A “Strikeforcezação” do Bellator e a vinda de Pico

Alexandre Matos | 20/11/2014 às 16:34
suderj informa

Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

Suderj informa: sai… Bjorn Rebney… entra… Scott Coker

Quando o Bellator anunciou a mudança em seu comando, reações distintas pulularam na imprensa especializada e entre os fãs.

Houve quem gostasse do fim dos torneios, método justo, mas fisicamente cruel com os lutadores, houve quem criticasse o fim da meritocracia.

Como toda mudança, a troca da presidência da segunda maior organização do MMA mundial tem pontos positivos e negativos.

Porém, após o primeiro evento feito 100% sob as ordens de Coker e do matchmaker Rich Chou, confesso que as expectativas são boas.

Nas mãos de Rebney, o Bellator prezava pelo lado esportivo e competitivo do MMA.

O slogan “Onde title shots são conquistatos, não dados” era, além de uma cutucada no UFC, um aviso que ali o mérito seria premiado.

Em contrapartida, o Bellator não apostava tanto no aspecto de entretenimento em seus shows, algo que se tornou importante na construção do MMA, que até hoje vive caminhando sobre a tênue linha do esporte x espetáculo.

Coker trouxe Fedor pro ocidente

Coker trouxe Fedor pro ocidente

E o que vimos no primeiro evento totalmente produzido por Coker? A definitiva strikeforcezação do Bellator.

O novo presidente abandonou as entradas protocolares e sem graça dos lutadores colocando uma ponte com telões e iluminação especial que fez as viúvas do Pride se emocionarem – na verdade, o que ele fez foi importar a entrada de sua antiga organização.

Além disso, Coker e Chou apostaram, num evento que tinha a missão de combater um pay per view do UFC na guerra pela audiência, em duas estrelas consideradas decadentes esportivamente, mas ainda muito fortes no âmbito do espetáculo.

Muita gente (eu inclusive) torceu o nariz para o confronto entre Tito Ortiz e Stephan Bonnar.

Muita gente (eu inclusive) torceu o nariz para a promoção tosca da – briga- com direito a um indivíduo mascarado em pleno cage.

Porém, ao observarmos os números de audiência, pode-se dizer que Coker tinha sua razão.

É bom que se diga que ele tirou proveito do péssimo card montado pelo UFC – enquanto King Mo, famoso no pro wrestling e no Strikeforce, atropelava seu oponente e Joe Schilling anotava um fortíssimo candidato a nocaute do ano sobre Melvin Manhoef, o UFC mostrava Augusto Montaño e Hector Urbina.

Ortiz e Bonnar cravaram bons números

Ortiz e Bonnar cravaram bons números

Aqui vale o parêntese para a genial promoção do Bellator, ao divulgar o peso médio Manhoef como o homem que nocauteou o desafiante ao cinturão dos pesados do UFC, que lutaria naquela noite.

Até mesmo quando o UFC entrou na fase aguda de seu card, o Bellator se deu bem.

Com a rápida vitória de Ricardo Lamas sobre Dennis Bermudez e de Kelvin Gastelum sobre Jake Ellenberger, os fãs puderam acompanhar quase que na íntegra o ótimo duelo com final surreal entre Will Brooks e Michael Chandler, uma revanche valendo cinturão entre dois dos mais talentosos produtos fora do UFC.

E quando o joelhaço de Fabricio Werdum mandou Mark Hunt para a vala, foi possível virar as atenções para Ortiz vs Bonnar (sem entrar no mérito se esta luta merecia atenção).

Enquanto o FOX Sports 1 amargava audiência média de 624 mil telespectadores com o lamentável card preliminar do UFC 180, a Spike TV definiu sua média no dobro do concorrente.

A situação ficou ainda melhor com o avançar do tempo. Enquanto o UFC 180 não deve ter vendido mais de 300 mil pacotes de PPV (aguardemos ansiosamente o resultado), o Bellator alcançou média de 1,8 milhão e surreais 2 milhões de pico na luta principal.

Como média no ano, o card principal do Bellator 131 só perdeu para o UFC Fight Night: Machida vs Mousasi, que recebeu audiência monstra da Nascar de presente como antecessor na programação.

A somatória de todas estas situações representou para o Bellator a maior audiência de sua história.

Ainda Bellator 131: Brooks barulhando Chandler

Ainda Bellator 131: Brooks barulhando Chandler

Mais do que isso, o pico de audiência em Ortiz-Bonnar fez da luta a mais assistida na TV a cabo dos Estados Unidos em 2014 – incluindo o UFC – e a segunda luta mais vista no país no ano contando as transmissões da TV aberta – apenas Ben Henderson vs Josh Thomson teve mais gente diante da TV, mas sempre é bom lembrar que aquele evento foi fortemente divulgado durante a transmissão dos playoffs da NFL, programação esportiva mais importante na América do Norte.

A discussão sobre Ortiz-Bonnar ter sido positivo ou negativo a esta altura dos acontecimentos é assunto para outro texto só para tratar disso (se vocês quiserem, deixem nos comentários que eu volto a tratar disso).

Mas Coker aproveitou o momento grandioso que ele soube montar com sabedoria para dar uma tacada de mestre, esta no âmbito esportivo.

No meio da maior audiência de sua história, colocando o UFC para comer poeira, Coker anunciou a contratação de um adolescente espinhento de 18 anos que nunca lutou MMA na vida nem de modo amador.

Pico arremessando um japa

Pico arremessando um japa

“Ué, que diabos o Alexandre está falando?”, perguntam vocês que eu sei.

Acontece que este espinhento de 18 anos é Aaron Pico. “E quem vem a ser Aaron Pico?”, posso ver suas caras de questionamento.

Aaron Pico é, se seu destino não sofrer algum baque, um dos mais fortes candidatos a superastro do MMA em todos os tempos.

O moleque treina wrestling desde 4 anos de idade (alô, esporte brasileiro!), foi campeão mundial sub-17, campeão do FILA Nationals na greco-romana e no estilo livre e, estreando na seleção adulta ainda no ensino médio, venceu o terceiro colocado do ranking olímpico da Rússia, que vem a ser a maior potência mundial do esporte muito na frente do segundo lugar.

Mas wrestlers de alto gabarito estão por aí e nem por isso são dos melhores de todos os tempos. Ok, mas o moleque não é fenômeno apenas na luta olímpica.

Boxe é minha verdadeira paixão. No MMA, meu ponto mais forte será meu boxe. Eu me sinto mais confortável em pé. Quero ser um lutador empolgante e nocautear os caras. Meus oponentes terão muita dificuldade em me botar para baixo. Sou melhor boxeador do que wrestler.”

Talvez ele não esteja exagerando. Pico começou no boxe aos 10 anos e foi campeão americano e do National Golden Gloves sub-12, além de ter sido campeão europeu de pancrácio (modalidade parecida com o MMA).

Para mim, um lutador completo é um campeão mundial de wrestling e de boxe. Eu tenho feito sparring com boxeadores de alto nível e vi a velocidade deles. Nós realmente temos caras no UFC que são wrestlers completos, mas eu não tenho visto um boxeador completo no MMA. Isso leva tempo para desenvolver. Eu tive sorte porque, entre 10 e 13 anos, tudo o que eu fiz foi boxe. Não acho que vou perder estas habilidades porque constantemente estou praticando boxe. Quando for a hora de competir, eu estarei pronto.”

Dê um saque nesse vídeo e me diga: quantos lutadores de MMA profissional têm punhos tão rápidos quanto Pico tinha aos 14 anos? Sim, ele tinha 14 anos na filmagem.

Dos três (wrestling, boxe e MMA), acho que Aaron terá mais sucesso no MMA por causa de seus talentos combinados no boxe e wrestling – disse o Seu Pico, pai do monstrinho.

Pico, que já é representado pelo empresário de Cain Velasquez e Daniel Cormier, é aguardado para começar os treinos na AKA, equipe dos craques citados.

A ideia era migrar para o MMA após as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, quando ele terá 23 anos. Porém, o anúncio que o Bellator o contratou deixa parecer que os planos foram encurtados para 2016, quando Pico tentará se tornar o campeão olímpico mais jovem da história do estilo livre, aos 19.

Benditos sejam Scott Coker e a livre concorrência.

  • Jonas Angelo

    Saudades dos seus textos, rapaz! E que belo texto, muito bem carregado de informações.

    • Valeu, Jonas! E desculpe-me pelo lapso da semana passada, foram dias puxados.

  • Rei Jaffe Joffer

    Bellator tá mandando muito bem! Com a união do dinheiro da Viacom e a visão do Coker, o evento só tem a abocanhar cada vez mais o mercado. Só espero que o Coker não perca a linha na gastação de dinheiro pra Viacom não precisar cortar as asisnhas dele… hehehe.

    Tenho que admitir que não conhecia Aaron Pico, mas já tô empolgado com ele.

    Ótimo texto como sempre, Alexandre.

    Abraço a todos!

  • Matheus

    po ñ conhecia esse rapaz. Parace sinistro! Texto mt show. Parabens!

  • Carlos

    Correção, ele tinha 13 anos naquele vídeo, e não 14. Ele mesmo diz ao final.

  • Primeiramente, parabéns Alexandre, texto monstruoso.

    Eu acho que, primeiramente, o Bellator mudou da água para um vinho tinto francês de 20 anos nas mãos de Scott Coker. O cara é um profissional sensacional, sabe o que faz, não tem medo de fazer e de apostar. O cara montou um segmento de pro-wrestling entre um aposentado e um semi-aposentado e colocou 2 milhões de telespectadores na conta pra organização. É um número assustador.

    Como você disse, o Coker importou a estrutura espetacular que tinha o Strikeforce e implantou no Bellator, que parece ter ficado melhor ainda. A entrada do Tito foi insana. E porque não usar segmentos para promover, usar e abusar do entretenimento com responsabilidade prezando as lutas de qualidade? Este, provavelmente, é o plano e a missão de Coker.

    Como eu disse em outro texto aqui, Coker sabe como bater de frente com o UFC, sabe o que deve e o que não deve fazer nessa missão, e agora tem mais dinheiro para fazer. Como sou totalmente contra qualquer tipo de monopólio em qualquer indústria, apoio totalmente o Bellator.

    E sobre o Aaron Pico… bom, o moleque é um monstro e foi um golaaaaaaaaço do Coker ter contratado ele. É como se o meu querido cruzmaltino ou o seu Flamengo contratasse o anão que carrega a camisa 10 da argentina.

    Mais uma vez, parabéns pelo texto sensacional. E como leitor fiel, é legal ver que o Sexto Round está dando uma atenção maior ao Bellator. Abração!

    • Gabriel Carvalho II

      Menos, Matheus. Pico seria um Munir El Haddadi até aqui, pode virar um Messi no futuro.

      • Lê de novo. Eu não comparei ele com o Messi, e sim o impacto da contratação…

        • Rafa FriAll

          Ai seria mais parecido se Coker tivesse contratado o Aldo ou Jones.

  • christian

    Otimo texto, muleque de muito futuro, dai tiramos a conclusão que os EUA pode se tornar a maior potencia do MMA e de varios outros esportes se ja nao e, o esporte e levado a serio alunos saindo direto da aula pro treino vc tem treinos da melhor qualidade otimos equipamentos academias com as melhores estruturas treinadores de ponta diferente de brasil que nao tem apoio do governo enquanto nao nascerem seres de outro mundo como Jose aldo, anderson silva, Acelino Popo freitas, e se nao tiver tecnicos como Dede pederneiras que nao e so um bom técnico mais um cara que tem uma grande visao esportiva devemos nos contentar com oque ganharmos.

    • Christian, os Estados Unidos já são a maior potência do MMA. E isso era uma questão de tempo, exatamente por tudo o que você listou.

  • Mark Sgarbi

    Realmente impressionante esse Pico. Vamos ver se corresponde à expectativa.

  • Fellipe Novaes

    Boxeador completo no MMA: Junior Cigano e Anderson Silva. Cigano é pura velocidade e técnica, e o Anderson é a técnica pura.

    • Olha, nenhum dos dois são boxeadores completos. Se rolasse a luta do Anderson com o Roy Jones Jr., você veria o que estou falando.

      • Jonas Angelo

        Concordo. Acho que Spider iria tomar uma invertida bonita. Não porque não tenha capacidade, mas basicamente porque seu boxe não é um boxe puro, como de um pugilista por exemplo, que precisa se preocupar só com punhos e foi a vida inteira lapidado nessa premissa. O boxe do MMA é um boxe com muitos vícios, na minha singelíssima opinião.

        • Aí ontem a gente vê o Manny Pacquiao e o Vasyl Lomachenko lutando e confirma mais uma vez que o boxe no MMA é muito menos desenvolvido. E não tinha como ser diferente, é a mesma analogia que eu faço com o decatlo. Um recordista mundial de decatlo nunca vai correr mais rápido que um especialista em 100m rasos, nunca vai lançar mais longe que um especialista em dardo ou martelo, não vai pular mais que um especialista em salto em distância ou altura. É bem difícil um generalista superar um especialista.

    • Fabricio Alves

      O Boxe do Andy silva é tao completo que tomou até knockdown e knockout do Weidman.

      • Não tomou dois nocautes clássicos por pouco. Na segunda luta, o Anderson apagou no knockdown no clinch que tomou, mas acordou no primeiro ground and pound.

  • Rodrigo Tannuri

    Eu vibrei muito com a troca do Bjorn pelo Coker. O primeiro se atrapalhou de tal forma, que sua permanência ficou completamente inviável. Já o segundo mitou fortemente no Strikeforce, tendo muito sucesso e possui uma boa relação com o Dana White, o que pode facilitar em futuras negociações.

    Sobre o Pico, tomara que ele não fique convencido em receber o rótulo de maior promessa da história do MMA. Levo fé nesse garoto! Torço muito pra wrestlers se darem bem no MMA e esse menino merece. É talentoso e dedicado. Às vezes, o Bellator erra em insistir com alguns nomes freaks, mas também acerta em dar espaço pra lutadores bem promissores.

    • Rebney se atrapalhou, mas eu fiquei com a impressão que ele sofreu um processo de fritura pela Viacom. Andaram tomando umas decisões nessa transição entre um evento de torneios pro modelo tradicional, coisa que o Rebney sempre foi contra. Pra mim, ficou meio nebuloso, ficou parecendo que rolou um cabo de guerra e ele perdeu (óbvio, brigar com a Viacom é duro).

      Coker é um excelente profissional, mas a gente tem que lembrar que ele faliu o Strikeforce com o olho grande. O lado bom disso é que, no Bellator, o dono da grana não é ele, tem uma empresa gigante pra puxar as rédeas.

  • Diego Cavera

    Resumo da ópera, o Bellator deu um baile no Ultimate, fez o seu melhor evento em termos de estrutura e entregou lutas com desfecho bruto, tirando os queridinhos do Dana haha, e o UFC entregou um card se pegar de ponta a ponta bem “mais ou menos”, fazia tempo que eu não conseguia curtir inteiro o card, ótimas expectativas pro futuro do Bellator.

  • will

    Lá vem a imprensa golpista tentar nos vender mais uma “promessa”! Já não basta esse palhaço do McGregor? Até quando vão nos iludir com sonhos de Bermudez, irlandeses karatecas, Nelsons, etc. O Sr Pico é personagem de desenho.

    • Bom mesmo é o Mizugaki.

      • will

        Os bolivarianos do MMA não vão obliterar nossos ídolos nacionais com essas “promessas imperialistas”! Quem vai estar reinando no MMA em 2020 será, ainda, o José ALDO Junior! Com relação ao Mizugaki, ainda acredito nele.

        • Fabricio Alves

          Até no sexto round os trolls dao as caras. Lamentavel!

          • Guest

            Ironia é uma arte sutil.

          • will

            Fabricio, se você não percebeu que é uma brincadeira não posso fazer nada. Ter que explicar uma piada é meio chato.

          • Will tá brincando, velho.

        • Vlw flws

    • Jonas Angelo

      “Will McGregor”?

      • will

        Não, é “Willian Aldo Mizugaki Junior”.

  • Rafa FriAll

    Alexandre já tinha falado do Aaron Pico no MMA Brasil…a expectativa com esse muleke é enorme e o Scott Coker fez um baita negócio.

    • Coker contratou uma pessoa que só vai lutar no segundo semestre de 2016, se tanto. Isso mostra pelo menos uma visão de longo prazo.

  • Gefferson Nesta

    Adorei o texto! ótimo trabalho, esse muleke é impressionante mesmo, é o tipo de diamante que esta sendo lapidado da forma certa. Só espero que toda essas expeculações e expectativas em cima do garoto não faça com que isso ofusque o grande lutador que um dia ele possa se tornar, pois esse meio você sabe com é, ele pode acabar mais que frustrando as pessoas frastra-se a si proprio e não passar de uma mera promessa. Mas acredito sim que com um trabalho bem feito ele sera grande.

    • Verdade sim. O Pico é daqueles atletas especiais, que aparecem a cada 50 anos, mas tem muita coisa que pode acontecer pra fazer com que as coisas saiam dos trilhos.

      • Gefferson Nesta

        Na torcida.

  • Malk Suruhito

    Se Sean Shelby lê mesmo as colunas do MMABrasil eu não sei, mas o Robney com certeza anda lendo…

  • Flávio Bueno

    Texto brilhante! Parabéns!

  • Pedro Duarte

    Pro mercado de venda de serviços/bens de consumo a existência de monopólio é realmente prejudicial, mas no caso do MMA, que é um esporte, tenho uma opinião um pouco diferente. A ascensão do Bellator, que obviamente pode trazer novas e boas práticas para os fãs, também pode nos trazer uma dor de cabeça chata: a polarização da competição. A concorrência do Pride x UFC nos impediu de ver lutas como Wand x Liddell ou Fedor x Couture em seus auges da carreira. O mesmo teria acontecido com a divisão dos médios e dos pesados se o Strikeforce não tivesse sido adquirido pelo UFC. Acho que isso só seria bacana se houvesse um orgão regulamentador para promover disputas e unificação de cinturão entre as duas empresas, além de um sistema de draft para que as ligas pudessem contratar em pé de igualdade com base nos desempenhos de torneios menores (Jungle, WSOC, Invicta), que assumiriam um papel de “liga universitária” do esporte.
    O UFC realmente adota algumas práticas que não agradam os fãs, mas acho que é um preço a se pagar em troca de vermos realmente os melhores lutadores do mundo competindo uns contra os outros.

    • Esta discussão é interminável até mesmo comigo. A concorrência é fundamental, mas ver os melhores se enfrentando também é.

  • Maxi

    Irã é a maior potência no wrestling na minha e na opinião de muitos, e ok, mesmo se for a Rússia, a Rússia não tá tão distante do Irã (2° colocado) não amiguinho…

    • Não vou falar de opinião, mas de fatos, amiguinho:

      A Rússia ganhou 11 medalhas (4 ouros, 2 pratas, 5 bronzes) nas Olimpíadas de Londres. Japão e Irã empataram em segundo com 6 cada (Japão teve um ouro a mais).

      A Rússia liderou o quadro de medalhas no Mundial de 2014 com 15 e o Irã ficou com 9, em 4º.

      Não há discussão no meio da luta olímpica que a Rússia é a maior potência do esporte muito na frente do segundo lugar.

  • Thiago Marques

    Seria interessante poder observar um wrestler puro de alto nível numa luta de grappling, estilo Metamoris, contra um lutador de jiu-jitsu de nível mundial.

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