A motivação sombria da musa Ronda Rousey

Renato Rebelo | 20/08/2012 às 07:15

Rousey finalizando Kaufman no braço

Ronda Rousey não é Givanildo Santana, mas também coleciona braços. O armlock no primeiro round contra Sarah Kaufman foi o sexto em seis lutas profissionais da judoca. Rousey é o famoso ‘’pacote completo’’.

Medalhista olímpica, agressiva suas adversárias dentro e fora do cage e um doce no trato com fãs e imprensa. Também não machuca o fato de ser loira, ter olhos azuis e corpo escultural – ainda mais em um esporte dominado por homens, onde a beleza ainda é atrativo irrefutável.

É inegável que todos esses atributos de Rousey colocaram o MMA feminino em evidência inédita.

Ronda também é peculiar em outro sentido – não necessariamente positivo. Em sessão de perguntas e respostas com jornalistas, ela exibiu um modo de encarar a competição um tanto quanto sombrio:

Se eu a colocar em uma chave de braço, vou tentar arrancar o braço e jogar no corner dela… Se eu a colocar em um estrangulamento, vou segurar até ela estiver morta. Ela está dependendo da competência da Comissão Atlética da Califórnia para sair do cage viva – disse.

Lembrou declaração que fez Frank Mir ter que pedir desculpas públicas após levar um belo esporro de Dana White:

Eu quero lutar com o (Brock) Lesnar. Eu o odeio como pessoa. Quero quebrar o pescoço dele no ringue. Quero que ele seja a primeira pessoa a morrer por lesões causadas no octógono – vociferou.

Com a profissionalização do esporte em ritmo acelerado, pensamentos como esses, mesmo que sejam por pura promoção, acabam soando pesados demais. Será que a musa exagerou ou mais atletas veem as coisas por essa ótica?

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