O que vi no Daguestão,
a cascagrossalândia do MMA

Lucas Carrano | 03/11/2016 às 13:11

Amigos do Sexto Round,

Como alguns de vocês, principalmente aqueles que acompanham o Podcast do 6R, devem saber, na última semana estive no Daguestão, a mística região russa dos wrestlers/ lutadores de sambô mais duros do MMA, também conhecida como “Cascagrossalândia” por essas bandas.

Abaixo, compartilho com vocês algumas das impressões que tive após visitar essa região que faz parte do imaginário coletivo dos fãs das artes marciais mistas.

O clima é de cidade pequena

Após uma escala na gigantesca Moscow antes de embarcar para a região sul da Rússia, não dá para deixar de notar a gritante diferença de tamanho, e pujança, da capital da Federação Russa com Makhachkala – capital e principal cidade da república daguestanesa.

Este pobre escriba com Makhachkala ao fundo

Este pobre escriba com Makhachkala ao fundo

Não se enganem, Makhachkala não é uma cidade tão pequena assim, com quase 600 mil habitates atualmente, mas tem aquela vibe interiorana, sabe?

Não que muitas pessoas falem muito inglês na Rússia, mas no Daguestão chegou ao ponto da recepcionista do hotel em que fiquei (revisado como o melhor da cidade no Trip Advisor, diga-se de passagem) não saber nem o verbo to beGoogle Tradutor pra que te quero.

A (não) agitação da cidade também denota essa condição, bem como o comportamento de alguns locais com relação a minha presença – até um pouco assustados, pois não estão acostumados a receberem turistas, que dirá um brasileiro radicado no Bahrein.

Este clima, é claro, favorece o foco quase exclusivo às artes marciais por parte dos atletas, que têm poucas distrações – e some-se a isso o fato do Daguestão ser uma República majoritariamente muçulmana.

O resultado é um grupo muito grande atletas reunidos e treinando de duas a três vezes por dia, seis vezes por semana, em intensidade absurda.

Todo mundo luta alguma coisa

Quando eu digo “todo mundo”, quase que chega a não ser força de expressão. Praticar algum tipo de arte marcial chega a ser uma obrigação se você é um homem daguestanês.

Desde muito jovens, os garotos já são iniciados no mundo das lutas e, como sabemos que é bem difícil viver de outras artes marciais (mesmo as olímpicas), o caminho mais natural tem sido mesmo o do MMA.

O relato a seguir me foi feito pelo peso médio/meio-pesado do World Series of Fighting, e invicto no MMA em nove lutas, Shamil Gamzatov.

Não é uma questão de opção. Quando você é jovem, seu pai não te pergunta qual esporte você quer praticar, mas sim qual luta você vai fazer. Mesmo os meus amigos que não se tornaram atletas profissionais como eu, praticaram ou ainda praticam algum tipo de arte marcial”, disse-me o lutador de 26 anos.

O espírito guerreiro está no sangue

O Daguestão fica na região do Cáucaso, às margens do Mar Cáspio, e tem sua história marcada por guerras, conflitos, reconquistas e sucessivas batalhas. O povo, portanto, está historicamente acostumado ao combate.

É lógico que fui provar a culinária local

É lógico que fui provar a culinária local

Mas esta questão vai ainda além. Pego como exemplo o peso meio-médio Gadzhimusa Gaziev, que fará a luta co-principal do Brave 2 em dezembro, e motivo da minha visita ao Daguestão.

Em diversos momentos, Musa, como é chamado pelos amigos, pedia para que certas coisas não fossem registradas, ou mesmo perguntava minha opinião sobre o impacto de determinadas cenas sobre sua imagem.

Se alguma coisa remotamente o fazia parecer ostentar, se exibir ou algo do tipo, logo já vinha um desconforto e, mais uma vez, os pedidos pra desconsiderar aquele momento.

Por outro lado, qualquer demonstração de força, poder (principalmente bélico) e dedicação aos treinos é extremamente valorizada e, praticamente, a única imagem que os daguestaneses querem vender.

Os locais também atribuem sua aptidão física para a prática esportiva à dieta local, com uma culinária rica em proteínas – com muito frango e carnes vermelhas grelhados -, pão branco, queijo e legumes.

Luta é o esporte mais popular

Sabe aquela velha máxima de que o MMA se tornou o segundo esporte do brasileiro?

Todo mundo (mesmo) curte luta

Todo mundo (mesmo) curte luta

Pois no Daguestão, acredite, não só as artes marciais mistas, mas como qualquer modalidade esportiva de combate, são preferência nacional. E isso é muito sério.

Todos os bares e restaurantes transmitem eventos locais e internacionais ao vivo e em VT, a maioria das pessoas conhece os principais lutadores e tem palpite para dar sobre as principais lutas – e não é aquela coisa rasa e superficial.

Makhachkala não tem tradição em esportes de inverno, portanto está fora do circuito do hockey, modalidade mais popular na Rússia, e tem somente alguns campos de futebol.

Por outro lado, em qualquer praia ou montanha que você for, fatalmente vai haver alguém fazendo um treino físico (no mínimo uma corrida), ou shadowboxingwrestling.

Derrubar não é a única coisa que importa

Permita-me explicar: não é que os caras não respirem wrestling, mas sim que há bastante academias que oferecem treinos de trocação.

O jiu-jitsu, é bem verdade, ainda é um quase desconhecido – até há professores na região (um deles até brasileiro, pelo que fiquei sabendo), mas o número de praticantes é bem pequeno, especialmente se comparado ao Combat Sambo ou o submission wrestling.

No entanto, ao contrário do que se pode imaginar, não é raro encontrar turmas de caratê, taekwondo, kickboxing ou boxe na cidade – com atletas locais obtendo resultados expressivos em competições nacionais e internacionais.

Há um monstro (ou mais) por academia

"Trombamos" com um wrestler olímpico nas montanhas

“Trombamos” com um wrestler olímpico nas montanhas

Parece brincadeira, em cada uma das várias academias que visitei tinha um atleta olímpico, um medalhista olímpico, um campeão nacional ou internacional de qualquer modalidade, ou, no mínimo, um representante em um dos principais eventos de MMA do planeta.

E acreditem: há MUITAS academias. A cada cinco minutos você passa por uma equipe e ouve: “O Khabib Nurmagomedov treina aqui”, “aqui é o Islam Makhachev“, “Rashid Magomedov”, etc.

A concentração de atletas de altíssimo nível em uma cidade relativamente pequena, e repleta de academias, gera um cenário de ampla concorrência interna.

Assim, os diversos lutadores competem entre sim, com amigos e colegas de treino em eventos amadores e até profissionais por um lugar ao sol.

Dessa “eliminatória da morte”, por fim, saem somente os mais duros, e a maioria deles acaba sendo alvo dos grandes eventos de MMA do planeta.

Considerações finais

Talvez minha principal surpresa com relação ao Daguestão tenha sido o povo, extremamente acolhedor e hospitaleiro – principalmente se comparado a Moscou, por exemplo.

E sabem o que é ainda mais espantoso? Por mais que tenha cruzado com uma enorme quantidade de atletas inseridos no circuito internacional, há ainda um espantoso número de caras duríssimos “escondidos” nas academias dessa região de pouco mais de 50 mil km².

Abraços!

PS: será um prazer continuar esse papo nos comentários. Deixem suas perguntas ou observações nos comentários e, na medida do possível, irei respondendo.

  • Fabricio Alves

    A USADA pode derrotar todos esses caras.

  • Renato Rebelo

    Relato sensacional. Recomendo a todos os fãs de MMA.

  • João Vitor Xavier

    Sensacional, Carrano!

  • Daniel Piva

    Excelente relato.

    Duas perguntas:

    1 – a questão de estrutura das academias e também o suporte que elas passam aos atletas é bom?

    2 – a Rússia sofreu muito com o doping nos esportes olimpicos. Como eles têm reagido a isso e como está a questão no MMA?

    Abraço e excelente trabalho.

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Pô exatamente o que eu gostaria de saber a sua segunda pergunta, se eles comentaram alguma coisa sobre a questão do doping no MMA, pois muitos russos tão sendo pegos.

  • William Amaral

    Parabéns pelo relato, Carrano.

    Você crê que esse desprezo por “aparecer” seja reflexo de uma ‘criação socialista’ dos pais da geração de Khabib e cia.?

    • Lucas Pereira Carrano

      William,

      Difícil imaginar que não seja, não é? Mas não sou muito de crer em respostas fáceis, portanto considero que este seja um dos fatores. Não tenho profundidade analítica e nem condições de precisar o quanto isso foi importante, mas certamente está no bolo.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    E as daguestanesas? O Daguestão tá bem servido, rs? Excelente relato, o povo me aparenta muito acolhedor mesmo, por mais que dá medo essa situação política do local.

    • Fernando Cruz

      Mano, imagina só a situação: tu é um sulamericano/ocidental, num país oriental conhecido por não gostar muito de estrangeiros (a Rússia é conhecida pela xenofobia), numa região marcada por conflitos armados, muçulmana praticante e em que qualquer habitante masculino pode ter ‘amassar’ como um papel manteiga. Mano, se acha que ele vai ousar olhar/analisar uma daguestanesa !?? (Kkkkkkkkk)
      Cê é louco cara? Imagina se a mina é comprometida? Eu sendo o Carrano só andava olhando para baixo, para nem ariscar! Kkkkkkk.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        kkkkkkkkkk, tem isso, e creio que ainda tem a roupa, já que lá é um estado islâmico as meninas não devem se vestir muito amostradas hehe

    • Lucas Pereira Carrano

      Idonaldo,

      Vi poucas mulheres por lá (as muçulmanas, obviamente, não dão muito as caras ou se cobrem). Mas havia algumas bem bonitas sim.

      De toda forma, como já até foi dito, caso apareça por lá, não recomendo muito que flerte com elas. Hahahahhaha

  • Luis Coppola

    Belo relato Carrano!
    Os Russos/Daguestaneses precisam resolver o problema com os vistos para entrarem e lutarem nos USA que alguns atletas vem tendo ultimamente..

  • Hugo Marques

    Resumindo: quantos campeões esse cú de mundo tem no mma ??

    • Lucas Pereira Carrano

      Se a pergunta é “no MMA”, a resposta é “são vários”, Hugão. No UFC, de fato, eles (assim como qualquer outro russo) ainda não chegaram la.

      • Hugo Marques

        É no mma mesmo irmão ! Até pq se for depender só do Ufc pra assistir luta boa, estamos fudidos !! Abraço !

        • Hugo Marques

          Em eventos de porte médio por exemplo …. Pq aí eu já fico ligado no cara pra ver as lutas…

  • Rudá Corrêa Viana

    sinceramente eu não sabia dessas informações e conhecimento cultural nunca eh demais. Interessante como lugares assim são berços de atletas de alto nível. Apesar de ter uma academia em casa esquina, imagino que a estrutura dessas academias eh bem simples, com algumas raras exceções de academias top de estrutura de treinamento. Ou estou errado?

  • Bruno

    Excelente matéria, Carrano!
    O Daguestão é realmente o lugar mais casca grossa do mundo.

  • Mauricio

    Carrano, Parabéns pelo relato que ficou foda!

    Vale aquela máxima de que se treinar com os melhores se tornará um deles, vamos ver daqui mais um tempo..

    Duvida: Como são as estruturas físicas para treinos lá? Os daguestaneses investem também na estrutura ou o foco maior é na técnica ?

    • Lucas Pereira Carrano

      Maurício, há todo tipo de academia. Uma das que fui tinha estrutura que não deixa em nada a desejar perante as principais do mundo (exceto as gigantes dos EUA – mas aí nem Brasil e Europa tem estrutura focada em luta como algumas grandes de la).

      A maioria, no entanto, é decente. Não tem luxo, mas também não é precária.

  • André B

    Fiz questão de logar só para dizer que foi uma das melhores colunas que já li aqui no sexto round (se não for a melhor), e já acompanho há anos.
    Parabéns pelo trabalho.

    • Lucas Pereira Carrano

      Valeu, Andrezão. Fico muito feliz que tenha gostado e muito obrigado por se dar o trabalho de vir aqui externar isso. 🙂

  • Juan

    Aqui no Ocidente ainda sabemos muito pouco sobre os países da antiga União Soviética. Por isso essa matéria ficou muito interessante. Parabéns Carrano!

  • Robson Oliveira

    interessantíssima a reportagem. Tem mais material? O material que vc colheu vai ser publicado onde?

    • Lucas Pereira Carrano

      Fala Robson,

      Os vídeos (nao só no Daguestão, mas também Stuttgart, Nottingham e Tijuana) estarão no canal do Brave a partir de 16 e 20 de novembro. Seguir nas redes sociais é o jeito mais fácil de não perder o lançamento (@bravemmaf).

      Abraço

  • Caio Abreu

    Sensacional, sempre tive muita curiosidade de saber o que esse monstros do leste europeu comiam e se way of life. Tenho extrema admiraçao por essa galera pois sao caras extremamentes duros nas lutas e isso é algo que eu aprecio bastante, parabéns pela reportagem e estou no aguardo das proximas partes.
    Sugestao : Carrano que tal uma materia sobre o jiu-jitsu no Bahrein e a popularidade do esporte no pais. Feliz por vc ter voltado ileso.

  • Daniel R Carletti

    Para de enrolar, fala panoes. A cerveja tava como? Vem gelada mesmo? Boa ou prefere um chope Devassa?

    Excelente matéria, Carrano, obrigado por abrir nossa mente pra esse lugar que poucos conhecem!

    • Lucas Pereira Carrano

      Cara, eu não bebi por lá. Só sai com atleta e fiquei meio receoso pelo background islâmico (há regras diferentes para diferentes lugares). Hahahaha

      Mas com certeza gostaria mais do que chopp Devassa.

  • Tiago Nicolau de Melo

    Não sei como o Colunista está de relacionamento, mas rolou de abrir/instalar o Tinder/Happn por lá?

    • Marcus Vinícius

      Fica na sua, rapaz, ele é casado com minha irmã. Hahaha

      • Tiago Nicolau de Melo

        Opa… por isso perguntei do estado civil do rapaz. Às vezes o cara abre só pra testar o app, mesmo.
        =D

        • Marcus Vinícius

          Hahaha brincadeira, bro.

      • Juan

        hahahahahaha

      • Renato Rebelo

        Hahaha o irmão da Raissa acompanha o Sexto Round, então? = )

        • Marcus Vinícius

          claro, irmão! desde sempre. no Twitter e nas outras redes vizinhas. hehehe

    • Lucas Pereira Carrano

      Tiagão,

      E não é mentira. Eu realmente sou casado com a irmã dele. Hahahahha

      • Tiago Nicolau de Melo

        Hahahahahaha, já pensei que era um troll do Sexto.

  • KRS Porlaneff

    Excelente matéria, Carrano. Sou um apaixonado pela cultura russa em geral (embora não tenha tendência alguma ao comunismo e socialismo) e sempre tive curiosidade de saber o que acontece nas áreas mais “afastadas” da extinta URSS – em especial norte/nordeste da Sibéria, região da Estônia, fronteira com Mongólia, fronteira com Finlândia e beira do Mar Cáspio.

    Nessa de culinária, você acabou ficando no básico mesmo de carne grelhada/pão/queijo/legumes ou se aventurou a experimentar as coisas como a famosa “gelatina salgada” e sopa fria com caviar?

    • Lucas Pereira Carrano

      Cara, como comunicação era mt difícil, eu comi o que me foi dado. De coisas mais diferentes o principal destaque foi um pão local (uma mistura de pão branco e queijo-que fica parecendo uma pizza) e suco gaseificado de estragão – ambos bem bons (o suco só é meio enjoado). Mas quer saber o que mais me deixou de cara: a fartura. Nunca vi tanta comida – e por um preço tão baixo.

      • KRS Porlaneff

        Até onde eu sei, a fartura de comida é normal entre as pessoas dos ex-países soviéticos em geral. Já vi alguns filmes ambientados na Rússia e filmes que retratam famílias russas, e mesmo pra um almoço de domingo de uma família de 5 pessoas,sempre é banquete comparável às nossas ceias de natal.

        Vi um vídeo no YouTube esses dias de um rapaz brasileiro que mora na Rússia e ele falou também dessa questão de comida farta.

  • Rodrigo Carvalho

    Da pra apostar em algum nome desconhecido do grande “Plano” mundial?

    • Lucas Pereira Carrano

      Rodrigão, difícil dar um chute certeiro pelo pouco que vi – registrei mesmo aquela primeira impressão de que vi mts desconhecidos duríssimos por lá.

      Mas fique de olho nesse fera que citei no texto, e que acabou se tornando um bom amigo: Shamil Gamzatov.

  • Lucas Silva

    Carrano excelente relato. Uma pergunta aqui, construí com seu relato uma imagem de todo esse entorno, esse material do Gaziev será publicado?

    • Lucas Pereira Carrano

      Fala, xará. Os vídeos (nao só no Daguestão, mas também Stuttgart, Nottingham e Tijuana) estarão no canal do Brave a partir de 16 e 20 de novembro. Seguir nas redes sociais é o jeito mais fácil de não perder o lançamento (@bravemmaf).

  • João Paulo Pereira

    Seria ainda mais maluco se tivesse algum registro em vídeo dessa visita!

    • Lucas Pereira Carrano

      E tem, João. Mas redes sociais do Brave você vê algumas partes do que rolou e o vídeo completo que fui fazer sai em 16 e 20 de novembro.

      • João Paulo Pereira

        Avisa por aqui quando sair, man!

  • Leo Corrêa

    Muito legal o relato. abraço o

  • Hyuriel Constantino

    É o vulgo celeiro. heheh…

  • Célio Júnior

    Fico feliz em saber que você está bem, Mineiro como sou fiquei ressabiado e preocupado, principalmente com sua integridade física e psicológica, pois o Renato a todo instante atentava ao risco que tu estaria correndo nesse país… disse que iria regressar com certeza faltando algum naco de carne.

    Gostaria de saber se eles são xenófobos, racistas ou intolerantes por que tenho muito interesse em visitar essas regiões ( por incrível que pareça ). Lhe pergunto isso por passar constrangimentos em minha ida a Barcelona, sendo que tive de fazer escala em Madrid, onde fui muito mal recebido por parecer muito com Marroquino e sempre ouvir um “Salaam Aleikum” quando passeava pelas Ramblas de Barcelona.

    Parabéns pelo trabalho, relato muito fera.

    #pas

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Credo, a sensação deve ter sido horrível…

      • Célio Júnior

        Mano, é muito ruim, os caras odeiam os árabes, Madrid o povo é soberbo, mas Barcelona é mais acostumada com turista, então é de boa. Gostei de Paris, me senti em casa, tem muito árabe kakakak.

        • Lucas Pereira Carrano

          Celio, como o Daguestao é muçulmano (e o cumprimento deles literalmente é Salaam Aleikum) acho que dificilmente você teria um problema do tipo por lá.

          Mas problemas étnicos estão por toda parte. Sempre tem um povo que não gosta/implica com o outro – principalmente em uma região com uma história tão longa (portanto tanta coisa pra remoer).

          • Célio Júnior

            Valeu.

  • Roberto Amado

    Sensacional a matéria Carrano, parabéns! Agora me diz uma coisa, vc não fez nenhum treino soltinho de wrestling com a turma??

    • Lucas Pereira Carrano

      Hahahahahha

      Não, Roberto. A agenda tava cheia de gravações e eu também não queria assusta-los com minhas habilidades incríveis.

      • Roberto Amado

        Hahahah… Tô ligado que vc apenas não queria lesionar de novo o Nurmagomedov… Muito humano de sua parte

  • bedotRJ

    Excelente matéria. Uma pergunta, Carrano: quem vc mandaria prá fazer um treininho de leve com essa galera, o Resende ou o estagiário? O Tannuri tá fora por uma questão de tez.

    • Lucas Pereira Carrano

      Lógico que o Rezende. Tô cheio de parças la agora, era só dar um sinal e, a la Godfather, eles fariam um “sparring irrecusável”. Hahahhaha

  • Álvaro

    Jornalismo bem feito é um manjar. Parabéns, Carrano. Texto muito interessante.

  • IMPERADOR

    Ótima reportagem, Carrano!
    Pergunta:
    Que atleta | academia, do brasil, poderia fazer um intercâmbio e se beneficiar da excelência desse lugar?

  • José Pereira

    Carrano, fiquei morrendo de inveja da tua viagem. Adoro viajar nesses lugares mais undergrounds.

    Fiquei com três dúvidas:

    Como você avaliou a estrutura de suporte da academia para os atletas no tocante a treinos de preparação física, muscular, variedade de professores e etc? Como tu trabalhas diretamente com isso, você fará um julgamento bem preciso da situação.

    Dos dias em que ficaste lá, qual tua conclusão sobre a dieta deles? A comida típica possui algum tempero mágico na forção dos atletas? hahahahahah

    Rola intercâmbio com os povos próximos? Geórgios, chechenos, ázeris, armenios e etc? Ou são todos tretados?

  • James sousa

    Carrano qual a principal diferença nos treinos de lá em relação aos dos treinos aqui no Brasil ?

  • Guilherme Yamashita Anami

    Ótimo relato, Carrano! Não creio que haja muito material sobre o Daguestão na imprensa especializada em MMA.

    Uma pergunta: há estrangeiros treinando por lá? Parece ter muita oportunidade pra treino e o custo de vida não deve ser dos mais caros, mas imagino que o choque cultural seja grande.

    Abraço

    • Lucas Pereira Carrano

      Guilherme, há sim. Mas não tantos. Como disse, não tem tanta gente assim que fala uma segunda língua por la, ai acaba restringindo bastante aos conterrâneos.

      O principal lutador do Bahrain, no entanto, tá fazendo seu camp pro Brave 2 lá. Mas pq tem contato e já conhece o pessoal.

      Neste ponto de trocas culturais eles acabam ficando devendo.

      Abraço.

  • Tito Ortiz

    Parabens!

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