Mesmo encorpado, UFC 178 deve fracassar nas vendas

Alexandre Matos | 25/09/2014 às 16:22
UFC_178_event_poster

Poster do UFC 178

E aí, galera ligada no Sexto Round!

É um prazer inenarrável passar a fazer parte de um dos sites que eu mais curto e que já contava com visitas diárias mesmo antes de me tornar colunista.

A partir desta quinta-feira, lançarei algumas maltraçadas linhas para debatermos sobre o esporte que tanto gostamos.

Começo trazendo à baila um assunto polêmico.

Vocês ouviram a última edição do podcast? Sentiram a empolgação do Renato com o super card do UFC 178?

E ele não estava sozinho. Eu estou tão ansioso pelo evento de sábado que respondi errado quando perguntado sobre as duas lutas que mais quero assistir – acabei esquecendo de Dominick Cruz vs Takeya Mizugaki.

O card do UFC 178 é tão forte que o pôster oficial tem três lutas.

É tão forte que Cruz-Mizugaki, um campeão destronado fora do octógono contra a segunda maior série invicta da categoria, que provavelmente definirá o próximo desafiante de TJ Dillashaw, fechará as preliminares.

Tão forte que conta com o fenômeno midiático Conor McGregor na luta mais importante de sua carreira.

McGregor: a locomotiva mercadológica

McGregor: a locomotiva mercadológica

Em tempos de vacas magras relacionados às vendas de pay-per-view, importante fonte de renda do UFC, qualquer card desse nível é uma esperança de caixa registradora funcionando a pleno.

Depois de perder Brock Lesnar e Georges St. Pierre, as duas galinhas dos ovos de ouro do PPV, Dana White comemora 500 mil pacotes vendidos como se fosse título do New England Patriots no Super Bowl.

E meio milhão de pacotes seria um número vergonhoso para Lesnar ou GSP.

White está contando os minutos para ter em mãos os números do PPV do UFC 178, vocês devem estar pensando.

Quem sou eu para ensinar alguma coisa para o cara que revolucionou o mercado do MMA, mas se eu pudesse dizer alguma coisa para o careca, seria: não se empolgue muito, meu amigo.

Tem um apêndice no card que pode te atrapalhar.

Eu estava esperando números saint-piérricos para o UFC 178 na configuração original do evento.

Perda irreparável no main event

Perda irreparável no main event

Jon Jones e Daniel Cormier venderiam igual sorveteiro no deserto depois de tudo o que aconteceu entre eles, ainda mais orbitados por outras lutas de alto perfil.

Mas a contusão de Bones substituiu a disputa do cinturão da edição por uma da categoria menos popular do UFC.

E o pior, com um desafiante que os especialistas e fãs hardcore não engoliram e os fãs médios, que verdadeiramente sustentam a organização, não fazem a mínima ideia de quem seja.

Analogamente ao corpo humano e seus componentes vitais, há um apêndice na luta principal do UFC 178.

Um evento que tem o coração McGregor-Poirier, o pulmão Alvarez-Cerrone, o cérebro Cruz-Mizugaki, o tecido muscular Romero-Kennedy será liderado por um órgão que tem pouca serventia, fora o risco de te levar para o hospital.

“Ah, mas o resto do card vai compensar Chris Cariaso contra Demetrious Johnson”, dirão vocês.

Tomara, mas não é este o padrão de consumo de PPV na América do Norte.

Este tipo de transmissão em esportes de combate, que nasceu com o boxe, em 1975, e se solidificou nos anos 80 e 90, é fundamentado em suas lutas principais.

Medição de audiência via Youtube

Medição de audiência via Youtube

Os consumidores que pagam pensando no cronograma completo de lutas são minoria.

O próprio UFC tem exemplo recente deste cenário.

O último super card em PPV que a organização montou foi o UFC 156 (seria o UFC 175 se Wand-Sonnen / Belfort-Sonnen não tivesse caído).

O evento aconteceu na véspera do Super Bowl, uma das quatro datas mais importantes do calendário anual do UFC.

Teve divulgação maciça na programação semanal da FOX baseada na final da NFL, que vem a ser o principal evento esportivo americano.

O UFC 156 tinha Rashad Evans (que protagonizou o único PPV que passou da barreira de 1 milhão de pacotes sem ter disputa de cinturão) contra um famoso adversário (Rogério Minotouro).

Tinha Alistair Overeem resolvendo suas diferenças com Antonio Pezão.

Os ex-desafiantes Demian Maia e Jon Fitch e uma eliminatória por título entre Joseph Benavidez e Ian McCall.

Porém, a luta principal envolveu dois lutadores que vendem pouco, apesar do imenso talento de ambos e de ter sido uma luta das mais antecipadas na época.

José Aldo e Frankie Edgar, mesmo apoiados por um card desta magnitude, venderam apenas 330 mil pacotes.

Para efeito de comparação, menos de um terço do UFC 114 de Rashad e Rampage Jackson, num card principal muito mais fraco que o 156 e o 178.

Não há um peso pesado ou meio-pesado, categorias mais populares, no card principal do UFC 178.

As três lutas mais importantes são de peso leve para baixo, as que atraem menos interesse da massa.

A verdadeira luta principal do evento, se analisarmos dados de mercado, é a de McGregor contra Dustin Poirier (o Countdown desta luta já tem o triplo de visualizações que o de Johnson-Cariaso).

Os dois moscas somados pesam menos que Pezão e devem ser mais baixos se um sentar no ombro do outro.

O fã médio (e muitos dos hardcore, frise-se) não curte ver dois baixinhos lutando em alta velocidade e baixo poder de destruição.

Pior ainda se um deles for tipo um apêndice. Um evento tão sensacional como o UFC 178 corre o risco de vender menos que o UFC 156.

Meu palpite generoso: 300 mil pacotes, 70 mil acima do UFC 169 (disputado no mesmo fim de semana e cidade do Super Bowl 2014, com duas disputas de cinturão, além de Alistair Overeem-Frank Mir e Urijah Faber, atleta mais popular abaixo da linha dos 70kg).

E agradeçam a Conor McGregor.

  • Renato Rebelo

    Seja muito bem-vindo, Alexandre! Agradeço, também publicamente, por ter se juntado a nós e desejo vida longa a você no Sexto Round e muitos debates construtivos com nossos queridos leitores.

  • Vitor Camilo

    Muito empolgado com a estreia do Alexandre Matos por aqui, a equipe já era forte, agora então… ótimo texto.

  • Luiz Guilherme

    excelente texto alexandre! tb estava na expectativa para verificar qto pay per view serão vendidos, mas acabei concordando com sua analise. realmente quem não é fâ hardcore se guia mto pela luta principal. chuto por volta de 300, 350 mil também. e foi mto feliz na colocação sobre o verdadeiro main event (McGregor, só se fala nele).

  • William Amaral

    Excelente!!! O Sexto Round ganha muito!

  • Carlos Montalvão

    Ótimo texto! O nome do fracasso desse PPV se chama Demetrious Johnson, porque né, pqp, vai fazer luta chata assim lá na ponte que caiu. Agradeço a Dominick Cruz, Takeya Mizugaki, Cat Zingano, Amanda Nunes, Conor McGregor, Dustin Poirier, Donald Cerrone e Eddie Alvarez por salvarem o evento. Pode ser que se o evento bombar de lutas boas e o Twitter ferver, o número de vendas aumente devido o falatório do momento. Dificilmente um evento com Cerrone sai ruim, parece que o cara leva uma onda de “fodice” pra todo (ou quase todo) mundo que vai lutar no dia

    • Você acha todas as lutas do Johnson chatas ou ficou com a do Bagautinov na cabeça?

      • Eduardo Sanguinetti

        Cara todas as lutas dele são chatas ;///
        Até a luta dele com o Dodson que foi boa, foi chata kkk
        Na real a primeira luta dele contra o Ian Mccall foi boa, mas se pá tbm foi chata kkkk

  • Rodrigo Loureiro

    Excelente texto, eu mesmo não tinha parado para pensar por este lado, a minha empolgação é tanta que passei/passo a semana pensando neste noite de sábado (e sexta) mas não parei para pensar porque por exemplos meus amigos não tinham nem comentado a respeito de se reunir para marcar de assistir tal evento. Meus sinceros parabéns Alexandre pelo excelente texto, e espero poder ler e participar de muitas discussões sobre assuntos polêmicos como este rs

    • Opa! Estimular debate é comigo mesmo. Acho que todos nós ganhamos muito trocando ideias.

  • Mark Sgarbi

    Maravilha, o sexto round que já era bom está cada vez melhor.
    Estou torcendo para que seja uma surpresa e o UFC 178 não fracasse; fazia tempo que eu não ficava tão ansioso por um card.
    Se esse UFC vender bastante PPV vai mostrar uma evolução no torcedor, pode mostrar que os fans gostam de luta boa e não de um nome famoso no final.

    • Tomara, brother, mas seria uma mudança de comportamento de décadas esse evento vender bem.

  • Lucas Rezende

    Belíssima estreia, Alexandre. Seja bem-vindo ao clube.

    Mesmo que DJ seja um problema para o setor de marketing, acho que ele não fará feio no sábado, o abismo técnico entre ele e Cariaso é tão grande que ele pode terminar a luta rápido e até conquistar alguns fãs mais céticos.

    • Mas ele deu um pau no Benavidez e nego continua cagando pra ele hahahaha. Coitado do sujeito, um dos melhores do mundo peso por peso e ignorado por ter peso de criança.

      • Lucas Rezende

        Pois é, mas aí já fez 5 rounds de novo contra o Bagautinov, a galera tem memória curta! Eu adoro ver o DJ lutar, o considero o lutador do ano de 2013, inclusive.

        • Eu considero o Chris Weidman, mas seu voto é totalmente aceitável.

      • Eduardo Sanguinetti

        Com certeza ele é um dos melhores pound for pound, mas é que não se trata apenas disso… Ele não tem carisma, não chama a atenção e consigo me lembrar apenas de 2 lutas dele que foram mais ou menos boas (dodson e mccal), mas ambas foram boas pelas performances dos oponentes e não propriamente dele. Com certeza ele é um baita lutador e merece o status de campeão. Mas no que diz respeito a personalidade e a capacidade de entreter o publico (seja com lutas ou com intrigas) ele também merece o status que tem 😉

      • Eduardo Sanguinetti

        Não é pela questão do peso.. Eu adoro ver as lutas do Linecker e do Dodson.. Até algumas lutas do Benavidez são boas, mas as dele… me prendem tanta atenção quanto as aulas de física que eu tinha no colégio.

  • Thiago Sousa

    Juridiquês carregado eim meu nobre?

    • Sério? Nunca estudei direito. Quais seriam estas expressões?

      • Thiago Sousa

        AHHAHA RELAXA…Seu português é otimo…mas me lembrou muito o vocabulário jurídico.

  • Maykon Douglas

    Até mesmo os fãs hardcore não estão muito empolgados com o main event desse evento, o favoritismo do Johnson é monstruosamente grande. Agora, eu não duvido da hipótese do Overeem ter lesionado Jones, de forma intencional , além do mais, são muitos os lutadores que defendem está possibilidade, confesso que pra mim é difícil imaginar que um lutador tenha uma mania bizarra de machucar seus companheiros de treino, porém, no final das contas, o lado vilão de Overeem, acaba, pra mim, fazendo mais sentido.

  • Regis Nogueira

    Muito bom o site, já virei fã do podcast, e ainda troco idéia no twitter com esses caras todos (com o Alexandre, já falamos ainda de futebol, outros jornalistas malas, entre outros temas, rs). Desejo vida longa a vocês todos, e agradeço pela qualidade dos textos, aprendo muito aqui. Tenho uma pergunta: como é a conta de vendas em outros países? Aqui no Brasil, muita gente não compra os eventos, assina o Combate. A conta é uma porcentagem da assinatura, ou o Combate paga para transmitir, e os PPV’s não entram na conta? Pois ao redor do mundo deve ter muita gente assistindo também, e queria saber o quando o UFC se baseia nos mercados externos. Abs, e parabéns!

    • hahahaha debates polêmicos no Twitter…

      Cara, o sistema de PPV no resto do mundo é pouco divulgado. Eu sei que os eventos numerados só podem passar ao vivo em PPV (por isso a Globo transmite com meia hora de atraso). Acho que o Combate não deve vender nenhum evento avulso, porque a mensalidade custa R$60,00 e um avulso custa R$90,00. O cara tem que ser muito trouxa pra comprar um avulso, é melhor assinar um mês e cancelar depois.

      Eu acompanho a newsletter do Dave Meltzer, que é o papa deste tipo de assunto relacionado a audiência na América do Norte. O resto é mais complicado de descobrir, ainda mais em países cuja imprensa fala na língua local diferente de inglês. Eu sigo uns suecos, japoneses e tal, fico de olho quando reconheço o nome de alguém, aí meto no tradutor. De repente já perdi esse tipo de informação por não entender o que eles escrevem.

  • Malk Suruhito

    E o Trio de Ferro dos melhores sites de MMA do Brasil finalmente se uniu. Resta saber quem é quem neste trio de Fertita Brothers feat Dana White (eu acho que o Dana da parada é você Alexandre).
    Ótima estréia!

    • Eu não sou autoritário nem centralizador. Me inclua fora dessa hahaha

      • Malk Suruhito

        Mas você é o cara do “sem meias palavras”. Renato e o Lucas tentam sempre ser o mais diplomático possíveis com os (fãs dos) atletas , e você chega e fala logo “Olha, não vai ganhar não… ”

        • Renato Rebelo

          Po, fui tirado pra chapa-branca = (

          • É que eu não valho nada pros pachecos e torcedores passionais.

        • Dan Mendes

          Verdade. kkk

      • Dan Mendes

        E milionário?

        • No dia que eu ficar milionário, aceito o rótulo e viro até centralizador e autoritário hahaha

    • Lucas Natan

      Rapaz, pode me dizer que sites seriam esses outros?

  • Concordo com a análise, apesar do might mouse ser um dos campeões mais dominantes e ao meu ver o que menos corre risco de perder sua cinta no evento atualmente (antes era a Ronda, mais como a Cyborg ta acertando com o UFC…), ele não atrai PPV, e creio que isso mudará com o tempo, assim como foi no boxe a HW está deixando a desejar, todos lembram que nos anos 90 foi a era dos HW, Tyson, Evander H e cia…hj já vemos que quem manda nas transmissões são os ligeiros Floyd, Maidana, Pacman…Quanto ao Irlandês, é um bom lutador, realmente acima da média, porém ainda o vejo atrás de alguns contenders, e todo esse mkt exarcebado em cima dele é que faz “segurar” o evento, porém essa vontade incessante do DW de cravar um campeão no velho mundo pode acabar saindo pela culatra caso Poirier de um nocautaço no Irlandês , que inclusive é minha torcida. Nada pessoal McGregor

    • Renato Rebelo

      Assino em baixo. Esse lance do boxe ter migrado sua atenção dos pesados pros leves ao longo dos anos (Mayweather, PacMan) é um bom assunto pro Alexandre. Seria carisma, ventos de mudança ou algum outro fator?

    • Isso é um assunto que renderia um texto por si só. Beeeem resumidamente é o seguinte: a divisão dos pesados virou um pântano dominada por dois caras que os americanos não vão com a cara (Wladimir e Vitali Klitschko). Eles sucederam outro que gozava da mesma falta de prestígio na América (Lennox Lewis).

      Então primeiro veio o Oscar de la Hoya, que era mais uma “grande esperança branca” que o boxe americano adora. Depois veio o Mayweather, que mudou tudo, e o Pacquiao, que muita gente um dia pensou que seria o cara a ganhar do Mayweather.

      Mas o mais importante disso tudo é: apesar de a categoria de peso do Mayweather e do Pacquiao ser do mesmo limite do José Aldo, não é considerada tão leve assim. O boxe tem 17 categorias e o Floyd e o Manny são meios-médios. Levinho no boxe é peso mínimo, minimosca, mosca, supermosca, galo, supergalo, pena, superpena. tudo abaixo do peso galo do MMA.

      • Malk Suruhito

        Tocando nisso, acredita que caberia mais uma categoria entre meio-pesado e pesado (aumentando o lastro deste último)? Ou isso acabaria de matar de vez a categoria? E se fosse para ter uma nova, seria em qual faixa e entre quais categorias?

        • Caberia sim (peso cruzador até 230lbs/105kg, por exemplo) e talvez a solução pra não matar a dos pesados fosse acabar com o limite de peso da categoria.

      • E você acha que essa “baixa” venda de PPV pelos lutadores mais leves terá uma futura virada como no boxe? O MMA deve se preocupar com isso ou segue o barco e os mais pesados compensam nos cards?
        O boxe agora está, na minha opinião, no final da fase dos “ligeiros” visto que restam apenas 2 lutas no contrato milionário do Mr PPV Mayweather e Pac está claramente em final de carreira também, claro que sobram bons nomes, mais ainda não possuem uma imagem tal como os dos citados e o público e (principalmente) a mídia gostam de criar novos fenômenos rapidamente, e nessa entressafra, estão chegando Anthony Joshua, Usyk, D. Wilder, que tendem a complicar a vida do ucraniano num futuro próximo, e talvez reaver os holofotes para a categoria como nos anos 90.

        • A virada no boxe aconteceu por causa do Oscar de la Hoya. De repente o Conor McGregor possa fazer este papel no MMA. Mas o principal de tudo foi o Floyd Mayweather. E criar um personagem como ele criou é bem difícil.

          Acho que a categoria dos pesados do boxe vai melhorar quando o Wlad sair. Sobre os mais leves, acho que vão investir na imagem do Vasyl Lomachenko.

  • Gabriel Castelani

    Muito boa analise! Obrigado, e boa sorte Alexandre!

  • Michelle Souza

    Parabéns,Alexandre! Mais uma fera no time do Sexto Round.

  • Isaac Carvalho

    Parabéns Alexandre Matos, agora o Sextoround vai ficar mais animado com esse cara polêmico kkk

  • Hugo Vieira

    Amigos concordam que UFC errou na reposição de Jones x Comier , não teria sido melhor colocar Dilla x Barão II nesse supercard ?(contanto que Barão comparecesse rs) Um supercard desses e ficou faltando a cereja do bolo.

    • Dan Mendes

      Eu acho que seria melhor, daria mais tempo pros atletas, mas se não me engano o TJ tinha alguma ligação com Sacramento.

    • A parada era tirar o Dillashaw da cidade dele. Se não fosse por isso, teria sido bem melhor sim, mas o fiasco do 177 talvez fosse ainda maior. É a história do cobertor curto.

  • Dan Mendes

    O UFC esta fazendo promoção do evento, bem pulverizada. Falando de todas lutas e dando destaque para as principais lutas do Card. Uma vez que se sabe que a luta principal não venderá, apostando que as demais lutas podem vender bem. Acredito que conseguirão.

  • Filipe

    Olha, realmente se fosse Jones x Cormier no main event, não dúvido que fosse o maior PPV do ano. PORÉM, não sei se muitos concordarão comigo, mas a rivalidade que lutas como POIRIER x MCGREGOR estão criando na mídia é enorme, tá borbulhando de fãs dos dois lados, e o terceiro tipo (o meu), que tá loucaço pra ver o circo pegar fogo entre os dois. Concordo em partes com o que você disse, porém acredito que venderá bem sim, pelo encorpamento do card, apesar do fraquíssimo main-event.

    • Tomara, mas o padrão de PPV nos EUA e Canadá é muito fortemente baseado na luta principal. Vou torcer pra você estar certo, afinal sou um grande entusiasta das categorias mais leves.

  • F. Lima

    Gostei do texto, porém achei que foi demasiadamente repetitivo em algumas expressões (apêndice; fã hardcore/médio; entre outras), além de alguns “errinhos” de concordância verbal.
    No mais, é uma pena um evento tão bom quanto este ter baixos números de venda, uma vez que, na minha humilde opinião, o card preliminar é melhor que a maioria dos eventos realizados no Brasil.
    Porém, também acredito na mudança do público mais fiel, e que gostam de boas lutas, independente da categoria de peso dos lutadores.
    Pra fechar, acho que teremos números melhores do que o previsto.
    Quem viver, verá! Abraço!

    • Algumas expressões foram repetidas propositadamente, pra reforçar a ideia. Concordo que isso deve ser usado com cuidado pra não cansar o leitor, talvez possa ter sido o caso.

      Sobre as concordâncias, você poderia me ajudar a indicar? De qualquer forma, peço desculpa pelos erros.

      Sobre a qualidade das preliminares, acho que ficou melhor que todos os eventos feitos no Brasil em 2014.

      • F. Lima

        Caro Alexandre,
        O que sobrou de humildade pra você, faltou pra mim.
        Eu é que lhe devo desculpas, afinal, os erros que vi eram de outro texto, e mesmo que o erro fosse seu, poderia ter ido mais leve, pois o objetivo do site é debater o esporte, e não uma aula de português. Aliás, as matérias do site são sempre muito bem escritas, e os pequenos erros acabam passando “despercebidos”
        Apenas para constar, muito menos erros do que nas matérias do Yahoo (e isso não serve como elogio, pois eles erram muito… rsrsrs).
        Um abraço e seja benvindo ao clube.

        • Relaxa, irmão! Todos nós estamos sempre nos enganando, por isso somos humanos. E pode me mostrar quando eu errar, pois minha intenção é sempre ser o melhor que eu puder e isso passa por aprender com os erros que já cometi e que vou cometer (espero que erros diferentes hahahaha).

          Abraço!

      • F. Lima

        PS.: Esqueci de mencionar. Gostaria de saber, assim que divulgado, os números do PPV deste evento, e se superou as expectativas.
        Dana Branco estava bem animado!

        • Certamente eu volto pra falar dos números, fico acompanhando a newsletter do Dave Meltzer, que é o papa desse assunto.

  • Cauã Albuquerque

    Muito boa análise. Fico pensando: Se o Mcgregor e o DJ perderem? Caralho, o barato vai ficar louco.

  • Leandro Ramos

    Existe algum site onde de pra ver o numero de PPV de todos os eventos?

  • Mateus Carauna

    Parabéns Alexandre, gostei mto do texto!

  • Andre Nishimura

    Sexto round montando um verdadeiro time de faixa preta no assunto !!!

  • zagolee

    Alexandre Matos desopila fígado com comentários viscerais num misto de emoção e razão… Fantástico!

    O céu é o limite pra este cidadão!

    • Opa, que beleza, hein? Apesar de ter achado bondade sua, obrigado e volte sempre.

  • Eduardo Sanguinetti

    Não entendi uma coisa. A Luta do Rashad contra o Minotouro, foi no mesmo evento da luta do Aldo x Edgar, válida pelo cinturão. Se não me engano foi no dia 02/de fevereiro. lembro que eu estava viajando e não tinha como assistir o evento e um evento que contava com 4 dos melhores brazucas nas 4 lutas principais o cara é obrigado a ver. Fiz um bolo pra conseguir assistir e valeu muito a pena.. Aldo destruindo Edgar, nocaute lindo do Pezão sobre queixo de vidro e uma surpresa absurda com a vitória do Litlle Nog pra cima do Rashad. Além disso tive o “prazer” (luta horrível) o Demian converter o feitiço contra o feiticeiro, aplicou aquela luta chata e monótona pra cima do rei de fazer isso e saiu com a vitória hehe

    • Não lembro o dia exato do UFC 156, mas foi no fim de semana do Super Bowl, que é no primeiro domingo de fevereiro. Então é bem provável que tenha sido no dia 2 mesmo. E Rashad-Minotouro foi no dia de Aldo-Edgar, ou seja, você entendeu certinho 😉

      • Eduardo Sanguinetti

        Sim, mas pelo que entendi do texto, tu afirma que o card que contou com a luta entre Rashad x Minotouro não houve disputa de cinturão, quando na verdade, neste evento ocorreu a disputa entre o Aldo x Egdar pela cinta dos penas.
        Só se eu entendi errado o que estava escrito, mas quanto aos fatos tenho certeza que foi isso aí.. depois da odisseia que foi conseguir ver este evento ao vivo eu jamais me esqueceria…

        e jamais vou esquecer que dps de toda a função que foi conseguir ver o evento passou na globo com 1 hora de atraso.. se eu soubesse disso não faria a mão toda que eu fiz kkkk

      • Eduardo Sanguinetti

        Li novamente e agora percebi os parenteses hahahaha
        Boa!!!

  • Eduardo Sanguinetti

    Quem é fã e conhecedor de MMA sabe que pro evento ser bom não precisa-se apenas de nomes consagrados. O evento anterior do UFC, no japão, deixou isso bem claro (baita evento). Além disso, comparado ao UFC 177 esse aí é um luxo total! heheh
    Mas com certeza a luta principal não é TÃO interessante assim… mas as 4 lutas anteriores tem tudo pra deixar qualquer espectador de mma vidrado na televisão. Estou torcendo muito pro Alvarez e pro Poirer.. alguem precisa calar a boca desse irlandes de merda aí…

    • Assino embaixo da sua primeira frase, vivo dizendo isso, mas fã e conhecedor de MMA é minoria e não é pra este público que o UFC trabalha, não é este público que sustenta a organização (quando sustentava, o UFC quase faliu e precisou da massa de fãs casuais pra se salvar).

  • fiolino

    A cultura de pay-per-view vem da onde? alguém sabe com opinião formada ,pra falar sobre o fightpass? seria esse o futuro do ufc e o abandono do pay-per-view?

    • A WWE substituiu o PPV por um modelo parecido com o Fight Pass (e o Fight Pass foi inspirado neste modelo). Ele serviu pra WWE, mas não sabemos dizer ainda em relação ao UFC. Há quem defenda que a TV como nós conhecemos vai morrer por causa da internet. Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

      A primeira transmissão em PPV foi o Thrilla In Manilla, Muhammad Ali vs Joe Frazier III, em outubro de 1975. Depois ficou um tempo sem, depois só com lutas esporádicas (acho que rolou uma do Sugar Ray Leonard), depois emplacou de vez na segunda metade dos anos 80 com o Wrestlemania e o boxe, especialmente Hulk Hogan e Mike Tyson.

  • Bruno Fares

    Primeiro de tudo, gostaria de parabenizar o site, que conheci via MMA Brasil, principalmente pelas participações dos colunistas daqui, nos podcasts de lá.

    E obviamente que o Alexandre é uma aquisição de peso, parabéns aos envolvidos.

    Sobre o tema, segue minha opinião:

    Categoria MOSCAS não deveria nem existir, se analisado pelo mérito de entretenimento.

    E falo isso como um fã de MMA de muitos e muitos anos. Eu não gosto de assistir dois cidadãos de 1,55m trocando golpes por 25 minutos.

    E por ser um praticamente amador de artes marciais, sei de toda a dificuldade para os movimentos e o talento dos lutadores, mas mesmo assim acho CHATO demais assistir.

    É a mesma coisa que futebol feminino.

    E podem me rotular de ignorante, não apreciador de técnica, ou qualquer outra bobagem dessa.

    Eu sou fã do jogo técnico do GSP, de quem usa jiu-jitsu, de jogo de clinch na grade, não tenho problema com nada disso. Prefiro isso muito mais do que uma briga de bar estilo Rothwell, Mitrionne, etc.

    Mas MOSCAS é chato de assistir. E tem muitos outros fãs de MMA e lutas que pensam assim, não é só povão.

    abraços

  • Flávio Bueno

    Parabéns ao Sexto Round e ao Alexandre. Os dois saem ganhando. Melhor os três, incluindo nós! Este é o melhor site de opinião de MMA! Mais uma vez Parabéns e obrigado pelo ótimo trabalho!

  • Leonardo Paz

    pow falar que o texto foi bom é chover no molhado!!!!
    o Alexandre se reunindo a esse time, ja parrudo, é só para abrilhantar ainda mais o site e o proprio Alexandre.
    isso ta com cara de Nick Fury!!!kkk
    analize perfeita e com um ar acido primordial do escritor, para nós brasileiros a venda de ppv é algo praticamente inexistente, então é muito diferente para os gringos!!
    vou torcer para que este card venda muito, mas muito mesmo pois quero ver sempre bons cards, e nao somente boas lutas principais.
    A. Mattos sou fã do seu trabalho e agora vc aqui no sexto round quem ganha é somente nos fãs de mma!!!

    • Valeu, garoto! É o MMA sem barreiras. Sexto Round e MMA Brasil são irmãos, sempre recomendo aos meus leitores/ouvintes a passarem por aqui também.

      • Leonardo Paz

        ta certo!! tudo em prol do crescimento do MMA!!!!

  • Yuri David

    Alexandre, por que o GSP era tão popular e vendia tanto? Suas lutas eram pragmáticas, ele não era de falar muito…

    • Renato Rebelo

      Mas tinha um país inteiro (onde a renda é alta) nas costas e transcendia um pouco o MMA com seu “bom-mocismo” – sendo favorito de mulheres e crianças tb.

    • GSP é tipo poster boy: carismático, fala bem, boa pinta, tecnicamente muito acima da média, educado, respeitoso. Típico good guy. Quando um cara desse ainda é vencedor e muito dominante, tende a atrair interesse (tipo “queria que meu filho fosse assim”). Ainda bem que não são só os vilões que atraem, né?

      • Yuri David

        Com certeza, apesar de eu achar que os Bad guys fazem um pouco mais de sucesso hahaha

  • will

    Acho muito estranho esse sistema americano de vender cada evento separadamente. Seria melhor pagar uma mensalidade anual e ter acesso à todos os eventos. No Brasil esse sistema nunca funcionaria.

    • Teria que baixar muito o preço pra funcionar no Brasil. Em compensação, os americanos não pagam a mais pelos Fight Night da FOX Sports. Acaba dando quase no mesmo.

Tags: