Pensando alto: a análise informal do UFC FN 43

Lucas Carrano | 28/06/2014 às 18:09

Olá amigos do Sexto Round.

Não. Você não clicou no texto errado. E hoje também não é terça ou quarta-feira.

Sou eu mesmo, Lucas, aqui no “Pensando alto”.

Esta substituição que causaria calafrios em Luiz Felipe Scolari, algo como “sai Neymar, entra Dante no ataque”, é por uma ótima causa.

O titular da posição, Renato Rebelo, está se dirigindo para os Estados Unidos, de onde fará uma cobertura especial do tão aguardado UFC 175 (aliás, não percam!).

Por isso, estarei por aqui com as impressões sobre o matutino UFC Fight Night 43 e o noturno UFC Fight Night 44.

No interim entre os eventos de mais uma rodada dupla do Ultimate, corro ali no Mineirão e testo se meu pé é quente mesmo para acompanhar Brasil x Chile.

Vamos então à análise do card principal:

NATENate Marquardt x James Te Huna

Meu primeiro pensamento foi: “Te Huna ganhou essa luta na entrada”. Com um espetáculo digno das aparições de Floyd Mayweather Jr., o neozelandês foi apresentado por um haka (dança de guerra indígena) representada por seis guerreiros maoris. Ledo engano, Padawan. Parece que o sinal divino recebido por Marquardt foi quente e o norte-americano voltou com tudo para os pesos médios. Desestabilizando o oponente logo de cara com uma joelhada certeira, “The Great” foi absoluto até o fim do primeiro round, quando pôs o jiu-jitsu em prática e encerrou a parada com uma chave de braço justíssima. Decepção para Te Huna, derrotado no primeiro main event do UFC em sua terra-natal, e alívio para Nate, que interrompeu uma sequência de três revezes.

As coisas não estavam funcionando nos meio-médios. E, obviamente, foi Deus quem me guiou de volta aos médios. Aqui é o meu lugar. Eu tomei algumas más decisões quando desci para os 77 kg – avaliou, em meio a uma pequena pregação, ainda no octógono.

ROSHOLTJared Rosholt x Soa Palelei

No embate entre o wrestling de Rosholt e o temido ground and pound de Palelei, melhor para os anos de experiência do norte-americano na primeira divisão da NCAA. The Big Show negou as tentativas de queda do australiano, o controlou na grade e conseguiu levar a luta para o segundo round, tempo suficiente pro Hulk voltar a ser Bruce Banner. Daí em diante, com o tanque vazio e bufando de maneira até constrangedora, Palelei foi presa fácil e sofreu sua primeira derrota desde que voltou ao Ultimate, por decisão unânime dos jurados.

BRONXCharles Oliveira x Hatsu Hioki

No duelo entre dois atletas de elite na arte suave, a versatilidade de Charles Oliveira fez a diferença. Dono de algumas das finalizações mais espetaculares do octógono, Do Bronx apresentou Hioki à derrota antes das papeletas dos jurados com um triângulo de mão que arrancou elogios instantâneos do patrão Dana White e carimbou seu passaporte para o top 15 do peso pena. Após a luta, o brasileiro ainda aproveitou para desafiar publicamente Nik Lentz, já de olho em passar a limpo aquele no contest em 2011, e mandou um recado para seus rivais de divisão.

Eu sou lutador de jiu-jitsu. Sou um finalizador. Quem entrar aqui comigo tem que ser melhor de jiu-jitsu do que eu – disparou o faixa-preta da Bronx Gold Team, alertando os demais colegas de profissão.

ROBERTRobert Whittaker x Mike Rhodes

Sentindo a água no pescoço após duas derrotas consecutivas, Whittaker entrou no octógono disposto a deixar uma boa impressão. Para azar do carateca australiano, Rhodes, o adversário, parecia imbuído do mesmo espírito. Durante 15 minutos, poucos golpes do campeão do TUF Smashes não encontraram resposta imediata do norte-americano e o ritmo acelerado foi a tônica do combate. Usando melhor os chutes em suas combinações, Whittaker levou vantagem e ainda conseguiu uma queda fundamental no terceiro assalto, recolocando-se no trilho das vitórias.

Eu tiro o chapéu para o Mike. Ele acertou e, definitivamente, recebeu vários golpes. Eu gosto de pensar que bato forte. Então, méritos dele por continuar avançando – analisou Whittaker.

Abraços.

  • Renato Rebelo

    Não seja modesto, velho amigo. Na real, saiu Obina e entrou Van Persie! hahaha. Belo trabalho!

  • Jorge Anderson Winchester

    Van persie eh meio “bichado”… hahahaha
    Esse time do 6°R eh ótimo!
    Boa Análise Lucas!
    Charles mostrando que no FW não tem jj pareo a ele,
    tomara que role esse reencontro com Nik…
    Te Huna hein?! Levou ele pro chão e acabou!
    E ai Lucas vai rolar “dando uma de matchmaker?”
    Abraços

    • Renato Rebelo

      Amanhã eu vou incorporar o Joe juntando os dois eventos em um. Pode aguardar, irmão

  • Renan Trigueiro

    Hahaha Renato, Lucas e Felipe cada vez mais entrosados. Vida longa ao Sexto ROund!

  • Mazzaropi

    Te Huna simplesmente cometeu o mesmo erro quando lutou com Shogun… Subestimou o adversário! Marquardt é um excelente lutador e ter um cartel irregular não quer dizer que está no fim da carreira ou sei lá… Charles Oliveira simplesmente foi o máximo e venceu convincentemente um atleta duríssimo que é o Hioki. Rosholt subestimado 99% por muitos usuários, pode não ter um jogo tão bonito, mas lutou de forma efetiva!

    Aliás, gostaria de registrar aqui o equivocado artigo sobre “Caçada aos matadores de frangos”, observe, nunca existirá uma maneira de proibir o casamento de lutas que “possam” favorecer lutador “x” ou “y”… Pare com este recalque virtual e faça análises citando nomes!

    • Renato Rebelo

      Artigo “Caçada aos matadores de Frango”? Recalque virtual? Boiei nessa…

    • Wellington Fonseca

      A matéria dos “frangos” é em outro site, amigão!

  • Marcelao Gold Team

    War Charlinhoooo! Jiujitsu na veiaaa

  • Vitor Camilo

    Feliz pelo Renato estar viajando para trazer a cobertura do UFC 175, só mostra o quanto o Sexto Round tá crescendo, parabéns!

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