Sexto Round palpita: Mark Hunt x Antônio Pezão

admin | 04/12/2013 às 21:57

Derrotados no UFC 160, Antônio Pezão e Mark Hunt buscam reabilitação no prato principal do UFC Fight Night 33.

O evento, que rola nesta sexta-feira em Brisbane, Austrália, também traz Maurício Shogun x James Te Huna na co-luta principal.

Com o serviço dado, vamos à opinião das Mães Dinahs do Sexto Round para a colisão entre os pesos-pesados:

FERNANDO

Fernando Cappelli

A diferença de tamanho é algo que deve ser levado em conta. Hunt tem 1, 78 m e Pezão módicos 1,95 m. Mas o neozelandês traz na manga uma vitória acachapante por nocaute sobre a torre holandesa Stefan Struve (2,11 m), o pesado mais alto do “crew” atual do UFC. Ex-campeão do K-1, aos 39 anos, o lutador da Oceania tem cacife de sobra e mantém perigo constante em pé, com punhos pesadíssimos e queixo de (muito) respeito – o que possibilita táticas mais kamikazes de esperar golpes pesados para encaixar contragolpes. Depois de quebrar o maxilar de Struve, em diversos momentos ele deu um ‘calor’ em Júnior Cigano, no combate entre ambos na edição 160 (quando acabou nocauteado no terceiro assalto). Mesmo assim, ainda apresenta severos problemas de adaptação ao MMA, com defasagens mais gritantes no grappling. A receita mais direta do paraibano então será aproveitar a corpulência, clinchar levar o neozelandês para o solo e descer o braço sem dó, receita que já causou terror até em Fedor Emelianenko. A contrapartida está na falta de velocidade e atleticismo nem sempre confiável de Pezão. Pelas características da colisão técnica da vez, o brasileiro terá de redobrar cuidados, para não cair em alguma armadilha tramada com o boxe brutal de Hunt. Aposto que Pezão conseguirá impor a tática do amassa e levará a melhor por nocaute técnico.

RENATO_EDITRenato Rebelo

Vejo o orgulho de Antônio Pezão sendo o fiel da balança na Austrália. Caso entre pra nocautear, como disse em vídeo disponibilizado pelo UFC, nem a colossal diferença de tamanho – envergadura (2,08m x 1,88m) e peso (+ ou – 12kg)- são garantias de salvo conduto contra o primeiro não-europeu a abocanhar o K-1 World GP. Hunt porta mãos e queixo igualmente amaldiçoados e desafiá-lo em pé com aquele crânio deveras avantajado é pedir hora extra ao anjo da guarda. Por outro lado, de costas pro chão, o rechonchudo neozelandês de 39 anos se movimenta como um cágado. Levando em conta que “Bigfoot” é faixa-preta de jiu-jítsu e vem afiando o wrestling desde o UFC 146 com o peso-pesado olímpico Steve Mocco, abafar, quedar e bater (seu ground and pound é fera!) seria uma estrada alemã sem limite de velocidade – enquanto trocar é a BR 116, rodovia da morte. Como não desconfio de sua inteligência -muito menos de suas metas profissionais-, Pezão, TKO (da montada), round 3.

Venho de derrota, não quero perder, quero sair daquela arena com a vitória para projetar novamente meu caminho pra um cinturão, por que esse é meu grande objetivo – mandou Pezão.

E pra vocês, amigos, quem leva?

Abraços.

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