De olho no vice: três pontos altos do Bellator 109

Lucas Lutkus | 23/11/2013 às 17:03

A 109ª foi uma das melhores edições do Bellator em 2013.

No ano em que a companhia assinou com a Spike TV e passou a operar sob a tutela da gigante Viacom, Bjorn Rebney derrapou algumas vezes, mas, no geral, vem conseguindo provar a qualidade do seu produto.

Ontem, na Pensilvânia, duas finais de GP e uma disputa de cinturão regeram a orquestra.

Vamos aos pontos altos:

GOITIFenômeno nipônico

Nascido no Japão e importado pelo Brasil, o peso-pena Goiti Yamauchi, de apenas 20 anos e cartel com 16 vitórias em 17 lutas, segue impressionando. O campeão do curitibano Smash Fight assinou com o Bellator em setembro e, de lá pra cá, já nocauteou e finalizou (tudo no primeiro round). Saul Almeida, vítima da vez, jamais havia sido derrubado em 17 apresentações – mas caiu babando assim que primeira barragem de socos do prodígio entrou. Qual é o limite para Goiti?

WILLMais atropelos

Inspiradas por Goiti, que passou o carro no card preliminar, as finais dos GPs dos leves e meio-médios nos trouxeram duas verdadeiras surras no principal. Enquanto Will Brooks, visto como zebra, destruiu o poderoso russo Alexander Sarnavskiy – com um raro triplo 30-26-, o judoca olímpico Rick Hawn provou, mais uma vez, que bate doído. “Genghis” desmontou o ex-Strikeforce Ron Keslar – algoz dos duros Sergio Jr e War Machine nas rodadas anteriores – com uma penca de bombas de direita no terceiro round. Agora, Brooks segue em direção a Eddie Alvarez e Hawn parte pra cima do talentoso Douglas Lima.

SHMELENKOSem surpresas

Aos 36 anos, Doug Marshall chegou no Bellator desacreditado. Em fim de carreira, o “Rhino” havia perdido três das últimas quatro e tinha tudo para fazer apenas figuração no segundo maior evento do planeta. Acontece que, com quatro vitórias consecutivas (três nocautes no primeiro round), o brutamonte chacoalhou o peso-médio e garantiu o GP até 84kg. Na disputa pelo cinturão, no entanto, o buraco parecia ser bem mais embaixo – uma vez que o campeão, Alexander Shlemenko, traz consigo mais de três anos de invencibilidade. E não deu outra. Logo de cara, a diferença técnica saltou aos olhos e a “Tempestade” lançou um brutal raio de canhota na boca de estômago – que apagou o desafiante. A próxima vítima, digo, desafio de Shlemenko é Brennan Ward

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