Cinco motivos para não perder o UFC on Fox 9

Renato Rebelo | 12/12/2013 às 22:48

De Brisbane, Austrália, o circo do Ultimate viajou meio mundo até aportar em Sacramento, Califórnia, para o UFC on Fox 9.

A cidade, lar da equipe Alpha Male, cederá ao evento três de seus habitantes mais ilustres: Joseph Benavidez, Urijah Faber e Chad Mendes.

Aguar o chope desse trio parada dura será missão para os visitantes Demetrious Johnson, Michael McDonald e Nik Lentz – respectivamente.

Além desses, outros casamentos também chamam bastante atenção.

Vamos àquele meu tradicional lobby não-remunerado a favor da assinatura do Canal Combate:

TITULOReencontro inevitável

O UFC 152 coroou o primeiro campeão peso-mosca do UFC: Demetrious Johnson. Em decisão mais apertada que calça de cantor sertanejo, “Mighty Mouse” frustrou Joseph Benavidez – o outro finalista do GP. Passaram-se dois anos e nem um, nem outro encontrou sarna pra se coçar. “Joejitsu” nocauteou Darren Uyenoyama e Jussier Formiga e sobrou contra Ian MacCall. O orelhudinho, por sua vez, anulou John Dodson em cinco rounds e esticou o braço de John Moraga. Agora, os dois melhores do mundo até 57 quilos colidem novamente. Vingança ou manutenção?

FABERGaroto californiano x garoto prodígio

O que mais impressiona: acumular 16 vitórias no MMA com apenas vinte e duas primaveras ou passar os últimos três anos e meio sem um coitozinho sequer? Ambos os fatos atestam a tenacidade do jovem Michael McDonald. Desde 2009, o cabuloso Renan Barão foi o único a pará-lo – e, mesmo assim, bambeou na trocação franca. Logo em seguida, Brad Pickett, ex-top da categoria, apanhou feito torcedor em estádio de futebol brasileiro. Poucos duvidam que “Mayday” será campeão um dia, a questão é se ainda é cedo pra encarar um veterano tão ardiloso quanto Urijah Faber. Aos 34 anos, o “Califórnia Kid” luta no quintal de casa em busca do quinto “title shot” da carreira. Pra chegar lá, terá que colar no garotão e evitar seus socos doídos. Seu mundo é a grade!

CHADPassatempo, “Money”?

Convocado pela primeira vez para um card principal, o outrora introspectivo Nik Lentz falou um monte na coletiva de imprensa pré-luta. Além tirar Chad Mendes pra superestimado, “Carny” disse que se considera desafio mais duro que José Aldo. Seria um caso de muito latido e pouca mordida? Lentz é conhecido basicamente por grudar “nego” na grade, derrubar e bater por cima. Um representante genuíno do impopular “lay and pay”, eu diria. Acontece que “Money”, no papel, é o wrestler superior, possui trocação mais refinada e contundente, é mais ágil, se movimenta melhor… Considerando que manutenção de distância é antítese do jogo de “abafa”, nem a envergadura superior (173m x 1,68m) do representante da American Top Team deve ser convertida em vantagem. Tá difícil comprar seu novo discurso, fera!

LAUZONO excitante J-Lau

Ganhar ou perder é mero detalhe para Joe Lauzon. O barato do cara é mesmo doar a vida por um suculento checão extra (nocaute, finalização ou luta da noite). Em sete anos de carteira assinada pela Zuffa, 12 desses já bateram em sua conta… Acontece que o passado performático não vai segurar a onda de “J-Lau” pra sempre. Com três derrotas em quatro lutas, o faixa-preta de jiu-jítsu chega em Sacramento com a corda pescoço. A mistura vira nitroglicerina pura quando adicionamos o porradeiro Mac Danzig – em jejum desde abril de 2012- à equação.

BARBOSAProva de fogo pra Barboza

Desde que teve sua ascensão freada por Jamie Varner, em maio de 2012, Edson Barboza foi pouquíssimo exigido. Em 2013, o agora peso-galo Lucas Mineiro e Rafaello Trator, combinados, golpearam o carioca de Friburgo apenas 32 vezes. Contra o Alpha Male Danny Catillo, no entanto, o buraco pode ser mais embaixo. O “Último Chamado” não é pegador, mas venceu cinco das últimas seis combinando boxe com wrestling em ritmo alucinante. Seu pedigree na luta agarrada pode muito bem acabar virar kryptonita para o muay thai agressivo do brazuca. Resta saber se os treinos com os grapplers Ricardo Cachorrão e Frankie Edgar em Nova Jersey blindarão Barboza nesse desafio logístico.

Obs: ainda teríamos Carlos Condit x Matt Brown se o “Imortal” não estivesse com duas hérnias de disco na lombar.

Abraços.

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