UFC 175: em quem botar uma graninha?

Renato Rebelo | 04/07/2014 às 19:15

A grande noite se aproxima.

Lyoto Machida e Chris Weidman estrelarão, neste sábado, o aguardado evento do fim de semana do feriado da independência americana.

Para reforçar o card, Ronda Rousey, Urijah Faber e outros figurões também estão na jogada.

Boa oportunidade para o jornaleiro que vos fala dar aqueles bons e velhos bicos de fora da área.

Vamos a ele:

LYOTOLyoto Machida (+167) x Chris Weidman (-177)

Pra mim, Forrest Griffin acerta em cheio em sua despretensiosa análise: “Acho que o Machida fará o Weidman parecer lento. Estou nervoso pelo Weidman”. Veloz como um leopardo no cio com 84kg, a movimentação de Lyoto trará problemas não só na hora de trocar bordoadas em pé, mas, principalmente, quando Weidman precisar encurtar a distância para trabalhar seu wrestling fora de série. Pra completar, até hoje, em 25 lutas profissionais, ainda não vimos Lyoto sendo dominado por grapplers – cravado no solo, apanhando ou quase sendo finalizado, por rounds a fio. Francamente, não acho que Weidman será o primeiro – apesar da superioridade no setor. Em pé, por mais que o campeão seja potente e preciso, não estamos falando de um striker nato. Do outro lado, no entanto, temos um camarada que uniu o caratê shotokan com o muay thai chuteboxer e criou um mortífero estilo híbrido – capaz de dominar amplamente um kickboxer de nível mundial do naipe de Gegard Mousasi. Lyoto é simplesmente o pior casamento possível para Weidman entre os médios e, como acredito que estilos fazem lutas… Palpite: Dragão por chute alto sugador de alma no segundo assalto.

RONDARonda Rousey (-888) x Alexis Davis (+800)

Até acredito que Alexis Davis, faixa-preta casada com um professor de jiu-jítsu e treinada pelo bicampeão mundial Caio Terra, escape do armlock fuderoso da medalhista olímpida – com sua boa guarda capaz de evitar as transições da loirinha. O problema é que Rousey, fora da especialidade de ambas (em pé), onde boa parte da luta deve transcorrer, é muito mais rápida e ligeiramente mais refinada. Davis é corpulenta e não deve ser arremessada com facilidade, como Miesha Tate foi, portanto, prevejo cinco rounds mornos de vantagem da campeã na troca de socos, chutes e trocas no clinch. Palpite: Rowdy por decisão unânime.

STRUVEStefan Struve (-155) x Matt Mitrione (+145)

Quase um ano e meio de molho para consertar o coração baleado, o Arranha-Céu volta ao circuito tentando apagar a derrota acachapante para neozelandês Mark Hunt (que fraturou seu maxilar em três lugares diferentes). Segundo ele, o tempo inativo não será um fator – muito menos as mazelas cardíacas: “Acho que posso atravessar agora qualquer cara que não esteja no top 5”. Mitrione, por sua vez, foi embaraçosamente apagado por Brendan Schaub e pode, muito bem, ser pego pelo holandês (principalmente, na guarda, com suas pernas compridas). Em pé, Mitrione tem mais pegada, apesar da envergadura (muito) inferior. Acho que Struve vai cozinhar no jab e tentar botar pra baixo. Mitrione deve resistir às incursões, mas não o suficiente convencer os jurados. Palpite: Struve por decisão.

HALLUriah Hall (-400) x Thiago Marreta (+393)

Maior zebra do Fight Night em Natal, Marreta deixou uma galera cética (eu, inclusive) boquiaberta ao derrubar Ronny Marques com um bico no figueredo. Motivado pela façanha, o pupilo de Tatá Duarte quer mais: “É muito legal provar o contrário àqueles que duvidam de você”. Acontece que, se contra o Bebezão da Nova União ainda havia certa vantagem em pé (num clássico striker x grappler), contra o Homem Ambulância esse às na manga evapora. Hall é simplesmente o trocador mais forte (pegador), criativo (técnico) e experimentado. Já que agarrar não seu forte (entendendo que John Howard e Kevin Gastelum frustraram Hall exatamente na mistura), fica difícil botar uma grana no local da CDD (Cidade de Deus). Ele tem a famosa “puncher’s chance” (chance de acertar um pombo) – que pode ser potencializada pelo notório travamento psicológico do amigo de Chael Sonnen. De qualquer forma… Palpite: Hall, TKO, R2.

FABERUrijah Faber (-738) x Alex Caceres (+702)

A história por trás do sucesso recente de Bruce Leeroy no octógono é simples: o bicho tem gás pra dias de guerra e consegue, a partir de meados do segundo round, envolver suas presas com jiu-jítsu criativo. O problema é que, no sábado, do outro lado da jaula estará um camaradinha com wrestling (muito) superior, jiu-jítsu mais sólido, força física descomunalmente maior e toneladas de experiência. O cabeludo Caceres, pra mim, é o maior cordeiro sacrificial desse card e suas chances se resumem a um escorregão (in)fortuito do Califórnia Kid seguido por uma queixada fatal no tablado. Sempre que esse tipo de afirmação mais contundente é feita, milagres são operados, mas, quem tá na chuva é pra se molhar. Palpite: Faber por domínio amplo e TKO no R3.

E vocês, amigos, como marcariam esses resultados?

Abraços.

  • Marcos Dos Reis Santos

    Mt foda o “Dragão por chute alto sugador de alma no segundo assalto.”

    • guru

      foda kkkk

  • guru

    nossa este card só tem estrela

  • Marcelo

    Lyoto vence e tira o cinturão de Weidman. A não ser, é claro, que em um dos chutes de Lyoto, o Weidman defenda com o joelho e quebre a perna do Dragão. Segundo o treinador do Weidman, aquilo foi treinado e ele até quebrou a perna de um companheiro durante o treino, então não foi acidente, foi mérito, logo, é um risco real para Lyoto Machida, não é mesmo?
    Só que não. “Aaaaand the new…”

  • felipe rafael mattioli

    meu medo, é o lyoto nao impressionar os arbitros, mesmo tendo certa vantagem na maioria dos rounds, se nao em todos. como aconteceu na luta dele contra o phil davis, ainda mais se tratando de cinturao, quando os arbitros so trocam de dono qdo (em caso de decisao), o desafiante tem absurda vantagem sobre o campeao!!!!!

    • Mazzaropi

      Lyoto não venceu, mas conseguiu ser um oponente duríssimo para Weidman.

  • William Amaral

    Faber SUb R1 (Guilhotina)

Tags: