Assunção x TJ Dillashaw: um ano é muito tempo

Alexandre Matos | 09/10/2014 às 18:11
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Assunção x Dillashaw I

Quantas vezes foi falado nas duas últimas semanas que Raphael Assunção levou mais um balão do UFC?

Muita gente comentando que ele deveria alardear que é o peso galo com a maior série invicta e que já venceu o atual campeão.

Peraí, venceu o atual campeão?

Bom, dois juízes em Barueri disseram que sim e, no fim das contas, é isso o que importa, mas de repente é até bom que Raphael não fique tocando neste assunto toda hora pra ver se o pessoal esquece daquela decisão controversa.

Brincadeiras à parte, o tema aqui passa pela vitória de Assunção sobre TJ Dillashaw, mas não para fazer juízo do resultado oficial.

Hoje, dia 9 de outubro de 2014, completa exatamente um ano que esta luta aconteceu.

Um ano num esporte novo e ainda não tecnicamente consolidado como o MMA é muito tempo. Muita coisa muda.

Dos 12 lutadores que atuaram no card principal há um ano, cinco (Jake Shields, Thiago Silva, Matt Hamill, Joey Beltran e Rousimar Toquinho) já nem mais fazem parte do plantel do UFC, inclusive o vencedor da luta principal.

Ainda que a vitória de Raphael seja até tolerável, ela não deve servir de parâmetro para muita coisa.

Há um ano, o pernambucano era o mesmo excelente lutador de hoje, mas o californiano era apenas uma parte do monstro que atropelou o então imbatível Renan Barão e se tornou o 10º peso por peso do ranking oficial do UFC.

Qual foi o principal artífice da incrível evolução de Dillashaw?

Ludwig: responsável pela evolução

Ludwig: responsável pela evolução

Sem dúvida, Duane “Bang” Ludwig, melhor técnico do ano de 2013 pelo World MMA Awards.

Bang assumiu a coordenação técnica do Team Alpha Male e transformou um bando de wrestlers de ótimo controle posicional em matadores crueis.

Nocautes passaram a acontecer aos borbotões. Os pequeninos de Sacramento mostravam a cada luta um apetite insaciável de destruição.

Ludwig ficou com Dillashaw e sua turma entre dezembro de 2012 e maio de 2014.

Porém, com um ano (olha a data aí de novo), já havia sido premiado como o melhor técnico do mundo e não tinha uma pessoa que não estivesse de queixo caído com o trabalho realizado pelo ex-campeão mundial de muay thai.

Em um ano, Ludwig revolucionou a Alpha Male a tal ponto que a “eterna vice” hoje tem o mesmo número de cinturões da arquirrival Nova União.

Seja sincero e responda na caixa de comentários aí embaixo: seguindo na toada atual, que mostra um Raphael Assunção muito bom, mas com pouca evolução, e um TJ Dillashaw monstruoso e ainda melhorando, o que você acha que daria numa eventual revanche?

Tome o caso de Robbie Lawler. Ele se despediu do Strikeforce com uma derrota para Lorenz “Carlton Banks” Larkin e 1-3 no retrospecto recente.

Na passagem para o UFC, o sujeito destruiu Josh Koscheck (em fevereiro de 2013), Bobby Voelker, passou por Rory MacDonald e foi disputar o cinturão com Johny Hendricks (em março de 2014).

Lawler: peso médio desacreditado do SF

Lawler: peso médio desacreditado do SF

Fez as contas do tempo que Lawler levou para passar de um lutador sem futuro a um dos mais empolgantes do mundo?

E Vitor Belfort? Um 2012 duro, passando perrengue contra um Anthony Johnson que quase teve um treco na véspera e levando uma escovada de Jon Jones para um 2013 avassalador, derrubando seres vivos com chutes altos da escola de elite de Henri Hooft e Tyrone Spong.

Aliás, em um ano Jones passou de não ter nenhum desafiante à sua altura a ficar cercado por dois que podem lhe destronar.

Alguém aí disse Matt Brown?

O meio-médio chinfrim, que acabou 2011 finalizado por Seth Baczynski, com o emprego em risco com 1-4, virou o capeta em 2012, enfileirando nocautes brutais e conquistando quatro das sete vitórias seguidas que quase o levaram a uma improvável disputa de cinturão?

Coisas assim acontecem por vários motivos. Um dos mais fortes, senão o mais, é que o MMA tem apenas 15 anos no modo como conhecemos hoje, sob o controle das Regras Unificadas.

As táticas ainda estão em construção, novas técnicas aparecem, protocolos de preparação física são definidos.

O MMA ainda não está totalmente estabelecido e ainda veremos caras pouco falados hoje acabarem 2015 nas cabeças.

Se você quiser se lamuriar por Raphael Assunção (lembre-se que nem o próprio faz isso), fale do balão do UFC 177, do azar da contusão do UFC 173, do retorno de Dominick Cruz.

Mas seja ao menos cuidadoso quando encher a boca para falar que “ele venceu o campeão”. Assunção pouco mudou em um ano, mas aquele Dillashaw não existe mais.

  • Matt Brown! Puts.. Por onde anda o sósia do Marcelo Russio (rs), andava gostando das lutas dele. Demorou pra voltar, neh?

    Entre todos os nomes citados (TJ, Matt Brown e Robbie Lawler) só tenho dúvidas se colocaríamos o Vitor, mas enfim, essa é outra discussão.

    Um ano realmente é muito tempo no mundo do MMA.
    Boa Alexandre.

    • Compara o Belfort: 2-2 em 2011/2012, com direito a pé na cara do Anderson, escovada do Jones, perrengue contra o Rumble e nocaute sobre um meio-médio. Aí o cara vai e sacode geral em 2013, 3-0, tirando golpes da cartola que raramente usava. Independentemente da polêmica de doping e TRT, não dá pra ignorar que o Vitor tecnicamente evoluiu em 2013.

      • Rafa FriAll

        Nunca tinha visto o Vitor chutar antes de 2013, nem um chutinho baixo maroto pra marcar distancia. Ele assim como vários evoluiram muito, e o mais incrivel é que evoluiu com uma idade relativamente avançada.

      • Sim, Alexandre concordo. A evolução é notável, tanto técnica quanto fisicamente, mas por causa deste ruído “TRT” eu não citaria o Vitor no texto, mas enfim. Segue o jogo..rs

        • Você pode acreditar que eu sou um dos críticos mais ferrenhos dessa parada de doping e TRT que o Vitor se meteu, mas ainda assim temos que dar o devido valor ao treino técnico, que começou com o Ray Sefo quando ele ainda era da Xtreme Couture, mas que melhorou muito com o Henri Hooft e com o Tyrone Spong.

          É claro que o excesso de testosterona interferiu na explosão e, por consequência, ajudou muito a execução dos chutes, mas a técnica era boa, não foram casos de bicos lançados ao léu.

  • Rodrigo Carvalho

    Lendo isso, fez minhas dúvidas sobre a preparação do atleta brasileiro se tornarem certeza. Portanto, gostaria de uma resposta pra essa minha pergunta: Não seria hora de grandes academias se unirem em prol dos atletas – julgando que investimento não é uma opção ‘viável’ no momento? Nova União + XGYM por exemplo.

    • Ótimo ponto, Rodrigo. Eu acho que união entre equipes pode não valer a pena. Equipes têm métodos diferentes de treinamento, de organização, de gestão. Misturar pode dar rolo.

      O que eu acho é que devia acabar com esse papo tosco de creonte que o jiu-jítsu exportou do MMA. Os lutadores poderiam fazer mais integrações entre as equipes, trocando conhecimentos. Todo mundo ganharia com isso.

      • Rodrigo Carvalho

        Certo, concordo em 100% com o que você expôs, porém não consigo não enxergar o benefício que ao menos uma troca temporária – dentro da situação que citei, daria para os lutadores. Apesar de isso ser um passo talvez largo de mais.

        Fico feliz que alguns lutadores tiveram a ótima noção de que o intercâmbio, dentro e fora do país é muito importante. O Belfort cresceu demais assim como o Lyoto. E tenho grandes esperanças com o Cigano, que já está em outra academia a algum tempo.

        Bem, resumindo, acho que é a única evolução que podemos ter em curto e médio prazo, ao menos – se a mescla de equipes não é possível, um intercâmbio entre os atletas mesmo.

  • Ayrllys Allan

    Grande reflexão. até então nunca tinha me dado conta de como um ano é produtivo nesse esporte. é incrivel como alguns caras aproveitam os 365 dias para mudarem o curso da sua carreira, e como em outros casos o Hiato faz até alguns desconfiarem da sua capacidade. é só pensar como o Pettis acabou com o Cerrone em Jan de 2013 e de lá pra cá o cowboy meteu um estilo alemanha e fez um cartel 7 – 1.

    puta texto Alexandre, Abs!

    • Exato. Cerrone já tem 4-0 só em 2014 e ainda quer lutar antes do reveillon.

      E o Gilbert Melendez em 2009 a partir daquele vareio que ele deu no Rodrigo Damm? O sujeito virou o cão chupando manga e acabou o ano vingando a derrota pro Josh Thomson.

      Se a gente for analisar, vai achar um monte de caso de gente que se refez em um ano.

  • Rodrigo Tannuri

    Já que você perguntou, irei responder sem rodeios. Numa possível revanche entre Assunção e TJ, aposto no americano, com uma certa convicção até. Como você escreveu, o americano evoluiu muito de lá pra cá, se fortaleceu em todos os aspectos e impressionou o mundo. Já o brasileiro, de diferente, teve apenas um aumento em sua sequência de vitórias. Digo mais, na primeira luta, eu até tinha dado a vitória pro atual campeão, mas, realmente, ela foi parelha. Hoje, não seria. Vou além, dizendo que Assunção não seria derrotado apenas por TJ. É até um pecado eu estar indo contra um atleta que vem de sete vitórias seguidas, que está invicto nos galos, mas, sinceramente, também apostaria em Barão, Dominick e Faber contra ele. Olha que ainda temos o McDonald correndo por fora. Assunção sabe que, agora, o bicho pegaria pra valer, por isso, colocar seu atual status, que foi algo bem difícil de ser conquistado, em jogo é muito, mas muito arriscado.

    • Você chegou no ponto, Rodrigo. Eu também acho que o Raphael Assunção seria azarão contra Dillashaw, Barão, Cruz, Faber e McDonald. Ou seja, é o top 5 todo, se tirarmos o próprio Assunção da lista. Destes 5, ele só pegou o TJ, que não é mais nem sombra daquele de Barueri.

  • Leonardo Neves

    Sempre falei isso. Parabéns, Mattos. Exelente texto, como sempre. Não sei se vcs vão concordar, mas, o footwork do TJ, ao meu ver, passou o do Cruz faz tempo. O TJ combina em maior velocidade e de ângulos mais diversos. Alguém pra concordar com o que penso?

    • Eu acho que teremos um belíssimo tira-teima em fevereiro. Esta questão me faz esperar com tanta ansiedade esta luta. Eu acho que o footwork do Cruz é melhor porque ele tem transições monstruosas pro wrestling e ele só consegue isso por causa do jogo de pernas. Mas é uma briga de titãs. A luta vai ser pura arte.

      • Leonardo Neves

        Vai ser uma luta belíssima de ver. Os dois são incansávei. Não torcerei por nenhum, apenas apreciarei o espetáculo. Nem começou e já é candidata a melhor luta do ano.

      • kg

        Eu estou com tanta expectativa pra essa luta, que se eles entregarem metade vai ser a luta do seculo!!!

  • Jonas Angelo

    Alexandre, muito interessante a reflexão, parabéns! já tinha passado algo do tipo pela minha cabeça, mas nunca dessa forma organizada como você colocou. Mas, como nem tudo são flores, preciso ressaltar que Dillashaw ainda têm (e muito) a me provar. Acredito piamente que aquela atuação dele contra o Barão jamais se repetirá. Aquilo foi muito transcedental. E depois pegou um cara de última hora e fez o feijão com arroz, enfim, ainda vejo ele (e Weidman) como campeão, como um pé e meio atrás. Os dois ainda têm muito a provar. E na minha humilde opinião quase leiga, Faber não está a frente do Raphael. Abçs

    • Eu defendo até o fim da vida o seu direito a ter opinião, ainda que eu não concorde com ela. Quem viu o Dillashaw ganhar do Mike Easton viu que aquilo que ele fez com o Barão não saiu do nada. Ainda que o Easton seja muito inferior ao Barão, o Dillashaw já tinha tido uma atuação quase perfeita.

      Eu também não acho que o Faber está na frente do Assunção, mas ele tem uma vitória categórica sobre um top 5 recentemente. Assunção tem 7 vitórias, mas nunca ganhou de um top 5, já que o Dillashaw não era há um ano. Não lembro em que posição ele tava no ranking do UFC, mas no Sherdog ele era o 9º. Se tirarmos o Dudu Dantas, ele era o 8º:

      http://www.sherdog.com/news/rankings/8/Sherdogs-Official-Mixed-Martial-Arts-Rankings-56651

      Sobre o Weidman, na minha opinião, um cara que ganha duas vezes do Anderson e uma do Lyoto não tem mais nada a provar. Ele nocauteou o Anderson na primeira (lamento profundamente se o Anderson ficou de sacanagem), tava passando o carro na segunda (lamento pela contusão) e ganhou do Lyoto no ponto forte do Lyoto, que não é o forte dele. Enfim, pra mim não tem nada a provar.

      • Junior

        Ele realmente é bom e já provou que é bom mesmo, mas ele tem muita coisa pra provar ainda para mostrar que elevai ser um campeão do naipe de Jones, GSP, Aldo e como Anderson foi por um bom tempo, acho que foi isso que o Jonas quis dizer…,tem uma fila enorme que ele precisa percorrer ainda, mas é bom dizer, ele tem talento e potencial para isso, que é o mais difícil.

        • Jonas Angelo

          Exato Júnior. Não tiro os méritos dele, que são muitos. É um lutador muito bom, mas na minha opinião ainda falta aquele “plus” que o campeão possui. Pode conseguir e calar minha boca, mas hoje não têm. Teve muitos méritos nas lutas contra AS e Lyoto, fato! Contudo, é importante ressaltar que pegou um Spider já extenuado psicologicamente pelo desgaste de anos defendendo seu cinturão nesse Showbiz. Na outra luta sim, ele perdia para o Weidman quando quebrou a perna, mas estamos carecas de saber que ao contrário do Belfort, é normal Anderson passar sufoco no início e depois soltar seu jogo, ainda mais nessa fase final de sua carreira (vide que já não é mais nenhum jovem garoto); ia ganhar ou ia perder? Impossível saber. Na luta contra Weidman, Lyoto foi medroso e conservador ao extremo, quando soltou sua agressividade e foi pra cima BALANÇOU O CAMPEÃO. Contra Belfort é aquilo que a gente já sabe, se durar os 2 primeiros rounds contra o Fenômeno ele leva. O confronto mais duro que ele pode ter nesse momento é contra o Jaca, se o Jacaré entregar tudo que sabe e possui de experiência no duelo. Na minha opinião, um campeão é um cara que ganha muito mais por seus méritos, do que pelos deméritos alheios, e disso Weidman ainda não me convenceu. Abçs.

          • É normal o Anderson passar sufoco e crescer depois, assim como é normal o Weidman começar um domínio e não mais perder a luta.

            Sobre o Lyoto ter balançado o Weidman, isso é mais um mérito do campeão, o de mostrar poder de assimilação de golpes, não acha? Balançar o campeão até o Joe Soto balançou o Dillashaw, o Rampage balançou o Jones, o Sonnen balançou o Anderson, o Fujita e o Rogers balançaram o Fedor. Ou seja, quer dizer nada.

        • Mas o sujeito não tem nem um semestre como campeão e você quer comparar com gente que tem anos com o cinturão no corpo?

  • Paulo Josué Lemos Alves

    Ótimo texto Alexandre, deu um panorama bem completo do que ocorre no MMA atualmente, justamente por ser um esporte em franca evolução.

    • Exatamente. E ainda vai evoluir muito. O MMA vai dar um salto quando tivermos a primeira geração de lutadores que começaram direto no MMA e não migraram de outros esportes.

  • joao neto

    Verdade Alexandre!! por isso amamos esse Esporte!! Otimos Argumentos,e com numeros e resultados!! Esse Blog e demais,meu conhecimento sobre o mundo do MMa so aumenta cada vez que entro aki!!

  • Flavio Bueno

    Otimo texto. Parabens!!!Agora, não precisamos ser cuidadoso em encher a boca para dizer que ele venceu o campeão! Isso é um fato! Se ele vai perder em uma possivel revanche é outra história.

    • Então, é um fato cheio de aspas e asteriscos, onde a grande maioria deu vitória ao Dillashaw. E a questão apresentada não era sobre ele ter vencido, mas sim sobre usarem esta vitória para justificar qualquer outra coisa.

      • Flávio Bueno

        Discordo. Não tem aspas nem asteriscos. Ele venceu. Foi uma luta que não se falou em garfo. Podia ir para qualquer um. E foi para ele (tb acho que o Dilashaw ganhou). Então o que falta para ele é usar mais isso sim. Eu ganhei do campeão e vou ganhar de novo. Deve usar isso todo dia! Agora isso não siguinifica que foi insjustiça colocar o Cruz! Uma das melhores coisas do Sexto Round é a interatividade de vcs. Mais uma vez Parabéns!

        • É lógico que se falou em garfo. A maioria esmagadora da mídia especializada deu vitória pro Dillashaw. Só aqui no Brasil acharam aquela luta normal.

  • Bart Simpsons

    Concordo com tudo que foi dito aí. Lembro-me de quando agora recentemente ia acontecer a luta entre Jacaré vs Mousasi, várias pessoas diziam “ah, mas o mousasi já ganhou do jacaré uma vez, vai ganhar de novo”. hahahaah, se o MMA fosse tão lógico assim, não seria tão empolgante. Novamente envolvendo Jacaré, há uma história de que talvez ele enfrente o vencedor de bisping vs rockhold, para aí sim decidir quem lutará pelo cinturão dos médios, e novamente vem essa história do tipo “ah, mas o rockhold já ganhou do jacaré”. Calma, muita calma nessa hora. Jacaré nem de longe lembra aquele lutador que perdeu tanto para Mousasi, quanto para Luke.

    • Ótimo exemplo. Atualmente as chances do Mousasi eram bem menores. Em 2008 ele era favorito destacado, mas em 2014 era zebra. Se em um ano muda muita coisa, imagine em seis. Seis anos no MMA é eternidade, amigo.

  • Yuri Yamaura

    Texto sensacional, Alexandre. Caso a revanche entre Assunção e Dillashaw aconteça, devido ao casamento de estilos, vejo o campeão enxergando o desafiante em câmera lenta. Acho o Raphael muito plantado, muito lento pra um cara com a movimentação do TJ.

  • Luiz Felipe

    Se for levar em consideração que Raphael Assunção pode vencer Dillashaw é a mesma coisa que falar que John Dodson ganharia dele novamente (coisa que eu acho improvável), o soco que Dillashaw levou do Dodson deve bambear até hj a perna dele.
    Antes de vermos quem ganhou em um ano, ou mais tempo, temos que ver quem poderia ganhar agora e, assim como John Dodson, Raphael Assunção não ganharia uma possível segunda luta (mas seria muito legal rs).

    • Eu iria mais no Dodson do que no Raphael, mas acho que nenhum dos dois ganharia do Dillashaw hoje. Dodson pelo menos é bem mais rápido e potente que o Raphael.

  • Paulo Melo

    Realmente em um ano muita coisa pode acontecer mesmo , porém acabei de ler que o próprio Raphael cogita sim esperar , não tiro a razão dele por um detalhe , é uma luta de cinturão , se ele lutar com alguém e perder , fim da fila , e na minha opinião não ver ver mais TitleShot na carreira ( devido à idade , qualidade dos outros atletas e qualidade dele mesmo ) , então é assim : Ele luta contra qlq um e perde , talvez nem seja lembrado no futuro , Raphael quem ? Ele espera , luta e sei lá toma uma surra gigante , será lembrado como ex desafiante do cinturão , mesmo tendo levado perdido de maneira dominante .
    O que seria interessante é ele lutar contra alguém fora do Top 5 pra manter o ritmo , nessas horas seria bom aparecer alguém do peso ( que não tenha lá grandes chances ) pedindo luta com ele , ai nesse meio tempo o Raphael vai surrando alguns caras aumentando a sequência e em um ano pode disputar o cinturão .
    Penso que isso seria o ideal pq pra mim ele não venceria Faber, Barão , McDonald , TJ e nem Cruz … ou seja pegar um top, adeus TS !
    É uma escolha bem difícil mesmo , ele deve pesar tudo antes de decidir , mesmo pq tb financeiramente uma luta contra o pessoal do topo do ranking ia render muito pra ele , mas acredito que seria apenas uma , pois ele perderia ai fim da fila volta tudo novamente .

    • Então, o Raphael cogita esperar. A parada é que eu acho uma temeridade pegar o campeão com (por baixo) 10 meses de inatividade. Mas quem sou eu pra medir esses riscos dele, não é verdade?

      E lutar contra alguém de fora do top 5 foi só o que ele fez na categoria até hoje. Nenhum dos sete adversários do Assunção era top 5 quando lutou com ele. Isso pra mim é outra parada chata, acho meio bizarro dar um title shot pra um lutador que nunca venceu um top 5.

      • Paulo Melo

        Exato ! Bizarro mesmo , mas já tinham dado o TS e ele machucou , agora ele que se vire com o dilema dele esperar ou não rs
        E conta muito o momento que a categoria estava quando o Raphael recebeu o TS , o Barão tinha praticamente vencido todo mundo , ai sobrou só o Raphael com condições aceitáveis ( sequência de vitórias ) para receber o TS, acho esse caso similiar ao de terem dado o TS pro Cariaso, visto os adverários que o Kamikaze venceu antes de enfrentar o nosso querido Demetrious Johnson , vulgo Terra Samba rs

  • Junior

    Não é o mesmo período de 1 ano, mas vemos um Chad Mendes passar de um ótimo wrestler para um cara que tá nocauteando todo mundo e melhorou tanto seu jogo na trocação que hoje pode bater de frente com José aldo, que na minha visão, é o mesmo caso do Rafael, ainda é muito bom, mas não evoluiu nos últimos tempos.
    Werdum é um exemplo, de um grappler unidimensional, hoje troca golpes de muay thai com desenvoltura.

    Aliás, não só no esporte, em 365 dias, um ser humano pode sofrer diversas mudanças, melhorar, adicionar, basta querer…

    • Mendes mudou em um ano sim. Um ano depois da derrota pro Aldo foi quando ele tava metendo a caceta no Yaotzin Meza e no Darren Elkins (que estava invicto na categoria e acho que nunca tinha sido nocauteado).

  • Junior

    Na minha opinião todo lutador para ter um TS deveria ter uma vitória obrigatória sobre um top5 do ranking oficial da categoria ( exceção do Cruz por tudo que já sabemos ), mas eu sei que o UFC não age assim, e acho que o Assunção deveria pegar o Barão antes de um TS e dali sair o próximo desafiante.

  • Fernando Mangger

    Talvez se o Assunção fosse Fazer um Workshop com o McGregor de como se autopromover neste período de “inatividate” não seria uma má idéia.

    • Seria uma boa tentativa, mas são pessoas de naturezas diferentes. O que dá certo pro McGregor pode soar falso com o Assunção, por exemplo. Mas que o pernambucano precisa fazer alguma coisa, isso é certo.

  • Carlos Felix

    Concordo que TJ é um outro lutador e franco favorito contra o Raphael. Também concordo que ele não disputou o cinturão por que estava machucado e não tem como negar o TS ao Cruz.

    Mas não vamos desmerecer a vitória do Assunção. A luta entre Assunção e TJ foi disputada, não foi um “garfo”.

    Assunção tem 7 vitórias seguidas, e venceu o atual campeão. Ponto.
    Isso o credencia a disputar o cinturão.

    • Assunção tem 7 vitórias seguidas contra nenhum top 6. Por acaso um deles é o atual campeão, que foi vencido quando era o 9º do ranking, não o 1º, e numa luta muitíssimo contestada pela maioria.

      Myles Jury tem 6 vitórias seguidas numa categoria mais forte que a do Assunção. Não ganhou de nenhum top 6 também. E aí, ele está credenciado a disputar o cinturão?

  • will

    O grande problema dos atletas brasileiros é a falta de uma estratégia de luta. Eles lutam sempre do mesmo jeito. Se o Rafael botar o TJ pra baixo é um abraço. Mas não, vai querer lutar em pé contra um cara mais rápido. Gruda no cara e amarra a luta que dá.

    • Chance de o Raphael botar um wrestler como o Dillashaw pra baixo é bem pequena.

  • Marco Matos

    Pra mim Raphael deveria lutar contra o Barão, quem ganhar certamente merecera a luta pelo titulo.
    E se decidir esperar a luta do Dominick vs TJ , tem que rezar pra essa luta cair, caso contrario pra mim ele leva mais uma furada de fila do barão, caso barão ganhar seu próximo desafio, sei lá qualquer vitoria sobre um top 8 pra mim já renderia uma luta por titulo pro Renan.
    E Raphael fica novamente a ver navios.

    • Então, eu acho que Assunção x Barão seria uma ótima pro mesmo evento de Dillashaw x Cruz. Ficaria até mais fácil substituir a luta principal em caso de problema, evitando colocar um estreante de cara lutando pelo cinturão, como fizeram no UFC 177.

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