O brasileiro não gosta de MMA. Gosta de campeão

Felipe Paranhos | 27/05/2014 às 00:38
Aldo: único campeão brasileiro no UFC

Aldo: único campeão brasileiro no UFC

O brasileiro não gosta de MMA.

Foi com essa premissa que comecei um texto no meu antigo blog, logo após a perda do cinturão de Júnior Cigano, em dezembro de 2012.

Um ano e meio depois, tenho ainda mais certeza disso.

Faça um exercício mental: como seus amigos e parentes falavam dos lutadores brasileiros há dois anos, quando o país tinha quatro campeões no UFC?

E o que falam hoje? E o que vão falar se José Aldo perder o título dos penas para Chad Mendes, em agosto?

Provavelmente, você percebeu o mesmo que eu.

Um arrefecimento gradual nas conversas de mesa de bar e na exaltação dos brasileiros que sobem no octógono.

Sempre que me aventuro pelo esgoto dos comentários dos grandes portais, vejo isso de maneira muito mais intensa, porque acho que é uma bela amostra do senso comum por onde habita o grosso dos consumidores do esporte no país.

Façamos esse exercício com a notícia do Globoesporte.com sobre a derrota de Renan Barão para TJ Dillashaw:

Infelizmente, vamos admitir que o plano do Dana é tirar todos os brasileiros do topo”, diz um. “Tá na cara: lutas armadas pelo Dana White favorecendo os americanos, assim todos os cinturões ficam nos EUA“, fala o outro. “Parece armação para ter revanche e lucrar mais”, cospe um terceiro. “Dana consegue tudo que quer e o que queria era mostrar que Barão realmente não merecia respeito! E usou do jogo sujo pra isso: Dillashaw lutou à vontade e tomou o que quis antes de lutar”, garante um outro leitor. “Mais um que se vendeu. O único brasileiro que ainda representa no UFC é o José Aldo”, assegura um sabichão.

Perceberam? Eu poderia pegar mais uns 20 desses. Em comum, está a percepção de que:

1) Se é brasileiro e não é campeão, não presta;
2) Se perdeu, perdeu porque foi comprado;
3) Existe uma conspiração internacional para impedir que brasileiros vençam.

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TJ tentando matar a luta no 1º round.

Para esses caras — e eles são muitos —, não importa se o Brasil é um mercado importantíssimo para a expansão internacional do UFC.

Não importa se, antes do recorde de quatro campeões, brasileiros tiveram no máximo dois cinturões simultâneos em 20 anos de história da organização.

Muito menos se jamais houve qualquer investigação séria sobre manipulação de resultados no Ultimate — o que seria até normal.

O que importa é achar um argumentozinho, por mais tacanho que seja, que justifique sua decepção.

Ao criticar o atleta, esse torcedor fala de si, não do esportista.

Fala da sua desilusão com o herói brasileiro que tem a obrigação de ganhar de todos para ME fazer feliz.

Amplio o pensamento que abriu o texto: o brasileiro não gosta de esporte; gosta de ver brasileiro ganhando.

Desde a Fórmula 1 é assim.

Ayrton Senna é ídolo até hoje porque morreu no auge, ainda como alguém de quem se esperava um título, ainda numa grande equipe.

Ao fazer um carro difícil em 1994, a Williams “cagou logo na minha vez”, como disse o próprio Ayrton nos treinos de pré-temporada daquele ano.

Não duvido que, se chegasse ao fim do Mundial com aquele carro complicado, vice pelo segundo ano seguido, Senna fosse alvo do processo de rejeição que o torcedor brasileiro aplica a todo atleta que para de vencer.

Senna morreu antes. Morreu mito, ídolo capaz de ser lembrado com emoção até hoje.

Em compensação, todos os que vieram depois dele — incluindo Rubens Barrichello e Felipe Massa, ambos acima da média — viraram piada, mesmo tendo sido vice-campeões numa geração de monstros como Michael Schumacher, Fernando Alonso e, posteriormente, Lewis Hamilton.

O tênis brasileiro sobreviveu sem Guga?

Guga: responsável pelo lampejo do tênis no Brasil

Depois de Senna, veio o tênis, esporte de um nicho muito pequeno até que aquele surfista catarinense ganhou Roland Garros em 1997.

Até 2001, com uma seleção de futebol claudicante, só se falava de Gustavo Kuerten.

Academias de tênis surgiram em todo lugar, com pequenos moleques que sonhavam ser como Guga.

A partir de 2002, porém, as lesões abreviaram a carreira do brasileiro.

Aos poucos, a cobertura midiática escasseou, a febre passou e o torcedor médio, aquele brasileiro com muito orgulho e com muito amor, procurou outro esporte.

Guga abandonou a carreira.

Já em no ocaso da carreira do catarinense, veio a febre da ginástica.

Daiane dos Santos, em 2003, foi a primeira brasileira a ganhar um Mundial. Depois, fez história com um salto único.

Mas o ápice foi curto e, depois — adivinha? —, o desempenho da atleta virou motivo de piadinhas por aqui.

Massa esboçou trazer a F1 à tona em 2008, quando perdeu o título de maneira épica e dramática.

Por um momento, parecia que o torcedor abraçaria o automobilismo novamente.

Como se vê, isso não aconteceu — afinal, o título não veio.

Esporte em que brasileiro não é campeão não serve.

E é por isso, amigos, que o vôlei se mantém, ano após ano, como segunda preferência do brasileiro, a apenas um abismo e três dimensões de distância do futebol.

É porque, mesmo nas vacas magras, as seleções estão ali perto, rondando um título, cercando uma medalha.

São 30 anos aplacando, às vezes mais, às vezes menos, a sede do torcedor que adora se sentir parte do que o atleta conquista.

É como se o esportista tivesse a obrigação de compensar o cara do sofá pelo esforço de assistir ao seu jogo ou à sua luta.

No Brasil, sustenta-se a ilusão de que o atleta representa o torcedor.

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É pecado ser o 2º melhor? Foto: Marcelo Russio

Mas não, ele não representa.

O atleta é representante, no máximo, de sua família, seus amigos, seus colegas de treino.

É o parente dos familiares dele, o amigo dos amigos dele, o parceiro dos parceiros dele.

E um grande atleta para quem torce por ele. E pronto.

Até outro dia, não faltavam lutadores a cravar que o MMA já era a paixão número 2 do brasileiro.

O futuro próximo dos atletas nacionais no Ultimate, porém, pode dar toda a contribuição para que o torcedor com muito orgulho e com muito amor abandone o esporte.

Entre julho e agosto, Lyoto Machida pode perder para Chris Weidman e José Aldo, para Chad Mendes.

De repente, o Brasil pode deixar de ser o gigante imbatível que era na cabeça do torcedor médio.

A cultura brasileira não é esportiva, não é do ganhar-perder-empatar.

O comportamento do torcedor brasileiro não é o de reconhecer o sucesso do atleta, mas de embarcar nesse sucesso.

Para este tipo de consumidor, se o “nosso” atleta é amplamente dominado, é impossível ressaltar a superioridade do adversário; é preciso dizer que tem algo errado ou que o sujeito entregou a luta.

Assim como embarcou, o torcedor médio pode muito bem pular fora do barco do MMA.

E isso pode acontecer mais rápido do que a gente pensa.

  • Claudiorjo

    Texto perfeito! O pior que eu me incluo nessa…

  • Yuri

    Só li verdades. Parabéns pelo texto.

  • Renan Trigueiro

    Po que texto caprichado e pertinente. Virei seu fã, Felipe!

    • Felipe Paranhos

      Valeu, meu velho!

  • Francis Couto Falbo

    Parabens otimo texto . Só fico m perguntando c a globo vai segurar o UFC na sua grade sem nenhum campeão brasileiro.Isso seria 3 passos atras pro mma firmar uma base sólida d praticantes

    • Wellington Fonseca

      Acho que se a Globo abandonasse o MMA, cedendo os direitos de transmissão, talvez fosse até benéfico ao esporte. Creio que outra emissora daria uma visibilidade maior ao MMA.

      • Francis Couto Falbo

        Concordo em partes com vc. Qual a emissora vamos supor? A band? Axo q naum acrescentaria nada ao mma , naum tem nada a ver com o esporte. A espn? Quase todos os comentaristas dela ja disseram q ABOMINAM o esporte, sem chance. Ao meu ver a unica maneira de seguir com uma emissora forte e o mma crescer, seria o proprio SPORTV.Tem grade pro ufc, é a mais vista a cabo, e o principal, tem dinheiro logisticamente falando

        • Wellington Fonseca

          Não sei… Talvez a RedeTV. Atualmente a RedeTV está exibindo o XFC, então, já tem MMA em sua grade. A RedeTV que foi a emissora que efetivamente alavancou o esporte em canal aberto, tanto que incomodou a toda poderosa Rede Globo, que acabou comprando os direitos de exclusividade de transmissão do UFC. Porque se formos avaliar perfil, a Globo também não ajuda em nada. Já tentou assistir uma luta com narração do Galvão Bueno? A Globo transmite pouquíssimas lutas, não oferece o card completo, apenas as últimas lutas do evento principal e na maioria das vezes, com atraso de quase uma hora e tem a cara de pau de falar que é AO VIVO (e a FoxSports tem feito a mesmíssima coisa nas transmissões do Bellator). Com relação ao SPORTV, acho uma boa, pois é mais acessível que o Combate, mas trata-se de canal fechado, ou seja, se o interesse é disseminar o esporte, não atingiria a todos os brasileiros e sim apenas àqueles que possuem assinatura de TV a cabo ou satélite.

          Bom, essa é a minha opinião, mas respeito seu ponto de vista.

          Abraço!

  • Danyel P Lorenzo

    Excelente texto, adorei as colocações sobre os comentários dos “torcedores”. Mesmo sem ter muito noção de lutas, alguns fãs se tornaram “especialistas” e com isso o que vemos é uma imensa sessão de pérolas nos comentários.

  • Benjamim T.

    Louvável, meus parabéns!

  • Ronaldo Neto

    Para min o melhor site de MMA do Brasil é o sextoround, o restante já está poluído por comentários desses tipos e não é só para um esporte especifico é para qualquer assunto. Mas na minha visão na grande maioria, quem escreve é o lado do País sem cultura, um leitor com certa educação, quando não tem nada para comentar de bom, não comenta. Esses não me representam! Infelizmente estamos atrás dos EUA, nossos melhores atletas e treinadores estão lá, eles começam a treinar mais cedo e tem mais apoio financeiro. Tenho o mesmo sentimento seu, quanto esses tipos de comentários.

  • Daniel Venancio

    oss

  • Wilson

    Parabéns! Perfeito.

  • Jonatas Maciel da Silva

    Ótima materia , e eu sou meio egoísta nessa parte, quem quer ver brasileiro vs mundo vai perder ótimas lutas e ainda vão assistir lutadores fracos brasileiros nos eventos principais aqui no Brasil sem ter a oportunidade de ver uma luta como Pettis vs Henderson

  • David Carvalho Crosariol

    É o tipo de matéria que compartilhei antes mesmo de ler o texto, que sinceramente ficou ótimo!
    Parabéns!

  • Ivan Simas

    Excelente.

  • Israel Soares

    caraca bicho, parabéns pelo texto!

  • Pedro Duarte

    Acho que esse comportamento é típico não só do Brasil, mas do mundo inteiro. Para ser apreciado, o esporte precisa de representantes que dê conquistas aos seus torcedores. Isso vai gerar auto estima para torcer ainda mais e conquistar mais adeptos. A exemplo do futebol, se uma equipe não é campeã, naturalmente sua torcida irá diminuir ao longo do tempo.
    A questão é que o único esporte que possui reconhecimento amplo e é presente no dia-a-dia do torcedor brasileiro é o futebol, onde cada um possui seu time e o acompanha aonde for. Já nos EUA, por exemplo, o esporte está no DNA dos cidadãos e é representado nas esferas universitárias e profissionais, seja no basquete, futebol americano, baseball, hockey etc…
    No MMA, tenho minhas dúvidas se o esporte desfrutaria da popularidade que possui hoje se não houvesse campeões americanos na organização. A questão é que o país oferece tanta estrutura, que uma vez que eles decidem investir em qualquer esporte, necessariamente eles já são competitivos.
    Mas podemos discutir sim a mentalidade do brasileiro. De fato, não aceitamos a derrota e ridicularizamos os atletas quando os mesmos enfretam algum revés. Nisso sim, somos diferentes dos demais.

    • Bane MMA

      você citou com bom exemplo os Estados Unidos, no entanto o que falar do Japão que sempre amou as artes marciais e o MMA, mesmo tendo pouquíssimos ídolos japoneses? Os japoneses sempre viram os maiores ídolos do Pride serem de outros países, principalmente brasileiros. Seu maior ídolo, Sakuraba, foi até campeão do UFC Japão, mas não campeão do próprio evento japonês que na época era bem mais famoso e mais glorioso do que o UFC.. Disputou o cinturão do Pride apenas uma vez, mas foi arrebentado por Wanderlei Silva e até mesmo quando disputou o cinturão do Dream, também foi derrotado po um adversário de bem menos qualidade, mas mesmo com as derrotas de seus atletas, os japoneses amam o MMA mais do que qualquer outro esporte por lá. Esse fato não ocorre em todo lugar não, vários esportes em diversos paises continuam sempre amados, independente de terem campeões que os representem.

    • Guest

      Até hoje exaltam lutadores como Ken Shanrock, Mark Coleman e outros que tiveram finais de carreira considerados bem pequenos com relação ao seu auge. E isso não é só com relação ao MMA nos EUA. Derek Jeter é ovacionado em todo estádio de baseball durante sua última temporada, e olha que ele é um jogador símbolo dos Yankees. Tracy McGrady conta com a admiração de um sem número de fãs e atletas, mesmo nunca tendo vencido a NBA, um prêmio de MVP e ter sua carreira abreviada por causa de contusões. O brasileiro tem como comportamento gostar apenas de campeões por causa (principalmente, acredito eu) da postura imediatista. “Ah, investir em educação daqui a 20 anos é muita coisa”, “nossa, demorar isso tudo pra ganhar dinheiro jogando futebol?”, “a parada é ganhar na Mega Sena”, entre outros clichês próprios de quem é imediatista.

    • andrekenji

      Não, não é. Andy Murray era um ídolo entre os ingleses, mesmo quando ele NUNCA ganhava um Grand-Slam e ficava geralmente nas semifinais. Aliás, compare a relação dos argentinos com Messi e Tevez e dos brasileiros com os jogadores da seleção.

  • alen

    não
    sou fã de MMA, nunca fui na verdade , mas o texto expressa precisamente esse “fenomeno” de
    desgaste dos esportes , parabens ao autor, foi preciso no entendimento
    da falsa cultura esportiva por trás do país.

  • Murilo C.

    Bom texto, Felipe. Somos passionais em todos os esportes, mas sobretudo por causa do futebol, que é praticamente a identificação maior da nossa nação, e é amplamente bombardeada em nossos cérebros desde que nascemos, sobretudo pela mídia, com programas que veiculam exatamente este tipo de comportamento que você citou. Isso pra não falar das propagandas a cada 15 min. que mostram “nós” brasileiros falando do mulher e futebol, e sempre felizes, nunca perdendo. Basta ver a euforia que está se instalando no país momentos antes da Copa. Não é à toa que os políticos temem tanto essa derrota, porque sabem o quanto nossa paixão cega pelo futebol, que pode nos levar à desilusão completa diante de tanta expectativa pode afetar a conjuntura política do país.

  • Bernardo

    São os vulgos torcedores ‘modinha’. Sempre disse isso e depois desse texto, asseguro mais minha opinião. Sinceramente eu espero que esses torcedores pulem do barco mesmo, para não ter que continuar lendo e ouvindo tanta besteira em mídias e eventos televisionados do UFC.

    Um detalhe engraçado desse tipo de torcedor (facilmente notado) é que em todos os eventos que ele diz ‘estar louco para ver’, só chega no card principal e/ou só assiste as duas ou três últimas lutas da noite.

    VAZA GERAÇÃO GALVÃO BUENO

    • Bane MMA

      Não não cara, espero que eles não mudem. O melhor seria que esses torcedores “modinhas” como vc diz, para de ser “modinha” e comece a acompanhar de verdade o MMA, para poder parar com essas opiniões chulas e para darem opiniões melhores. Nosso esporte tem que transformar os “modinhas” em verdadeiros adeptos e fãs.

  • Lucas Amorim

    Não sou de tecer comentários, mais isto é algo que já venho falando há algum tempo. O famoso “torcedor modinha”, que não sabe o que é Pride. Parabéns pelo texto, e espero que estes torcedores médios migrem logo para outro esporte, pois não é legal ler comentários superficiais sobre lutas e lutadores.

    • Guest

      Não não cara, espero que eles não mudem. O melhor seria que esses torcedores “modinhas” como vc diz, para de ser “modinha” e comece a acompanhar de verdade o MMA, para poder parar com essas opiniões chulas e para darem opiniões melhores.

    • Bane MMA

      Não não cara, espero que eles não mudem. O melhor seria que esses torcedores “modinhas” como vc diz, para de ser “modinha” e comece a acompanhar de verdade o MMA, para poder parar com essas opiniões chulas e para darem opiniões melhores. Nosso esporte tem que transformar os “modinhas” em verdadeiros adeptos e fãs. isso sim é que tem que ser feito.

  • Malk Suruhito

    No segundo ou terceiro capítulo do especial da Globo sobre o Senna, teve um dos comentarista convidados que me falou uma frase que eu nunca esqueço (e é basicamente o que está no texto):
    “Brasileiro não gosta de Automobilismo, não gosta de Tênis, não gosta de Basquete, de Volei. Brasileiro gosta de Vencer”.

    E sim, esta é a verdade e o nosso não assumido e REAL complexo de Vira-Latas, com todo o ufanismo herdado dos tempos de ditadura.

  • Guilherme Assis

    Lembro da época do Popó, que tinham as noites de Boxe na Globo. Eu era um daqueles garotos que ficava acordado até mais tarde pra ver a fera. Hoje, mal se fala no Boxe.

  • Jose Freire de Andrade

    Por que será que o Futebol/Soccer nunca teve chances reais nos EUA? E a Mundialmente idolatrada F1? Que por lá é pouco mais de zero a esquerda? Em compensação o FootBall (jogado prioritariamente com as mãos) é idolatrado? A ponto de a final (nacional)desse esporte ser considerado por eles como “Campeão Mundial” (de um esporte que SÓ eles jogam/gostam!? Sic.) em compensação o Rugby (de onde seu “Football” é derivado) é sequer lembrado? Pelo que me lembre, nos EUA se acabaram toda uma categoria esportiva (Antiga INDY/Champs) APENAS PORQUE POR LÁ JÁ NÃO HAVIA VENCEDORES NORTE-AMERICANOS… Texto chulo! Baseado meramente em preconceitos perpertuados ad infinitum e por comentários acéfalos…

    Será que tem muitos norte-americanos satisfeitos em assistir, nos últimos 15/20 anos, ao Volleybol para ver (qse que somente) Brasil e Itália serem campeões?

    Em todo lugar, com relação a todo e qualquer esporte vai ter sempre TORCEDORES VERDADEIROS(!) e aqueles (a maioria) que “embarcam na torcida” por conta de algum sucesso momentâneo (e que “desembarca” assim que este acaba)… novidade nenhuma e PRINCIPALMENTE não é e NUNCA SERÁ uma exclusividade tupiniquim!!!

    O texto desse cara só ressalta NELE o chamado “complexo de vira-lata” que acomete muitos, notadamente da chamada “imprensa especializada”… De minha parte nunca perdi um só minuto de meu sono para ver (porcaria, para mim!) de MMA, mesmo no auge do Brasil por lá…

    … Por outro lado perdi várias noites para ver Mike Tyson no seu auge no (verdadeiro esporte) BOXE…

    • Bane MMA

      Concordo que isso não é exclusivo de brasileiro, mas você é mais um que cita apenas o exemplo dos Estados Unidos. Como falar por exemplo do Japão que tem o MMA como um de suas preferências nacionais (talvez a maior preferencia do país quando se fala de esporte) mesmo sem ter nenhum grande representante e historicamente, acho que vc nao conhece, mas quando a maior organização de MMA do mundo era japonesa, o Pride, o grande ídolo japones Kazushi Sakaruba nunca foi campeão desse evento e hoje existem menos ídolos de MMA ainda por lá, mas o amor deles continuam muito forte pelo esporte.
      Quanto ao futebol no estados unidos, anda cada vez mais forte. Cada vez mais os times investem em estrelas internacionais, a liga ta cada vez mais competitiva e a seleção americana é uma boa seleção.
      VLW. Abraço.

    • Felipe Paranhos

      1) Por que será que o Futebol/Soccer nunca teve chances reais nos EUA?
      É um esporte relativamente novo por lá. E a média de público nos estádios já é maior do que no Brasileirão, acredite.

      Você usa um exemplo que é exceção, não regra. Os Estados Unidos têm uma cultura esportiva totalmente diferente do resto do mundo. Os quatro esportes top no país — futebol americano, basquete, beisebol e hóquei — têm ligas autossuficientes e milionárias, que centralizam quase tudo o que há de melhor naquele esporte no mundo. Por isso, pra eles, pouco importa se, em cinco Olimpíadas, os EUA só foram ouro uma vez no beisebol ou se não conquistam um ouro no hóquei desde 1984. O que importa é a contagem regressiva para a abertura da temporada deles. No Brasil nem em nenhum outro país existem ligas nacionais tão fortes e independentes.

      Sobre a Champcar (a categoria automobilística da qual você fala), você está falando besteira, infelizmente. A Champcar foi originária de uma cisão na CART, a principal entidade automobilística deles. Passaram a existir CART e IRL, cada uma com um campeonato. Só que, em suma, não havia grandes circuitos nem público para os dois. A cisão atraiu ainda mais atenção para a Nascar e, com a perda de interesse na Champcar, ela foi cooptada novamente pela IRL, formando novamente o que conhecemos como Fórmula Indy.

      Sobre o vôlei, como eu disse, a cultura esportiva de lá é diferente. O vôlei nunca foi adotado como febre como se faz aqui no Brasil com vários esportes, de tempos em tempos. Justamente porque o esporte lá é tratado com respeito à base, o esporte ainda é forte em campeonatos universitários e revela grandes jogadores o tempo todo. Ah! E os EUA foram medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim e vice-campeões da Liga Mundial dois anos atrás.

      No fim do seu comentário, vi que seu objetivo era só polemizar, mesmo. rs De qualquer forma, fica meu argumento. (Pô, cara, foi falar logo do automobilismo, com que eu trabalhei durante boa parte da minha carreira, e do voleibol, que eu pratiquei por 7 anos? Aí fica difícil. haha)

    • Gustavo Abreu

      Cacete cara, vc fala quer criticar um texto e não sabe nem fazer uma comparação que preste.A impopularidade do futebol nos EUA não tem NADA A VER com o fato deles serem bons ou ruins.A seleção americana de baseball não é a melhor e ainda assim a MLB é a segunda liga que faz mais sucesso no país.Como fala merda, puta que o pariu viu.Desculpa, mas não da para ficar sem falar palavrão com tanta merda sendo dita de quem não sabe nada.

    • Ricardo

      Amigo, o Rugby tá crescendo nos EUA, especialmente como esporte
      universitário. O Centro e Centro-oeste dos EUA já está tendo uma
      cultura forte com relação as Seleções deles. Talvez porque o rugby não
      possui uma liga profissional, isso dá a impressão de que eles não
      atentem para ele porque não tem ídolos lá. E o futebol americano também é
      derivado do Rugby. Logo…

      E a predominância dos esportes
      nacionais nos EUA acontece da mesma forma que esportes tradicionais
      predominam em outros países. Você acha que os irlandeses estão se
      importando que só eles curtem os esportes tradicionais celtas? Não. Mas a
      cultura Norte-americana expansionista faz parecer que eles não se
      importam com outros exportes. Não é isso. É só que a gene liga a TV, vai
      no cinema, abre uma revista e ou um livro, e tá lá eles falando de seus
      esportes nacionais. Isso não tem nada a ver com falta de ídolos no
      vôlei, por exemplo.

      E pegando um gancho: vamo parar com essa
      BABAQUICE de falar “soccer” no brasil? A gente não tem nenhum outro
      código de futebol predominante como acontece em outros países para que
      seja necessário diferenciar o “football association”. “Soccer” é usado,
      predominantemente, em países em que você possui um outro código onde a
      palavra pode gerar confusão (ex: futebol gaélico e futebol australiano).

      Mesmo assim, se contexto estiver claro, ninguém vai confundir os códigos numa conversa.

      • Sinderle Sousa

        e DANA TA CONSEGUINDO TIRAR OS CINTURÕES DOS BRASILEIRO.

  • Diego Parente

    Pra variar, mais um ótimo texto. Admiro cada vez mais esse portal.

  • Alex Almeida

    Belo texto, simplesmente correto!!!!

  • Leonardo Silva

    Excelente texto meu amigo. Antes mesmo de lê-lo, eu já disseminava, entre meus amigos que curte MMA, o pensamento de que o Barão perdeu porque perdeu, o TJ foi melhor, acontece, é coisa do esporte, o lance era melhorar, corrigir os erros e brigar novamente pelo título. Mas você testificou justamente a visão da maioria dos brasileiros, o que é uma pena!

  • Marcus Vinícius

    Felipe, parabéns pelo texto!
    Ontem à noite eu liguei pro Lucas Carrano pra falar sobre isso. Tinha acabado de entrar no ônibus pra vir de Minas pra São Paulo e estava matutando, chateado com a reação de muitos quando o Barão perdeu. E, claro, me veio à lembrança o que aconteceu com Cigano, Anderson, até mesmo com o Shogun, quando perdeu pro Jon Jones. A verdade é que se essa categoria de “fã” parar de assistir aos eventos por falta de brasileiro campeão, vai perder coisas como Pettis vs Melendez, Bones vs Gustavão e por aí vai.
    De certa forma, eu fico até feliz de só ter pessoas sensatas pra discutir os eventos e afins, porque já venho me irritando há algum tempo com nego que entrou na modinha e só me vem com conspiração acéfala na mesa de buteco, amargando minha cerveja.
    Mais uma vez, parabéns pelo puta texto. Sexto Round mandando ver, mais uma vez.

  • Filipe Melo

    Quem acompanha o MMA antes da modinha do UFC, conhecia todos os lutadores de diversos eventos e sabia a qualidade e defeitos de cada um deles. Hoje é insuportável ler e ouvir comentários desses acéfalos. Que o lutador brasileiro só presta quando ganha.

  • Kaue Macedo

    Ótimo texto Felipe, e vale ressaltar que além de que Machida e Aldo podem perder as disputas de cinturões, Fabrício Werdum também pode perder a disputa de cinturão contra Cain Velasquez em novembro e fazer o barco esvaziar mais rápido ainda pelo fato dele ter participado do TUF Brasil 1 e 2 que era transmitido pela Globo e grande parte do público novo se interessou por MMA por ai.
    Eu particularmente vou continuar assistindo MMA independente de ter brasileiros campeões ou se quer lutando bem, comecei a acompanhar MMA em meados de 2004~2005 e eu nunca pensei na forma de que de lutadores representam seus países, tanto é que meus lutadores favoritos não são muitos brasileiros, sempre gostava do cara que me impressionava, tanto como fazendo lutas boas (leia-se Forrest Griffin vs Stephan Bonnar ou Gilbert Melendez vs Diego Sanchez) como com performances boas (leia-se Demian Maia e Ronda Rousey finalizando Rick Story e Miesha Tate ou Anderson Silva e Chuck Liddell nocauteando Forrest Griffin e Tito Ortiz)

  • Luiz Guilherme

    Grade texto! concordo com tudo,e já tinha percebido isso faz tempo…essa dos leigos em mma fala que o anderson, cigando entregaram foi demais!!

  • DPJ

    penso que a revolta dos brasileiros ou de qlquer outra nacionalidade, não é o que exposto acima, mas sim o de querer vencer, ser o primeiro, ser o melhor, não se está criticando ou desvalorizando o 2, 3 ou 4º… melhor atleta/time, mas a vontade de ser sempre o melhor e, não se conformar com o “meio termo” (que não é demérito)…enfim, talvez ao tentar encontrar desculpas p/ as derrotas, os próprios atletas alimentem esse tipo de reação nas pessoas…se os próprios atletas não admitem que são 2, 3 ou 4º melhores em suas categorias/esportes, quem dirá o torcedor…mas opinião é isso, cada um tem a sua…

  • Jirombo

    É isso aí.
    Os caras já estão no topo só de fazerem parte do casting do UFC.
    Ninguém é imbatível e é louvável o que esses caras fazem (treinos, dietas, sacrifícios) para disputarem uma luta dessas.
    Sou fã do MMA e não só por causa dos brasileiros (que são os que criaram o esporte).
    Só pra citar alguns pra quem eu tiro o chapéu: Mirko Cro-Cop, Oleg Taktarov, Tito Ortiz, Kem Shamrock, Jon Jones, Uriah Faber, Sakuraba e por aí vai.

  • André Guilherme Oliveira

    É bem engraçado isso mesmo, eu moro em uma cidade pequena, aqui tem um posto 24 hs que possui o canal combate, então eu tou sempre lá assistindo as lutas. Geralmente se juntam 4 ou 5 pessoas a cada evento normal, e cerca de 50 nos dias em que algum brasileiro vai lutar.

    Cara, o publico “fiel” que ta ali sempre e já acompanha o esporte já a algum tempo fica irado com essa rapaziada modinha, e realmente é difícil aturar o comportamento dos caras. Geralmente eles chegam cedo, em grupos de amigos grandes e la no preliminar já tão perguntando quanto tempo pra luta do Brasileiro. Dai luta algum cara que nunca apareceu no TUF ou não é campeão e a galera não da a minima, ficam fazendo a maior zoeira e nem olham pra TV enquanto ta rolando a luta, a não ser se rolar algum nocaute ou finalização.

    Se o brasileiro ganha essa galera vai a loucura, é como se o time deles acabasse de ganhar o mundial em cima do Barcelona. Mas se perde começa todo mundo a xingar, falam que foi roubado e tudo mais.

    É um saco, mas isso acontece em qualquer esporte por aqui, até no futebol.

  • Cristofer Ballardim

    Brasileiro gosta de disputar Titulo,quando isso acontece ele simplesmente passa acompanhar mais aquele esporte.

  • Bane MMA

    Bom, como eu disse em outros comentários abaixo, apenas não acho que isso seja uma exclusividade de brasileiro, isso acontece em muitos outros lugares com os mais variados esportes, mas também há lugares que amam o esporte, independente se os vencedores são ou não são de seus países. Um exemplo que eu citei foi o do Pride, que nunca viu seu maior ídolo, Kazushi Sakuraba, ser o campeão, mas sempre amou o evento e seus ídolos foram sempre de outros países, principalmente brasileiros como Wanderlei, Minotauro, Shogun, Minotouro, Ricardo Arona e por aí vai. O MMA no Japão, continua sendo talvez o esporte mais querido do país, mesmo sem hoje eles terem um grande representante.
    Mas o texto foi excelente. Parabéns ao autor. Infelizmente o Brasil continua assim. Eu continuo fã de basquete mesmo sem o basquete brasileiro estar bem. sou fã de tênis, formula 1, boxe, MMA e os mais variados tipos de esportes, mesmo aqueles que nao sao praticados no Brasil como hockey no gelo, tudo isso sem precisar ter um representante brasileiro. Eu sou fã do esporte e não dos campeões.

  • Marcelo Siedler

    Concordo parcialmente Felipe. Primeiramente gostei do termo ESGOTO dos portais. Agora acho que o comentário deles não deveria ser citado como exemplo, pois em QUALQUER ASSUNTO estes escrevem as maiores bizarrices e não servem de parâmetro para melhores avaliações. Quanto ao brasileiro gosta é de ganhar, todos gostam de ganhar e o esporte cresce com ídolos em todo lugar. Na minha opinião o MMA como esporte difere-se um poucos desses outros exemplos pois o esporte é mais interessante para o público em geral, tanto é que muita gente que jamais pararia para ver uma partida de tênis entre Nadal x Djokovic para para ver Jonex x Gustaffson, Eu penso que o boom vai passar, mas o esporte vai se sustentar pq é um esporte empolgante. Não é a toa que a muitos anos temos um canal só de lutas na TV fechada mesmo nós estando sem campeões.
    Abraço!!!

  • Leo Ferreira

    Cara, vc não perdeu um ponto se quer no assunto que resolveu abordar, zerou com um perfect. O esporte preferido do brasileiro é torcer, se o cara ganha é herói, se perde é um bosta ou mesmo vendeu a derrota. Se vc procurar la nas profundezas dos comentários que os brasileiros defecam por ai é capaz de se deparar com maluco dizendo que o Anderson quebrou a perna de propósito num combinado com o Weidman chefiado pelo Dana White que só quer saber de ganhar mais e mais dinheiro. Não recomendo a ninguém ler comentários de um certo portal g por ai, a cada linha vc perde 15000 neurônios.

    • Felipe Paranhos

      hahahahaha, é verdade. A teoria da conspiração é uma tentação mesmo aqui.
      Brigadão, cara! Fico feliz mesmo pela aprovação de vocês.

  • Igor

    Boa reflexão, mas parece incompleta! Restou analisar, o que está por trás desse comportamento do brasileiro mediano? Primeiro a mídia (a Globo, a mesma que popularizou o MMA no país) cria mitos e incentiva modalidades de esportes e, para que essa lógica se mantenha o cara precisa ganhar, para que ele, enquanto produto, mantenha-se “vendável”. Essa é alógica do patrocínio e do marketing. Segundo, nos países desenvolvidos, o esporte é trabalhado na base em escolas e, assim cria-se praticantes e amantes de esportes, diferente do Brasil. E terceiro, em qualquer lugar do mundo, campeão é campeão, e a propaganda e a mídia vão explorar o máximo que puder esses caras.

  • André

    Excelente texto!! Disse tudo e fez uma análise completa, outro dia eu estava comentando sobre a memória curta para ídolos recentes como Anderson Silva e Ronaldinho Gaucho, mas seu texto ficou bastante amplo. Parabéns, e infelizmente, essa é a cultura que temos… Ainda creio q isso um pouco por culpa das técnicas de manipulação de massa como a copa do mundo nos governos militares e desde então se expandiu para outros esportes. Uma pena, mas espero que essa nova geração mude um pouco isso tendo discernimento.

  • Rafael Tozo

    Meu parabéns…. tive esta opinião por toda a minha vida e vc conseguiu traduzir tudo que eu pensava no texto. E vale também para o futebol, lembra a copa de 98, surgem até hoje teorias de conspiração dizendo que a França pagou, a Nike forçou, Ronaldo fingiu…. Alguém percebeu que o Sr. Zidane que foi um dos maiores jogadores que eu vi acabou com aquele jogo???? Admiro os esportistas que se dizem ser patriotas porque na verdade a maioria do povo brasileiro não merece uma gota do suor que eles derramam dedicando-se ao esporte em um país que não lhes fornece praticamente nenhum incentivo, somente a cobrança de ter que ser sempre o melhor para continuar a ser respeitado como atleta.

  • Marcelo Knapik

    Texto verdadeiro e retrata a realidade de uma grande parte dos torcedores Brasileiros. Muitos comentários que leio nas redes sociais mostra um nível de educação muito baixo entre esses torcedores, e infelizmente essa grande porcentagem representa nossa “Bella” torcida a nível internacional. Muitos torcedores não torcem para o atleta e sim para o pais que ele/ela representa. Ja vi e conversei com muitos americanos que admiram e torcem para atletas não americanos inclusive torcem para atletas Brasileiros lutando contra americano. em outros países existe uma admiração muito grande para quem faz um excelente trabalho dentro do exporte, independente dos resultados e da nacionalidade do atleta. Devido a esse “bairrismo” e “complexo vira lata” que muitos tem no Brasil, eh que se tem muita violência entre os torcedores, principalmente no futebol. Chega ao cumulo de agredir fisicamente o torcedor do time oponente. Isso não eh torcer, eh transferir todos problemas e frustacoes sociológicas para o esporte para assim mascarar e fugir dos problemas, e se seu time não ganhar não presta mais.
    Esporte eh competição, eh superar barreiras…. se nunca perdermos nunca saberemos o quanto temos que melhorar e nunca saberemos o verdadeiro gosto da superação e da vitoria…..não existe derrota, existe vitoria ou aprendizado….devemos agradecer aquele que nos superou…pois ela nos mostrou o que devemos melhorar….

    Abraco a todos………

  • Rafael

    A massa brasileira sao pessoas sem personalidade que torcem por imediatismo…. nao torcem pela tecnica, pela garra do atleta, pela guerra travada na arena.

  • Binho Vianna

    É a falada “síndrome de vira-latas” do brasileiro, que por se odiar ultimamente por vários motivos, transfere para seus representantes mundiais. É antítese do Galvão Bueno, aquele locutor histérico nacionalista e puxa-saco vendido de esportistas patrocinados.
    Não tiro a razão do texto acima, mas de fato está havendo uma falta de eficiência, inteligência e profissionalismo dos lutadores brasileiros ultimamente, não demora muito não teremos mais top´s no esporte que inventamos…

  • Magno

    Bem no começo do TUF Brasil veio a mesma reação, todo criticando as co treinadoras, fans do esporte se revoltaram e a mídia fez o povo mudar de opinião.
    Apesar de eu sempre falar que o mma é sim um esporte coletivo, vou escrever aqui que não é um esporte de nação ou seja não existe uma seleção de lutadores para representar uma nação ou região. O atleta representa sua equipe, temos muitos bons lutadores que já nem vivem mais no brasil. A mídia vendeu esta idéia de brasileiros estarem no cage. Na verdade é um lutador brasileiro que esta no cage. E quando estiver dois brasileiros no cage se enfrentando por um cinturão como vai ser.
    Criticas ao perdedor sempre vai ter, na minha opinião Renan fez sim um pessimo trabalho, todos não esperavam mais dele nessa luta não apenas os tais fans brasileiros.

  • Cicero Junior

    Olha, não gostei muito do texto. Embora bem escrito, o título é muito provocativo e as comparações precisam, na minha opinião, serem mais equilibradas. Explico: embora com vários dados você tenha corroborado sua tese sobre o torcedor brasileiro, nosso país representa uma potência nos esportes – refletindo através das diversas modalidades o quão sofrido e mesmo tempo aguerrido nosso povo é. Todavia, enfrentamos problemas estruturais, falta de patrocínios, inércia governamental, baixo incentivo, educação e etc. Por pior que seja a índole, ou “jeitinho” tupiniquim, a mobilização através do orgulho nacional atua como agente integralizador dos diversos povos neste país-continente, seja na copa, ou através da construção de mitos (o herói brasileiro). Não estou dizendo que concordo, entretanto, é mais aceitável nas terras daqui a ideia de um santo Macunaíma do que um mero coadjuvante. Faço então alusão aos exemplos de Barrichelo, Massa, e outros expoentes que despontaram em suas carreiras mas por muita inércia não conseguiram se manter no topo. A minha não-concordância se reflete, principalmente, no exemplo do Senna. Não sou exímio conhecedor de F1, tão pouco de MMA. Porém o piloto “mito” realmente sofreu nas mãos de uma mudança de regulamento onde numa temporada prevaleceu a tecnologia do controle eletrônico de estabilidade/tração da Willians, com Prost, seu maior antagonista, e na outra – quando então conseguiu ingressar na equipe de ponta, caíram praticamente todos os atributos que faziam do carro competidor. Sem contar, claro, que ele era um piloto muito brigador nos bastidores. Discussões sobre segurança na categoria, gênio forte e sistemático… ou seja, um problema para a FIA/FONE na época.
    No advento do MMA, seja na explosão e exposição a níveis mundial,mais especificamente Brasil, o UFC foi muito inteligente em usar a figura do seu melhor atleta, Anderson Silva “o mito”, como carro chefe. Criou-se uma áurea de invencibilidade sob o brasileiro, polemizada cada vez mais com o caráter e as atitudes discutíveis do Spider. Nisto, eclodiu a bolha do MMA – o brasileiro bom brigador, aguerrido, guerreiro.

    Conforme maior tecnificação do esporte, maiores investimentos em preparo físico e atletismo e principalmente o direcionamento estratégico das lutas, os campeões foram caindo um a um e vimos cada vez mais volumes de propagandas, publicidade, promoção de pseudo-rivalidades e personagens midiáticos. Sobretudo, estes fatores invertendo muitas vezes a lógica do melhor “sempre” ganha, o que desperta teorias conspirativas por conta das casas de apostas americanas. Jon Jones, o libertário gringo, tem excelentes competidores de arte suave no curriculum e sequer tem a sua faixa preta, branca para ser mais preciso. Sob esta óptica, boa parte dos leitos e até fãs descredenciaram os ex-campeões. “Estava tudo tão bem?! de repente um tal de ‘Dilachau’ sem eira nem beira”, quer dizer, os mais próximos sabem das qualidades dos postulantes a campeão, porém a massa leiga, aquela que muitas vezes assiste “livestream”, “gatonet” ou quando muito lê os resultados num mega portal, espera que esses atletas representem a dignidade do brasileiro.
    Aliás, o brasileiro ama sim luta. O berço do BJJ é aqui, nossos judocas são entre os melhores, o gingado da capoeira como luta é eficientíssimo, karatê… Nosso povo, de maneira equivocada, ou não, quer heróis que representem os anseios e mostrem para o mundo que temos talento sim, não apenas gingado e que somos vencedores. Abraços.
    Adoro as reportagens do 6 round.

  • Nelson

    Brasileiro é assim mesmo… exigente com os ídolos e bunda mole com os políticos.

  • Glecarv

    Texto otimo.

    Não é atoa que o Dana não quer a Cyborg, para que a Ronda lidere como campeã.

    Lyoto tem que pegar esse cinturão pra eles respeitarem os brasileiros.

  • Marcelo Andrade

    MUITO BEM ELUCIDADO ESSE TEXTO, SÓ FALOU A VERDADE SOBRE O TORCEDOR IGNORANTE, QUE ACHA QUE SABE SOBRE O ASSUNTO. SEMPRE AMEI O ESPORTE DESDE OS PRIMÓRDIOS COM LENDAS COMO ROYCE, SHAMROCK, MARCOS RUAS, RANDY COUTURE, TITO ORTIZ, CHUCK LIDDELL. INDEPENDENTE DE SER BRASILEIRO, AMERICANO OU SENEGALÊS, CONTINUAREI SENDO APRECIADOR DO ESPORTE E DA ARTE SEMPRE. OSS.

  • Rodrigo

    Concordo plenamente com o Pedro Duarte quando diz.
    “Acho que esse comportamento é típico não só do Brasil, mas do mundo
    inteiro. Para serem apreciados, os esportes em geral precisam de representantes
    que dê conquistas aos seus torcedores e no caso do MMA títulos e lutas empolgantes.
    Isso vai gerar autoestima para torcer ainda mais e conquistar mais
    adeptos”. E consequentemente aumentar a capitação de mais recursos tendo
    em vista que o UFC é uma empresa assim como todas as demais, apenas interessada
    na obtenção de lucratividade através de novos adeptos e consumidores.

    Eu acompanho
    MMA já faz alguns anos desde sua criação, e te confesso que ultimamente já não
    o faço como fazia antigamente. Quando você perde seus representantes em
    determinados esportes ou os que lá estão não os representam como já o fizeram
    um dia, acredito que este tipo de comportamento seja o mais natural possível,
    no meu humilde ponto de vista. Para o UFC isso não é nenhum pouco interessante.
    Quando digo isso podemos citar alguns episódios que aconteceram não muito recentemente
    no UFC, por exemplo, a demissão de Jon Fitch pelo Ultimate causou surpresa e
    revolta entre fãs de MMA, e o presidente da companhia, Dana White, explicou a
    decisão, após a coletiva de imprensa do UFC 157. Segundo Dana White, Fitch
    entrou no grupo de dispensados por uma série de fatores. O
    presidente do UFC afirmou que gosta de Fitch e o respeita, e negou que o estilo
    “amarão” do peso-meio-médio tenha algo a ver com seu
    corte. No meu ponto de vista isto foi determinante em sua demissão
    afinal as lutas dele davam tedio de assistir. Por outro lado, argumentou que
    os lutadores da companhia precisam “lutar até o final” para se mantiver
    empregados, e afirmou que os cortes não terminaram. Como no Brasil temos
    um publico bastante significativo para o UFC, demitir os brasileiros não
    ficaria bem principalmente quando se trata dos detentores dos títulos já que os
    mesmos não vem fazendo boas apresentações preocupados apenas em defender os seus
    respectivos titulos proporcionando lutas
    nada empolgantes, então acredito que Dana White casa lutas que não são favoráveis
    aos jogos de lutas dos brasileiros, visando a retirada dos cinturões dos
    brasileiros que os detém, dando a outros lutadores a possibilidade de os possuírem
    e fazer lutas mais interessantes aos olhos do publico. Em contra partida
    podemos citar, diversos outros lutadores que fazem grandes e emporgantes lutas,
    embora as vezes não tenham óbitido êxito na vitória frente aos seus oponentes, proporcianam
    lutas super empolgantes que causam super repercussão e alavancam cada vez mais
    as audiências dos cards, o que é extremamente interessante aos olhos de Dana
    White. Já que estamos falando de brasileiros podemos cital entre todos;
    Cristiano Marcello, Wanderlei Silva entre outro que fazem lutas memorais.

  • zagolee

    Que massa de texto… kkk!

    Eu admito querer ver os brasileiros ganhando sempre, mas antes de tudo prezo pelo show, pelo espetáculo!

    Se lutar bem fica no show mesmo perdendo… Tem vários atletas assim!

    Felipe diz: “Sempre que me aventuro pelo esgoto dos comentários dos grandes portais,
    vejo isso de maneira muito mais intensa, porque acho que é uma bela
    amostra do senso comum por onde habita o grosso dos consumidores do
    esporte no país.” E eu respondo… Todo mundo não me representa Felipe… kkk!

    Estou curioso para saber quais os grande portais visitados… kkk!

  • Fernando

    Eu compreendo a mente dl torcedor. Tudo isso reflete em nossa cultura. Nós torcedores sabemos que quando o ciclo de um determinado atleta campeão termina, automaticamente terá ou duas décadas depois e se houver. Agora por que isso? Porque este atleta teve um talento e uma força de vontafe maiot do mundo, abidicou muita coisa porque não teve APOIO necessário. Eu acho errado essa coisa do brasileiro ter de fazer uma força descomunal para conseguir algo, sem apoio das federações que cobram taxas mas só ferram com os atletas, halterofilismo e fisiculturismo aqui é uma piada. Enquanto USA e Rússia dão prêmios bastante atrativos em dinheiro e patrocínios pesados, aqui dão meia dúzia de suplementos e alguns ralés e se ganhar patrocínio pode subir e descer a escadaria da igreja da Penha 8 vezes. Assim como jovens que saem da universidade e os conselhos querem cobrar taxas e inventam cursos para tapearem mas não briga pela causa do profissional exceto COREN e CRM e muito mal. Voltando ao assunto, enquanto o Brasil faz um atleta com qualidade e este se sacrificando pwlo seu sonho, os outros países fazem com qualidade e quantidade. Temos de rever nossos conceitos

  • Fernando

    Me desculpem pelos erros de grafia, pois aqui pelo celular é sinistro pra digitar textos longos, ainda mais com pressa.

  • Bruno Antunes

    Boa, sempre achei isso, concordo plenamente ñ luto mais gosto muito do MMA é isso q parece ser, parabéns pelo texto e parabéns a todos os NOSSOS GUERREIROS BRASILEIROS

  • Dalton

    Caro amigo, se você tem em sua mente , aliás muito pequena, que atleta representa apenas sua família e amigos! E amigo dos amigos, pelo amor de Deus cara fala uma merda dessa não, as pessoas tem o direito de achar, e falar oque quiserem, até concordo com você em relação as pessoas só exaltarem tal atleta no topo da sua carreira, mas qualquer atleta, de qualquer esporte,aqui no Brasil, pode ter ser certeza, que ele representa sim todo povo Brasileiro, independentemente de qualquer esporte, aqui a cultura do povo e essa , perde, fala mal, mas logo depois estão la torcendo novamente, e te garanto uma coisa, não são só os amigos e parentes deles não.

  • Iury

    Texto fico bom falo tudo sobre brasileiro , apesar de não ser assim curto muito mma , gosto de todos os lutadores do Brasil para , para ver todas as lutas que os brasileiros luta .

  • Ananias

    Pegar comentários da Globo você nunca mais vai querer saber de nada porque só falam asneiras. Não sei da onde surgi esse povo!!!! No mínimo nem viram a luta e sabem mais ou menos quem é o lutador.
    Se você acha que eles “cospem” falando de MMA , recomendo ver o que pensam sobre futebol… Pode ter certeza que tem muita gente que GOSTA do esporte e não só do campeão mas analisando friamente e a minoria na verdade.
    Belo texto!!!

  • german silva

    a quanto tempo que a formula 1 deixou de ser motivo de orgulho pro brasileiros? hoje colhemos migalhas e o patético esforço da Globo em enaltecer efêmeros resultados do esforçado Felipe Massa, via Galvão Bueno …

  • Daniel Mazzilli Dias

    Cara, você parte seu pensamento do lugar errado. Prefiro pensar assim do que supor que você escreveu apenas pra gerar polêmica e repercussão.

    Primeiro, vc já começa falando ‘do brasileiro’ como se você estivesse de fora, que é o que a maioria de nós brasileiros realmente fazemos. Outra coisa errada que a gente faz, e você faz nesse texto: ver só o lado dos fatos que corroboram sua idéia.

    Você parte seu raciocínio do ‘fato’ de que os brasileiros só gostam de um esporte quando brasileiros estão se dando bem nele. Vou te mostrar o que você ignorou:

    1- a cultura esportiva limitada da maioria do Brasil. As aulas de educação física são falhas, as escolas, prefeituras ou quem quer que sejam não oferecem à população a vivência de esportes variados;

    2- as pessoas só se identificam com o que elas conhecem. Não da pra se ter uma identificação a longo prazo com algo que só vejo na televisão;

    3- o brasileiro é carente de patriotismo, mas adora reconhecer seus ‘semelhantes’ em posições de destaque. As pessoas se identificam com os campeões, não com o esporte; junte a isso o pouco conhecimento das regras, e o histórico de ser passado pra trás, que ta explicada a mania de perseguição;

    4- a mídia. Quando foi a ultima vez que a televisão aberta brasileira se preocupou em televisionar um evento do ufc? Quando tinham brasileiros ganhando. Se o brasileiro médio só tem acesso à tv aberta, o MMA sumiu da vida dele.

    5- você só usa os fatos que te apoiam. Você sabe como estão as seleções brasileiras de handebol? Provavelmente não, mas elas estão indo bastante bem. O futsal brasileiro é de longe o melhor do mundo, mas tbm tem pouca atenção. A natação brasileira está numa de suas melhores fases, mas pouco se fala disso. Os Scheidt já cansaram de ganhar tudo na vela, e ninguém os idolatra por aí.

    A idéia é: as pessoas só têm uma identificação a longo prazo com o que entorna suas vidas. Nos EUA, a criança nasce numa casa onde seu pai NO MÍNIMO praticou algum esporte na escola; na escola, existem times de vários esportes, e geralmente alguns dos pais das crianças formam a comissão técnica.
    Eles têm uma cultura esportiva muito rica.
    O brasileiro é exatamente igual. A diferença é que isto só acontece, aqui, com o futebol. Por isso o Brasil é fanático pelo futebol: porque ele joga, o pai jogou, o avô jogou, na escola todos jogam, e etc.

    Ao falar da mente pequena dos brasileiros, você não se preocupou em abrir a sua. Mas o texto está bem escrito, parabéns.

  • carlos

    Até hoje tem idiota falando da França em 1998.

  • FArgenta

    Primeiramente gostaria de parabenizar o texto e quem o escreveu, mas pra mim, na minha humilde opinião, generalizou demais, quem não gosta de ganhar? É claro q é super normal a gente ter preferência por esportes onde a gente tenha campeoes, oq eu acho é q o brasileiro não gosta é quando o atleta não se esforça pra ganhar, não joga ou luta com raça, q é oq acontece muito, principalmente no MMA, q é o esporte em questão, isso mostra o orgulho do seu torcedor, quem tem orgulho do atleta, não quer ve-lo perder, e não vamos ser hipócritas de achar q não existe safadeza tbm né, q não existe jogo, ou luta, ou seja lá oq for, comprado, pq isso existe sim, e todo mundo sabe, infelizmente :
    “O importante é competir, mas o bom mesmo é ganhar” 😉

  • Marreta

    clap clap clap

  • Matheus Hernandes

    Texto bem interessante.

    O teu texto aborda uma questão que já vem sendo discutida a algum tempo dentro de blogs esportivos, especialmente aqueles direcionados a um tipo de esporte.

    Porém acho que tu cometes o mesmo erro que desejas criticar, pois as mídias esportivas de outros países, especialmente os europeus, tendem a ter essa mesma postura.

    Assumir isso como uma característica, exclusiva, de brasileiros é incorrer no mesmo erro que te propõe a criticar.

    Guga foi uma referência no tênis, mas não vejo muitos brasileiros desprezando a carreira dele nos dias de hoje, acho que a mesma coisa serve para a Daiane e outros ex-atletas.

    Talvez essa rejeição seja um fenômeno da expectativa de vitória, fenômeno que acredito atinja a todos os torcedores, independente da nacionalidade. E com o passar do tempo, e da exaltação dos ânimos, o tom dos comentários não mude?

    Para finalizar uma sugestão. Por que não produzir um texto nos mesmos moldes sobre os comentários de reportagens que exaltam as conquistas de ex-atletas. Exemplo: os 15 anos da primeira conquista de Roland Garros, ou os 30 anos do primeiro mundial do Piquet?

  • Tonny Varela

    Parabéns pela matéria , so li verdades .

  • Marcelo

    Primeiro, parabéns pelo site, acompanho e acho o Sexto Round o melhor site sobre MMA no Brasil.E quanto ao artigo, essa é a realidade. O brasileiro tem um jeito bem particular de ser e todo mundo sabe.
    Quem gosta do esporte de verdade, quem gosta de artes marciais e da competição de MMA, não vai ver a nacionalidade do lutador apenas, não tem problema apoiar os lutadores do seu país, mas eu fico com vergonha alheia das vaias desnecessárias da torcida para os lutadores gringos.
    Mas o MMA não é “modinha”, existe bastante público interessado pelo esporte e foi por isso que o UFC fez um evento no Brasil que nem foi transmitido pela Globo, vocês se lembram disso? Depois que o evento foi um tremendo sucesso tanto de público como de audiência para Rede TV, a emissora que transmitiu o evento, aí que a Globo foi lá e mais para derrubar a concorrência do que qualquer outra coisa, comprou os direitos.
    Agora existem os fãs “modinhas” sim, não estou dizendo que não tem.
    E a Globo sabe bem o que faz. Ela tentou de todas as formas criar um ídolo com Anderson Silva e faz a mesma coisa com jogadores de futebol, como Neymar. Eles realmente fabricam a reputação de quem eles querem vender.
    Aquele programa do Faustão que o Anderson Silva apareceu como convidado, aonde celebridades como atores globais, Ivete Sangalo e etc, falaram bem do lutador, como se conhecessem ele e a maioria claramente não conhecia, falando cada asneira, me dando muita vergonha alheia por todos eles, mostra como a Globo mexe os pauzinhos para criar esses ídolos, porquê a Globo mais do que ninguém SABE exatamente disso que o artigo do Felipe está falando, que o brasileiro em média, quer idolatrar campeões, quer ter heróis nacionais e não importa muito o esporte.
    Mas, eu digo que o MMA é maior que isso e que assim como a Fórmula 1 segue em frente mesmo não tendo Ayrton Senna e com as tentativas fracassadas de se criar um ídolo com Barrichello e Massa, o público da F-1 vai continuar existindo, mesmo que só tenha gringo correndo, ou lutando no UFC, Bellator, WSOF, Jungle e etc.

  • edu abn

    Bom texto, bem escrito e bem explanado!! Mas seguinte, não se ganha o segundo lugar nunca, sempre se perde o primeiro, isso é FATO!! Em qualquer lugar do mundo se cultua somente campeões, senão fosse o para conquistar o lugar mais alto não haveria competições, e sim o povo gosta de campeoes, e qualquer que seja o esporte onde houver um brasileiro precisando de apoio a torcida vai estar la !!

    • Felipe Paranhos

      Por isso que os esportes olímpicos só andam com ginásios lotados e muitos patrocinadores, né?

  • Valdiaer Junior

    Por isso que eu digo para alguns amigos que dizem que o Boxe acabou, será que acabou mesmo ou não tem brasileiro campeão? Pergunte na argentina, no méxico se o Boxe acabou!

  • Rodrigo

    realmente um otimo texto, contento varias verdades.

  • Ababu

    “No Brasil, sustenta-se a ilusão de que o atleta representa o torcedor.

    Mas não, ele não representa.”

    só não concordo com isso.. eu, como verdadeiro torcedor (sou praticante de jiu jitsu e faço parte da equipe kimura nova união), me senti representado pelo barão. E confesso que fiquei pensando coisas do tipo: “ele estava com o psicológico abalado” (quem pratica sabe que muitos atletas ficam abalados com a perda de peso, apesar de eu sempre ter ouvido que o renan não tinham problemas em enfrentar esse processo). Isso porque achei a performance do barão abaixo do esperado. Mas, ao mesmo tempo, reconheço que isso não passa de desculpas que a cabeça de um fanático cria para tentar justificar a derrota do seu ídolo. O problema é quando o “fanático” torcedor deixa de torcer por conta disso. No meu caso, isso me deixa com gosto de quero mais. Tou louco pra ver o renan voltar e tomar o que é dele!!

  • neviton p. santos

    UFC é um esporte? não creio, pura pancadaria, estupidez, coisa de trogloditas! falta técnica,elegância, atrativos para entusiasmar torcedores. Incentivar este tipo de esporte é incentivar a juventude a ser mais violenta do que já é. Deveria ser banido isso sim! É uma ofensa a civilização moderna!

  • Naldinho Madefort

    O BARÃO CHEGOU E A GALERA SAI DO CHÃO!!!!! #SOU+BARAO

  • Tiago Pamplona

    Excelente Texto! Infelizmente é exatamente isso. o MMA já está perdendo sua força no Brasil desde que Anderson perdeu o cinturão. Cheguei a ouvir comentários que a lesão foi algo proposital e armado para que o Weidman ficasse com o cinturão.

  • Gedean Nevitton

    Uma grande parte da culpa é da mídia sensacionalista Brasileira, que só abre espaços para os campeões, o foda é que a maioria dos Brasileiros até hoje não pararam de assistir a Globo, infelizmente muitas vezes por falta de condição de arcar com o alto preço de uma tv a cabo!

  • ricardo gueiros

    Excelente texto. Concordo com absolutamente TUDO!

  • Ademir da Costa

    Guga Noblat falou a mesma coisa que o Felipe e foi linchado virtualmente no PVT!

  • Luis Ricardo

    Não vejo argumentos que eu possa questionar o seu texto, as linhas que foram bem pensadas e descrita por você comprova o quanto o Brasileiro tem aprender o significado da palavra “esporte” e não de salvador da pátria.

  • Rômulo Deroci da Rocha

    E se eu disser que sou vascaíno e gosto de futebol?

  • Davino

    brasileiro gosta de vencer sim, e se perder que perca com dignidade, com vontade, buscando sempre a vitória..

  • Daniel Dalence

    Você foi brilhante, disse exatamente o que penso a anos. Conseguiu ainda destrinchar um a um, e lembre-se do basquete que quando era forte estava a anos-luz acima do vôlei.

    • zagolee

      De qual ano vc se refere no basquete?

  • Leonardo PATCH

    Parabéns pelo texto!

  • Flautom

    Quem acha que não existe manipulação no esporte, seja ele qual for, é um verdadeiro “inocente”. kkkk Não estou dizendo que foi o caso dos acontecimentos citados. Mas é muito comum a manipulação, o marketing exagerado, a criação de rivalidades inexistentes e até luta comprada, ou jogo comprado (no caso do futebol). Tudo isso ocorre quando há muito dinheiro envolvido! Cresçam pessoal!

    • Felipe Paranhos

      Fácil falar isso. Aliás, essa é a posição mais fácil de todas: ser descrente (ou fingir ser) e se colocar em posição superior, como se todos os outros não soubessem de nada. Manipulação de resultados é uma realidade nos esportes, mas é evidentemente uma exceção. O marketing, por sua vez, é parte do esporte. E todo mundo sabe disso. Cresçamos todos!

  • Gabriel Lucena

    Perfeito…
    um Cuspe na Cara de muito “entendido” de muito “torcedor”… todo mundo deveria ler esse texto…

  • I. M. Freire

    ok.. só verdades… Menos 1 ponto, quanbdo vc diz: “No Brasil, sustenta-se a ilusão de que o atleta representa o torcedor.”… se o atleta se dispõe a ir na televisão convocar a torcida, e veste a camisa ou abraça a bandeira, ele esta se dispondo a representar o Brasil e os Brasileiro sim. no resto, vc esta completamente certo.. concordo com tudo.

    • Felipe Paranhos

      Entendo seu ponto de vista. De fato, é uma questão contraditória. Mas você concorda que nem todo mundo age desse jeito, nisso de pegar bandeira, pedir o apoio do Brasil e tal? E mesmo esses caras recebem esse olhar do torcedor. Abraço!

  • Carlos Roberto Arthur Junior

    Acho isso uma palhaçada. Acho que você tem todo direito de se expressar como estas pessoas. Quando temos uma torcida coletiva sempre haverá divergência de opinião. Eu sou torcedor Palmeirense e vivo sofrendo, chorando, e comemorando. Assim como todas as torcidas. Temos fanáticos por times como Santa Cruz, que não sobem para a “Série A” faz muito tempo e ainda assim comentam, Cornetam e vão ao estádio. Acho que todo mundo tem sua opinião. É assim que vivemos em democracia. Pare de chorar ou de usar Mitos como Ayrton Senna como exemplo fútil. Ele por acho que foi um dos maiores brasileiros de todos os tempos e digo BRASILEIRO, por ter orgulho de empunhar a bandeira brasileira com vontade, coisa que raramente vimos em outras pessoas citadas, principalmente as do MMA que ficam mais preocupadas em mostrar seus patrocinadores do que representar sua nação.

    • Carlos

      PS.: Pare de reclamar do Brasil, em vez disso faça algo de útil!

      • Felipe Paranhos

        É, você não entendeu nada mesmo.

    • Felipe Paranhos

      Cara, você não entendeu nada. Só isso. “Representar sua nação” é uma coisa cultural. Ninguém “representa nação” nenhuma. O Diego Costa não é menos brasileiro porque escolheu jogar pela Espanha, por exemplo. Paixão clubística ultrapassa qualquer senso de racionalidade, então não acho que sirva como exemplo. E só uma provocação: você fala que os lutadores de MMA estão mais preocupados com seus patrocinadores e usa Senna como exemplo contrário. Será que Ayrton pegava aquela bandeira no carro só porque era patriota ou ele também ganhava muito (tanto em imagem como em dinheiro, o que no fundo dá no mesmo) por se posicionar daquele jeito?

  • gustavo

    Muto bom o texto. Concordo com vários pontos. Gostaria de saber a sua opinião sobre o outro lado da moeda. Sem dúvidas queremos campeões, e realmente muitos só torcem enquanto os lutadores estão no auge. Mas tenho reparado, principalmente entre os lutadores de MMA, que muitos esportistas representam o povo brasileiros. Os discursos mais comuns são: “O cinturão vai voltar para o Brasil… Eu estou aqui para representar o meu país… Desculpe Brasil não foi dessa vez…”. O que você acha disso? Me parece que alguns esportistas alimentam a nossa sede de campeões com tais afirmações antes e depois da lutas. Gostaria de saber sua opinião sobre isso.

    • Felipe Paranhos

      Sem dúvida. Mas acho que é um ciclo: a cultura é essa, e os caras também estão imersos nisso. Acho que tem casos em que o cara “usa” essa patriotada pra se promover, claro. Mas, em geral, acho que eles são mais vítimas do que aproveitadores da parada.

  • Lucas Andrade

    Os lutadores brasileiros também tem parcela de culpa nisso, pois os mesmo soltam aos ventos que estão representando o país: “Infelizmente não pude trazer essa vitória ai pra nosso Brasil..” “Infelizmente não foi dessa que eu consegui representar bem o Brasil…”
    E também a mídia esportiva de MMA insiste em colocar isso na cabeça dos espectadores, e nos meio desses há muitos que são espectadores ” de momento” “de épocas boas”. No Canal Combate a gente vê isso o tempo inteiro por parte da equipe da transmissão!

  • YAGO RIBEIRO

    PERFEITO

  • Ulisses van Silva

    Explica até mesmo o porque de alguém ser recriminado por torcer para um lutador gringo – “SÓ PODE TORCER PRA BRASILEIRO”- Muito bom texto.

  • Rodrigo

    Olha só, acredito não fazer parte do consumidor médio. Acompanho MMA antes de ser MMA.Vi muito atleta brasileiro ganhar e perder. Mas acredito sim que rola um favorecimento dos atletas norte-americanos (porque o Canadá é um pais que consome muito MMA). Os campeões brasileiros (fora o Anderson que tinha muita moral) são massacrados, trazem lutadores de outras divisões e etc para lhe tirar o título, enquanto os norte-americanos não sofrem essa pressão toda. Os exemplos mais claros disso são a diferença de tratamento que estão sofrendo o José Aldo e o Chris Weidman. O Weidman já disse que se alguém quer lhe tirar o cinturão terá que ir ao país dele tirar, se negando a lutar com o Vitor aqui no Brasil (o que acho que ele está mais que certo, uma vez que é o campeão). Enquanto o Aldo sofre pressão por ter adiado sua luta por conta de contusão e exigerem que ele lute nos EUA. Fora a ameaça de título interino se ele não puder lutar em Novembro, o que é um absurdo quando se pensa que o Velasquez, por exemplo ainda não lutou esse ano por conta de contusão.

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