De olho no vice: os pontos altos do Bellator 122

Lucas Rezende | 26/07/2014 às 12:10

Seja bem-vindo, leitor.

A partir de hoje, eu, Lucas Rezende, acompanho e debato com vocês as emoções e acontecimentos do Bellator, o rival mais imponente do UFC.

Pois só pode existir um primeiro lugar se houver o segundo para lhe fazer frente. Acomodem-se e aproveitem.

Creio ser seguro dizer que Scott Coker deixou o Pechanga Resort & Casino, em Temecula, Califórnia, um homem satisfeito, na noite da última sexta-feira.

Seu primeiro evento como novo presidente do Bellator foi um sucesso, pelo menos em questão de performance.

Com a final do GP dos meio-médios e dos médios, além das semifinais entre os meio-pesados, ainda nos foi proporcionado um duelo entre os veteranos do Ultimate, Karo Parysian e Phil Baroni.

Expectativa encontrou realidade? Confira abaixo.

Finais (dos GPs dos meio-médios e médios)

1-56

Ai, minha face!

Depois de vencer a sétima temporada do Grand Prix até 77kg, Andrey Koreshkov deixou a desejar ao se ver de frente com o então soberano da divisão, Ben Askren.

Nocauteado no quarto round, o russo não foi mais superado por ninguém e emplacou mais três vitórias na organização, o que lhe levou às finais de mais um torneio.

Eficiente, Andrey dominou o faixa-preta de tae kwon do Adam McDonough por três rounds para alcançar a decisão unânime, além de uma nova oportunidade para a glória espartana – desta vez, contra um manda-chuva tão sólido quanto o anterior, o brasileiro Douglas Lima.

Um desafio inteiramente diferente, porém mais adequado para suas especialidades, já que o wrestler, Askren, nunca lhe permitiu respirar quando se enfrentaram.

Strikers por excelência, tanto Douglas quanto Koreshkov preferem que suas coleções de nocautes falem por eles.

Me reservo ao mesmo, com altas expectativas.

Halsey vs Cooper

Brett_Cooper___vs.___Brandon_HalseyTodos os 2:09 minutos que compuseram a final dos médios, entre Brandon Halsey e Brett Cooper, pode ser resumido em um único fenômeno.

O jiu-jítsu defensivo carente apresentado por Cooper, vítima de um dos armlocks mais lentos da minha memória recente, desde Mark Hunt x Ben Rothwell.

Impecável, Halsey alcança o title shot impulsionado por sete vitórias e nenhuma derrota, mas terá pela frente um concorrente significantemente mais difícil: Alexander Shlemenko – que, apesar de ter apagado para o enorme Tito Ortiz no último compromisso, não é brincadeira com 84kg.

Dono de um cartel com quase 60 lutas, o russo não pode ser subestimado.

Mas se Anderson Silva vs Chris Weidman aconteceu da forma como foi, nada nos impede de testemunhar outra surpresa no evento vizinho.

Semifinais

Kelly_Anundson_vs._Philipe_Lins

Lesão do “Monstro” da Kimura Nova União

Balança acima, as semifinais do meio-pesado se desdobraram de forma agridoce.

O brasileiro Luiz Philipe Lins mal teve tempo de expor suas habilidades, sofrendo uma lesão no joelho que encerrou o confronto antes do segundo minuto do primeiro assalto, fazendo com que Kelly Anudson avançasse para a final sem maiores esforços.

Liam McGeary, no entanto, necessitou de somente 30 segundos a mais que a eliminatória anterior para despachar Egidijus Valavicius.

Ciente de como otimizar sua envergadura, o britânico permanece invencível e livre de vitórias por pontos.

Favorito indiscutível contra Kelly Anudson, a não ser que o raio caia duas vezes no mesmo joelho.

Batalha de veteranos

Phil_Baroni_vs._Karo_Parisyan

Tá fácil derrubar o “Bad Ass” de Nova York…

Às vezes me divirto com as possibilidades de confrontos que o Bellator pode nos prover.

Sem compromisso, somente por serem embates interessantes entre lutadores divertidos de se assistir.

Já no caso de Phil Baroni e Karo Parysian, vejo a história tomar um rumo meio triste.

Enquanto o armênio se encontra em uma das melhores fases da carreira desde que deixou o UFC, Baroni se esforça para evitar que suas derrotas ultrapassem seus triunfos.

Uma tarefa que ele vem falhando em executar.

Aos 38 anos de idade e com um queixo bastante fragilizado, só um milagre o tiraria da arena bem-sucedido.

Seu histórico atual já alertava, mas Baroni nunca deu ouvidos, e o nova-iorquino foi subjugado com previsível autoridade.

De um lado, um homem que evidentemente só continua no esporte por paixão ou necessidades financeiras, do outro, um judoca que apesar da experiência, ainda nem completou 32 anos de idade.

The Heat (O Calor) demonstrou ainda sonhar com grandeza no esporte, além da dedicação para chegar lá.

Ele ainda pode ser algo, mas precisa enfrentar oponentes relevantes e provar seu valor. Para a sorte (ou azar) dele, o próximo GP é logo ali.

OBS: os GIFs animados fazem parte do acervo do Profeta Zumbi (@ZProphet_MMA).


  • Renan Trigueiro

    Phil Baroni tá com oito derrotas nas últimas 10 lutas e 15v e 18d na carreira. Novo Bob Sapp?

    • Renato Rebelo

      Tá feia a coisa msm. Caiu com um soco de encontro de um judoca. Acho que já deu pra ele. Tem que começar a pensar na saúde…

  • Marcelinho

    Aeeee finalmente Sexto Round falando sobre o Bellator. Espero que n parem dessa vez hemm

  • Dan Mendes

    O Koreshkov é muito bom lutador. Técnico e rápido. Acho que o Douglas vai ter muitos problemas, até acho o russo favorito.

Tags: