Deveria Aldo dar ouvidos aos conselhos de Sonnen?

Lucas Carrano | 06/10/2014 às 20:34
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Será que algum outro brasileiro atrairá tanta atenção para o MMA?

Há algum tempo, em debate com colegas de imprensa, discutíamos sobre a situação do MMA brasileiro e como a falta de um expoente máximo poderia prejudicar o desenvolvimento do esporte no país.

Após alguns minutos de discussão, chegamos a uma óbvia conclusão: não tínhamos um substituto para Anderson Silva – não necessariamente no posto de lutador de elite, mas na condição de figura midiática.

Que o brasileiro, em linhas gerais, gosta é de ganhar (e não de esporte), não chega a ser novidade.

A questão é que não bastam os resultados no cartel, é preciso também ter uma imagem pública forte e icônica para que o apelo seja em nível mundial.

Por isso, a opção natural para a “sucessão” do cetro do Spider era Junior Cigano: bem apessoado, carismático, eloquente, inteligente (desenvolveu um inglês impressionante em questão de meses para gravar o TUF) e um lutador de altíssimo nível.

O problema no caso de Cigano foi Cain Velasquez.

Esportivamente, não é demérito algum ter 1-2 de retrospecto contra um monstro como o campeão dos pesados.

Porém, perder, e ainda mais duas vezes consecutivas, fere o pacto de idolatria nesse nosso cenário.

“E José Aldo?”, você pode se perguntar.

O campeão dos penas vive situação inversa. Dono de um cartel praticamente perfeito e prestes a completar nove anos sem saber o que é derrota, o manauara não decola em popularidade.

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Ultimo PPV de Aldo – mesmo com Barão, Overeem e Faber- só venceu 230 mil pacotes

Não me entenda mal. Há poucos, e eu diria loucos, capazes questionar a hegemonia de Aldo no octógono.

O grande ponto aqui é o que ele faz, ou não faz, fora do cage.

O Scarface não é, nitidamente, um sujeito expansivo ou de oratória privilegiada e vocês devem se lembrar bem do resultado de sua mais recente tentativa de agir espontaneamente – com o empurrão pra cima de Chad Mendes no Maracanã.

Aldo prefere o estilo “low profile” e tudo bem.

Exceto que, neste esporte, não é esse o comportamento que te leva à estrada dos tijolos dourados, onde todos os cheques são gordos, como o próprio brasileiro tem reclamado publicamente.

A gente vê peso leve ganhando a mesma coisa de muito iniciante. A gente vê peso pesado, não campeão e não desafiante, ganhando muito mais do que nós. Isso nos deixa um pouco tristes”, disse o produto da Nova União à ESPN Brasil.

Na mesma entrevista, concedida em maio, o campeão foi questionado sobre suas possíveis atitudes para reverter o quadro e convencer Dana White a aumentar seus rendimentos.

A resposta não poderia ter sido mais desanimadora.

“Não sei, cara. Nos matamos nos treinos, damos o máximo para chegar lá e dar um grande show, trazer recordes para o UFC. Damos o máximo, mas não temos esse reconhecimento devido. Agora, não sei o que tenho que fazer, chegar lá dentro e ‘matar’ o adversário para alcançar algo a mais, não sei”, comentou.

Com alguns meses de atraso, é verdade, uma ajuda importante, e ao mesmo tempo improvável, apareceu.

Chael P. Sonnen, outrora inimigo número um do fã médio brasileiro, ofereceu seus conselhos a Aldo para conquistar justamente este público – também fora do país.

Em uma longa entrevista, que rendeu mai de 5 mil caracteres de transcrição (no original, em inglês), Sonnen deu dicas e ofereceu o que considera o caminho das pedras para que o campeão se torne mais atraente para a mídia e impulsione sua imagem.

José Aldo é bom demais. Eu o considero o número dois do mundo, atrás de Jon Jones. Aldo pode ser até considerado o melhor, já que a divisão dos penas é bem mais difícil que os meio-pesados. A questão é que Aldo é o campeão que menos ganha no UFC. Ele é o campeão menos atrativo, e isso é 100% sua culpa. Ele reclama de dinheiro constantemente, mas ele está nos cards PPV como o restante dos campeões. Ele simplesmente não faz nada para alavancar sua carreira”, disse o Gângster de West Linn.

Um dos principais temas abordados pelo Chael foi a possibilidade de direcionar, ou influenciar, as decisões da organização em benefício próprio, ao invés de apenas esperar, ouvir e acatar as determinações estabelecidas.

Se eu fosse José Aldo, eu teria escolhido uma luta no momento em que anunciaram Cain Velasquez x Fabrício Werdum. Eu teria ido à imprensa e desafiado seja lá quem for. Eu teria levado vantagem da grande venda que Cain irá trazer (…) Esse conceito que eu disse é muito óbvio, mas me parece ser algo estranho para ele. Isso é básico”, comentou o norte-americano.

Para justificar seu ponto de vista, Sonnen citou um exemplo próprio, de sua última luta como profissional.

Segundo o agora ex-lutador, ele contratou um designer para produzir um cartaz falso do UFC 167, no qual constava uma luta sua contra Rashad Evans, assim que a luta entre Georges St. Pierre e Johny Hendricks foi anunciada.

O próprio Chael mandou a imagem para Evans via Twitter e recebeu um aceno positivo do adversário. A atitude rendeu um puxão de orelha do matchmaker Joe Silva, que teria dito que anunciar lutas era atribuição da organização e não dos atletas.

Porém, no dia seguinte, Sonnen estava com o contrato da luta contra Rashad em mãos e fazia parte oficialmente do card do aniversário de 20 anos do UFC, na luta co-principal da noite.

Isso tudo, segundo ele próprio, por não responder “eu luto contra quem quer que seja que o UFC me coloque”.

A fala do atleta que por anos foi referência em trash talking traz duas observações muito interessantes: é recomendável evitar as frases de efeito ou discursos pronto; e é fundamental antecipar a profundidade do conteúdo de suas palavras e ações.

Oratória de Sonnen o empregou na TV americana

Oratória de Sonnen o empregou na TV americana (doping o tirou dela)

A primeira parte é bastante perceptível em nosso contato diário com o esporte mais popular deste país.

Basta pensar qual o impacto real das entrevistas de jogadores de futebol ou mesmo quais os raros profissionais do ludopédio fazem você de fato parar para ouvi-los.

Além disso, a importância de se prever desdobramentos e possíveis reações às declarações e atitudes é fundamental para evitar fiascos como o do despropositado empurrão em Mendes, que não gerou comoção ou trouxe qualquer tipo de benefício notável.

Por outro lado, ações bem encadeadas e cuja relação com o objetivo final fuja da obviedade da ligação direta proporcionam narrativas mais interessantes e, por consequência, com melhor desempenho midiático e comercial.

Não é preciso ter talento nato para a coisa e há um grande exemplo disso bem próximo: o já citado Anderson Silva – há não muito tempo avesso a qualquer coisa que fugisse de subir no ringue e lutar, ma que ocupou um lugar que transcende o espaço do esporte na cultura e no imaginário brasileiro.

Para isso, no entanto, José Aldo, ou qualquer outro que se proponha a tal tarefa, terá que se desvencilhar das armadilhas de um comportamento típico da terra brasilis, conforme lembrado brilhantemente pelo camarada Renato Rebelo: os ataques ao emissor tentando desqualificar a mensagem.

Se analisado o conteúdo, existe muito aí que pode ser discutido, posto em prática e até melhorado.

Claro que Aldo seria o maior beneficiário, mas, conforme dito acima, uma guinada do manauara pode impactar positivamente até mesmo a relação MMA/Brasil como um todo.

  • Gabriel Guimarães Calefi

    Realmente, concordo com o Chael Sonnen, acredito que o José Aldo poderia sair um pouco dessa mesmice de campeão “correto” de dizer aquelas frases já manjadas, como: “luto com qualquer um”, “luto com quem o UFC quiser que eu lute, eu sou o funcionário”, apesar de que não seja o jeito do Aldo e que o Sonnen tem Pós Doutorado nisso, o Scarface poderia se esforçar um pouco mais. E quanto ao campeão que atrairia as atenções, eu acho que seria o Belfort se caso vença o Weidman, gostem dele ou não, ele ainda atrai a atenção de muita gente no Brasil, seja pelos fãs, seja pelos Haters.

  • Leonardo Neves

    Concord.

  • Renan Trigueiro

    Excelente texto Lucas! Acho q o Aldo deveria ouvir (e mt) o Sonnen. Tirando os exageros, era imbativel no campo promocional

  • lmcosta

    Pai Chael é o cara!

  • Marcelo Silveira

    A única ressalva é a BRASILEIRO GOSTA DE GANHAR (E NÃO DE ESPORTE). Quem gosta de esporte então? Tirando o futebol é difícil vermos exemplos de esportes de massa em países onde os mesmos não tem tradição vencedora, ou pelo menos mais tradição no esporte. Automobilismo os EUA gostam, já de F1? A Irlanda sempre foi fanática por MMA? Eu entendo que tenha as febres em virtude do sucesso individual em um determinado esporte, o que acaba sendo passageiro em virtude de não sabermos aproveitar quando aparece um fora de série. Mas penso que brasileiro gosta de esporte (e de ganhar) como a grande maioria dos outros povos. Abraço e essa discussão do Aldo está rendendo hein?

    • Lucas Pereira Carrano

      Marcelo,

      Sem tentar ser político nem nada, eu realmente concordo com seu ponto – embora por razões diferentes.

      Como jornalista, não ignoro uma coisa chamada “valor notícia” – que é o que confere apelo ou relevância para um fato em detrimento a todos os outros. Um dos principais critérios para definir o valor-notícia é justamente a questão geográfica (razão pela qual invariavelmente um crime na sua cidade é mais relevante para sua comunidade do que um caso igual na Nova Zelândia). Claro que existem outros elementos nesta equação, como o quão incomum ou improvável é este evento, etc. Mas, via de regra, a proximidade geográfica e representações identitárias – como nacionalidade, naturalidade ou qualquer outra – causam maior comoção. E não tem nada de errado ou “modinha” (como adora-se desqualificar) nisso – até pq praticamente dá pra cravar que todos os países já sofreram de uma paixão efêmera por uma modalidade após o sucesso de um conterrâneo.

      Por outro lado, no trecho citado, de uma maneira bem simples (até por uma questão estética e falta de espaço) tento dizer que o Brasil é um país sem o esporte em seu cerne cultural. Grosso modo, nossa já fragilizada e fragmentada identidade cultural tem somente o futebol como prática esportiva consolidada (e é claro que estamos falando de perfil médio aqui) e ao seu lado um revezamento outras práticas alavancadas pelo sucesso ocasional (ao contrário de outras nações que, mesmo que por questões políticas, tem várias modalidades instituídas – mas até esses países acabam vez ou outra perdidamente apaixonados por uma novidade enquanto dure seu êxito).

      Obrigado pelo comentário!

      Abraço

      • Marcelo Silveira

        Valeu pela resposta Lucas. A minha opinião geral sobre isso é que sim o MMA cresceu no Brasil em função dos ídolos que são fundamentais e tal, mas o esporte em si é bem atrativo e conquista muitos fãs que passam a assistir UFC FNs da vida mesmo sem ter Brasileiros lutando. E, sem querer puxar o saco de vocês, o nível dos posts do Sexto Round, fugindo sempre do lugar comum, é um dos principais fatores para eu acompanhar as notícias diariamente, coisa que no futebol já não consigo mais devido a mesmisse dos comentaristas.

        []’s

    • Eu gosto de esporte. Assisto a um monte de coisa mesmo sem estar torcendo pra alguém. Torço pro Flamengo, pro Los Angeles Lakers, pro Green Bay Packers, pro New York Rangers, mas nem por isso me atenho a apenas eles. Assisto ao rúgbi, basquete europeu, vôlei internacional, F-1, natação, wrestling, boxe, tênis, etc.

      Americanos lotam estádios, ginásios e autódromos em todos os esportes, eles pagam ingresso até pra assistir a competições de college e high school (e enchem mais que o Campeonato Brasileiro da Série A). O GP americano de F-1 sempre está lotado. No ano passado, o público foi de 113 mil pessoas no dia da corrida, mais 80 mil no treino de sábado e outros 60 mil nos treinos de sexta. Eles não são a maior potência esportiva do mundo à toa.

      O UFC na Irlanda em 2009 colocou 9.369 pessoas num ginásio de 9.500 de capacidade quando McGregor ainda era ninguém e sem ter nenhum irlandês no card. Imagine um card do UFC no Brasil sem nenhum brasileiro lutando (ou um Robert Drysdale, como era o Marcus Davis no UFC 93). Seria um fiasco, não? Agora imagine isso antes da explosão do MMA no Brasil.

  • Ferreira

    Esse estilo de provocador não combina com José Aldo, ele é um monstro lutando, deixa esse estilo de provocador de lado, não combina com a personalidade dele, deu certo com o Conor McGregor e Chael Sonnen, porque desde que eles chegaram, já estavam fazendo barulho com isso, e ele já está lá há bastante tempo e nunca foi assim, quem vê já sabe que não é real, só tentativa de promoção desesperada, e outra, que nem o Hendricks disse uma vez, deixa que os desafiantes provoquem os campeões, eles que estão buscando o lugar ao sol .

    • REALISTA_TRICOLOR

      Então o José Aldo irá terminar sua carreira no UFC sem nenhum tostão no bolso, já que ele é um dos lutadores que menos ganha no evento. E o dinheiro que ele recebe, grande parte é gasto com as despesas de sua profissão, pagando empresários, academia, professores e técnicos. Lembrando que depois de algum tempo vem as contusões, cirurgias e etc. Depois que o lutador não estiver mais no mesmo nível meu chapa, será tarde demais para ele conseguir alguma coisa.

      • Renato Rebelo

        Tricolor, o Aldo embolsa por luta cerca de meio milhão de reais (isso é o que é declarado, fora a fatia no PPV q tds os campeões tem direito, bônus extras, patrocínios, etc). Se ele deveria receber mais (com base no retorno que ele dá a empresa) é debatível (até pq ele não é dos mais populares e ñ vende mt PPV). Mas até acho que sim (entendendo que ele é um dos melhores pesos por peso do mundo). Daí a terminar a carreira sem um tostão há uma grande distância…

        • will

          Falando nisso, achei estranho o Dana não revelar os rendimentos do Wand depois daquele vídeo de aposentadoria. Tenho certeza que o Wand ganhou milhões no UFC, muito diferente do que ele afirmou no vídeo. Você sabe alguma coisa sobre isso?

          • Renato Rebelo

            Fala, Will. O Dana divulgou sim. Wand levou 9,7 milhões de dólares pra fazer nove lutar em seis anos http://www.mmafighting.com/2014/9/27/6852935/dana-white-wanderlei-silva-made-9-7-million-in-the-ufc

          • will

            Pra quem se diz “explorado” é uma bela grana. Mais de 1 milhão de dólares por luta! É quase um trabalho escravo.

          • Renato Rebelo

            Foi exatamente essa a resposta do Dana numa coletiva, Will: “Se ele acha que fazer seis lutas em cinco anos ganhando esse dinheiro é ser explorado, não sei nem o que te dizer”.

      • Malk Suruhito

        “Um dos lutadores que menos ganha no evento”. Não, é um dos CAMPEÕES

        • Renato Rebelo

          Exato, Malk.

    • Fernando

      Não é ser provocador, é ser eloquente, interessante !!! O cigano, citado acima, conseguiu tal façanha. Não manteve por conta dos resultados contra o Cain, mas mesmo assim consegue ser interessante, vendável, sem ser desrespeitoso com ng !!! É nesse caminho que o texto fala……

      Vc prefere conversar com alguém monossilábico e que tem sempre as mesmas respostas ou alguém que “fuka” um pouco desse padrão engessado!!??

      • Renato Rebelo

        Exatamente, Fernando. Provocar e promover são duas coisas completamente diferentes. Ser babaca (como o Lombard foi no último fds) é outra.

    • Lucas Pereira Carrano

      É bem o que o Fernando disse.

      Toda vez que se fala em fugir do lugar comum, logo se pensa em ser falador. E essa não é a única alternativa.

      Como qualquer outro segmento, não existe uma fórmula pronta ou definitiva (caso contrário, todos estariam trilhando o mesmo caminho). É preciso originalidade e inventividade para se destacar da massa. Mesmo se você comparar lutadores que aparentemente estão no “mesmo balaio” (como Ronda Rousey, Chael Sonnen, Brock Lesnar e Conor McGregor), eles têm suas particularidades e algo que trouxeram que os diferiu tornou tão singulares.

      Como disse, não existe caminho, é preciso abrir um – e não dá pra fazer isso com respostas genéricas e pré-fabricadas.

  • Rodrigo Tannuri

    Quando vi o empurrão do Aldo, fiquei envergonhado. Isso não é dele. Foi um ato extremamente forçado. Aliás, esse lado “ator” dele não cola. Tanto é que ao fazer uma ponta em Malhação, o rapaz visivelmente sentiu a pressão kkkkk, ou seja, interpretar não é com ele. Esse empurrão me mostra até que o mesmo está um pouco perdido. Seria um abalo em sua identidade? Por essas e outras que considero essa revanche contra o Chad muito perigosa.

    Buscando um lutador brasileiro que possa ser midiático, que consiga vender bem, poderia dar alguns exemplos. O Thiago Silva, popularmente conhecido como Rei da Marra, tinha tudo pra mudar de patamar. Não digo ser campeão, até porque está longe disso, mas o cara é bom, tem personalidade, não foge da imagem de bad boy, ou seja, esse lado sombio gera um certo interesse. Uma pena ter jogado a carreira no lixo. Erick Silva é outro que poderia se dar bem. O Índio é inegavelmente talentoso, apresenta certa desenvoltura em entrevistas, mas, enquanto não resolver seu problema físico, ficará difícil ir além na carreira. Thiago Alves, tendo lutado pelo cinturão, viver nos EUA e saber se expressar, também poderia ganhar mais importância, mas aí suas constantes lesões aparecem e acabam com qualquer plano.

    Enfim, acho que o problema dos atletas brasileiros em geral é o coitadismo e todos não fazem questão de mudar essa imagem. Muitos querem idolatrar Deus, desejam ser os bons moços e ficam alienados. Eu não estou dizendo que, pra ter sucesso no MMA, o atleta tem que ser o anticristo da parada. Não, mas ser um pouquinho polêmico ajuda. Se isso for pedir muito, que ao menos tenha opinião e fuja do lugar comum nos discursos. Pra ilustrar o que eu digo, recentemente, o Rogan fez uma entrevista com o Barão e o garoto não respondeu nada com nada. Assim fica difícil mudar o rumo da história.

    • Renato Rebelo

      100% de acordo Rodrigão!

  • Jefferson França

    Aquela encarada entre Anderson Silva e o Belfort no UFC 126, deu uma baita guinada na carreira dos dois. Foi uma manobra muito inteligente do Spider pra promover aquela luta. Me pergunto se o trash talking (não deixem ele morrer) será cada vez menos comum nesse esporte. Que já se tornou uma tremenda chatice de tanto tentar vender o rótulo de politicamente correto. O que dá graça mesmo são os “vilões” e não os “mocinhos”.

  • mazzaropi

    Do WEC para o UFC o Aldo passou de um lutador que “luta para ganhar” para um campeão que “luta para não perder”… Fato!

    Acompanhando o UFC já um tempo percebemos nitidamente que o Luthor não gosta muito do Aldo nem do Barão… Se um dia perder vão considerar uma negociata com valores bem subestimados perto do que eles realmente valem!

    Isso me deixa triste e um tanto furioso!

    • mazzaropi

      Eu não cuido dos contratos destes atletas, então, não sei os detalhes das cláusulas… Mas, se houvesse uma brecha do Aldo pular fora deste barco ainda campeão e ir pra concorrência seria o ápice do cume do apogeu da cereja do bolo do prato que se come frio (risos)… (feat. Um Dia de Fúria)

      • will

        Exato, ele precisa negociar com o Bellator e vazar do UFC. Seria bom pra ele e pro Bellator, que teria o melhor lutador peso pena e, talvez, peso leve do mundo. Seria um tapa na cara do Dana Luthor White!

  • RenatoAz

    Como para tudo na vida, não acho que há uma receita mágica para o sucesso no ufc. Apenas ser provocador como alguns sugerem não é fator decisivo para alavancar a carreira de Aldo, até por que isso não combina com a personalidade dele, o próprio José Aldo, poderia inovar usando suas particularidades, meios de catapultar sua fama no mundo das lutas, poderia mesmo usar as estratégias de mkt não provocativas, porém inteligentes como a que Sonnen falou. Lembrando que o campeão de vendas de ppv, GSP, nunca foi um provocador agressivo. Ah, o filme de José Aldo vem aí, pelo menos no Brasil isso vai trazer grande empatia com o público em geral, que terá um interesse a mais em vibrar com nosso lutador.

  • will

    Discordo totalmente. Quem gosta de “encenação” vai assistir novela. Eu admiro o Aldo não só pelo seu talento, mas pelo seu comportamento respeitoso e disciplinado. Artes marciais são isso, respeito pelo adversário e treino. É um cara que treina duro e faz a sua parte no octógono. Promover lutas é papel do UFC e seu departamento de marketing. Trabalhar essa imagem profissional do Aldo com o seu cartel quase perfeito seria fácil se o UFC tivesse interesse. Mas o Dana não gosta da Nova União, é algo pessoal. Sinceramente, acho que o Aldo deveria ir para o Bellator e vazar do UFC. Seria bom pra ele e pro Bellator.

    • Cara, sério, você releu seu comentário antes de clicar no botão “Postar”? Eu nem saberia por onde começar a rebater tudo o que você disse, mas só faço uma pergunta:

      ONDE Chael Sonnen foi desrespeitoso ao pedir pra fazer um pôster com uma luta dele com o Rashad Evans?

      • will

        Sonnen foi desrespeitoso durante toda a sua carreira. Eu sei que era uma imagem trabalhada e não corresponde a sua verdadeira personalidade, mas era sim desrespeitoso. Na luta contra o Anderson, ele passou dos limites e foi bastante ofensivo. Sonnen foi trapaceiro usando doping. Quem precisa disso pra se destacar é porque não tem talento. Sonnen não é exemplo pra ninguém.

        • Brother, ele deu um caso bem claro onde arrumou uma luta grande (e muita grana) em apenas um dia e sem desrespeitar ninguém. É óbvio que o Sonnen é exemplo pra todo mundo. É só filtrar o que ele fez e falou. Qualquer estudante de marketing tem condição de fazer isso.

          • will

            Alexandre, a questão aqui é que o Aldo não tem a personalidade do Sonnen. Não adianta forçar o cara a ser o que ele não é. O caminho do Aldo é ser mais “simpático”. Ele é muito tímido e isso dá pra melhorar. Falar inglês também ajuda. Mas fazer trash talking ou outras artimanhas não funciona com o Aldo. Ele devia fazer o que o Melendez fez. Buscar contato com o Bellator e exigir renegociar seus contratos. Ele pode pedir um TUF também. Subir de categoria também daria um bom dinheiro pra ele. Tem muitas lutas boas pra ele nos leves.

          • Ninguém está pedindo pra ele ser mal educado, grosseiro ou algo do gênero, rapaz. Ele precisa se movimentar. Pedir um TUF, por exemplo, como você mesmo falou. O Sonnen só disse que ele precisa se movimentar, sair do marasmo. Buscar contrato com o Bellator seria simplesmente estúpido da parte dele agora. Melendez não era campeão.

  • Yuri Yamaura

    Acho que aprender a se comunicar em português e em inglês já faria muita diferença para o Aldo. Não que o português dele seja ruim, mas as respostas dele ou são monossilábicas ou o de sempre (sou lutador completo, treino de tudo, luto com quem o UFC mandar, etc.). O mais difícil ele já tem, já que boa parte dos espectadores de MMA gostam da pessoa e de seu estilo de luta. Falta ele aprender a gerar interesse, fazer os americanos coçarem a carteira para comprar PPV, como GSP fazia.

  • FrankCastiglione

    Acho que faz muita falta ao Aldo essas habilidades de promoção de lutas. Mas não sou muito otimista quanto a evolução dele nesse quesito. Ultimamente tenho lido, ouvido e estudado bastante a questão de perfis psicológicos no ambiente profissional. Aparentemente, existem algumas características fortes que são extremamente difíceis, senão impossíveis, de mudar! Claro que aprender inglês, por exemplo, é só questão dele querer e se interessar. Qualquer pessoa pode aprender uma língua nova.

    Já o aspecto mais introvertido dele, as respostas curtas, isso já acho bem difícil. Sinceramente, não vejo o Aldo tendo uma boa dinâmica numa coletiva de imprensa, acho que ele vai continuar desse jeito.

    Meu pitaco para que ele melhorasse, talvez seja ele seguir um caminho parecido com o do Senna: que, apesar de ser um cara extremamente competitivo, era mais introvertido, tinha umas frases filosóficas mais inspiradoras e tal. Claro que o Senna era mais simpático e tinha um bom carisma. Mas acredito que o Aldo teria um bom avanço nas promoções da luta, com entrevistas, Countdowns, etc. mais intimistas, só com uma pessoa entrevistando, abordando um ponto de vista mais filosófico, as inspirações e motivações dele para lutar. Algo, digamos, mais “espiritual”. Já essa abordagem mais marrenta e provocativa, se não é o perfil dele e se forçar, só vai dar merda. Não vi essa do empurrão, mas percebo que isso não tem nada a ver com o estilo do Aldo. Acho que alguém tem que extrair dele uma característica boa (que ele já possua) para ser trabalhada, vai ser mais produtivo do que tentar transformá-lo num “promotor” de lutas. Isso, acho que ele nunca vai ser, infelizmente.

    Parabéns pelo texto!

    • Renato Rebelo

      Frank, vc tem muita razão. Cá com meus botões, sabe o que eu pediria para um atleta que fosse empresariado por mim? Leia (qualquer coisa, até auto ajuda) É através da leitura que se incrementa o vocabulário.

  • JahSoldier

    Torço para que o Aldo continue sendo o cara humilde e trabalhador que sempre foi. Não tem vocação de falador (vide o empurrão nada a ver). Falar mais, trash talk, escolher luta, pra que? Dinheiro? Duvido que algum dia falte trabalho para o Aldo. O cara NASCEU pra ser campeão, se parasse de lutar agora já ficaria na história. Atleta de verdade, quer vencer sempre, chegou aí porque pensa mais na cinta que no cheque. Cada um se torna o que foca. Talvez se o Sonnen focasse mais em ganhar do que tagarelar, teria mais vitórias (as vezes até mais dinheiro). Já fez lutas ridículas e falou muitos absurdos de gente boa. O Aldo é o campeão invicto do UFC, não precisa de conselhos do corneteiro. Deixa o Dedé negociando a grana enquanto afia as espadas. Esporte acima do show! Humildade acima da grana! Sinceridade acima de trash talk vagabundo ! WAR JR!

  • Guest

    Acredito que as criticas do Dana White estão mais relacionadas com as ultimas apresentações do Aldo dentro do Octagono

  • Fernando Mangger

    Quem via as lutas do Aldo no extinto WEC e olha o Aldo no UFC, é outro lutador. hoje ele luta com o regulamento debaixo do braço, luta para não perder, fazendo lutas fracas, burocráticas e sonolentas, Aldo sempre começa com os Primeiros 2 rounds muito Forte mais depois vai Minguando (talvez devido a perca de peso).

    acredito que o fato dele ganhar menos que outros campeões esta mais ligado as suas recentes apresentações do que de fato a sua personalidade.

    e quanto ao salário, Jose Aldo ganha em 1 ano o que muitos brasileiros não ganham a sua vida toda. tem que procurar repensar o que seria para ele “Baixo salário”.

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