Bruxa solta no UFC? Para russo é puro fingimento

Renato Rebelo | 14/08/2012 às 23:47

Em 2012 a bruxa não se contentou apenas com assombrar o UFC. Agora, parece que ela firmou residência e procriou. As lesões esporádicas em treinos que afastavam um atleta aqui e outro acolá agora varrem cards inteiros.

Um exemplo famoso é o do UFC 149, onde absolutamente todos os casamentos da porção televisionada tiveram que ser refeitos. Dos 12 lutadores que assinaram contrato inicialmente, apenas Cheik Congo foi, de fato, ao Canadá (se apresentou mal e culpou uma lesão).

Como a pressão por resultados e boas atuações aumentou, o ‘’overtraining’’ pode ser o grande vilão desta história. Há também o consenso de que o aumento da competitividade faz com que a fome aumente e torne o sparring o mais real possível – o que acaba gerando acidentes.

Minotouro e Rich Franklin podem explicar melhor:

Quanto mais o esporte cresce, mais os atletas de MMA precisam se preparar melhor para seus combates. E com isso as lesões acabam aparecendo. Hoje, você precisa treinar todas as modalidades, fazer preparação física, sparring. Então esse maior esforço coloca o atleta vulnerável as lesões. É aquilo: só se machuca quem treina – disse o brasileiro ao diário Lance.

– Eu acho que muito disso tem a ver com o excesso de treinamento. Como um jovem lutador, você sempre acha que mais é melhor. Conforme você envelhece, você aprende. Não dá para colocar-se constantemente neste tipo de abuso – analisou o americano.

Mas nenhuma destas explicações convence o russo Alexander Shlemenko. O peso médio do Bellator, invicto há nove lutas, acha que é tudo fingimento e, de quebra, acusa Brian Stann:

Eu não posso afirmar 100% que eu sei o porquê de tantas lesões. Eu, pessoalmente, acho que as lutas do UFC não são tão excitantes por causa de todas essas lesões. Existem muitas táticas por trás disso tudo. Lutadores estão querendo muito ter bons cartéis no UFC. Se você é recebe a oferta de lutar com alguém que é uma luta ruim para você é muito fácil dizer ‘hey, estou machucado’. Por exemplo. Ofereceram ao Brian Stann uma luta com o Hector Lombard. Ele se machucou e, a próxima coisa que a gente sabe, é que ele vai lutar com o Michael Bisping. Eu vejo a lógica. Para ele faz mais sentido lutar com o Bisping, que é mais popular no UFC, do que lutar com o Lombard, que é arriscado. Você pode fingir uma lesão no olho. É só dizer aos médicos do UFC quais sintomas você tem – disparou.

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