Marajó, Erick Silva e Do Bronx em três perguntas quentes

Renato Rebelo | 12/02/2014 às 22:15

A poucos dias do UFC Fight Night 36, Lyoto Machida, Gegard Mousasi, Ronaldo Jacaré e Francis Carmont dominam as manchetes.

Mas, antes das principais estrelas do evento deste sábado chegarem às vias de fato, operários talentosos já terão derramado litros de suor no tablado.

Quero focar em três deles, que podem, muito bem, roubar a cena.

Falo de Erick Silva, Charles do Bronx e Iuri Marajó.

Para esses, trago algumas perguntinhas sacanas:

SILVAVai ou racha, Erick?

Ao desmantelar Luis Beição, Carlo Prater e Charlie Brenneman com facilidade estrondosa, o ex-campeão do Jungle Fight foi instantaneamente alçado à condição de messias tupiniquim em categoria que sempre nos tratou mal – lembrando que, até hoje, só chegamos à final do peso-meio-médio com Thiago Pitbull. Infelizmente, o “Índio” da X-Gym não demorou para ser descarrilado pelo moedor de carne Jon Fitch. Mais recentemente, ele ainda apagou com um botadão pesado do coreano Dong Hyun Kim. Contra o debutante Takenori Sato, Erick entra pressionado para performar e se redimir. Caso contrário, pode entrar em espiral perigosa e perder o controle. Já o japa, que não perde desde 2010, corre risco de levar um choque de realidade ao ingressar no circuito ocidental. É esperar pra ver…

MARAJOIuri Marajó na melhor luta da noite?

O irmão mais velho de Ildemar Marajó provou, contra Urijah Faber, que pode fazer parte do crème de la crème da categoria com alguns ajustes. Na sequência, seu primeiro teste em busca de outro voo alto é, logisticamente, interessante. Isso pela possibilidade do pujante Iuri, dono de um vasto arsenal de quedas, esbarrar no chão de um embalado campeão mundial de jiu-jítsu. Wilson Reis é detentor da melhor meia-guarda da divisão – possivelmente, até do UFC inteiro. Vale lembrar Reis, mineiro de Januária, vem de cinco vitórias e, logo na estreia pelo Ultimate, não tomou conhecimento do ex-top 10 Ivan Menjivar. Duelo que promete fogos de artifício!

BRONXHora de firmar, Do Bronx?

Talvez, uma colher de paciência e duas de planejamento bastariam para que Charles do Bronx não fosse tão 8 ou 80. Prova da minha tese é que, em 21 lutas, o faixa-preta da Baixada Santista só escutou o gongo final em duas ocasiões. É claro que as nove finalizações e seis nocautes são frutos desse estilo impetuoso – mas as quatro derrotas também são (e no maior palco do mundo, é preciso ter consistência para prosperar). Contra Jim Miller, Donald Cerrone e Cub Swanson, simplesmente não o vimos remando contra a maré ou recorrendo a um plano B. A boa notícia é que o técnico Frankie Edgar parece ter extraído o melhor de Charles. No UFC 162, o senti mais frio, focado, maduro… Segundo Cristiano Marcello, companheiro de Andy Ogle no TUF 15, o inglêszinho é um brigador raçudo dificílimo de ser finalizado. Boa oportunidade para expor o muay thai lapidado na Chute Boxe-SP e oferecer a fãs uma atuação soberana, hein…

Como responderiam essas perguntas, amigos?

Abraços.

  • Tiago Nicolau de Melo

    Dos três, acredito que o Erick é o que tem a luta mais complicada. Sou fanzaço do Charles e do Marajó, espero que engrenem de vez.

  • Renan Trindade

    Tô de olho na redenção do Massara também. Será que ele não morre no gás dessa vez?

  • Leo Ferreira

    Eu acredito muito no potencial do Erick, mas mesmo que vença por nocaute aos 3 segundos do primeiro round, ainda vai precisar remar muito pra ganhar um lugar de destaque na categoria.

  • zagolee

    Mestre Rebelo é tão sagaz que faz a pergunta já dando as possíveis respostas… kkk!

    Me recuso veementemente em responder este tópico! (Mãe Diná mode off!)

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