Pensando alto: as análises informais dos FNs 53 e 54

Renato Rebelo | 05/10/2014 às 03:47

Pra quem não é tão apegado a lutadores de grife, rolou um sabadão com MMA em tempo integral – da hora do almoço até cerca de duas da matina.

Tudo começou em Estocolmo, Suécia, onde os queridinhos do público local caíram feito moscas nas duas lutas principais.

Em Halifax, Canadá, o herói local brilhou e entregou aquela que, talvez, seja a performance mais impressionante de sua carreira.

Bom, cortando o papo furado, vamos à minha humilde leitura do que rolou de mais relevante nos dois continentes:

UFC Fight Night 53

RICKRick Story x Gunnar Nelson

O que se passa com Jim Bergman? Como não quebrar o sigilo bancário do incauto que transformou o vareio ministrado por Story em decisão dividia? Jurado dementes à parte, o americano provou que sua migração para a estratégica MMA Lab – de Ben Henderson– foi uma decisão e tanto. Afinal, o wrestler unidimensional de outrora manteve a compostura para negar o chão ao faixa-preta de Renzo Gracie, minar, round a round, a perna dianteira do carateca e anular a manutenção de distância do rival no volume, com incursões cronometradas de dois a quatro golpes de mão. Aplicação tática que, aliada ao físico minguado de Nelson, me fez marcar quatro rounds a um para o História de Terror. Gunni, por sua vez, segue sendo tecnicamente acima da média, mas, a impressão deixada meses atrás pelas silhuetas de Omari Akhmedov e Zak Cummings comparadas a sua, foi cimentada hoje. Falta muita potência e, principalmente, carcaça para o islandês nadar com os tubarões de 77kg. Segundo seu principal treinador, John Kavanagh, o bicho “não corta nenhum peso” para atingir a marca. Que tal, então, enxugar sete quilinhos e potencializar carreira tão promissora?

Olhem pro meu rosto. Ele me acertou bastante. Ele é, definitivamente, rápido. Normalmente, quando você acerta seu oponente, ele mostra alguma emoção. O Nelson não mostra nada”, explicou o vencedor.

HOLLOWAYMax Holloway x Akira Corassani

Estranho como o sueco, treinado por Mark Henry – homem que assina o boxe acima da média de Frankie Edgar– ofende apenas com cruzados pra lá de abertos. Se, no passado, o descontrole emocional era o grande calcanhar de Aquiles de Corassani, dessa vez, esse trejeito “pugilístico”, que sempre foi e sempre será a morada predileta de “straight punchers” (caras que batem em linha), lhe derrubou. Com pinta de macaco velho, Hollaway, de apenas 22 aninhos, cedeu o centro do octógono e boa parte do primeiro round em troca de uma brechinha para contragolpear. Voilà: sexto nocaute e 12ª vitória (seis delas no UFC) na conta do Abençoado, que pode virar craque (a médio-longo prazo). Ah, e como negar que essa passada de carro nos prova que Conor McGregor morde tanto quanto late (ele dominou o havaiano em 2013 – mesmo estando com o joelho bichado)?

Ei, Sean Shelby, me dê um top 10, top 15. Quero estar ranqueado até o réveillon!”, pediu o orelhudinho.

Outros resultados:

Jan Blachowicz nocauteou Ilir Latifi no R1
Mike Wilkinson nocauteou Niklas Backstrom no R1
Magnus Cedenblad venceu Scott Askham por decisão dos jurados
Nico Musoke venceu Alexander Yakovlev por decisão dos jurados
Dennis Siver venceu Charles Rosa por decisão dos jurados
Cathal Pendred venceu Gasan Umalatov por decisão dos jurados
Krzysztof Jotko venceu Tor Troeng por decisão dos jurados
Mairbek Taisumov nocauteou Marcin Bandel no R1
Zubaira Tukhugov nocauteou Ernest Chavez no R1

UFC Fight Night 54

RORYRory MacDonald x Tarec Saffiedine

Dada a dificuldade natural que é jabear um striker canhoto de nível mundial, separar Saffiedine de seus sentidos pela primeira vez em 20 lutas de MMA é feito simplesmente estelar. Tal demonstração de força só prova que Ares, porta-bandeira da nova geração – que já começou treinando especificamente para o MMA-, não é mais um lutador nota sete em tudo – e sim 8, 9. A maturação técnica, coincidentemente, chegou aos 25 anos – idade com que GSP, seu grande espelho dentro da Trystar Gym, bateu BJ Penn e avançou à disputa de cinturão contra Matt Hughes. Agora, só lhe resta esperar sentado o vencedor de Robbie Lawler x Johny Hendricks II, que rola em dezembro. E, dizem por aí que Georges retorna em 2015. Vish…

Treinei muito duro para esse cara, pois sabia que ele seria muito difícil. Agora, não preciso nem dizer que mereço o title shot. Por favor, me deem um!”, vociferou o canadense.

RAPHAELRaphael Assunção x Bryan Caraway

Pra quem via o namorado de Miesha Tate como morte anunciada – óbito (literal) que, cá entre nós, geraria corrida ao ouro sem precedentes-, surpresa! Dono de envergadura avantajada para a categoria, Caraway tinha Duane Ludwig escrito por todo seu jogo. Mas a mímica de TJ Dillashaw durou até a página dois e o brasileiro, sólido em todos os setores, conseguiu manter o ritmo do início ao fim – contragolpeando com joelhadas e cruzados dolorosos. Na entrevista pós-luta – nesse caso, tão importante quanto a disputa em si-, ele até se expressou, mas, novamente, não houve inserção no mapa. Como não vender o próprio peixe lembrando que o atual campeão já foi vencido? Por que não dar uma provocadinha no popular – e inativo- Dominick Cruz, que receberá o title shot na sequência? Eu entendo que o cara é bom moço, educado, gentil, etc. Mas não sair da zona de conforto – promocionalmente falando- acaba tornando Raphael cúmplice do próprio calvário (mesmo que Cruz x Dillashaw já esteja concretizado, periga um Urijah Faber da vida voltar ao bolo). MMA é entretenimento, gente…

Já ganhei 1,2,3,4,5,6,7… A oitava vai me levar aqui (fazendo o gesto do cinturão), ao meu sonho”, disse o sempre diplomático pernambucano.

Outros resultados:

Chad Laprise venceu Yosdenis Cedeno por decisão dos jurados
Elias Theodorou venceu Bruno Santos por decisão dos jurados
Nordine Taleb venceu Li Jingliang por decisão dos jurados
Mitch Gagnon finalizou (mata-leão) Roman Salazar no R1
Daron Cruickshank venceu Anthony Njokuani por decisão dos jurados
Olivier Aubin-Mercier finalizou (triângulo invertido) Jake Lindsey no R2
Paul Felder venceu Jason Saggo na decisão dos jurados
Chris Kelades venceu Patrick Holohan na decisão dos jurados
Albert Tumenov nocauteou Matt Dwyer no R1
Pedro Munhoz finalizou (guilhotina) Jerrod Sanders no R1

Abraços.

  • Leonardo Neves

    Saffiedine não será campeão e periga não ficar no top 5. Ser o melhor carateca da Islândia é o mesmo que ser o homem mais rápido do Brasil. Achava que Rafael iria acabar a luta mais tardar no segundo round mas o Caralho mostrou raça. Holloway vai longe e com apenas 22 anos já é top 10. Top 10, na minha concepção.

    • O homem mais rápido do Brasil já foi medalhista olímpico em mais de uma ocasião, fera.

  • will

    Da série “Não é tudo isso”, vimos uma surra sofrida pelo superestimado Nelson. Perdeu em pé, não conseguiu levar a luta pro chão e morreu no gás já no round 3. Em outras palavras, levou uma das maiores surras do ano. Apanhou mais que mulher de malandro! Não sou vidente mas já prevejo o futuro de Nelson: vai jantar os lambaris e ser trucidado pelos tubarões!

    • Rafa Alves

      Você está fazendo esse exercício de futurologia baseado em uma luta? Tá certo que esse foi o melhor lutador que o Nelson enfrentou, porem existem derrotas que servem mais de aprendizado que uma vitória. E não se pode jogar fora tudo o que vimos nas demais lutas, a capacidade técnica dele é incrivel e ele ainda tem muito oq evoluir, principalmente se descer para os leves.

      • Renato Rebelo

        Will é o futurologista oficial do Sexto Round. Passa os números da Loto Mania aí, irmão!

      • Imagina o que o Will teria falado do Daiju Takase ou do Ryo Chonan. Quem sabe do João Paulo, do Joaquim Mamute ou do Luciano Azevedo. Esses caras ganharam de Anderson Silva, Renan Barão, Junior Cigano e José Aldo.

  • will

    O Rafael fez uma luta segura, se arriscou pouco. Está certo, não podia perder essa luta de jeito nenhum. Sobre a auto-promoção, acho que isso não combina com a personalidade dele. Ele é um cara gente boa e trash talk ia soar artificial nele. Ele merecia a disputa de título. Achei uma sacanagem passarem o Cruz na frente. Ele podia esperar mais um pouco, já ficou 3 anos parado mesmo. Devia ser Cruz vs Barão e TJ vs Rafael.

    • Sacanagem é achar que alguém merecia mais do que o campeão que teve o cinturão tomado em manobra de bastidores. Cinturão se conquista no octógono, onde o Dominick Cruz conquistou o dele e ninguém nunca tirou. Se tiraram o dele por fora, certo ou errado, nada é mais justo do que dar prioridade pra ele recuperar. Nada é mais justo que isso, nem 10 vitórias consecutivas.

  • Renan

    Eu ia contra a maré,viu,tava apostando no Saffiedine, pensei que ele nocautearia o Rory,lá pra quarto round ,mas enfim, o Rory é realmente sensacional,mas não vejo ele ganhando do Hendricks e diferente do que dizem por aí,deu Hendricks contra Lawler e vai dar Hendricks de novo e pra mim luta muito mais interessante,já que achei a luta lawler vs rory total sem emoção..usar a envergadura contra o Hendricks não terá muita eficiência, como quase nunca teve,ele sempre despachou caras maiores que ele,fora o wrestling muito melhor que o do garoto st pierre…o garoto é bom,mas por hora,não vejo ele ganhando do Hendricks

  • Renan Trigueiro

    Que balaço do MacDonald. Esse mlk tem só 25 anos, acho que invariavelmente será campeão um dia. Sobre o Nelson, fiquei frustrado. De repente, é melhor ele mudar de categoria msm.

    • Renato Rebelo

      Concordo ctg em ambas afirmações, mano velho.

      • will

        Não vai adiantar baixar de peso. O cara não perde peso pra lutar e estava morto no round 3. Imagina se tiver que cortar peso, não vai durar um round. Não tem cardio bom.

        • Fernando

          Acho que talvez não dê pra avaliar somente por uma luta. Tem dia que nosso corpo está mais cansado, isso considerando a normalidade. Pode ter tido algum fator extra tb. Talvez essa conclusão possa ser feita com maior precisão com mais algumas lutas.

          • Pode tirar o “talvez” da sua resposta. Não dá pra avaliar em uma só luta, ainda mais quando é a primeira de 5 rounds. Nelson sempre enfrentou lutadores mais pesados e tem um estilo de jogo que é cansativo contra esse tipo de adversário. É óbvio que é mais fácil levar um peso leve pra grade ou pro chão do que um meio-médio. Story tinha, por baixo, umas 10 libras de vantagem na luta.

            Lá no MMA Brasil, quando eu indiquei o Gunnar Nelson pro UFC, bem antes dele ser contratado, já tinha falado que a parada pra ele era nos leves. Eu já falava isso antes de vê-lo penar contra nego mais pesado no UFC.

  • Jardel Sousa

    O Max Holloway é feio pra caralho.

    • Renato Rebelo

      Hahhahaha

      • Gabriel Carvalho II

        Todo havaiano é feio, isso é fato.

  • Dan Mendes

    Eu admiro o Bryan. Tenho que admirar um cara que mesmo tão limitado consegue enfrentar um top da categoria.

    A entrada de queda dele é constrangedora e trocando parece um boneco de Olinda, mas ele consegue achar um jeito, ele se vira com as armas que tem.

    • Renato Rebelo

      Achei que o admirava pelo motivo “conquista amorosa”hahaha

  • Rodrigo Tannuri

    Sinceramente, apesar do dia repleto de lutas, poucas foram interessantes. Acho até que o evento da Suécia conseguiu entreter mais. As duas primeiras lutas do show do Canadá deram a impressão de que teríamos uma noite inesquecível, mas nos enganaram.

    No UFN 53, Story não me decepcionou. Ele é bem subestimado! Pode não ser top-10 dos meio-médios, mas é muito encardido. A combinação de Wrestling, mão pesada e condicionamento em dia foram muito pro Gunnar. Concordo que, pra carreira do islandês deslanchar, é necessário a descida pros leves, mas isso também não é garantia de nada, vista a enorme quantidade de assassinos que temos na divisão de Pettis. Confesso que a guarda baixa e falta de poder dele me irritaram nesse duelo. Sobre o Holloway, não tenho dúvida de que estamos falando de um dos caras mais promissores da nova geração. As únicas três derrotas foram pra tops (Poirier, Bermudez e McGregor) e, de lá pra cá, venceu quatro vezes, todas por nocaute ou finalização. Mesmo não tendo um nome de peso, esse garoto nunca decepciona.

    No UFN 54, Rory confirmou o favoritismo de forma até mais fácil do que se previa. Sem dúvida, foi uma de suas melhores atuações. O canadense justificou o porque de ser chamado de novo GSP e merece lutar por esse cinturão. Parece até que a fome/vontade de lutar voltaram. Já o Saffiedine ainda não me convenceu no UFC. Achp que terá trabalho pra se manter na elite da divisão. Fora isso, Assunção segue vencendo, mas ele, como pessoa e atleta, não desperta o interesse do público, por isso é preterido pelo UFC. Uma pena. O que dizer dos campeões do TUF: Canadá x Austrália? Ok, venceram, seguem invictos, mas não esperem grandes atuações dos mesmos. Theodorou parece gostar de ser apenas um rostinho bonito no esporte e o Laprise não tem vergonha de ser estratégico. Pior do que eles, só a luta entre Cruickshank e Njokuani. Que decepção! Agora, dois que mereceram aplausos foram o Tumenov e o Pedro Munoz. Tiraram pra nada! O brasileiro pode até dar um certo trabalho nos galos.

  • Bart Simpsons

    Gunnar Nelson é um “puta” de um lutador (tecnicamente falando), no entanto aqui mesmo no sexto round, em um outro comentário, eu disse que apenas técnica não é capaz de garantir vitória para ninguém. Rick Story deu um baile, passeou fácil. Também acho que ele deveria baixar de categoria e tentar colocar todo o seu talento aliado a um corpo mais “enxuto”.
    Sobre Holloway, simplesmente monstruoso, passou o “carro” no sueco. É um talento sensacional, um striker da melhor qualidade, técnica muito boa, sabe jogar no contra-ataque, mas quando tem que atacar, também sabe como fazer, sabe ser muito variado em suas sequencias. Perdeu para tres caras duros, mas ele é bem novinho, pode apostar que vai crescer muito e vai logo logo chegar na ponta da divisão.

  • Bart Simpsons

    Rory Macdonal é um tanto afrescalhado (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk),
    mas brincadeiras a parte, é um talento também absurdo, esse sim está honrando o
    mestre GSP, não aquilo que nosso caro amigo Carmont estava apresentando
    (cutucando de leve). Realmente agora só resta ele sentar e esperar para
    disputar o cinturão, e sinceramente, acho que ele terá que disputar contra o
    monstro e seu último algoz, Robbie Lawler, que definitivamente está
    “voando” baixo em suas apresentações. Eu confessor que esperava mais
    de Tarec (até torci por ele), mas definitavamente, o ex campeão do Strikeforce
    não tem “bala na agulha” para estar na ponta dessa categoria de
    monstros como Lawler, Hendricks, o próprio Rory, Tyron Woodley, Condit, Lombard
    e por aí vai.
    Caraway começou até que tentando assustar o brazuca, partiu pra
    cima, mas depois que os “low kicks” de Assunção começaram a entrar, o
    namoradinho de Tate não conseguiu mais se encontrar. Assunção levou a luta em
    banho maria, sem correr muito perigo, seus “low kicks”, cruzados e
    principalmente as joelhadas frontais, foram os golpes que entraram com
    facilidade. Uma pena o brasileiro não ser desse estilo midiático que o UFC
    tanto gosta, tipo o McGregor, e tanto que não terá sua chance ao cinturão
    agora, mas com certeza terá em breve, isso claro, se não colocarem ele para
    cruzar frente-a-frente com Renan Barão, porque caso isso aconteça, aí o
    Assunção vai ter problemas para chegar no tão sonhado título.

  • Bart Simpsons

    Só para concluir, Pedro Munhoz passou o “carro” lindamente. Ele não é mais nenhum garoto, mas também não é nenhum velho, e no auge de seus 28 anos, ainda pode evoluir e até dar um “caldo” na divisão.

  • Jonas Angelo

    Na minha mais que humilde opinião, Rory ganhou do Saffiedine ainda antes da luta começar. E durante a luta só confirmou isso. Veja o jogo psicológico que ele fez para destruir o Tarec. Desde o momento em que entrou no octógono, Rory não tirou o olhar do adversário. Olhar fixo, calmo, tranquilo, mas incisivo. Tarec também olhava, mas apenas para responder e não fugir do embate psicológico, ao passo em que demonstrava na sua expressão facial algo do tipo: “porque esse cara está me olhando assim? e por tanto tempo?”. Herb Dean chama os dois ao centro do octógono, Tarec se aproxima para tocar as luvas, e Rory caminha com olhar fixo nele e bruscamente faz posição de luta. Daí em diante Tarec estava destruído, Rory entrou em sua mente de forma brutal. Ao final dos rounds, MacDonald voltava a fixar o olhar em seu adversário, inclusive provocando-o. Confesso que me impressionou bastante essa postura, e que meia luta foi ganha nesse aspecto. Já sobre a técnica dele dispensa comentários, é chover no molhado falar de sua capacidade técnica. Acredito cada vez mais, sobretudo no MMA em que a evolução técnica e física se mostram nítidas, necessárias e pujantes para todos os lutadores, que o fator de abalo psicológico do rival será um grande diferencial, e um grande campo (ainda inexplorado), a se enveredar.

    • Mike Tyson falava o seguinte: “Eu sempre encarava os adversários olhando no olho deles. Quando via que um deles desviava o olhar por um segundo que fosse, eu sabia que ele estava derrotado”.

  • Leandro Coimbra

    Nelson tem que olhar o lado positivo das coisas. O atual campeão também perdeu sua invencibilidade pro Story. Hahahah… Cara, o 48×47 que deram pro islandês foi muito bizarro.

  • Paulo Henrique

    Sobre o Assunção não ter finalizado a luta , acredito que ele jogou na zona de conforto, por justamente querer manter a sequência de vitórias … imagina ele errando entra um “balaço” do Caraway e adeus TS , outro só em 2017 rs Mas ele devia ter botado uma pilha dizendo que bateu o TJ , ajoelhado ( a lá GSP ) qlq coisa , ele tem direiro ao TS ( embora teve a chance e machucou ) então fazer um “barulho” só ajudaria . Achei o Caraway bem resistente levou umas em cheio e não balançou , Assunção e Barão acho que atualmente daria uma boa luta , mas não deve ser casada no momento , dependendo de quem o UFC oferecer ( alguém que ofereça perigo ) compensa mais o Assunção ficar parado para pegar o TS.

    Sobre o Rory , o cara é muito bom mesmo , o Tarec acertou um ou outro chute , achei que ele ficou receoso , pois com o controle da distância bem estabelecido pelo Rory , qlq erro em chute levaria a tomar uma queda , gostei de ele ter finalizado a luta , o golpe do queixo foi sensacional , mas no quesito promocional precisa aprender com o mestre do carisma e do “bom mocismo” GSP rs , apesar de que já era o TS é dele , tem mais ferramentas pra ser campeão dominante do que os que estão na sua frente no momento ( juventude , envergadura , aplicação tática ) e ainda finalizando as lutas como no sábado tem enorme futuro como campeão , a luta dele pelo cinturão definirá , se agora já é o momento dele , ou se num futuro próximo

    • Assunção ficar parado pode representar parar por 10 meses numa categoria onde ritmo de luta e velocidade (que ele não tem) são importantíssimos.

      • Paulo Henrique

        Verdade Alexandre , mas o Barão é um top 3 , arriscar um title shot assim é difícil pro Assunção , é um dilema …
        Eu disse que o UFC não deve casar a luta por aquela questão de “queimar contender” mas eu realmente gostaria de ver essa luta sim …
        Se eu fosse o Assunção pensaria em todos os aspectos antes de aceitar uma luta com o Barão ( a princípio não aceitaria ) , vc acredita que seria bom pra ele aceitar ? Pq?

        • Então, se um lutador não se sente confiante pra ganhar de qualquer um da divisão, ele não deveria pensar em disputar o cinturão, concorda?

          Pra mim o que vale são os casos do Johny Hendricks e do Junior Cigano, por exemplo. Tinham a condição de desafiante definida, mas tiveram que fazer mais uma luta antes, contra adversários no top 3 e também ex-campeões (Carlos Condit e Shane Carwin).

          Sobre queimar contender, falei isso no podcast. Quando o Renato publicar, ouve lá.

          • Paulo Henrique

            Concordo com vc Alexandre , um lutador que almeja o título não pode temer desafios, porém uma disputa de cinturão eleva o atleta em muitos aspectos, perder uma chance assim , pode ser um passo pra trás que viriam ( ou não, pela situação que se encontra a categoria Peso Galo ) a ser 2 passos pra frente , essa discussão é muito boa e rende muito na minha opinião .
            Muito legal saber que vcs vão falar sobre queimar contender , gostaria mesmo de saber a opinião de vcs nesse assunto .
            Muito obrigado pela resposta, parabéns pelo trabalho de vcs , desde que conheci, passei a acompanhar e gostar muito dos podcasts e tento divulgar para todos que gostam de MMA, assim que for publicado o novo baixarei e escutarei

  • Nilo Júnior

    Sem querer arrumar espaço para desculpas, mas saiu alguma coisa sobre o Nelson ter se machucado no primeiro round?

    Revi a luta ontem e tive a impressão de ver ele fazendo algumas caretas depois que caiu por baixo num momento em que o Story aparou um chute. Pra um cara que não muda de expressão nunca isso me chamou a atenção.

    De qualquer forma, isso não tira em nada a brilhante atuação do Rick Story. Melhor até do que a luta que fez contra o Thiago Pitbull.

    • Leonardo

      Também tive essa mesma sensação.

  • Eduardo Sanguinetti

    “Caraway tinha Duane Ludwig escrito por todo seu jogo” Pensei exatamente a mesma coisa durnate a luta haha

  • Leonardo

    Ótimas análises, Renato! Tu escreve bem pra caramba, bicho. Abraço!