Bellator vs WSOF ou Bellator e WSOF vs UFC?

Lucas Carrano | 07/01/2014 às 21:46
HHHHHHHH

Entrevistando Ryan Bader em BH

Lembro-me de pensar: “Sexto round? Tá aí um bom nome”.

Isso porque, de cara, minha ideia era encontrar os desdobramentos pós-luta, com análises, comentários e estatísticas.

Mas não se trata aqui de uma matéria qualquer, já que um hipotético sexto assalto sucederia os, chamados, championship rounds – presentes nas disputas de cinturão e, de um tempo pra cá, nos main events.

Caso contrário, um “quarto round” seria o suficiente. Mas não.

O Sexto Round chama pra si a responsabilidade e entrega conteúdo de qualidade, transitando com maestria entre a leveza dos textos e a seriedade do tratamento com a pauta.

Algo que chamou a atenção e me fez um ávido comentarista das postagens do site.

Mas quem sou eu? Bom, eu sou Lucas Carrano, 23 anos, jornalista graduado pela UEMG em 2012 e no exercício da profissão desde 2009.

Sempre lidei com as editorias esportivas.

Como repórter, comentarista e âncora no rádio, cobri inúmeros torneios de futebol, nacionais e internacionais.

Aventurei-me em alguns, poucos, trabalhos com tênis e futebol americano, outras paixões declaradas – especialmente primeiro.

Meu envolvimento com o MMA data da chegada de que um vizinho em minha casa, alucinado, com uma fita VHS que dizia ser “melhor que Karate Kid e O Grande Dragão Branco juntos”.

Era o UFC 1. Passando pelo PRIDE e chegando à era de ouro do Ultimate, entre altos e baixos na relação com as artes marciais mistas, comecei a trabalhar diretamente com o esporte nos últimos anos.

Hoje, sou editor do site Super Lutas.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa…

O que interessa…

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Tyrone Spong x Rampage Jackson

Começar é sempre difícil. Por isso conversar com o grande Renato Rebelo foi fundamental para definir o ponto de partida.

Entre algumas ideias, surgiu um comentário. “Você viu a nova do matchmaker do WSOF?”, disse.

Junto com a mensagem, ele me enviou um link para o Facebook do World Series of Fighting e a notícia de que Ali Abdelaziz havia proposto um desafio ao Bellator, seus lutadores contra os da organização comandada por Bjorn Rebney.

Para apimentar as coisas, Ali ainda sugeriu que a organização vencedora ficasse com toda a grana do pay-per-view.

Estava definido o tema do meu post inaugural para o Sexto Round.

A ideia não é pioneira, é bom que se diga.

O camarada Alexandre Matos, MMA Brasil, lembrou, por meio de seu Twitter, que houve uma tentativa semelhante alguns anos atrás, envolvendo Bellator e o finado Strikeforce, que culminaria em uma superluta entre Eddie Alvarez e Gilbert Melendez.

Na ocasião, a coisa não saiu do papel. Desta vez, pelo que acompanhei na imprensa internacional, a expectativa também não é por um desfecho positivo.

Desde que tomou gosto por adquirir os direitos sobre seus rivais, o UFC consolidou a imagem de evento único aos olhos do grande público – gerando inclusive uma, compreensível, confusão por parte dos mais desatentos entre as siglas da organização e do esporte.

Diante de um cenário tão desfavorável, uma pergunta se torna inevitável: “Como proceder?”.

Escutem, muita gente diz que o Bellator é o número dois e a mídia também diz isso, mas acredito que tudo se resume à vitórias. Se casarmos nove dos nossos caras com nove caras deles, acredito que venceremos – disse Ali no programa MMA Hour, do jornalista Ariel Helwani.

A resposta não é simples, e certamente não há fórmula predefinida para solucionar a questão, mas criar um fato novo é um ótimo começo.

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Marlon Moraes x Dudu Dantas

E foi justamente essa a intenção do vice-presidente executivo do WSOF.

Há alguns meses, o Bellator atraiu para si a atenção do mundo do MMA ao promover, pela primeira vez em sua história no modelo de comercialização pay-per-view, a luta entre Quinton Rampage Jackson e Tito Ortiz.

Os planos da organização, no entanto, acabaram tolhidos pelo grande carma dos esportes de alto desempenho, principalmente os que pertencem ao segmento de combate: as contusões.

Sem o Huntington Beach Bad Boy, o Bellator 106 foi para a TV a cabo nos Estados Unidos.

Ainda assim, o evento promoveu um card de respeito.

Os números de audiência foram excepcionais, com 1,1 milhão de telespectadores, mas o buzz criado pela noite de lutas ficou aquém do planejamento inicial.

Para quem sonhava ganhar mídia espontânea e ser notícia fora do noticiário especializado, fazer um evento que vai ser lembrado por muito tempo pela comunidade do MMA não é ruim, mas representa um reposicionamento de ambições para níveis bem mais modestos.

Não surpreende que seja o WSOF a propor tal mashup (na falta de expressão melhor).

Tal atitude condiz com a política do evento, mais aberto e cordial – postura essa possibilitada, é bom que se diga, pela posição de franco-atirador.

Do outro lado, contrastando com a turma de Ray Sefo, Bjorn Rebney e o Bellator seguem tentando bater de frente com o UFC.

Se esta obsessão não for um empecilho, mesmo aparentemente distantes, Bellator e World Series of Fighting podem se unir, para se enfrentarem, em breve.

O grande vencedor seria, sem dúvidas, o entendimento de que existe vida fora do octógono mais famoso do planeta.

Confira o card proposto:

Tyrone Spong x Rampage Jackson
Anthony Johnson x Attila Vegh
Andrei Arlovski x Vitaly Minakov
Marlon Moraes x Eduardo Dantas
Yushin Okami x Alexander Shlemenko
Rousimar Palhares x Douglas Lima
Justin Gaethje x Michael Chandler
Georgi Karakhanyan x Daniel Straus
Jon Fitch x Rick Hawn
David Branch x Brett Cooper

O que acham da idéia?

  • Bernardo Calheiros

    Excelente texto e bom reforço pro Sexto Round

    • Lucas Pereira Carrano

      Muito obrigado, Bernardo. Pela leitura e pelo comentário. Forte abraço!

  • Rodrigo Oliveira

    Seria um grande card se saísse do papel…

    SE…

  • Bruno Torres

    Eu pagaria para ver isso !!!

  • Diego Rizzo

    Para mim: Spong vence Rampage, Minakov vence Arlovski, Dantas vence Marlon, Shlemenko vence Okami, Toco vence Douglas Lima, Chandler vence Gaethge, Karakhanyan vence Straus, Fitch vence Hawn e Branck vence Cooper… 5×4 WSOF

    • Felipe Queiroz

      Seria muito bom, mas iria “queimar” contenders…

  • zagolee

    Grande Lucas Carrano, o intercâmbio de lutadores entre as organizações é algo realmente positivo, me lembra muito Marvel e DC… kkk! (É algo que os fãs de MMA querem ver!)

    Vale lembrar que toda iniciativa destas organizações merecem respeito, tipo… Há vida fora do UFC!

    Bjorn Rebney errou apenas dizer que seus lutadores vão vencer, pois podem perder e comprometer todo um trabalho de marketing de imagem da própria empresa.

    Sobre o UFC comprar as empresas rivais, isso realmente foi uma estratégia de monopólio em que você retira um competidor em potencial da jogada. O UFC não aproveitou os atletas como deveria e negativamente os atletas perderam com isso, pois não podem pleitear melhores salários por não terem outra opção de evento.

    • Lucas Pereira Carrano

      Sem dúvidas, cara.

      Apesar de quadrinhos também me agradarem, prefiro imaginar esse Bellator vs WSOF como um Marvel vs Capcom (sou um cara dos games, tenho que confessar).

      E o monopólio é realmente danoso ao esporte. Como mencionei no texto, não culpo a molecada que chega a dizer: “Quando crescer, quero lutar UFC”. hahaha

      Forte abraço!

  • zagolee

    Um adendo, veja o canal Combate, se tornou uma franquia UFC quando deveria ser um canal que disseminasse os eventos que acontecem no mundo todo… Para o verdadeiro fã de MMA todo evento é importante, inclusive sabemos que existem outros atletas fantásticos que não estão no UFC!

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