UFC 179: o pesadelo de um Brasil sem campeões

Lucas Rezende | 08/10/2014 às 22:18
ALOD

Aldo: último bastião de resistência

“O Brasil ficará sem nenhum campeão após o dia 25 de outubro”, assegurou o confiante postulante ao título de José Aldo, Chad Mendes.

Respaldado por cinco triunfos (quatro por nocaute) desde a fatídica joelhada do manauara no UFC 142, “Money” é uma ameaça legítima.

E cutucou a ferida mais sensível que ele, possivelmente, conheça.

Afinal de contas, diante da real chance do UFC não ter nenhum campeão tupiniquim, paira a pergunta: O que será do esporte caso isso aconteça?

Numa terra onde o MMA só atingiu popularidade há mais ou menos três anos graças ao alto índice de brasileiros no topo de suas categorias – Anderson Silva, Júnior Cigano, José Aldo e Renan Barão defendiam quatro dos oito cinturões do UFC, em 2012 – o baque pode ser mais dolorido que o esperado.

Como o brasileiro médio reagiria caso José Aldo, o último brazuca soberano, perdesse sua hegemonia?

Cairia o MMA em ostracismo assim como o tênis quando Guga se aposentou? Ou com o boxe após Popó pendurar as luvas?

A possibilidade é assustadoramente palpável.

Royce-Gracie-UFC-campeão

Gracie no UFC 1

É difícil, ainda mais em um esporte popularizado por brasileiros, numa organização onde Royce Gracie foi campeão em três das quatro primeiras edições.

Por muito tempo nos vangloriamos por nossos representantes viajarem até o país de seus adversários e superarem-os em frente a seus familiares, amigos e conterrâneos.

Agora a conveniência desse patriotismo pode se dissolver da maneira mais irônica possível, acontecendo conosco o que tanto adorávamos fazer com os outros.

Estaria o povo preparado? Quem será mais vaiado caso Aldo perca seu cinturão no Maracanãzinho? Ele ou Mendes?

Teríamos então que esperar outro jovem promissor ressurgir e recuperar o ouro para que voltemos a prestar atenção?

Enquanto isso, temos três campeões no Bellator e mais dois no World Series of Fighting passando despercebidos.

UFC 104: um cinturão, dois brasileiros

UFC 104: um cinturão, dois brasileiros

Sem falar em todos os outros que estrelam entre os cinco ou dez melhores de suas respectivas categorias dentro do próprio UFC.

A uma ou duas lutas de distância de alcançarem o título, Vitor Belfort, Fabrício Werdum, Ronaldo Jacaré, Cláudia Gadelha, Rafael dos Anjos, Renan Barão, Raphael Assunção e Bethe Correia pintam bem esse quadro.

Então, quão ridículo seria virar o rosto para o esporte sempre que um campeão caísse, mas duas semanas depois festejar um desafiante nosso destronando um gringo?

Seria incoerente, no mínimo.

Às vezes penso que nosso maior problema é a impaciência, pois a massa torcedora é mimada. E isso não é algo exclusivo ao Brasil.

Alexander Gustafsson precisou se pronunciar publicamente quando viu boa parte dos suecos crucificando as performances de Nicklas Backstrom, Ilir Latifi, entre outros escandinavos derrotados no último card em Estocolmo.

Ver seus próprios fãs lhe criticarem depois de uma derrota com comentários estúpidos, dizendo que você é ruim, quando 99% deles não tem a menor experiência no esporte. Isso não é jeito de apoiar os seus lutadores”, desabafou o viking.

Chad Mendes, por outro lado, quer ver o circo pegar fogo. E quem pode culpá-lo por fazer seu trabalho?

Sei que ele é o único campeão do UFC que o Brasil tem hoje, mas não posso fazer nada”, diz Chad em tom de justificativa, como se sua função enquanto profissional fosse um crime contra nosso povo.

Compreendo o quanto essas palavras penetram fundo em quem precisa se espelhar no sucesso do compatriota para apreciar o esporte, mas se eu possuísse o direito da réplica, diria apenas uma coisa a Chad: “Prove que você é melhor”.

E se no dia 25 de outubro ele me provar, não deveríamos reconhecer o talento do novo campeão?

Apreciar a beleza do combate sem ter que escolher um lado, talvez?

Cinturões significam tudo para o lutador, mas nós, os fãs, precisamos priorizar as lutas. O espetáculo pode ser mais belo sob menos holofotes, aliás.

E quanto à falta de campeões, paciência, não se pode vencer todas.

Inadmissível seria se o Brasil, um mercado gigantesco, estabelecido, pronto para ser explorado, desperdiçasse todo esse potencial por conta de algo tão bobo.

O esporte é maior do que o nosso ego, quanto mais cedo isso nos ficar claro, mais poderemos apreciá-lo.

E pode ser que precisemos de um tempo sem o peso dessa cinta para aprendermos isso.

  • Francis Couto Falbo

    Olá Lucas concordo com vc, mas para mim o maior exemplo da falta de interesse num esporte, caso não c tenha um Campeão é a F1 , É notorio a queda de audiencia nas trasmissões. Tenho receio q isso tbm possa acontecer com o MMA .

    • Lucas Rezende

      Sim, a Fórmula 1 também é um excelente exemplo desde a morte do Senna.

      • Por que o Flamengo tem torcida até no Nordeste? Por que o campeonato era transmitido por lá!

        Agora, 60 pilas para assinar o canal combate.
        Vou te falar, sou fã de UFC ha muito tempo e já faz um bom tempo que fico assistindo tendo que ficar procurando “x” nos cantos para tirar ADV do meio da tela..rs.

    • A F-1 tem também, mas ela é um problema um pouquinho diferente, já que a audiência tem caído no mundo todo. Mas no Brasil é certo que a falta de campeões é O fator. O povo parece que cansou de ser enganado pelas transmissões da Globo.

      • will

        Se falta de título tirasse torcedor no Brasil, o Vasco só teria 5 torcedores. Ao contrário, o Vasco só é Vice e tem a maior torcida do Brasil! Ninguém assiste F1 porque aquilo está chatíssimo. Todo esporte é um nincho de público. A audiência varia naturalmente com o tempo. Aumenta, diminui, mas mantém uma média.

        • Vou pedir pro Renato fazer um prêmio pra você. Sério, você é o cara mais engraçado que comenta na mídia de MMA.

          Ninguém assiste F-1 é totalmente por sua conta ou na sua casa. Audiência em queda não significa que ninguém assiste. A F-1 nunca teve tantos campeões mundiais ao mesmo tempo correndo e raras vezes teve tantos pilotos de nível de elite competindo ao mesmo tempo.

          “Vasco maior torcida do Brasil” hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

          respira…

          hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

  • Rodrigo Tannuri

    Infelizmente, os fãs brasileiros são assim mesmo. Concordo que há um grande risco do esporte ser esquecido, caso Aldo seja destronado. Mas, quer saber de uma coisa? Eu continuarei acompanhando. Não curto o MMA pelo fato de ter brasileiros dominando ou sendo dominantes. Gosto, porque, pra mim, é uma paixão. O ambiente competitivo, que envolve técnica, garra, promoção, enfim, diversas variáveis, me fascina. Falo por mim e tenho certeza que não sou o único.

    Sobre essa questão do interesse da maioria, é complicado até porque estamos vendo que o Brasil tem revelado uma safra muito boa nas categorias mais leves, porém o grande público praticamente ignora a galera dos meio-médios pra baixo. Outro fator que pode prejudicar o crescimento do MMA aqui, também é o fato das lendas estarem se aposentando. O tempo não para, por isso, os feitos e o carisma que Anderson, Wand, Minotauro, Shogun, Belfort, Lyoto e Werdum possuem não serão repetidos ou vistos nos nossos atuais atletas.

    Caso Aldo perca o cinturão, também não ficarei triste, mas aí já é outra discussão.

    • Lucas Rezende

      Concordo em tudo, Rodrigão!

  • Flavio Aldo

    Parabéns excelente texto,mais isso ai é a mais pura realidade,brasileiros ñ gosta do esporte gosta de campeão,só poucos os fanáticos por mma no Brasil,eu cm fã independente do resultado vou continuar cm a msm empolgação pq sei do potencial dos nossos representantes cm tbm sei o potencial dos adversário,so teve uma cinta que perdemos que ñ aceitei e por isso deixei de ser fã dele foi a do Spider por acho q ele tentou humilhar o Weidmam e deu a cinta de mão beijada ele ñ ponsou em nois fãs loucos por MMA mais as putras que foram perdidas cm muito sangue todos merecem nosso respeito. (

  • joao neto

    Parabens pelo texto Lucas!!! acho que se o Aldo perder,pelo menos vaiado acho que ele nao sera,o Jose Aldo e um cara muito humilde, e o torcedor sente que quando ele entra la no cage e para Matar ou Morrer.(Pelo menos o Publico Fanatico,como nos que estamos aki nesse excelente Blog comentando sobre MMA) Agora a Geraçao (rede Globo) nao da para duvidar.vou citar um exemplo a maioria das pessoas ao falarem de F1 so lembram do Senna, ninguem lembra do Nelson Piquet que tambem e tri-campeao mundial, e contribuiu muito para o avanço do Esporte com algumas invençoes dele proprio que existe ate hoje mas nem vou citar aki.( OBS: ele nao puxava o saco do Galvão e da Globo).Tenho esperança que o Brasileiro respeite todos os Esportes e Esportistas um dia em geral…que saiba raciocinar que o cara foi la na Olimpiada representar o Pais no (Arco e Flecha) e ficou em vigesimo lugar,mas ele deu seu maximo,treinou para estar ali…representou o Pais. Vamos Sonhar!!! Abraço!!

  • Marcelo

    Pode ter certeza que com uma seca de campeões de um ou dois anos o esporte estará morto e enterrado no Brasil quanto a popularidade. Os nossos futuros lutadores no UFC vão voltar a fazer parte do grupo do “já ouvi falar” e do “nem sei de quem você tá falando”, como era antes, assim como todos os futuros campeões gringos do UFC.
    O fato do jiu jitsu ter deixado de ser um diferencial para o lutador brasileiro, pra mim foi o começo do que pode ser o fim do MMA no país. O mundo muda, evoluí e vence quem se adapta, mas o nosso forte, infelizmente, não é ficar na vanguarda. Pelo menos ainda não.

    • Renato Rebelo

      = (

    • Luis Felipe Fabricio

      Eu acho que morto e enterrado é um pouco forte demais, não acredito nisso, porém, a questão do jiu jitsu é muito importante para essa suposta ausência de brasileiros vitoriosos, hoje o diferencial no MMA é o wrestiling e ainda existem muitos brasileiros deixando a modalidade de lado, os gringos estão levando nossos melhores jiu jiteiros pra lá, enquanto os brasileiros não buscam o wrestiling com tanto vigor.
      Independente do que acontecer vou continuar assistindo e torcendo pelo espetáculo.
      .
      PS: acredito que José Aldo vença novamente.

      • Lucas Rezende

        Precisamente. O verdadeiro obstáculo dos brasileiros hoje em dia é a deficiência na luta olímpica, querendo ou não, é a modalidade que estabelece o transcorrer do combate.

        Todo mundo bate nessa tecla, mas todo card tem brasileiro faixa-preta de jiu-jitsu levando calor de wrestler que nem passa a guarda do cara. Aí complica.

  • Lero

    O Cain e o Weidman só tem enfrentado brasileiros desde que são campeões (Ciganox3, pezaox2, Werdum, Spiderx2, Lyoto, Belfort, daqui a pouco Jacaré), e o Jon Jones acho que tem enfrentado mais brasileiro do que americano… Só tem um brasileiro campeão, mas de repente tem mais brasileiro no top 10 de cada categoria do que nunca.

    • Lucas Rezende

      Justamente. Tem tanto brasileiro de qualidade rondando o topo de qualquer divisão, que mesmo os mais ufanistas não deveriam se preocupar com a ameaça de passarmos um tempo sem nada para vestir ao redor da cintura.

      • Lero

        E olha que supostamente as categorias maiores deveriam ser as mais rasas do MMA brasileiro… Nego pequeno bom é o que debe estar por vir.

      • A parada é que nego por aqui idolatra o Senna falando que “o segundo é o primeiro dos últimos”. Frases estúpidas como essa fazem nego criticar um vice-campeão olímpico, por exemplo.

  • Cauã Albuquerque

    O sexto round sempre com exelentes textos. Chad tem chances reais de desbancar o Aldo e isso no meu ponto de vista não seria algo ruim. Teremos que passar pela ponte que balança e ver se ela cai, é inevitável. Apenas os fortes (fãs) sobreviverão. Aldo por si só já é herói. O cara treina no Brasil – na melhor equipe do Brasil, diga-se de passagem – e ainda assim é campeão. Não podemos querer comparar o pagamento em dólar de uma academia americana pra uma que paga em real e que ganha pouco com lutadores sem carisma, os impedindo de patriar estrangeiros pra reforçar treino. Quando uma academia trás alguém de renome é por meio de intercâmbio (Andy Sower).

    • Aldo treina numa academia que não tem octógono nem grade. Ele é ninja.

      • Alexandre, acho que isso pode ser um diferencial de muito lutador brasileiro.
        O fato do Aldo ter que morar na academia de favor, o Nugetti ter sido engraxate e até vi uma entrevista bem legal do Jacaré onde ele dizia que pela situação dele, se não fosse lutador seria Gari, mas seria esforçado para ser o melhor Gari que ele pudesse, bem legal mesmo.

        • Isso enche o cara de motivação, mas tenho certeza que todos eles prefeririam ter crescido treinando em escolas e faculdades cheias de recursos como acontece nos EUA. E lá também tem muito caso de cara pobre que ganha a vida no MMA.

  • Jonas Angelo

    Ufanismo bobo, patriotismo desnecessário. É lógico que é gostoso torcer para um brasileiro, mas os exageros que acontecem são coisas totalmente dispensáveis ao esporte. Rhodes Lima que o diga, ele e a Globo tem alguma parcela de culpa nessa disseminação ufanista boba, no que diz respeito à MMA.

  • Leo Ferreira

    Eu gosto de MMA e assisto a todos os eventos, todas as lutas do card sem nem me importar se tem um brasileiro lutando pra eu torcer ou não. Apenas gosto de ver os combates. Mas meu medo maior nisso tudo é a popularidade cair a tal ponto de o UFC restringir o numero de eventos no Brasil, eu ainda não tive a oportunidade de ver um evento ao vivo por aqui e temo que isso se torne cada vez mais dificil. De resto, se deixar de virar modinha, eu to pouco me lixando.

  • mazzaropi

    Todas as lutas que assisto torço primariamente pelo espetáculo! Ganhe quem for o melhor e pronto…

    Torcer para um conterrâneo vencer tem o lance da identificação pela cultura e isto nunca poderemos menosprezar. Precisamos de ídolos para nos fortalecer no dia a dia, mas isso é muito complexo pra uma sociedade cheia de preconceitos e tabus…

    • Eu menosprezo amarradão. Em geral, tô nem aí em relação ao país onde o lutador nasceu. Eu gosto de ver o Weidman, o Machida, o Belfort, Jacaré, MacDonald, Velasquez, Cormier, Shogun, Saffiedine.

      Também acho que não preciso de ídolo pra me fortalecer. Não terceirizo esse tipo de coisa.

      Mas é aquilo, isso sou eu. Cada um com sua opinião.

  • André Guilherme Oliveira

    O MMA no Brasil já começa com dois problemas, o de que os fãs só assistem o UFC e assim se esquecem dos outros eventos, sendo que temos bons eventos internacionais e nacionais passando na TV semanalmente. E o já citado problema do, “só gosto de campeão”.

    Porra, o circuito nacional é muito massa, temos excelentes lutas no Jungle, no XFC e Nitrix. Dois passam no Combate e um na RedeTV e ainda assim ninguém assiste ou fala algo sobre.
    Dai ainda tem o OneFC o WSOF o Bellator, todos com campeões brasileiros e mais uma vez ninguém nem liga.

    Dai cê vai ver o UFC onde a maioria dos grandes nomes nacionais ou estão em final de carreira ou sem o cinturão e ai o publico fica desolado mesmo. Porra, cê vai ligar a tv pra assistir o Mutante ou o Sarafian lutando ? Se não for um fã hardcore tu vai preferir ir pra um boteco e encher a cara enquanto tenta pegar umas pequenas cara.

    Eu como fã não tenho nada a reclamar, assisto minhas lutas, vejo os caras que me empolgam e quando quero falar sobre MMA vou em algum fórum onde vão ter outros fãs que tenham a mesma paixão que eu pelo esporte. Agora, esperar que eu vá ao trabalho ou sair com os amigos e ficar falando sobre a expectativa pra luta do Sheymon Moraes com o Josh Hill, neguim nem vai saber do que eu tou falando.

    O Brasil não vai ter o perfil americano onde vários esportes tem visibilidade e disputam a paixão popular, aqui vai ser por um bom tempo o futebol o esporte do povo, e os fãs hardcore das outras modalidades que se contentem com os fóruns e transmissões on-line.

    • Paulo Henrique

      Cara , acho que o MMA começa com 3 problemas rs Os que vc bem citou , mais também aquele preconceito de que é um esporte bruto , rinha humana e afins …

      Ai o que acontece , tem o preconceito, ai os eventos de MMA passam tarde ( diferente do futebol que passa as 16:00 do domingo ) e o evento principal UFC apenas na TV paga , ou seja , há um looooongo caminho para alguém começar a gostar de MMA pelas próprias forças , e é exatamente o que vc disse, nós fãs mais hardcore temos que nos contentar com fóruns e transmissões online, mas seria muito melhor , se pudessemos comentar com mais pessoas , o entretenimento seria mais completo , imagina vc ver um bom filme e comentar com mais gente que assistiu e gostou ? Penso dessa maneira

      • Lucas Rezende

        Concordo que os horários do UFC pode Pm ser ingratos quando os eventos são fora do Brasil, mas os caras nacionais começam sempre por volta de 18h, o que é bem acessível. Desde que você pague o Combate, óbvio.

        Mas não dá para comparar com o campeonato brasileiro, uma competição exclusivamente nossa e que tá aí há décadas na TV. Infelizmente um card em Las Vegas não pode agradar os horários da gente, isso não vai acontecer nem se o MMA se tornar o maior esporte do planeta.

  • Paulo Henrique

    Parabéns pelo texto Lucas !
    Bom, vamos aos pontos :
    Realmente desejo que o Aldo vença ( gosto do estilo dele , embora tenha lutado com menos incisão nas últimas lutas e parece ser um cara muito gente boa ) , mas se o Chad vencer e ficarmos sem nenhum cinturão , vou continuar acompanhando o UFC como sempre faço .
    Porém , uma coisa que me faz torcer mais ainda pelo Aldo é essa idéia do texto , acredito que SIM , se o Brasil ficar sem cinturões , o esporte vai ser dizimado em pouco tempo, eu assisto os eventos com alguns amigos que considero fã médios e outros fãs mais hardcore … o fã médio não tem mais a mesma empolgação para assistir do que quando o Brasil tinha mais cinturões , assistem mais por assistir , mas tb se não assistirem não faz diferença …
    E acredito que o até o Dana White ou os outros mandantes do UFC pensam assim , por exemplo , houve o UFC no Japão com Henderson x Edgar , acredito que esse Main Event aqui no Brasil não encheria meio ginásio ( apostaria com qualquer pessoa ) e lá teve ótima recepção, veja se o UFC colocaria algum main event por aqui sem um BR , NUNCA !
    Se o UFC quer manter o fã médio brasileiro e conquistar mais alguns , eles devem pensar em algumas alterações/inovações , pois sem os cinturões por aqui, pode esquecer esse crescimento …
    Alexandre Matos , não entendi essa frase : “O povo parece que cansou de ser enganado pelas transmissões da Globo.”
    No mais , que Aldo vença , ainda quero ter amigos pra assistir o UFC junto rs

    • Você acompanha o UFC ou o MMA? Acompanha Bellator, WSOF, ONE FC, Coliseu, Circuito Talent, Jungle?

      • Paulo Melo

        Acompanho o UFC sempre ( assisto todas as lutas de praticamente todos os eventos, fora UFC Macau , TUF Finale China e afins rs que vejo algumas lutas na reprise pelo Canal Combate ) , e eventualmente a maioria dos eventos citados quando o tempo permite , minha TV já fica no Combate e/ou outros canais que passem os eventos de MMA .
        É engraçado , vou meio que resumir como comecei a gostar de MMA pra não estender a msg ( é que acho legal dar exemplos já que falamos sobre fãs e tal ), eu estava num lanchonete 24 h após uma balada e estava passando o UFC Rampage e Hamill , estava curtindo as lutas e tal , ai qdo o Rampage entrou achei muito loko ! E fiquei com aquilo em mente , e ai comecei a ir num barzinho perto de casa casualmente assistir e nisso eles passavam eventos nacionais tb e eu curtia assistir
        Eis que quando teve a luta do Shogun contra o Hendo , aquela luta foi espetacular , acho que foi a luta que mais fiquei vidrado, eu decidi assinar o Combate , dai pra frente só aumentou o vício , inclusive até fiquei meio triste de eles não exibirem mais o best of Pride , mas paciência né rs
        E sobre a frase ? ( transmissão da Globo )ainda continuo sem entender , mas tenho uma idéia do que vc quer dizer

        • A Globo passou muito tempo fazendo o pessoal acreditar que o novo Senna tava vindo. Eles chegam até a manipular informação, tipo evitar dizer que o Bottas tá mais rápido que o Massa.

          E isso é um dos exemplos entre os vários do ufanismo maléfico que são as transmissões esportivas brasileiras em geral, com honrosas exceções.

  • Neil Magny

    Ficaremos sem nenhum cinturão.
    Chad Mendes via nocaute brutal no terceiro round!
    Podem anotar!

    • Renato Rebelo

      = (

  • will

    Ao contrário, penso que a ausência é que cria a demanda. O melhor momento do futebol brasileiro foi no início dos anos 90, quando o jejum da copa de 70 estava no auge. Os dois títulos de 94 e 2002 derrubaram a paixão e, hoje, estamos numa crise de público. No UFC vai ser o mesmo, a derrota vai aumentar a rivalidade Brasil vs EUA.

    • Véi, me manda um convite pro mundo que você mora porque ele deve ser bem maneiro. É bastante diferente do que eu moro.

      “Melhor momento do futebol brasileiro foi no início dos anos 90” é do naipe de “Vasco tem a maior torcida do Brasil”.

      “Estamos numa crise de público” por causa de títulos conquistados há 20 e 12 anos hahahahahahaha

      Sou teu fã, sério mesmo. Acho que você promove uns debates maneiros.

      • Paulo Melo

        Sure ! Todo mundo era gamadão na seleção brasileira quando o Lazaroni era o técnico kkkkkkkkk

    • Lucas Rezende

      Não acho que seja saudável o aumento dessa rivalidade, a não ser para quem ganha com isso (UFC).

      Queria exatamente o contrário, aliás, que os atletas fossem valorizados por suas habilidades, não por onde nasceram.

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