Sexto Round palpita: Nate Diaz x Gray Maynard

admin | 29/11/2013 às 19:02

No card que define meninas e meninos vencedores da 18ª edição do reality show “The Ultimate Fighter”, capitaneada pelas arquirrivais Misha Tate e Ronda Rousey, Nate Diaz e Gray Maynard, ambos ex-desafiantes ao cinturão dos leves, buscam reabilitação.

Nate, irmão mais novo do polêmico Nick Diaz, caiu na decisão para Ben Henderson e, na sequência, foi nocauteado por Josh Thompson.  

Já o “Bully” apagou com a mão pesada de TJ Grant em maio.

Vale lembrar que esse será o terceiro encontro entre eles.

Na casa do TUF 5, Nate finalizou na guilhotina. Quase três anos depois, Maynard deu o troco espremendo uma decisão dividida.

E aí, quem leva a trilogia?

Seguem os chutes das Mães Dinahs do Sexto Round: 

FERNANDOFernando Cappelli

Ambos são porradeiros natos, mas vêm de derrotas (Diaz de duas consecutivas, Maynard de uma). Resta saber se isso pode influenciar, mesmo que subjetivamente o fator sangue nos olhos. Prefiro confiar na premissa de que não dá para se modificar tão profundamente o instinto de um lutador. A dupla não é lá exemplo de táticas mais apuradas e deve se doar ao máximo ao melhor estilo ‘dane-se o resultado’. Em pé, Maynard funciona como uma máquina. Seu padrão minimalista do abafa/golpeia, golpeia/abafa é quase metódico, aliado ao nível de preparo físico brutal dos atletas oriundos da luta olímpica do Tio Sam. Referência no wrestling adaptado ao MMA, sabe bem dosar o ritmo quando o oponente está disposto a corresponder ao estilo Brucutu sempre empregado. Nate é um Diaz brother, ou seja, marra, cara de mau, guarda aberta, provocação. Todo ‘misce en scene’ que já abalou atletas experientes e que hoje em dia é um tanto manjado. O cara também tem alta estirpe no jiu-jitsu e sabe bem usar o porte longilíneo para estabilizar posições, controlar castigos com as costas no solo e encadear finalizações. Isso pode ser essencial para encaixar triângulos – por exemplo – caso seja pego nas quedas sempre pontuais e contundentes do adversário. Maynard é um golpeador mais básico de avanço/recuo, com grande poder no punho direito. Diaz trabalha melhor a movimentação lateral e usa os recursos dos chutes frontais e socos no plexo para dominar distâncias. OK, o palpite é mais complicado do que aparenta. Se a fase de ambos não está lá uma beleza, dá para levar em conta o conjunto da obra e coisas do tipo. Desta vez, voto em Diaz, por finalização.

RENATO_EDITRenato Rebelo

Não é segredo que wrestling é kryptonita para o irmão Diaz mais novo. Ben Henderson, Rory MacDonald, Dong Hyun Kim, Joe Stevenson e Clay Guida já provaram essa tese no passado. É verdade que Nate agora é faixa-preta e dá botes perigosos – mas confiar na guarda nunca é boa pedida na atual conjuntura. Em contrapartida, o “Bully”, que costuma confiar no poder das mãos, adotou postura mais comedida após o nocaute sofrido para Frankie Edgar. O fato de TJ Grant ter detonado seu queixo logo em seguida agrava ainda mais o problema. Creio que Maynard entra pra garantir os três pontos. 1 a 0 chorado, feio, é goleada. Aí, é só juntar lé com cré. Wrestler colegial temeroso versus ausência de defesa de quedas, o que dá? Nate Diaz por finalização no terceiro round, ora! Se não “garotear”, como fez com Josh Thompson, Diaz leva vantagem em pé – com seu belíssimo boxe heterodoxo e a diferença de envergadura gritante (1,93m x 1,78m). No chão, o representante da AKA também já deu seus moles (foi finalizado pelo próprio Nate no TUF 5). Só adianto que meu palpite pode não estar sendo totalmente neutro. Depois das surras aplicadas no “Cowboy” Donald Cerrone e em Jim Miller, Nate tornou-se um dos meus lutadores favoritos. Meus amigos, lá no âmago, nenhum ser humano é 100% imparcial – e, talvez, haja uma pitadinha de gosto pessoal na escolha de hoje. Portanto, se forem botar uma graninha, saibam que Gray é ligeiramente favorito (-125).

E pra vocês, amigos, quem leva?

 Abraços.
Tags: , ,