De olho no vice: os pontos altos do Bellator 110

Renato Rebelo | 01/03/2014 às 19:10

Com duas de suas maiores estrelas na retaguarda, Bjorn Rebney apostou pesado no show inaugural da décima temporada do Bellator.

Adicionando um GP de pesos-penas cheio de bons valores à equação, o público brasileiro – que agora, além da TV Esporte Interativo, pode acompanhar a reprise na Fox Sports-, foi bem tratado na madruga de sexta pra sábado.

Cortando o papo furado, vamos ao filé mignon da 110 ª edição do segundo maior evento de MMA do planeta:

1Rampage e King Mo em final previsível

Entre os meio-pesados, tudo muito orquestradinho pro meu gosto. No papel, semifinais à feição: striker sem pegada para Rampage e grappler para King Mo, melhor da wrestler categoria. A lógica, como não poderia deixar de ser, prevaleceu na hora do baculejo. Mikhail Zayats foi prensado na grade por Lawal até dizer chega e Christian M’Pumbu, grandalhão de mobilidade prejudicada, tornou-se alvo fixo para o ainda potente ex-campeão do UFC – cujas sobrinhas laterais denunciavam “camp” bem ameno. Quinton Jackson ainda incorporou o pro-wrestler em um constrangedor show de testosterona pós-luta. Primeiro, xingou e botou o dedo na cara do apagado congolês, depois forçou bate-boca promocional com King Mo – tanto no cage quanto na coletiva de imprensa. Ele só se esquece da existência do Youtube… O exagero estava por todas as partes – até na maneira como a bebida energética do patrocinador fora engolida enquanto o juiz erguia seu braço. “Anyway”, King Mo x Rampage pode muito fazer a maior luta da história do Bellator – principalmente, se trabalharam de forma correta, no campo da legitimidade.

2Nunes e Yamauchi param nas quartas

Pela segunda vez em 18 apresentações, Goiti Yamauchi, jovem japonês radicado no Brasil, encontrou seu número: alguém igualmente longilíneo, com wrestling bacana, mãos hábeis e defesa de finalizações em dia – para evitar seus venenosíssimo botes da guarda. Este cidadão é o faixa-preta dos irmãos Machado (Carlos, Jean Jacques e Rigan) Will Martinez. Via ground and pound e combinações simples de mão, o americano dominou 15 minutos de prosa e garantiu vaga na semifinal do GP dos penas. Do outro lado da chave, na melhor luta da noite, o porradeiro gaúcho Diego Nunes venceu o primeiro e o terceiro round – pelo menos na contagem deste malaco que vos fala. Os jurados, no entanto, se impressionaram pelo knockdown aplicado no R2 e botaram a decisão dividida na conta de Matt Bassette. De qualquer forma, admito que o gringo, invicto em quatro aparições no Bellator, conseguiu temperar a agressividade do produto da X-Gym com eficácia – contragolpeando sempre que atacado. Na semi, Bessette mede forças com o finalizador Daniel Weichel Will pega o duro rastafári Desmond Green.

Confira todos os resultados da noite:

Quinton Jackson venceu Christian M’Pumbu por nocaute
King Mo venceu Mikhail Zayats por decisão unânime
Matt Bessette venceu Diego Nunes por decisão dividida
Desmond Green venceu Mike Richman por decisão unânime
Will Martinez venceu Goiti Yamauchi por decisão unânime
Daniel Weichel finalizou Scott Cleve por finalização
Saul Almeida venceu Andrew Fisher por decisão unânime
Egidijus Valavicius venceu Atanas Djambazov por nocaute
Ryan Quinn venceu Andrew Calandrelli por decisão unânime
Josh Diekmann x Manny Lara terminou em no-contest (golpe ilegal de Diekmann)
Marvin Maldonado x Rico DiSciullo: no-contest (golpe ilegai de DiSciullo)

Abraços.

  • Renan Trindade

    Fiquei um pouco desanimado com o Goiti. Ele não foi presa fácil… Quanto ao Rampage, tb não acho que nocautear o M’Pumbu diz muito, ainda mais ele tendo sido facilmente controlado pelo Ryan Bader e pelo Glover nas ultimas lutas no Ultimate

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