O MMA brasileiro passa por uma entressafra no UFC?

Felipe Paranhos | 29/07/2014 às 15:36

Não gosto de começar texto com indicativo de tempo, então coloquei essa frase aleatória antes de dizer que no último fim de semana, depois da derrota de Rogério Minotouro para Anthony Johnson, um amigo pouco afeito ao MMA falou as palavras clássicas, típicas do típico torcedor daqui do país: “Esses brasileiros, hein? Não ganham mais nada”.

Eu disse que não é verdade, que ele estava se fiando na contagem de títulos.

No que ele respondeu: “Toda vez que eu pergunto a você como foi a luta de alguém, você diz que perdeu”.

Eis a questão.

Parei pra pensar em quem eram estes alguéns.

Além de Minotouro (38), Anderson Silva (39), Lyoto Machida (36), Maurício Shogun (32), José Aldo (27), Wanderlei Silva (38), Renan Barão (27), Rodrigo Minotauro (38), Júnior Cigano (30), Vitor Belfort (37), no máximo Demian Maia (36).

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Rumble despachando Minotouro

Notaram?

Exceto por Aldo, Barão e Cigano, trio que representa a Nova União, todos os lutadores brasileiros reconhecíveis pelo grande público estão caminhando para o fim da carreira.

Quase todos são legítimos representantes de uma outra geração do MMA.

E, claro, quase todos eles já passaram do pico físico — incluindo Shogun, que, pela bagagem e carreira que tem, “pesa” mais do que a certidão de nascimento diz.

Isso, como não poderia deixar de ser, reflete-se nos resultados.

Mas já falamos por aqui de como o torcedor brasileiro geral é retardadamente exigente quando se trata de torcer, exigindo desempenho irrepreensível de todo atleta e inventando teorias da conspiração quando eles perdem.

Então, como o alto nível não basta, fica essa falsa impressão de que ninguém presta, o brasileiro só perde e tudo mais.

Os outros craques do país já formados também já passaram dos 30, mas muitos deles alcançaram seu pico de desempenho mais recentemente: é o caso de Antônio Pezão (34), Fabrício Werdum (36), Glover Teixeira (34), Rafael Feijão (34), Ronaldo Jacaré (34), Erick Silva (30) e Raphael Assunção (32).

Apesar disso, eles ainda não têm aquele nãoseioquê que faz o torcedor médio se interessar por todas as suas lutas e discuti-las no bar.

E como diz meu ex-chefe Flavio Gomes, mesa de bar é o grande termômetro do mundo. “O que se discute diante de um chope está dando certo”, disse ele outro dia.

E é verdade.

Todo esse preâmbulo é para dizer que nós vivemos uma entressafra não exatamente de talentos, mas de talentos midiáticos que segurem a onda do MMA como produto massivo no país.

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Hughes dominando Royce: outro exemplo e troca de guarda

Mas, definitivamente, isso é questão de tempo.

Primeiro que existe uma geração bastante talentosa a caminho.

Segundo que há uma outra categoria de atletas em formação: quem tem algum contato com o meio das lutas conhece uma infinidade de potenciais lutadores que passaram a levar a sério o sonho de ganhar dinheiro com as artes marciais mistas quando chegou o boom do MMA.

E o número de caras nesta situação não é nada pequeno em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Não há como negar que o nocaute de Anthony Johnson em Minotouro me fez recordar o massacre de Matt Hughes sobre Royce Gracie.

De certa forma, funcionou da mesma maneira: um pequeno retrato de uma mudança de gerações e de uma troca de guarda no MMA.

Quem manda no esporte não é mais aquele pessoal que a gente estava acostumado a ver.

Mas a perspectiva não é tão desesperadora quanto parece.


  • Rafael Conto

    Ótimo texto como sempre… Eu acho realmente que vamos ficar um tempo sem um grande campeão como foi o AS, mas para mim que acompanho esses caras desde a época do Pride, nunca deixarão de ser grandes campeões!!
    Agora, o seu chefe era o Flavio Gomes ex ESPN?? Se for ele, imagino vcs conversando sobre MMA rs…

    • Felipe Paranhos

      Hahahaha! Cara, o Flavio foi meu melhor chefe. É um cara jornalisticamente corretíssimo, e que erra, como todo mundo. Mas que tem os melhores princípios jornalísticos e que põe todos em prática no Grande Prêmio, o maior e mais antigo site de automobilismo da América Latina. Não suporta MMA, mas respeita discordâncias e outras opiniões. Aquilo que ele faz no Twitter é um personagem, inclusive provocar fãs de MMA, pôquer, tal. Ele se diverte horrores com aquilo. É tudo sacanagem. Abraço!

      • Antonio

        Usar o engodo de que é um personagem para falar as barbaridades que falou do MMA é porque na minha opinião deve ser um dos piores tipos de jornalista que existe. Tanto é verdade que ganhou uma demissão da ESPN após ofensas ao Grêmio!

        • Felipe Paranhos

          Reitero o que eu digo: o que ele falou do MMA é tudo provocação, e a gente precisa ter mais bom humor na vida. Ou agir com indiferença. O fato de que ele foi demitido da ESPN não faz dele um mau jornalista. Cometeu um erro, passou dos limites, pagou por isso. Mas resumir a carreira de alguém a um erro é uma injustiça e uma leviandade.

          • Antonio

            Minhas péssimas impressões sobre este jornalista são apenas referentes ao texto agressivo e preconceituoso que ele escreveu chamado “Perdemos Playboy” e eu não estou nesta vida para julgar a carreira toda muito menos a vida de ninguém. Ele teve mais ibope com aquele texto do que qualquer outro texto no blog juntos. Não soube aproveitar a onda. Criticou um esporte não acompanha e nem ao menos teve a capacidade profissional de investigar o mínimo, apenas destilou seu veneno da forma mais ridícula e deprimente. Descobri neste texto que este indivíduo existia. Passei acompanhar um pouco o seu blog e ler alguns artigos para poder entender sua forma de pensar (não que eu seja algum psicanalista, mas poderia ser…). Me surpreendi com as coisas que li e realmente gostei. Acho até que é um grande humorista quando diz que o Lada é o melhor carro do mundo!

            Criticar o MMA com aquele texto “Perdemos Playboy” e ainda mante-lo no ar é a demonstração de que ele não estava encarnando um personagem. Datena ou Nelson Rubens tem mais credibilidade por usarem uma caricatura verdadeira, mas que usa do bom humor ou palavras
            ásperas para atingir o público de forma reconhecida.

            Paranhos, você gostou do texto “Perdemos Playboy”? Vai ter coragem de fazer uma crítica sincera e honesta no texto do seu grande professor ou vai simplesmente dissimular e persuadir seus seguidores com a apoteótica “ter mais bom humor na vida ou agir com indiferença”?

          • Felipe Paranhos

            Gostei. Eu discordo dele em muitos dos pontos, mas gosto do texto. Cara, ele discorda da gente, e isso não faz dele um pária! Ele sabe muito bem o que é o esporte, mas acha uma merda, um lixo, e qualquer pessoa tem o direito de achar isso. Ele tem o direito de achar que o MMA incentiva a violência, embora nós discordemos. Tudo o que ele fala sobre o que a Globo fez com o esporte brasileiro é correto e sensatíssimo, tudo o que ele falou sobre a morte da F1 no Brasil também. Ele tem um ponto de vista diferente do nosso sobre o MMA e defende isso. E é seu direito. Aliás, o texto não é sobre MMA. Se você acha que é, você não o interpretou corretamente.

            E um último comentário, Antonio: entre os jornalistas especializados em MMA e que defendem o esporte ferrenhamente, há quem faça mais mal ao esporte do que quem o critica. Abraço.

          • Rafael Conto

            quem acompanha o Flavio Gomes sabe que ele fala mal tanto de MMA quanto de Futebol americano por exemplo (e trabalhava na emissora que transmite futebol americano) prefiro muito mais pessoas como ele do que jornalistas sensacionalistas…

          • Antonio

            Você é um belo de um político Panhanhos! Morde e assopra. É óbvio que ele tem o direito de expressar suas opiniões. Ele não conhece MMA nunca, jamais… Ele nunca trabalhará na Globo, pois a criticou como alvo quando deveria apenas falar da Fórmula 1, pior, usou o MMA como boi de piranha da pauta.

            Observação: Seu comentário sobre os jornalistas de MMA são verdadeiros, mas expressá-los agora neste momento não seria um recalque jornalístico brabo?

          • Felipe Paranhos

            E quem disse que as pessoas têm que querer trabalhar na Globo? Se não me engano, tempos atrás, ele recebeu convite e recusou. Mas, mesmo se não recebesse convite, falar do que discorda na Globo ou em qualquer lugar é uma opção de carreira.

            Por que recalque jornalístico? Eu falei nesse momento porque o assunto cabia, mas eu falo em qualquer circunstância. Em muitos casos, a relação entre jornalistas especializados e os profissionais do esporte é perniciosa. E isso afeta a maneira com que a informação é transmitida. Enviesa a informação, o que não é desejável. Acontece muito no jornalismo de automobilismo, também. Eu falo isso há anos.

          • Antonio

            Se a Globo molhar as mãos de você e do seu mestre com uma grana preta vocês aceitam na hora! (A conversa não é sobre a Globo né amigo!)

            Princípios uma ova!

          • Felipe Paranhos

            Cara, esse seu comentário só mostra que você não entendeu nada do que eu falei. Qual a lógica dessa pergunta sobre Globo? O que ele faz da carreira dele não é problema meu nem seu. E eu não sei de onde você tirou que eu não trabalharia num ou noutro lugar. Abraço, cara. Fica bem. Abraço.

          • Antonio

            Relaxa Paranhos! Você é um grande jornalista e gostei das suas respostas, foi autêntico! Entendi muito bem as coisas que você disse. Entender e aceitar sua opinião são duas coisas diferentes e eu também tenho liberdade para isso. O assunto está encerrado. Referente ao texto do seu magnífico mestre odiei, péssimo gosto, mas posso conviver com isto sem problemas… Aceitar sorrindo ou cale-se, jamais farei isso! Falou bobagem do MMA vai receber criticas boas pra ficar esperto!

      • Antonio

        Chael Sonnem do jornalismo.

  • Renan Trigueiro

    Concordo com o Felipe que a situação não é tão desesperadora como se fala por aí. O boom gerado por essa geração que tá saindo de cena atraiu mt gente pro esporte e vai haver uma renovação natural (só não sei se tão vitoriosa quanto a antiga). Gosto de pensar positivo. Parabéns pelo texto!

    • Felipe Paranhos

      Valeu, Renan! Abraço!

    • Se a gente levar em consideração que brasileiro gosta de campeão, e não de esportes, a situação é perigosa sim. Hoje só há um cinturão de posse de brasileiro, nas mãos de um cara fenomenal, mas que não tem aquele “nãoseioque” que o Felipe falou no texto.

      Apostar que o Werdum e o Belfort vão ganhar do Velasquez e do Weidman é contar muito com a boa vontade do destino. Barão até tem chance contra o Dillashaw, mas ele não será o favorito (pra mim teve pouco tempo pra se reinventar, devia ter pego uma luta antes da revanche imediata). Mas nunca se duvida do Barão.

      Sobre os próximos, não vejo o Lineker campeão nem em médio prazo. Quando a geração de Johnson-Dodson-Benavidez sair de cena, já tem outra do naipe do Lineker pronta. A briga aí vai ser ferrenha.

      A parada, no meu ponto de vista, é que os americanos levaram a sério esse negócio de se preparar, enquanto por aqui ainda contamos que o talento natural sempre vai dar conta. E não é bem assim que a banda toca.

  • Dan Bigode

    Felipe quem de brasilero com menoss de 25 anos vc achaq vai se dar bem no UFC?

    • Wilker Fonseca

      Eu não sou o Felipe, mas já vou citando o Lineker que na ultima luta dele demonstrou como um corte de peso certo pode fazer a diferença no desempenho dele. Alem tbm do Warley “marra” Alves

      • Luiz Adelson Ramos

        Meu irmão Patolino??? E se forem falar do blá blá blá em relação a final do TUF 2, vejam a luta contra o Voelker e toda a carreira, desde o cinturão do RIO FC…

      • mazzaropi

        Citar o Lineker com um bom corte de peso é ápice da retardadice ao qual Paranhos citou! (feat nova geração)

      • Lineker já sentiu contra o Bagautinov que o buraco é fundo no top 5. Acho que ele tá atrás do campeão, do Benavidez e do Dodson, mas é novo e tem tempo pra evoluir, principalmente porque vai chegar aos 28 anos já sem estes caras pelo caminho (menos o Johnson, que é só 3 anos mais velho que o Lineker).

        Fora isso, Lineker vai ter companhia de peso nesse futuro próximo. Ray Borg é um animalzinho e só tem 20 anos. Henry Cejudo é mais velho, mas é campeão olímpico no ponto fraco do Lineker. Scoggins, Smolka e Horiguchi são todos mais novos que o Lineker.

        Essa categoria dos moscas vai ficar boa demais.

    • Felipe Paranhos

      Concordo com o Wilker sobre o Lineker, que tem um punch único na categoria e tem muito espaço pra crescer ainda. O mesmo pro Warlley, que é outro craque em formação. O Patolino é outro. Com 23 anos, é um cara que tem muito carisma (assim como o Warlley) e pode ir longe, desde que não seja obrigado a dar passos mais longos do que a perna alcança agora. Talvez o maior ônus de chegar ao UFC cedo seja não ter tempo de amadurecer diante de adversários de nível inferior. O Júlio César Morceguinho tem sido apontado também como futuro top, porque tem só 20 anos, tem 28-0 e tal, mas ainda quero vê-lo contra adversários de nível melhor. Cartel não é tudo, e ele pegou muita gente estreante ou com cartel negativo nessa jornada. Vamos avaliar o que ele vai fazer no Bellator.

      • mazzaropi

        Patolino venceu, mas não convenceu… Se seus adversários apertarem o passo ele não vai acompanhar. Precisa manter focado no condicionamento físico!

        • Felipe Paranhos

          Patolino tem 23 anos. E ele massacrou o Bobby Voelker. Pra mim, convenceu sim. Claro que tá longe do top-15, mas tem muito espaço pra crescer dentro da organização.

          • mazzaropi

            Patolino é um grande lutador. com certeza e ganhou do Bobby Voelker quer perdeu 4 lutas seguidas. Todo lutador do UFC tem espaço pra crescer nas classe A, B e C de eventos.

        • Patolino convenceu e muito contra o Bobby Voelker. Só não nocauteou, mas deu uma sova perto do nível da que o Robbie Lawler deu.

  • Pedro Henrique

    Ótimo texto mais uma vez, Parabéns !!
    Me esclareça essa nova geração brasileira, não acompanho muito o MMA nacional
    Abraços !

    • Felipe Paranhos

      Dá uma lida nos outros comentários meus por aqui, Pedro! Dá pra ter uma noção. E segue acompanhando o Sexto Round, que aqui a gente dá uma profundidade legal a vários assuntos. Abraço!

  • Junior

    Acho que da nova geração temos o Cara de Sapato, Warley Alves, lineker e os já experientes Jose Aldo, Cigano e Barão somente esses podem nos dar alguma esperança futura no UFC. Fora dele vejo Douglas Lima e o Patricio Pitbull.

    • Felipe Paranhos

      Patrício e Douglas com certeza, mas tem outros também, O Marlon Moraes, por exemplo. O próprio Dudu Dantas, que está um nível abaixo do Patrício, mas que tem um potencial absurdo ainda… E tem um pessoal mais novo, gente que tem muito potencial e está amadurecendo como lutador pra chegar no UFC. Um exemplo é o Jonas Bilharinho, do Team Nogueira. Mas tem bem mais gente.

      • Sempre apostei no Bilharinho (ele foi um dos personagens do Radar MMA Brasil), mas ele perdeu pro Mario Israel…

  • Pedro Duarte

    Acho que um conjunto de fatores contribui para essa visão derrotista do público em relação ao Brasil no UFC. Podemos carecer de atletas com persuasão midiática, mas é fato que demoramos mais para acompanhar a evolução do esporte, principalmente se comparado aos americanos. Se antes dividíamos com eles o posto de maior potência do MMA, hoje claramente estamos atrás, já até olhando de perto os russos pelo retrovisor. Enquanto os americanos claramente desenvolveram uma formação mais completa de seus atletas (Wrestling + Submission + Striking), nós ainda carecemos de bons camps no Brasil que forneçam um bom ensino da luta olímpica. A fórmula Striker + Jiu-Jitsu, somente com viés defensivo no wrestling se desgastou e é fato que precisamos nos re-inventar.
    A curto prazo, acho que Barão, Aldo e Belfort vão fechar o ano com a cinta no Brasil, além das possibilidades do Jaca, que são bem reais.
    Já a médio/longo prazo, baseando-se no nível de competição, vejo o Warlley como nossa grande promessa para os próximos anos, mas também coloco fé no Likener, Patolino, Elias Silvério e no Cara de Sapato, além do Douglas e do Dudu Dantas que devem vir a migrar pro UFC em algum momento.

    • mazzaropi

      Você está falando de maneira generalista apoiado em números (tirou uma foto do momento) aliado claro ao sentimento vira-lata do brasileiro em sempre achar tudo melhor nos outros e não em si… Ao invés de tentar classificar uma posição entre nações bastaria fazer um balanço sobre o que o Brasil melhorou no esporte nos últimos anos… Algo difícil! Mesmo assim, tentar equacionar políticas privadas do esporte os resultados finais das lutas é o mesmo que desconsiderar desde a preparação à uma luta parelha ganha por decisão dividida (a ainda sim contestada)!

      • Pedro Duarte

        Ao meu ver, o post do autor foi baseado justamente no momento que vivem os atletas brasileiros e nos resultados obtidos recentemente, já que percepção do público ronda em torno da queda no número de campeões brasileiros e das últimas derrotas dos nossos principais atletas. Fiz um contraponto comparando com os americanos, justamente porque são nossos maiores carrascos atualmente, e não para desmerecer os brasileiros. Obviamente evoluímos, mas me parece inegável que houve uma evolução ainda maior nos lutadores americanos. Considerando que essa minha opinião pode ser argumentada por uma falta de investimentos nos atletas amadores, além de reconhecidamente termos problemas sociais e estruturais sérios, pode ser que você entenda o meu ponto de vista. No fim de tudo, o que importa é mantermos um debate sempre saudável 😉

        • mazzaropi

          Sempre saudável amigo Pedrão… kkk!
          A boa estrutura aliada ao tempo favorece aos americanos e russos sempre, mas acredito que o MMA no Brasil vive um momento mágico! Mesmo com os renomados problemas sociais e picaretagens o esporte nacional MMA cresceu. Falo isto por conta das inúmeras novas academias que abriram e a grande procura por lutas nos últimos tempos, sem contar a sutil mudança taxativa de “esporte violento” para “esporte educacional”…

          Abração amigo!

    • Te aconselho fortemente a esquecer o Belfort e o Jacaré. O Weidman é bem melhor do que a maioria dos brasileiros supõem.

      • Pedro Duarte

        Acho o Weidman excelente, mas acredito no Belfort, mesmo sem conseguir prever qual versão dele vamos ver no dia da luta. Se o TRT teve pouca interferência na maneira como ele se apresentou nas últimas três lutas, acredito em um nocaute do brasileiro. Se a luta passar do segundo round, realmente complica. Sobre o Jaca, só acho que ele tem possibilidades reais de ser campeão, mas o americano é favorito.

        • Acho que você continua menosprezando o Weidman. A questão não é a versão com ou sem TRT do Vitor, mas a versão que ele apresenta contra o wrestling. Ele não luta contra um wrestler há tanto tempo que as pessoas andaram esquecendo como esse tipo de lutador tem facilidade de lidar com o Belfort. O último foi o Jon Jones, que é um ponto fora da curva, mas Randy Couture, Tito Ortiz e Dan Henderson (antes de virar um lutador que fica apenas com a H-Bomb engatilhada) já mostraram como o Belfort tem dificuldade com esse tipo de jogo. Antes do Jones foi o Matt Lindland em fim de carreira.

          • Antonio

            Belfort vai nocautear sim! O último wrestler que ele pegou foi Henderson e nocauteou… Alias, os três últimos foram nocauteados com chutes. Diga-se de passagem, Belfort se reinventou e tornou-se um nocauteador muito mais perigoso nesta nova versão… Com ou sem TRT ele continua perigosíssimo!

        • Jacaré tem mais chance que o Belfort, na minha opinião. Belfort é uma bomba-relógio que tem 3 minutos pra ser desarmada.

  • Dan Mendes

    O atual momento do MMA nacional não é questão de fase ou entressafra a atual situação reflete a realidade dos esportes no Brasil.

    O amadurecimento do MMA, assim como qualquer esporte de auto rendimento exige auto nível de profissionalização e estrutura que não há em larga escala no Brasil.

    Talento só não basta, talento tem em qualquer lutar.

  • Eduardo Fernandes

    Um cara que aposto mt pro futuro e o lucas mineiro e a galera da chute boxe dhiego lima como mineiro,sertanejo,thomas de almeira,puro osso e claro do bronx uma glr mt boa e jovem que tende a crescer.

    • Felipe Paranhos

      Sem dúvida. O trabalho do Diego Lima no comando da equipe é excelente. Tô ansioso pra ver o Thomas agora no UFC.

  • João

    Acho que os lutadores e as empresas como o UFC deveriam ter um senso de Marketing maior, não basta só lutar bem, tem que se promover se quiser alguma coisa a mais, esses caras do Brasil que tão no auge agora, a maioria tem talento para no mínimo ser um lutador TOP da categoria, mas quase nenhum tem o talento de marketing para se promover.

    • Antonio

      Lutadores lutam e marketeiros fazem marketing amigão! Acho que você ta confundindo as coisas…

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