UFC-Reebok: revolução requer outras mudanças

Felipe Paranhos | 02/12/2014 às 21:20
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Hendricks foi um dos primeiros patrocinados pela Reebok no MMA

É provável que, no futuro, dividamos a história do MMA entre antes e depois do acordo firmado nesta terça-feira entre UFC e Reebok.

Tudo porque as duas marcas firmaram um formato de patrocínio totalmente diferente do que já se viu na história das lutas. A partir de julho de 2015, os lutadores do Ultimate vestirão apenas a marca britânica.

Os detalhes do contrato (leia-se cifras) ainda são desconhecidos, mas, pelo que foi dito, dá pra resumir assim: por seis anos, todo lutador usará uniformes Reebok na semana da luta ou em compromissos oficiais, o que retirará do octógono qualquer outra marca esportiva.

É o fim, também, dos banners com os patrocinadores dos atletas. E isso tem um custo para a empresa, claro.

Segundo o UFC, todo o valor do acerto vai ser distribuído entre os atletas, de modo que se compense o valor perdido por eles com os patrocínios adquiridos luta a luta.

O UFC não vai ganhar um centavo com isso. Nem um centavo”, disse Dana White a Ariel Helwani.

Prévia do que está por vir

Prévia do que está por vir

Não é bem assim. O que o presidente do UFC quis dizer é que toda a grana proveniente do contrato com a Reebok será distribuído com os lutadores.

Mas, e sempre tem um mas, esta é uma “jogada a longo prazo” do Ultimate. Traduzo: toda criança, adolescente e adulto que curte futebol tem, pelo menos, uma camisa de seu time.

Muitos, e esse mercado cresce ano após ano, atualiza seu guarda-roupa esportivo a cada temporada. E ainda tem a Copa, as camisas de seleções…

Pois bem: ao falar em “uniformes”, é evidente que os lutadores todos não vão usar as mesmas peças de roupa. A fórmula criada por UFC e Reebok permite, por exemplo, a personalização dos artigos usados por cada lutador.

Assim, você ou qualquer fã ao redor do mundo – e não esqueça que o Ultimate estuda chegar a mercados potencialmente gigantes, como China, Índia e Rússia – poderá comprar o calção preto do Cain Velasquez, o short branco do Shogun, a camiseta engraçada do Conor McGregor.

E aí, claro, o UFC ganhará dinheiro (assim como os principais nomes, que receberão 20% em royalties por cada peça personalizada vendida):

Um lutador não ranqueado me disse que ele não sabe o que fazer depois das notícias de hoje. ‘Os patrocinadores pagam meu aluguel’, falou. Ele contou também que se sente pressionado a lutar lesionado, a fim de manter seu nome no bolo e se aproximar do top-15″, escreveu Adam Martin, analista do MMAOddsBreaker.

O medo do atleta anônimo aí em cima é compreensível. Afinal, é no bolso do lutador que a mudança impactaria mais diretamente.

Mas, nesta ação, amigo, ninguém entra pra perder. A despeito de a Reebok – hoje de propriedade da Adidas – não ser superavitária nos Estados Unidos, esta é claramente uma negociação em que todos têm a ganhar.

E, óbvio, se não tivesse a garantia de que seus lutadores não sairiam no prejuízo, NUNCA o UFC firmaria este acordo.

E por quê? Porque o Ultimate é bonzinho? Claro que não. Porque Dana e os Fertitta precisam de lutadores para manter aplacada sua sede de expansão pelo mundo.

Imagina se o UFC iria pagar ainda pior seus lutadores e arriscar perdê-los pro ONE ou pro Bellator.

(Estes mercados serão herdados pelos patrocinadores atuais dos lutadores do Ultimate? Não sei, mas já tem quem tente garantir sua fatia).

Eu sou um dos maiores chamarizes fora do UFC. Se alguma das empresas que acabaram de ser limadas quiserem continuar no mercado, #euestouaqui”, falou Nick Newell, do WSOF.

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Rampage também já foi garoto-propaganda da marca

Dito isso, vem um grande problema. A distribuição financeira vai ser feita de acordo com o posicionamento dos atletas nos rankings de suas categorias (campeão ganha X, outros top 5, Y, do seis ao 10 do ranking, Z, do 11 ao 15, W, e não ranqueados, J).

Só que os rankings do UFC são uma piada. Para vocês terem uma ideia, um dos atuais votantes colocou Sean Strickland na frente de Anderson Silva nos médios.

Pra outro, uma vitória diante de um dos piores lutadores do Ultimate rende a 14ª posição dos penas para Doo Ho Choi.

Um terceiro incluiu Stanislav Nedkov – que não vence uma luta desde 2011 – no top-15 dos médios, colocou Leo Santos na 12ª posição dos meio-médios e Joe Ellenberger em 13º nos leves.

Pois bem: essas pessoas, se os rankings não mudarem, determinarão os rumos da vida e da carreira de muitos atletas.

E isso pode ser usado de duas maneiras, ambas perigosas: uma, levantando a bola daquele lutador amigo, daquele cara que é mais simpático ou cujo patrocinador pessoal tem boa relação com a empresa em que o jornalista trabalha, ou de outra, relegando a posições inferiores aquele atleta que recusa entrevista ou que é antipático.

E, acreditem, conhecendo o mercado geral do jornalismo especializado em MMA, este cenário é perfeitamente imaginável.

Portanto, é impossível implantar um sistema de ranqueamento baseado na subjetividade de jornalistas que podem estar motivados pelas mais diversas influências – inclusive a ignorância.

Acho, inclusive, que a função de jornalista é absolutamente incompatível com um ranking que decida quanto um lutador deve ganhar.

No entanto, o UFC ainda pretende manter o sistema de avaliação atual, usando menos eleitores (leia-se jornalistas), escolhidos de acordo com sua credibilidade no meio – o que ainda não é o ideal.

Acho que, quando se trata de um tema tão delicado quanto pagamento e premiação, quanto mais objetivos os critérios, melhor.

E, para isso, há o ranking da ATP, do tênis, como exemplo. Por que não se espelhar?

  • Leandro Ramos

    Tem algum site que mostre os jornalistas que votam e seus respectivos rankings?

    • Kaue Macedo

      No próprio ranking do UFC tem a lista com o nome e onde o cara trabalha.

      • Leandro Ramos

        Maneiro, nunca tinha visto. Varios brasileiros, até o Flavio Canto.

        • Rafa FriAll

          Esteja preparado para ver umas coisas bizarras. Só pra ter ideia, tem um jornalista “famoso” que até hoje mantem Anderson Silva como 1° do ranking peso por peso.

          • Malk Suruhito

            Mas P4P não tem critério definido, somente opinião pessoal. Então, quando não se tem critério, a distância entre o correto, o improvável e absurdo é nenhuma.

  • Dan Mendes

    E a BOMBA explodiu após o podcast

    • Renato Rebelo

      #sederchuvadexuxanomeucolocaipele

      • Felipe Paranhos

        A maldição continua. Renato Rebelo já foi visto numa esquina do Rio fazendo um trabalho para adiar as bombas do MMA para a sexta-feira.

      • Dan Mendes

        Outra bomba: Cris Cyborg anunciou que vai lutar nos Penas e adiou, por tempo indeterminado a sua descida a Peso Galo.

  • João

    Pareceu que a decisão foi tomada sem o consentimento dos atletas, pelo menos é o que dá a entender pela reação de alguns. Os lutadores menos conhecidos vão ser os mais prejudicados.j

  • Luiz Guilherme

    Excelente texto. Agora eh aguardar as cenas doa próximos capítulos.tem q ver quanto vai sobrar pra cada lutador. Principalmente os iniciantes. É uma coisa q entendi é que terá patrocínio de algumas empresas no uniforme da Reebok, segundo o Dana grandes empresas como dos times europeus.

    • Felipe Paranhos

      Acho que não, hein? Mas se você tiver visto algo assim, Luiz, põe aqui pra gente entender melhor.

      • Luiz Guilherme

        Sim. está no comunicado oficial do UFC. Segue link e o trecho:

        “Segundo Fertitta, outros patrocínios podem, eventualmente, aparecer no kit do UFC. “Mas será uma grande marca global como a que você vê em alguns desses outros esportes, como as ligas do futebol europeu”, comentou o CEO da marca.”

        fonte: http://www.ufc.com.br/news/parceria-reebok-ufc

        • Felipe Paranhos

          Acredito que isso indique a possibilidade de subacordos do UFC. Tipo: o kit do UFC pode vir a ser Reebok e, nos eventos britânicos, sei lá, Vodafone. No Brasil, Reebok e Sky. Algo assim.

  • Dênnys Dias

    A curto prazo vai ter muita polemica e chorororô,o que eh mais que justificavel ate que se prove o contrario.Quero saber o que vai acontecer por exemplo,com o Jones e o Cigano que tem patrocinio com a nike…Acho que essa decisao soh vai poder ser analisada de verdade mais pra frente,quando o dinheiro apos as lutas aparecer(ou nao!) e os atletas comentarem como fico essa situaçao.

    • Vinícius Araújo Van Batto

      Jones nao está mais com a Nike. Quebraram seu contrato depois da briga com Cormier. Quanto a Cigano e Anderson serem Nike e o Ultimate da Reebok,pegue o exemplo do Futebol: Cristiano Ronaldo é garoto propaganda da Nike, mas joga no Real Madrid, que é adidas. Quando se tem lançamento das novas camisas adidas do Real Madrid, Cristiano usa chuteiras Nike. Isso não atrapalharia em nada na minha opinião, visto que se usarem Reebok nas press conference e pesagem pra mim soa como o exemplo do Cristiano Ronaldo usar o agasalho do Real Madrid adidas na pre-match e treinamentos. Cristiano Ronaldo tambem tem patrocinadores pessoais como Clear e outros, mas na hora do jogo, usa uniformes adidas de seu clube, seria parecido agora no Ultimate com seus lutadores.

      • Dênnys Dias

        Tomara que seja assim msm!!!

  • Carlos Leonardo

    Se o UFC quer seguir o padrão do Futebol, imagino que os atletas deveriam ter um contrato de imagem separado do contrato de luta e que esse contrato(de imagem) tenha uma multa em caso de quebra. Pq seria muito injusto com um lutador que fica obrigado a vestir somente uma marca e do dia pra noite pode ser mandado embora por causa de uma derrota e ficar sem nenhum centavo no bolso e sem nenhuma fonte de renda

    • Felipe Paranhos

      Faz sentido mesmo, Carlos.

  • Carlos Leonardo

    Fora o golpe que muitas marcas de luta vão sofrer.
    Planejamento pra 2015 foi jogado pro alto hoje. rs

    • Felipe Paranhos

      Isso é.

  • Marcelo Silveira

    Excelente texto para dizer o mínimo. Li sobre isso hoje e com essa detalhada do Felipe Parranhos ficou fácil ver os prós/contras. Parabéns mais uma vez!!!!

    • Felipe Paranhos

      Valeu, meu velho! À medida que os detalhes forem vindo à tona, vamos ter uma noção mais exata de como o acordo deve mesmo funcionar.

  • Bart Simpsons

    Cara, isso ta bombando no mundo do MMA. Particularmente eu não gostei dessa história toda. Agora, tem que ver todos os detalhes, todos os termos dessa nova parceria. Tipo, será mesmo que todos os lutadores vão sair lucrando com essa nova idéia? Esse lance de fazer pagamento baseado no ranking é a maior piada, um ranking mal feito pra caramba, vários lutadores que avançam de posição sem critério algum, tipo da ultima vez que vi o ranking, o thales leite que vem de duas grandes vitórias, sendo uma em cima de francis carmont, acabou caindo no ranking dos médios, enquanto isso Phillipou subiu sendo que vem de uma vitória sobre um cara que não é nem top 15, isso depois de vir de duas derrotas seguidas, sendo uma para o proprio carmont que foi atropelado pelo Thales. Esse é o ponto principal dessa história. E lutadores que estão lá embaixo vão ganhar quanto de porcentagem, uma vez que o ultimate anda cada dia mais com seu plantel mais cheio?
    Espero que os lutadores do topo não pensem somente em seus lucros, mas tentem pensar tb nos outros que estão mais embaixo. Além disso, os lutadores tem que procurar se organizar como profissionais de outros esportes costumam fazer, impondo-se assim acima da organização UFC, afinal, os lutadores é que mandam. Sem lutador, não tem UFC.

    • Felipe Paranhos

      Não vejo como os lutadores em geral possam receber menos. Se o que o UFC anunciou for o que parece, o contrato pode dar uma estabilidade que os lutadores hoje não têm. Até porque tem gente que consegue patrocínio, mas tem uma série de atletas que chegam no octógono com o short limpo.

      • Fábio

        Além do que, se formos considerar todos os patrocínios pessoais, alguns ali não devem oferecer quase nada ao atleta.

        Eu não duvido nada que tenha brasileiro que coloque no Banner propaganda em troca de amizade….

      • Bart Simpsons

        Por isso que eu (e o mundo) gostaríamos de ter acesso a pelo menos alguns termos desse contrato, para podermos avaliar e embasar melhor nossas opiniões.

  • marco antonio

    Impossível saber agora se será bom ou não essa parceria,mas que os lutadores de menor expressão serão bem mais lesados com certeza serão,e acredito que até os astros do UFC,porque mesmo que eles possam continuar com seus patrocínios próprios terão mais dificuldades de mante-los,porque oque atrai patrocínios a eles é o fato de eles serem lutadores e lutarem na maior franquia do mundo,mas quando chega a hora de do patrocinador expor sua marca em seu garoto propaganda no lugar onde fez com que ele chamasse a atenção e ganhasse o patrocínio,ele não podera expor,claro que se levar em consideração o fato de que no futebol não ha problema que astros que são patrocinados por uma marca e usarem o uniforme do seu time que tem patrocínio de outra,não teria problema mas,será que andersom silva atrai tanta mídia quanto cristiano ronaldo por ex?sei não,mas agora com essa noticia de surpresa,de primeira impressão me parece cedo para esse tipo de parceria.Claro que é quase impossivel mas…
    E se a Nike resolvesse patrocinar os atletas do bellator por ex?
    Achei muito arriscada essa jogada,pra esse esporte que tem tão pouco tempo de popularidade e um grande índice de atletas descontentes com pagamentos,claro que toda grande vive ousando e evoluindo mas acho que dessa vez o Dana está indo com muita cede ao pote.

    • Caio Abreu

      Concordo contigo cara, acho que o UFC querer virar sinônimo de mma é normal mas daí, querer monopolizar a té a parte de patrocínio de atletas, tem grandes marcas envolvidas, nessa parada e acho que elas não vão deixar barato, o cara só luta uma vez a cada 3 meses em média, um jogador de futebol deve fazer no mínimo uma 8 exibições nesse mesmo período, acho desproporcional essa lógica do Ultimate, marcas grandes e que investem pesado no mercado como Venum, Bad-Boy,Afliction,Torque… enfim se houve algum tipo de retalição de um lado haverá do outro tbm. pra finalizar voçes acham que há possibilidade dessas marcas tirarem alguns atletas do UFC ?, ou até formar um novo evento?.

      • Felipe Paranhos

        Zero. As marcas sequer têm poder pra isso. E não podem ‘tirar’ atletas do UFC, até porque o contrato desportivo deles é com o Ultimate, que exige exclusividade. O que pode acontecer é algumas dessas marcas migrarem para outros eventos. Ou seja: uma mudança dessa no UFC pode beneficiar até os rivais.

    • Felipe Paranhos

      Não vejo assim. Não acho que duas empresas do tamanho do UFC e do Bellator seriam tolas a ponto de impor um acordo que pagasse menos aos seus lutadores. Acho que as cifras circularão nos padrões de hoje — e os top-10, que têm mais visibilidade, poderão manter alguns patrocínios extras (a preços menores do que os praticados hoje, claro) para as aparições extraUFC. A Torque, por exemplo, já anunciou que vai continuar patrocinando o Urijah Faber.

      • marco antonio

        Conversei outro dia com um lutador não ranqueado que vai lutar em porto alegre,e ele em OFF,disse que odiou esse acordo mesmo não tendo total certeza de como vai funcionar,e outra;a Torque é de “prorpiedade” do Urijah Faber.

  • Yuri

    Acho que a situação só vai melhorar para os lutadores mesmo quando eles tiverem uma renda fixa mensal.
    É bizarro imaginar a situação financeira de um atleta menos conhecido que ficou o ano inteiro sem lutar e, após 3 meses de camp e muitas despesas, se lesiona de novo na preparação pra uma luta.

    • Felipe Paranhos

      Parece, inclusive, que a nova sede do UFC em Las Vegas vai ter um Centro de Reabilitação para atletas lesionados, o que deve reduzir os custos dos caras com recuperação. Pelo menos isso.

  • Jonas Angelo

    Cara, acho essa meritocracia algo bem preocupante. Minha principal preocupação é num possível distanciamento que pode se dar entre os lutadores, fazendo com que 5 ou 7 lutadores de cada divisão (por exemplo) se distanciem muito em termos de renda (o que geram outros distanciamentos: preparo, rendimento, camp, etc).

    E aí, o que hoje já aponta para um cenário de desequilíbrio em algumas divisões só tende a aumentar. Enfim, só o tempo dirá.

    • Felipe Paranhos

      Mas de certa forma, Jonas, já não é assim? Se formos olhar quantos patrocínios tem a Ronda Rousey em relação a, sei lá, a Jéssica Andrade, vê-se que esse abismo já existe. Acho que seu ponto é importante, só não sei se vai se confirmar. De fato, só o tempo dirá. Abraço!

      • Jonas Angelo

        Entendo Felipe. O problema é o risco desse abismo se tornar ainda maior do que já é. Abçs.

      • Dan Mendes

        Exatamente isso que eu ia falar. O abismo entre os lutadores deve crescer e não é culpa da do acordo

  • Cauã Albuquerque

    Adorei a iniciativa. Agora todo Barão vai virar Mcgregor. Até mudo falará. Ranking é dinheiro.

  • Malk Suruhito

    A médio e longo prazo, não seria uma forma do UFC se livrar do excedente de lutadores (por rescisão “voluntária”) e manter só a nata do esporte?
    Tipo, o lutador Y tem a oferta de X patrocinadores para bancarem ele desde que eles possam aparecer, que é um valor melhor do que o que ele recebe (por não ser tão bem rankeado) e ele então resolve sair e buscar uma outra organização ao qual possa ser um dos cabeças, ao invés do cara que luta para se manter no TOP-15.

    • Felipe Paranhos

      Mas o UFC não quer perder lutadores. Pra manter o atual ritmo de eventos, eles precisam de atletas em grande número — até pra preencher os cards de mercados menos afeitos ao esporte, como China, Índia e tal. Acho que não é isso não.

  • Thiago Marques

    Viva a livre concorrência! Se o negócio for ruim para alguns lutadores [para outros será bom!] eles migrarão para outros eventos. Só o tempo julgará o acerto ou não dessa decisão do UFC!

  • Gabriel Kondrat

    Belo texto, acho complicado essa comparação que eles fizeram com NFL, e futebol nos textos gringos, e acho que a idéia de cada lutador ser responsável pelos seus “ganhos” extra luta era menos arbitrário do que o ranking que é uma piada, mas enfim né, teremos todos que pagar pra ver.

  • Fabricio Alves

    Através desse texto eu vejo o Bellator e o WSOF sorrindo. Sera que essas duas organizações vao conseguir mais patrocinadores?

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