mas nessa luta mostrou que a canela também é pesada…haha

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