2015 começa bem, mas UFC já sente os primeiros golpes

Lucas Carrano | 02/02/2015 às 14:41
Tirando Ronda, todos lutaram em janeiro

Tirando Ronda, todos lutaram em janeiro

Os 31 primeiros dias do ano já foram para a conta e o UFC parecer ter muito que comemorar.

Afinal de contas, este foi um dos meses de janeiro mais movimentados e lucrativos na história recente da organização.

Ao todo, foram quatro eventos, que contemplaram todas as séries do principal evento de MMA do planeta na atualidade: dois pay-per-views (UFC 182 e UFC 183), um Fight Night (UFC FN 59) e um evento na TV aberta dos EUA (UFC on FOX 14).

Só para se ter uma ideia, no primeiro mês do ano passado, foram dois Fight Nights e um UFC on FOX no mesmo período, cuja grande luta foi Josh Thomson x Benson Henderson.

Se olharmos para 2013, a comparação fica ainda mais desleal. Mesmo tendo sido um dos anos mais profícuos da organização, ele começou com apenas dois cards: o UFC on FX 7, realizado em São Paulo, que teve Belfort x Bisping como main event; e o UFC on FOX 6, encabeçado pela disputa do cinturão dos moscas entre Demetrious Johnson e John Dodson.

Jones x Cormier: cerca de 800 mil pacotes vendidos

Jones x Cormier: cerca de 800 mil pacotes vendidos

Em 2015, por outro lado, os dois PPVs realizados trouxeram nada menos do que uma das disputas de cinturão mais antecipadas dos últimos tempos, com o choque entre os rivais Jon Jones e Daniel Cormier, e a volta daquele que foi, e para muitos ainda é, considerado o maior lutador de todos os tempos, Anderson Silva.

Além de toda a mídia espontânea gerada por estes dois cards, algo que supera e muito os resultados de buzz midiático dos eventos recentes, eles devem, sozinhos, representar um número que se aproxima de 50% dos cerca de 3 milhões de pacotes de PPV vendidos no ano passado.

McGregor x Siver: recorde na Fox Sports 1

McGregor x Siver: recorde na Fox Sports 1

Ademais, a edição Fight Night promovida fugiu da pecha de evento de menor porte e registrou a maior audiência da série na TV a cabo norte-americana, superando o estrelado card de estreia do Ultimate no FOX Sports 1 (liderado por Shogun x Sonnen) e ainda marcou o último passo da caminhada do hype train Conor McGregor até José Aldo e o cinturão dos penas, com uma atuação de respeito.

Como se não bastasse, o card UFC on FOX 14 foi o segundo maior evento da história da organização em presença de público, a primeira noite de lutas fora dos Estados Unidos a ser televisionada em TV aberta no país e ainda brindou com o público com a ascensão de um desafiante anteriormente tão improvável quanto agora legítimo para o campeão Jon Jones.

Lendo até aqui, no entanto, parece que tudo foi um mar de rosas e que realmente 2015 chegou para espantar de vez a bruxa que pairava solta sobre o número 2960 da West Sahara Avenue, em Las Vegas – onde fica o prédio da Zuffa.

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Brown x Saffiedine virou Thompson x Thatch e agora é Henderson x Thatch

Acontece, que para quem já é leitor assíduo do Sexto Round, as coisas não costumam acontecer assim tão por acaso.

Conforme já comentado aqui pelo nosso quarterback titular Renato Rebelo, após um ano de faturamento baixo, o UFC dobrou a aposta e pagou pra ver, arriscando nos nomes de peso e na virada da sorte a retomada do viés crescente nos negócios.

O alto risco já vem cobrando seu preço e, considerando o corte de Tarec Saffiedine no réveillon, literalmente desde o primeiro dia do ano a organização já vem sofrendo duros golpes.

Para não me alongar muito, resumo dizendo que todo e qualquer main event programado para o mês de fevereiro sofreu alterações ou foi cancelado devido a problemas com os atletas envolvidos.

Para aumentar ainda mais a dor de cabeça, houve também problemas com algumas lutas-chave, como o duelo entre Yoel Romero e Ronaldo Jacaré, que aconteceria no UFC 184.

Isso fora o festival de imprevistos com o UFC 183, que vão de dois atletas perdendo o peso por e sendo obrigados a mudarem de divisão ao cancelamento de última hora do combate entre Jimy Hettes e Diego Brandão, devido a um desmaio do norte-americano durante o aquecimento.

Um nome importante do UFC, que sempre gosta de dizer que “não dá entrevistas”, disse-me certa vez em um bate-papo que tem se tornado progressivamente mais difícil o trabalho de casar as lutas e que a forma como se dão as preparações dos atletas tem tido um papel central nesta questão, o que lembrou uma citação do ano passado do presidente Dana White.

Os treinos de MMA evoluíram e chegaram a um nível completamente diferente. Eu acho que é hora de ir um pouco mais devagar”, disse o careca, na época lamentando a nova contusão de Cain Velasquez.

Novo poster do UFC 184

Novo poster do UFC 184

Claro que o aspecto dos treinamentos é fundamental no que diz respeito aos cancelamentos de lutas, até porque o número de problemas referentes a questões que não sejam físicas é praticamente irrelevante.

Porém, existe outro fator aí que foi ignorado, por razões óbvias, tanto por Dana quanto pelo “não-entrevistado”: o próprio Ultimate tem sua parcela de responsabilidade.

É chover no molhado falar sobre a disparidade entre o número de eventos e a quantidade de atletas de alto nível e/ou com grande notoriedade pública para preenchê-los.

Apesar disso, tal observação novamente se faz necessária.

Há apenas 15 dias, comentei como dava a impressão de que a abordagem da organização no que diz respeito à configuração dos eventos tinha mudado, com mais lutas interessantes escaladas pelos menos para os PPVs.

Mas vejam só como um tornado passou arrastando tudo o que pode e o card do UFC 184, de super recheado, passou a extremamente minguado – com direito a novo voo solo de Ronda Rousey e Raquel Pennington x Holly Holm (que apenas estreia) de co-main event.

As respostas para o quanto o UFC ainda precisa ajustar em sua estratégia de planejamento e se a organização vai ou não acusar os golpes recentes devem começar a aparecer já durante o mês de fevereiro, que, ao contrário de seu antecessor, não começa lá muito animador.

Abraços.

ATUALIZAÇÃO: o segundo evento do UFC em março (o Fight Night 62, no Rio de Janeiro) acaba de ter sua luta principal extirpada. Por motivo de lesão, Raphael Assunção não enfrentará Urijah Faber. Ainda não há confirmação sobre um possível substituto.

  • Guilherme Scarcelli

    Realmente, janeiro foi um ótimo mês, mas agora fevereiro ferrou com tudo, onde era esperado um card com Belfort x Weidman, Ronda x Zingano, Jacaré x Romero e Pezão x Mir temos que nos contentar apenas com Ronda x Zingano, Koscheck x Ellenberger, Muñoz x Carneiro e Pennington x Holm.

    Já o segundo Fight Night do mês não lembro de nenhuma lesão revelante, exceto claro Rashad x Glover que podemos dizer que foi substituido a altura dado a “excelente” fase de Glover e seu treino de fundo de quintal, o card mantém o mesmo nível dos outros FNs, nomes até interessantes mas que não chamam a atenção do grande público, o card pra brasileiro ver, tendo até alguns que no futuro podem ser alguém mas nada que fala “óó, que card bom”.

    O primeiro FN do mês teve uma ótima contribuição da lesão de Thompson, Bendo vem aí se inspirando no Cowboy fazendo lutas em sequência, tem um ME interessante mas apenas pelo nome de Bendo, para quem acompanha MMA assiduamente como os leitores do Sexto Round fazem o card não é nada de bobagem não, tem alguns nomes bons mas novamente não chama atenção do público médio que é a grande máquina de dinheiro para o Ultimate.

    Pode não ser um dos meses mais lucrativos para o Ultimate mas ruim não é, poderia ser melhor, poderia se não fosse as lesões, mas não é um mês desprezível.

    • Carlos Montalvão

      Bem dizendo, Bendo ter aceitado essa luta acabou, não só salvando o evento, como melhorando né (porque Thompson x Thatch ia ser tenso pra puxar audiência viu, pelo menos o menino-lobo tem apelo)

  • Carlos Montalvão

    Só queria deixar claro aqui que a queda da luta de Cristiano e Pastor nada teve a ver com a bruxa do azar/bichinho da lesão relacionada (o) ao UFC, e sim o fato de que o Vitor cometeu a baita da cagada que foi assinar um contrato com a agência 9ine. Todos sabem que o Ronaldo é um puta de um pé frio e desde que o Anderson Silva assinou com o cara, ele perdeu o cinturão, foi nocauteado e quebrou uma perna numa lesão insana. Foi só o Belfort fazer o mesmo e, no dia (ou na semana) em que fechou o acordo, perde a luta pelo cinturão mais uma vez. Coincidência? Acho que não. Corre pra longe desse cara que ainda dá tempo, Vitor!

    • will

      Faz sentido, aquele gordo pé frio!

    • Lucas Pereira Carrano

      Carlos,

      Eu definitivamente não sou um cabra muito de acreditar em “destino”, mas confesso que você apresentou evidências bem contundentes!

      Hahahahahaha

    • Ramon Reis

      O Anderson ganhou R$ 17.100.000,00 com o contrato com a 9ine.

      • Lucas Pereira Carrano

        As definições de “azar” foram atualizadas.

      • Willians

        E eu que não tenho esse tipo de azar?

  • Pedro Duarte

    Se o UFC quer manter esse padrão frenético de eventos, acho que pelo menos pra todo main ou co-main event deveria existir um atleta substituto já anunciado desde a marcação da luta.

    No caso do UFC 184, já poderia estar anunciado e alinhado com os lutadores que Lyoto era o substituto número 1 da luta em caso de lesão. Isso garante a realização do evento e ainda preserva (pelo menos em grande parte), a atratividade do público. Obviamente, quem teria mais a perder com esse método seria o campeão, que corre o risco de colocar o seu cinturão em jogo contra um rival de características diferentes. Ainda assim, poderia ficar claro que independentemente da situação, se o campeão perder para um atleta substituto, ele terá revanche imediata.

    Acontecendo duas lesões seguidas, não tem nem o que discutir, é abrir cinturão interino com prazo de até tantos meses para retorno do campeão. Caso não retorne no prazo, o interino vira linear e bola pra frente.

    Não sei, mas achei muito bizarro o UFC aceitar tão passivamente, pelo menos até agora, a imposição do Vitor de só querer lutar pelo cinturão linear. Entendo que o fator preparação é importante, mas o Lyoto ou qualquer outro também estaria na mesma situação.

    No fim, os atletas normalmente passam impunes e quem acaba perdendo é o próprio UFC e os fãs. Por isso, um sistema mais rígido e claro poderia diminuir essas recorrências.

    • Carlos Montalvão

      Não acha que combinar com um terceiro lutador pra ele ser o reserva iria causar uma confusão na carreira do cara? Por exemplo no caso do Lyoto ele teria que ou ficar só treinando pra POSSIVELMENTE substituir o Weidman/Belfort em caso de lesão e não ter uma luta propriamente marcada ou ele teria que fazer um camp não-focado 100% no Luke Rockhold porque além do galã, ele teria que se preparar para um cara que tem um jogo totalmente diferente sem ter a certeza de que receberia o tal “chamado do dever”

      • Pedro Duarte

        Se olharmos na prática, o Lyoto já tinha desistido do Rockhold e aceitado um duelo que ele mesmo não havia se preparado contra o Belfort. Um substituto não necessariamente precisaria ficar esperando pelo duelo principal e poderia sim estar agendado com outro lutador, exatamente como aconteceu com o Lyoto. Nesse caso, fica a critério do lutador como se preparar. Nem que essa regra seja válida somente para lesões ocorridas até 3 semanas antes da luta. Isso daria pelo menos um tempo, ainda que mínimo, para o cara se preparar.

        Só acho que da maneira atual o ônus é sempre do telespectador e do UFC.

        • Carlos Montalvão

          Faz sentido, mas poucos são os caras que aceitam uma roubada dessas, o próprio Dragão e o Shogun recusaram a luta contra o Jones por estar de última hora, aceitar substituir alguém numa luta comum é uma coisa, já aceitar substituir quem iria lutar contra o campeão é outra bem diferente, a não ser que seja um cara que não tem nada a perder como foi o caso do Joe Sotto contra o Dillashaw, não sei se caras mais ranqueados estariam dispostos a jogar fora um sequência boa de lutas por falta de tempo de se preparar pra enfrentar o dono da cinta.

  • will

    A soluça óbvia é responsabilizar os atletas pelo cancelamento das lutas. Contusões em treinos é responsabilidade do atleta. Weidman já deveria ter perdido o centurião por repetidas lesões. Outra solução é rechear os eventos numerados com grandes lutas, assim se uma cair o resto segura. Esses FightNights ou UFC no Fox têm que ficar em segundo plano.

    • Ramon Reis

      Cara, o UFC tem a malandragem de anunciar a luta primeiro e mandar o contrato depois, Caio Monstro e Mark Munõz é um exemplo, o brasileiro tava se recuperando de uma lesão, nem ofereceram a luta, simplesmente anunciaram, acho que com o Assunção foi a mesma coisa, ele tava fazendo fisioterapia para se recuperar de uma lesão no tornozelo quando anunciaram que ele e o Faber estrelariam a luta principal.

      O Assunção não se lesionou ele já tava lesionado.

    • Rafa FriAll

      Pra isso tinha que diminuir o numero de eventos, 2, ou no maximo 3 por mes estaria otimo.

      • will

        Duas disputas de cinturão já meio que uma regra no UFC. Mas Weidman, Pettis e Velasquez defendem o cinturão uma vez a cada dois anos! O problema são esses 3 atletas!

  • Laerte Viana Venâncio Alves

    Raphael Assunção não conseguirá se recuperar a tempo e está fora do UFC Rio 6. O Ultimate procura uma solução/alguém para enfrentar o Faber.
    Olha o Lineker estreando nos galos…

    • Lucas Pereira Carrano

      Laerte,

      Exatamente o que pensei. Ou isso, ou o UFC cede ao Vitor e escala ele contra o Muñoz para salvar o evento.

      • Laerte Viana Venâncio Alves

        O Vitor pediu para enfrentar o Munoz? Ou está citando isso por os dois já estarem no mesmo card do UFC 184?

        • Carlos Montalvão

          Se ele realmente pediu o Munoz eu desisto de torcer pra ele pelo resto da vida hahaha

          • Pedro Duarte

            Mas se realmente pediu o Romero, ganhou meu respeito.

          • Rafa FriAll

            Teria mais logica o Romero, pq iria lutar na mesma data contra o Jacaré. Se fosse o Lyoto o Rockhold ficaria sem adver´sario.

        • Renato Rebelo

          Um reporter do Sherdog disse que ficou sabendo que o Vitor pediu o Munoz. A Joana Prado (esposa e empresária) disse que ele, na verdade, pediu o Romero, mas o UFC não quis. Quis dar o Lyoto.

        • WILLIANS

          É assim que Deus faz! Fazemos vários planos para construir nossas companhias c/ princípios e honestidade e de repente tudo muda! Minha academia de 400 alunos foi destruída pela tempestade nesse final de semana e com minha outra empresa @vitorbelfort não fechei a negociação que esperava quando pedi o Romero pelo interino, então decidimos esperar p/ lutar com o Weidman em Maio.
          Eu sei que voltaremos mais fortes do que nunca, mesmo quando as situações são ruins. Já enfrentamos muitas coisas ruins, mas com Deus conseguimos superar tudo!! Estou ansiosa em reconstruir a @fortfitbyvitorbelfort e ver @vitorbelfort fazendo história e lutando pelo cinturão em maio. Deus está no controle !!
          Joana Prado

    • Renato Rebelo

      Lineker x Faber no Rio? Segura meu like aí, fera!

      • Laerte Viana Venâncio Alves

        Haha.. Acho que venderia mais que a luta “original”.

        • William Amaral

          Me interessaria mais mesmo! Só não sugiro Frankie Edgar porque acho que o UFC não colocaria dois gringos de main event.

          Pensando aqui: é notório que o Assunção não empolga com suas entrevistas, e suas lutas também não são das mais divertidas de se assistir. Esse ta ferrado. No mais, acho que foi bom ele ter fugido do Faber. Ele tem tudo para enfrentar quem sair de Barão/TJ mesmo ficando de molho durante esse período.

      • Deivis Chiodini

        Eu pensei tb em o Faber subir e pegar o do Bronx…não rola?

    • Ramon Reis

      Já tava esperando essa luta cair, quando soube que o Assunção tava fazendo recuperação intensiva para lutar, tive certeza que a luta ia cair.

    • Natan Machado Fauzi

      CARALHO MULEQUE, QUE SACADA, SE EU TIVESSE O EMAIL DO SHELBY TE PASSAVA!

    • Rodrigo Tannuri

      Quer ser matchmaker do UFC? Tem o meu aval!

      • Laerte Viana Venâncio Alves

        Não seria uma má ideia, cara. Sou recém formado e estou procurando emprego. Hahaha

    • Thiago Arruda

      Cara, eu queria muito ver essa luta, mas Laerte, sem querer ser chato, mas sendo, haha, mas o Lineker tava de cadeira de roda na coletiva. Será que dá tempo dele se recuperar?

      • Laerte Viana Venâncio Alves

        Cara, eu confesso que não sei as condições do Lineker. Eu li a notícia da contusão do Raphael bem na hora que tinha acabado de entrar aqui no 6R para ler o texto do dia, ai já comentei o que me veio em mente no momento. Se o brasileiro estiver sem condições, provavelmente vão sacar o Faber do main event e casar uma luta de outra categoria. O duro é que não vejo nenhuma outra boa alternativa.

  • mazzaropi

    Justo e pontual as observações.

    Qual a solução para tudo isto?

    • Lucas Pereira Carrano

      Mazza,

      Não acredito que exista uma receita pronta pra descascar esse abacaxi. Mas certamente, a medida ideal passa por dar uma repensada na relação volume x qualidade de eventos e alguma ação envolvendo as lesões. Multa, sanções progressivas, acompanhar de perto os camps-chave? Dificilmente alguma dessas, ou outra alternativa, vai resolver o problema, mas vale a tentativa e o único jeito é experimentar.

      • mazzaropi

        Verdade.

        Eu não consegui nem se quer definir um mínimo sugestivo… Parei com o problema na cabeça: Se diminuir o volume de eventos perdemos em divulgação e inviabilizamos a entrada de novos atletas no pantel, mas se mantivermos o volume de eventos é necessário emergencialmente o aumento da contratação de atletas para compensar a demanda… Se manter a estrutura e não pensar na saúde do atleta quem paga é o evento todo… Sacrifica a ovelha ao invés do lobo. Imagina só, até hoje o UFC não tem um sistema de lutas reservas (nem ao menos pras principais)… O que eu percebi é que no card principal eles tentam promover lutas de grandes nomes, caso alguém caia… Já é alguma coisa.

  • Felipe

    Ao menos uma surpresa positiva: Benson Henderson acabou de tornar um dos piores cards da história do UFC um pouco mais aceitável.

    • ANDRE

      Eu também achei esse card bem sem vergonha.

    • Rafa FriAll

      Thompson x Thatch é bem melhor que Ben Henderson x Thatch

    • Natan Machado Fauzi

      Que isso mano Thompson é um prodígio, o cara me empolga MUITO, striker polidíssimo!

  • bedotRJ

    Este post mal foi publicado e já sai a notícia da lesão do Assunção, deixando o Faber sem oponente e o próximo UFC no Rio sem main event. Elenquei as alternativas: Johnny Eduardo ou Iuri Marajó no peso galo, Hacran Dias ou Charles do Bronx no peso pena. Nenhum deles tem nome prá main event (mas isso, convenhamos, o Assunção também não tinha). É o UFC sendo vítima de seu próprio gigantismo.

    • Malk Suruhito

      O Guilherme Cruz “profetizou” isso no último Podcast. “Curioso” não? 😉

  • Rodrigo Tannuri

    Realmente, esse ano está sendo maravilhoso. Estamos vendo eventos bem interessantes. Com o passar do tempo, a tendência é assistirmos ainda mais espetáculos. A nova geração está com tudo! Sobre as lesões, eu não sei como são os treinos hoje em dia, mas parece que os atletas são submetidos a tiroteios. Não é possível que muitos sejam tão descuidados. Ok, machucados sempre podem acontecer, ainda mais nesse esporte, porém há diversos reincidentes (Weidman, Pettis, Velasquez, Dominick, etc…). A questão do corte de peso também mostra certo descaso. Há de se ter mais profissionalismo. Concordo com o Dana nessa. Os treinos deveriam ser menos pesados, principalmente no fim do camp. Quantos atletas se machucaram faltando poucos dias pra luta? Uma infinidade!