Onde Nick Diaz se encaixa na categoria até 77kg?

Renato Rebelo | 19/03/2014 às 21:03

GALERANo último final de semana, Dana White aproveitou uma pequena-grande oportunidade para turbinar seus negócios.

Pelo módico custo de uma passagem aérea (Califórnia/ Texas) e duas ou três diárias de hotel, o milionário presidente do UFC levou Nick Diaz para assistir a disputa pelo cinturão vago da categoria até 77kg.

Resultado: o bicho, em bom espírito, concedeu uma pá de entrevistas divertidas (ajudou a divulgar o UFC 171), foi notícia ao sacanear Johny Hendricks na pesagem e, de quebra, recobrou a vontade de pisar no octógono.

Estou pronto para lutar a luta certa. Quero lutar esse ano e já até falei um pouco com o Dana. Ele sabe onde está minha cabeça e meu estado de espírito.

Golaço se entendermos que Diaz é, de longe, a figura mais popular (popularidade não é sinônimo de aceitação) da divisão desde que Georges St-Pierre deitou em berço esplêndido.

O que separa o “Bad Boy” de Stockton de um autógrafo na linha pontilhada é apenas o fato dele, profissional há 13 anos, estar zero afim de roer o osso.

Mesmo vindo de duas derrotas consecutivas (para Carlos Condit e GSP), só o cume lhe interessa:

Quero dar uma surra no Johny Hendricks – pior que a que ele levou hoje (do Robbie Lawler). Eu te vi perdendo quatro rounds, irmão! Vi também seu estilo amador (no boxe). Quero uma luta pelo cinturão, uma luta de verdade. Posso dar aos fãs o que eles querem ver, que é um nocaute ou uma finalização e um drama antes da luta. Todo mundo ganha mais dinheiro assim. Não só eu, mas todo mundo – incluindo o UFC – analisou Nick em entrevista ao programa canadense SportsNet.

Por mais sentido (econômico) que seu discurso faça, pessoalmente, não curtiria testemunhar esse colossal bico nos culhões de Tyron Woodley, Rory MacDonald, Hector Lombard e do restante da tigrada que vem botando a mão na massa.

Por outro lado, casar Nick contra alguém do calibre de Takenori Sato (judiado recentemente por Erick Silva) num Fight Night é rasgar dinheiro.

Pra mim, o meio-termo ideal seria Rory McDonald.

Querem adversário mais na medida pro espalha brasas do que um polido discípulo de GSP que, inclusive, já espancou seu irmãozinho mais novo (Nate Diaz, no UFC 129)?

Uma revanche com Lawler (cuja única derrota por nocaute na carreira foi para Nick, no UFC 47) também cairia bem…

Dana, malandro, deve usar a lesão de Hendricks para convencê-lo.

Já que o Barba vai entrar na faca para consertar o bíceps direito, por que não uma lutinha preliminar?

Me parece a melhor solução para agradar gregos e troianos.

Cadê você, George, digo, Nick!?

Abraços.

  • Tássio

    Demiam ou o Rory.

  • Leo Ferreira

    Tomara que ele aceite uma luta com o Rory, seria fantástico e Nick faz muuuuuita falta!

  • William Amaral

    O Dana deve arrumar um caminho fácil pro Nick chegar ao cinturão.. deve dar um Mike Pyle da vida, cujo jogo case com Diaz e seja vitória certa, ainda mais em 5 rounds. Eu faria isso!

    • Renato Rebelo

      Ferão, acho q a chance do Diaz aceitar luta com o Mike Pyle é zero. Com alguma sorte, o Dana convence ele a enfrentar um top 5 – prometendo “title shot” se vencer. O bicho é meio irredutível e sabe o poder promocional q tem. Complicado.

      • William Amaral

        Essa irredutibilidade dele é porque sabe que tem chances boas de perder pra um Top 5. Com a “certeza” da vitória e a promessa de um TS seguido dela, aposto que ele aceitaria.

  • Tiago Paiva

    Um pau doido com o Robbie Lawler, pelo menos ao meu ver, cairia como uma luva! Ambos vendem bem (o “Ruthless”, se não vendia, a partir desse UFC 171 vai), não se gostam, e ambos tem um estilo de luta extremamente interessante.

    Ótimo texto, Renato,

    Abraços!

  • Tiago Nicolau de Melo

    perde tanto pro Rory como pro Lawler, IMO. Mas faz falta, mesmo.

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