Colunistas Respondem: BBB do Spider / Cinturões

admin | 22/01/2015 às 21:49

Nessa edição de “Colunistas Respondem”, tentaremos sanar as dúvidas dos leitores Geovanny AralPedro Henrique, Marcelo Vargas, Jhones Santos, Digo Costa e Ibsen Oliveira sobre os tópicos “Spider Life Show”, “Cinturões brasileiros”, “O triângulo de Ben Henderson″, “Maldonado x Rampage” e “As chances de McGregor” – respectivamente.

Vamos lá:

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Fernando Cappelli: Digo e Ibsen, vamos lá. Até a hora da luta, tudo que falarmos aqui sobre ‘quem é melhor’ ou ‘quem é mais técnico’ será subjetivo e baseado nas suposições do que ambos apresentaram até agora na carreira. Na minha opinião, além de todo blablablá pesado de bastidores que será inevitável, vai ser um encontro bem interessante ao melhor estilo ‘explosão x dinâmica’. É curioso ver como o McGregor luta relaxado e se impõe sobre os adversários naturalmente. E será mais curioso ainda saber como vai lidar com a velocidade do brasileiro, que é um campeão fenomenal, mas como todo e qualquer lutador, também tem falhas. Na última luta, por exemplo, o Chad Mendes o colocou em perigo real várias vezes, conseguiu knockdowns e o confundiu com uppercuts. O Aldo pode ter origem no jiu-jitsu, mas não dá pra negar que foi a habilidade no striking que o colocou no patamar que está. O jogo chão pra ele se tornou consequência do combate. Certeza que a tática principal vai ser peitar o irlandês na vertical. As chances do McGregor são mais concretas se ele fizer um trabalho milimétrico de manter a distância e evitar bater de frente com a rapidez do Aldo, sobretudo em sequências mais extensas, quando o manauara parece um dínamo a partir do terceiro golpe (seja com socos ou chutes).

RENATO_1

Renato Rebelo: Rapaz, eu bem queria tocar nessa assunto, por isso, agradeço a oportunidade. Então, é claro que se muito for mostrado, uma coisa aqui e outra ali pode ser captada pelo inimigo. Não acho, no entanto, que esse é o caso. Não vi nada muito diferente do que já rolou sobre o Anderson em countdowns da vida. O recheio é muito mais preparação física e a vida do cara fora da academia do que combinações técnicas e estratégia. Diferente, por exemplo, da iniciativa que teve Chris Weidman para a revanche contra o Spider. Em busca de um troco, o cara disponibilizou um site (pago) com “n” câmeras que transmitiam seu “camp” inteiro como se fosse um reality show. O que me aflige, na real, é o nível de treino que o Anderson está tendo. Espero, de coração, que os produtores da série – assim como a equipe do Globo Esporte– tenham decidido gravar a parte mais light do “camp”, com sessões leves de sparring. Porque, do contrário, por mais que ele conte com a sabedoria de Luiz Dórea, Edelson Silva, Daniel Woirin, Rogério Camões e Ramon Lemos, quem saiu na mão com ele à vera apenas inicia sua caminhada no MMA nacional (Wendres Godzilla e Douglas Moura, por exemplo). Nick Diaz, por outro lado, é nove anos mais jovem e tá trocando porrada diariamente com kickboxers de nível mundial do calibre de Joe Schilling e Artem Levin – além dos pugilistas profissionais que frequentam a academia de Richard Perez, seu professor de boxe. Veremos no dia 31 se essa preocupação se justifica ou é apenas coisa da minha cabeça…

CARRANO

Lucas Carrano: Fala, Pedrão, tudo bem? Cara, é claro que essa chance existe. Mas qual o tamanho dela? Bom, possivelmente a mesma de eu estar em casa e receber um e-mail da Miesha Tate dizendo: “Lucas, você ganhou na loteria. Mas, calma, não é só isso. Se você responder essa mensagem nos próximos cinco minutos, inteiramente grátis, largo Bryan Caraway e me jogo nos seus braços”. Pode acontecer? Pode. É provável? Não (no meu caso, beeeeem menos ainda). O grande X da questão aí é que a esmagadora maioria dos brasileiros disputando títulos não é favorita, alguns são muito azarões. Pense em estatística, entre todas as combinações de resultados possíveis só uma (todos os brasileiros vencendo) contempla sua alternativa. Ademais, caso este improvável cenário se concretize, diria que o impacto seria tamanho que poderíamos comparar ao recente “boom” do esporte no país – pós Anderson x Belfort e quando o Brasil teve quatro cinturões. Mesmo assim, não podemos negar que só o fato de podermos vislumbrar tal possibilidade e termos tantos brasileiros em posição de destaque já é motivo para um olhar com mais atenção para este momento. E é isso que venho preparando pra minha próxima coluna, na segunda-feira. Por isso, fazendo um jabá aqui, já deixo o convite para a leitura e que essa discussão possa se estender até lá. Abraços!

PARANHOS

Felipe Paranhos: Jhones, em primeiro lugar, Rampage é um presente do UFC a Maldonado. Por um lado, o brasileiro já demonstrou que é um cara “de time”: veste a camisa, joga pelo empregador também. Por outro, vem de três vitórias e merecia um cara de nome. Ao mesmo tempo, jogar Rampage direto contra os leões do top-5 seria gastar um cartucho rápido demais. Dito isso, vou à sua resposta: não acho que Quinton Jackson esteja melhor hoje do que quando saiu do UFC, como se pôde ver nas não muito brilhantes vitórias no Bellator. Apesar disso, vai ser um adversário perigoso desde o primeiro minuto para Maldonado. Acho que a oportunidade do brasileiro reside em tentar fazer seu jogo, desgastando Rampage desde o início para minar o gás do ex-campeão. Portanto, sim, acredito que a maior chance do sorocabano seja a partir do segundo round. De qualquer forma, Fião é showman, então ganhando ou perdendo a luta será boa de ver.

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Renato Rebelo: Marcelão, essa é mole. Adoraria apresentar a você uma teoria de que o Bendo é Illuminati e que a referência ao símbolo da “pirâmide com o olho que tudo vê” explica por que ele sempre – ou quase sempre, considerando a última luta contra Donald Cerrone– sai favorecido em decisões apertadas. Mas, na verdade, o gesto é uma simples homenagem à sua equipe, a MMA Lab – cujo símbolo é um triângulo amarelo. Nada de teorias da conspiração nessa!

  • Marcos Augusto

    Como já dizia o Faber,
    “Mano, se liga… eu não falei nada e sai de moleta do Octagon” huadhuahfuhuehu3

    • Dan Mendes

      ??

      • Marcos Augusto

        O Faber dando dicas pro Conor 🙁

    • Hehehe.. por alguns segundos não entendi também. Eu li no ritmo da música dos Racionais “Din din don, RAP é o som, queimando no opala marrom”..hahahaha

      Mas saquei dpois, Marcos..rsrsrs

    • Ramon Reis
      • will

        Imagina essas lambadas na postura de bailarina do McBobo! Madeira!!!

      • Jonas Angelo

        hahaha, hilário.

  • Deivis Chiodini

    Acho que o Aldo vai combinar, trocar e quando encurtar, queda. A luta sobe, troca mais umas porradas e queda. O Dedé é bem malandrão, não vai arriscar e o Aldo segue a risca o que ele pede.
    Obs: Um email da Gina Carano também caia bem…uma MILF do MMA, curto muito…hahhahaha

  • Rodrigo Tannuri

    O Fernandão já deve estar cansado de escrever sobre o embate Aldo x McGregor. Deixem nosso Jack Slack brasileiro estudar novos temas, poxa kkkkk

    Contra o Rampage, Maldonado terá que sobreviver ao ímpeto inicial do oponente e mostrar volume de luta. Golpes no corpo serão bem úteis. Mas é estranho ver um cara com vitórias contra Hollett, Beltran, Villante e Stringer encarar um ex-campeão, mesmo que este não esteja no auge. Esse é o atual momento dos meio-pesados…

    Sobre a pergunta do Bendo, tenho uma dúvida sobre o final das lutas do Koreanegro. Sempre que a campainha toca, ele sai nervosão em direção ao córner, apontando e dizendo várias coisas. É tipo um ritual. Sempre quis saber o que o ex-campeão fala.

    • Renato Rebelo

      Hahaha verdade, Rodrigo, Cappelli certamente já me odeia por passar tanta coisa sobre McGregor x Aldo.

      • Rodrigo Tannuri

        Odiar é com o Nick Diaz mesmo. Em toda a minha vida, nunca vi uma pessoa falar tanto em ódio quanto ele naquela breve propaganda do UFC kkkkk

        • André “na fase boa” Victor

          Kkkkkk

    • Fernando Cappelli

      hahahaha… foi o assunto da semana, não tem muito como fugir, Rodrigo. Mas tem muita coisa interessante pra falar (e escrever).
      abs!

  • Thiago Arruda

    Ainda podemos colocar o cinturão peso palha, q lá pro fim de 2015 por vir pro Brasil.

    Torço pra q todos os brasileiros ganhem, mas acho q só os do Penas e Médios virão pra o Brasil.

    • Ramon Reis

      Teremos um campeão nos Leves, tô torcendo pro Werdum mas o problema dele é que o Cain é o campeão da divisão, só boto fé na Gadelha quando ela melhorar o strike dela.

  • will

    Vamos analisar: Se o McBobo ficar com aquela postura de balé vai tomar tanto bico na canela que não vai andar mais; Aldo é mais rápido, mais explosivo e melhor no chão; O McBobo não tem queixo pra aguentar tanta brutalidade. Conclusão: TKO no primeiro round! Não vai nem ter revanche!

    • victor

      Rapaz o MC bobo e muito confiante, a maioria e confiante, mas ate entrar a primeira, o sonnen na segunda luta com o Anderson depois do 1 round , voltou direto tentando a gueda depois q não conseguiu a confianca acabou.. O Aldo vai fazer o cara parecer bobo mesmo… O jogo não acasa … Aldo na trocação e fora de serie

  • Jonas Angelo

    Alguns Adendos:

    Capelli: Por outro lado, Aldo aguentou muitos uppers e cruzados potentíssimos do bombadinho Chad. McGregor já foi testado assim num infight desses? (a pergunta é por desconhecimento mesmo, sem retórica hehe)

    Lucas: Discordo de você! Eu acho que a chance da Miesha te mandar esse spam é muito real, só a chance de ele ser verdadeiro que já acho bem improvável. haha

    • Boa, Jonas.
      Você ouviu o ultimo podcast com o Patricio Pitbull? Achei bem interessante aquilo que ele disse de receber soco e olhar para frente. Muitos lutadores “ramelam” nessa hora, é quando vemos aquele cara apanhando e não desistindo, quando falamos “ele tem coração”. Aldo nunca passou u sufoco como os do Maldonado, mas todas as vezes que foi pego com golpes dutos, olhou para frente e seguiu lutando, acho que é essa dúvida que vc tem com o Mcgregor, neh? Só descobriremos vendo ele em maus lençóis.
      Vou tentar assistir umas lutas antigas dele para ver se vejo algo do tipo.

      • Jonas Angelo

        Isso Davia, é exatamente isso. Vou tentar buscar também.

      • Malk Suruhito

        É, o que o Patricio falou serve exatamente para o Aldo. Naquele primeiro knockdown que o Mendez deu nele, ele cai de bunda no chão não tira o olhar do Chad e levanta instantaneamente. Fico imaginando como é o treinamento na fábrica de Monstro que é a NU.

      • William Amaral

        Amigos, lendo os comentário de vocês, fui assistir a McGregor x Holloway (ainda não tinha visto). Reparem que aos 2:30(+ ou -) do 2º Round, o Holloway escapa de um chute do irlandês e acerta um cruzado limpo nele. Pouco depois, o McGregor leva a luta pro solo e fica lá até o fim do round. No terceiro, logo no início, o havaiano manda um bom direto e depois disso, é levado ao solo e por lá ficam até quase o fim do round. Faltando 1 minuto, Holloway levanta e acerta um chute alto lindo no McGregor, que chega a quase ajoelhar-se. Logo o irlandês tenta a queda novamente.

        Não acho q o McGregor afrouxou, mas senti que ele perdeu a confiança na trocação após ter levado o cruzado na metade do 2º round. O que acham?

        • Acabei de rever, realmente, o direto de encontro mudou até a expressão do Mcgregor, ele perdeu bem a confiança.

          • Fernando Cappelli

            É, vai saber se não é um dos seguidores da escola Frank Mir de como (não) suportar pancadas….

          • William Amaral

            Ou Overeem. Saindo de sua especialidade quando encara o perigo.

        • Nubia Castro

          e com um detalhe: não vi ele fazer nada de interessante no chão.

  • Juan

    Bendo Illuminati… hahaha

  • Malk Suruhito

    Eu jurava que o Bendo ensaiava um Kikouhou do Tenshinhan

  • Kaue Macedo

    E essa brisa do Lucas Carrano com a Miesha Tate ai ? hahahahah

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